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Escritores brasileiros

Literatura

Para compreender a história e a evolução de nossa literatura, é indispensável conhecer aqueles que fizeram dela uma grande arte: os escritores brasileiros.
Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector estão entre os grandes escritores brasileiros
Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector estão entre os grandes escritores brasileiros
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Há quem diga que nossa literatura brasileira, jovem se comparada com outras literaturas milenares, não tenha tradição. Sim, nossa história literária, iniciada no século XVI com os primeiros cronistas que aqui chegaram na época do descobrimento, conta com pouco mais de cinco séculos. Se formos considerar a história de nossas letras a partir da formação de uma literatura genuinamente brasileira, esse tempo é ainda menor, pois foi a partir do Barroco, no século XVII, que nossa identidade cultural e literária começou a ser desenhada nos textos de Gregório de Matos.

Falta de tradição não significa falta de qualidade literária, afinal de contas, quem ousaria diminuir a importância de nomes internacionalmente consagrados como Machado de Assis e Guimarães Rosa? Nossa jovem história no universo das letras não diminiu a importância e magnitude daquilo que já foi e ainda será produzido, tampouco coloca em xeque a genialidade dos principais escritores brasileiros. Nossa jovem literatura brasileira é pródiga em resgatar talentos e revelar outros. Dos primeiros cronistas aos contemporâneos, do Barroco ao Pós-Moderno, do rigor formal à desconstrução do Concretismo, sempre há nomes dignos de reverenciamento.

Escritores brasileiros que ilustraram a capa do periódico Cadernos de literatura brasileira, do Instituto Moreira Salles *
Escritores brasileiros que ilustraram a capa do periódico Cadernos de literatura brasileira, do Instituto Moreira Salles *

Rica nos diversos gêneros, seja no romance, na poesia, na crônica ou no conto, a literatura brasileira conta com nomes de grande representatividade, entre eles Castro Alves, Machado de Assis, Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Lygia Fagundes Telles, entre tantos outros que fizeram do ofício de escrever sua profissão de fé. Para que você conheça um pouco mais sobre nossos principais escritores brasileiros, o Brasil Escola preparou uma seção na qual você encontrará informação e conhecimento sobre a vida e a obra daqueles que construíram e constroem nossa identidade literária. Boa leitura e bons estudos!

*A imagem que ilustra o miolo do artigo foi feita a partir de capas do periódico Cadernos de literatura brasileira, do Instituto Moreira Salles.


Por Luana Castro
Graduada em Letras

Listagem de Artigos

artigos Escritores brasileiros

Lista de Exercícios
Questão 1

(PUC-CAMP) A leitura integral de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, permite a correta compreensão do título desse “auto de natal pernambucano”:

a) Tal como nos Evangelhos, o nascimento do filho de Seu José anuncia um novo tempo, no qual a
experiência do sacrifício representa a graça da vida eterna para tantos “severinos”.

b) Invertendo a ordem dos dois fatos capitais da vida humana, mostra-nos o poeta que, na condição
“severina”, a morte é a única e verdadeira libertação.

c) O poeta dramatiza a trajetória de Severino, usando o seu nome como adjetivo para qualificar a
sublimação religiosa que consola os migrantes nordestinos.

d) Severino, em sua migração, penitencia-se de suas faltas e encontra o sentido da vida na confissão final que faz a Seu José, mestre capina.

e) O poema narra as muitas experiências da morte, testemunhadas pelos migrantes, mas culmina com a cena de um nascimento, signo resistente da vida nas mais ingratas condições.

Questão 2

(Unifesp) Leia o texto a seguir e responda à questão.

Explico ao senhor: o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem — ou é o homem arruinado, ou o homem dos avessos. Solto, por si, cidadão, é que não tem diabo nenhum. Nenhum! — é o que digo. O senhor aprova? Me declare tudo, franco — é alta mercê que me faz: e pedir posso, encarecido. Este caso — por estúrdio que me vejam — é de minha certa importância. Tomara não fosse... Mas, não diga que o senhor, assisado e instruído, que acredita na pessoa dele?! Não? Lhe agradeço! Sua alta opinião compõe minha valia. Já sabia, esperava por ela — já o campo! Ah, a gente, na velhice, carece de ter uma aragem de descanso. Lhe agradeço. Tem diabo nenhum. Nem espírito. Nunca vi. Alguém devia de ver, então era eu mesmo, este vosso servidor. Fosse lhe contar... Bem, o diabo regula seu estado preto, nas criaturas, nas mulheres, nos homens. Até: nas crianças — eu digo. Pois não é o ditado: “menino — trem do diabo”? E nos usos, nas plantas, nas águas, na terra, no vento... Estrumes... O diabo na rua, no meio do redemunho...(Guimarães Rosa. Grande Sertão: Veredas.)

O texto de Guimarães Rosa mostra uma forma peculiar de escrita, denunciada pelos recursos linguísticos empregados pelo escritor. Entre as características do texto, está:

a) o emprego da linguagem culta, na voz do narrador, e o da linguagem regional, na voz da personagem.

b) a recriação da fala regional no vocabulário, na sintaxe e na melodia da frase.

c) o emprego da linguagem regional predominantemente no campo do vocabulário.

d) a apresentação da língua do sertão fiel à fala do sertanejo.

e) o uso da linguagem culta, sem regionalismos, mas com novas construções sintáticas e rítmicas.

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