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Murilo Mendes

Literatura

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Murilo Monteiro Mendes nasceu em maio de 1901, em Juiz de Fora, Minas Gerais.
O autor diz que sua inspiração poética veio da visualização da passagem do cometa Halley em 1910, ainda criança. Iniciou a Escola de Farmácia, mas não concluiu. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1920.

Executou diversas atividades, a procura de estabilidade profissional: prático de farmácia, professor de francês, funcionário do cartório, telegrafista, arquivista do Ministério da Fazenda. Mas foi durante seu período como escriturário do Banco do Brasil que o autor começou a colaborar com textos e poemas para jornais e revistas do período Modernismo, como Revista de Antropofagia, Verde, Terra Roxa, Outras terras.

O autor fazia parte de um grupo que, na década de 30, encontrou no cristianismo o refúgio para as crises política e ideológica pela qual o mundo passava. Dessa forma, esse conjunto de escritores da segunda geração moderna era chamado de espiritualista. Além de Murilo Mendes, fizeram parte desse grupo: Vinícius de Moraes e Cecília Meireles. Contudo, essa fase religiosa continuava agregada à realidade social e era um pressuposto para trazer o catolicismo mais voltado aos problemas sociais.

Seu primeiro livro, intitulado “Poemas” foi publicado em 1930 e recebeu o Prêmio Graça Aranha. Em 1940, conheceu a poetisa Maria da Saudade com quem se casou no final da mesma década e viajou para a Europa com missão cultural, onde proferiu conferências. Mudou-se para Itália e se tornou professor da Cultura Brasileira e Literatura Brasileira na Universidade de Roma. Suas obras foram difundidas por toda Europa, onde ficou conhecido, inclusive por um círculo de amizades de artistas renomados, como: Miró, Breton, Ezre Pound e poetas brasileiros.

Murilo Mendes faleceu em Lisboa, em 13 de agosto de 1975.

Trecho do poema “Cantiga de Malazarte”

“Consolo o herói vagabundo, glorifico o soldado vencido,
não posso amar ninguém porque sou o amor,
tenho me surpreendido a cumprimentar os gatos
e a pedir desculpas ao mendigo.
Sou o espírito que assiste à Criação
O que bole em todas as almas que encontra.
Múltiplo, desarticulado, longe como o diabo,
nada me fixa nos caminhos do mundo.”


Obras: Poemas (1930), Bumba-meu-poeta (1930), História do Brasil (1933), Tempo e eternidade – em parceria com Jorge de Lima (1935), O sinal de Deus (1936), A poesia em pânico (1937), O Visionário (1941), As metamorfoses (1944), Mundo enigma (1945), O discípulo de Emaús (1945), Poesia liberdade (1947), Janelas do caos (1949), Contemplação de Ouro Preto (1954), A idade do serrote (1968), Convergência (1970), Retratos relâmpago (1973).

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

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Murilo Mendes - escritor brasileiro reconhecido na Europa
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VILARINHO, Sabrina. "Murilo Mendes "; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/murilo-mendes.htm. Acesso em 21 de setembro de 2019.

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