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Lista com todos os presidentes do Brasil

Ao todo na história brasileira, o Brasil foi governado por 39 presidentes. O primeiro deles foi Deodoro da Fonseca, militar que assumiu o cargo em 1889.

Os ex-presidentes brasileiros Itamar Franco, Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e José Sarney.[1]
Os ex-presidentes brasileiros Itamar Franco, Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e José Sarney.[1]
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Ao longo de nossa história, o Brasil foi governado por 39 presidentes. Atualmente os presidentes brasileiros são eleitos pela população com base em critérios definidos pelo sistema eleitoral brasileiro. O presidente é o responsável por governar o país, sendo, portanto o cargo mais importante do Brasil.

O território brasileiro se transformou em uma república presidencialista em 1889, e, desde então, foi governado por diversos presidentes em diferentes contextos. O primeiro presidente brasileiro foi o marechal Deodoro da Fonseca, e o que governou por mais tempo foi Getúlio Vargas, com um mandato de 15 anos de duração.

Leia também: Cinco renúncias de chefes de Estado no Brasil

Tópicos deste artigo

Lista com todos os presidentes do Brasil em ordem

Número

Presidente

Mandato

Foto

(1)

Deodoro da Fonseca

(1889-1891)

Retrato de Deodoro da Fonseca.

(2)

Floriano Peixoto

(1891-1894)

Retrato de Floriano Peixoto.

(3)

Prudente de Morais

(1894-1898)

Retrato de Prudente de Morais.

(4)

Campos Sales

(1898-1902)

Retrato de Campos Sales.

(5)

Rodrigues Alves

(1902-1906)

Retrato de Rodrigues Alves.

(6)

Afonso Pena

(1906-1909)

Retrato de Afonso Pena

(7)

Nilo Peçanha

(1909-1910)

Retrato de Nilo Peçanha.

(8)

Hermes da Fonseca

(1910-1914)

Retrato de Hermes da Fonseca.

(9)

Venceslau Brás

(1914-1918)

Retrato de Venceslau Brás.

(10)

Delfim Moreira

(1918-1919)

Retrato de Delfim Moreira.

(11)

Epitácio Pessoa

(1919-1922)

Retrato de Epitácio Pessoa.

(12)

Artur Bernardes

(1922-1926)

Retrato de Artur Bernardes.

(13)

Washington Luís

(1926-1930)

Retrato de Washington Luís.

(14)

Getúlio Vargas

(1930-1945)

Retrato de Getúlio Vargas.

(15)

José Linhares

(1945-1946)

Retrato de José Linhares.

(16)

Eurico Gaspar Dutra

(1946-1951)

Retrato de Eurico Gaspar Dutra.

(17)

Getúlio Vargas

(1951-1954)

Retrato de Getúlio Vargas.

(18)

Café Filho

(1954-1955)

Retrato de Café Filho.

(19)

Carlos Luz

(1955)

Retrato de Carlos Luz.

(20)

Nereu Ramos

(1955-1956)

Retrato de Nereu Ramos.

(21)

Juscelino Kubitschek

(1956-1961)

Retrato de Juscelino Kubitschek.

(22)

Jânio Quadros

(1961)

Retrato de Jânio Quadros.

(23)

Ranieri Mazzilli

(1961)

Retrato de Ranieri Mazzilli.

(24)

João Goulart

(1961-1964)

Retrato de João Goulart.

(25)

Ranieri Mazzilli

(1964)

Retrato de Ranieri Mazzilli.

(26)

Humberto Castelo Branco

(1964-1967)

Retrato de Humberto Castelo Branco.

(27)

Artur da Costa e Silva

(1967-1969)

Retrato de Artur da Costa e Silva

(28)

Emílio Médici

(1969-1974)

Retrato de Emílio Médici.

(29)

Ernesto Geisel

(1974-1979)

Retrato de Ernesto Geisel.

(30)

João Figueiredo

(1979-1985)

Retrato de João Figueiredo.

(31)

José Sarney

(1985-1990)

Retrato de José Sarney. [1]

(32)

Fernando Collor de Melo

(1990-1992)

Retrato de Fernando Collor de Melo. [2]

(33)

Itamar Franco

(1992-1995)

Retrato de Itamar Franco. [3]

(34)

Fernando Henrique Cardoso

(1995-2003)

Retrato de Fernando Henrique Cardoso. [4]

(35)

Lula

(2003-2011)

Retrato de Lula. [5]

(36)

Dilma Rousseff

(2011-2016)

Retrato de Dilma Rousseff. [6]

(37)

Michel Temer

(2016-2019)

Retrato de Michel Temer. [7]

(38)

Jair Bolsonaro

(2019-2022)

Retrato de Jair Bolsonaro. [8]

(39)

 

Lula (2023-)

Retrato de Lula. [5]

Quem são os presidentes que o Brasil já teve?

Fachada do Palácio do Planalto
O Palácio do Planalto é o local de trabalho oficial dos presidentes brasileiros desde a inauguração de Brasília, em 1960.[2]

O Brasil é uma república presidencialista desde 1889, ano em que ocorreu a proclamação da república. Nesse acontecimento, o nosso país deixou de ser uma monarquia, transformando-se em uma república. Essa mudança aconteceu por meio de um golpe político e militar que derrubou a monarquia e expulsou a família real daqui.

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O presidente é o cargo mais alto que uma pessoa pode alcançar dentro do sistema político brasileiro, sendo responsável por governar o país e prezando pelo desenvolvimento da nação e pelo bem-estar da população. O atual sistema político brasileiro define que um presidente tem mandato com quatro anos, podendo ser reeleito por mais quatro anos. É direito da população escolher quem será o presidente do país.

Desde a proclamação da república, e até o presente momento, o Brasil já teve 39 presidentes. Neste texto, conheceremos um pouco de cada um deles:

  • Deodoro da Fonseca (1889-1891): foi o primeiro presidente do Brasil e foi nomeado após a proclamação da república. Seu governo teve duas fases: a provisória (1889-1891) e a constitucional (1891). Durante o seu governo, uma série de mudanças aconteceram no país como consequência da mudança de regime político. A Constituição de 1891 foi promulgada, a primeira de nossa história republicana. Seu governo foi permeado pelas iniciativas autoritárias do presidente e por uma grave crise econômica que recebeu o nome de encilhamento. Ordenou o fechamento do Congresso em novembro de 1891, mas renunciou depois de uma Revolta na Armada.

Deodoro da Fonseca e outras figuras de seu governo debatendo a elaboração da Constituição de 1891.[3]
Deodoro da Fonseca e outras figuras de seu governo debatendo a elaboração da Constituição de 1891.[3]
  • Floriano Peixoto (1891-1894): era o vice-presidente do Brasil quando Deodoro da Fonseca renunciou. Não poderia ter assumido a presidência porque a Constituição de 1891 determinava a convocação de uma nova eleição caso a posição de presidente ficasse vaga nos dois primeiros anos do governo. Um acordo político fez com que ele assumisse a função no entanto. Ficou conhecido como “marechal de ferro” por ter reprimido violentamente algumas revoltas que aconteceram em seu governo: a Segunda Revolta da Armada e a Revolução Federalista. Foi um presidente autoritário, mas era popular porque conseguiu reduzir o custo de vida durante o seu mandato.

  • Prudente de Morais (1894-1898): representante dos cafeicultores paulistas, foi o primeiro civil a governar o país. Teve uma série de questões diplomáticas a resolver no seu governo, marcado pela Guerra de Canudos, conflito em que o governo brasileiro reprimiu violentamente um arraial de sertanejos liderados por Antônio Conselheiro no interior da Bahia. Foi vítima de um atentado por parte de defensores de Floriano Peixoto, mas sobreviveu.

  • Campos Sales (1898-1902): outro representante dos cafeicultores paulistas, assumiu o governo com uma forte crise econômica, precisando implantar uma série de medidas de austeridade. Durante o seu mandato, foi desenvolvido um acordo político que se estendeu durante toda a Primeira República: a política dos governadores, esquema de troca de favores entre o Governo Federal e os governos estaduais.

  • Rodrigues Alves (1902-1906): no seu governo efetivou-se o projeto que procurou modernizar a capital do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro. Autorizou uma reforma urbanística na cidade e uma campanha de vacinação obrigatória contra a varíola. Os abusos cometidos contra a população na reforma urbanística e na campanha de vacinação resultaram na Revolta da Vacina. Em 1918, Rodrigues Alves foi eleito para exercer um segundo mandato, mas não chegou a tomar posse por motivos de saúde. Ele teve uma parada cardíaca devido a uma anemia perniciosa (causada pela falta da vitamina B12), e faleceu sem tomar posse.

  • Afonso Pena (1906-1909): foi o primeiro representante da oligarquia mineira eleito presidente do Brasil. Seu mandato foi mais curto do que deveria porque ele acabou falecendo em 1909, em consequência de uma pneumonia. O seu governo incentivou a construção de ferrovias, contribuindo para a interiorização do país.

  • Nilo Peçanha (1909-1910): vice-presidente do Brasil que assumiu a presidência em 14 de junho de 1909, em consequência do falecimento de Afonso Pena. Ficou conhecido por ser o primeiro presidente pardo de nosso país, e teve pouco tempo para grandes ações no cargo. Incentivou o processo de interiorização que estava em curso desde o governo anterior.

  • Hermes da Fonseca (1910-1914): venceu uma das eleições mais disputadas da Primeira República, derrotando Rui Barbosa. Durante o seu mandato, buscou enfraquecer a influência das oligarquias na política brasileira por meio da força, mas fracassou. Em seu governo, foram iniciadas a Revolta da Chibata e a Guerra do Contestado.

  • Venceslau Brás (1914-1918): sua eleição foi resultado do esforço das oligarquias de São Paulo e Minas Gerais para afastar qualquer influência de Hermes da Fonseca no poder. Seu governo foi influenciado por grandes acontecimentos, como a Primeira Guerra Mundial; a Greve Geral de 1917, que mobilizou milhares de trabalhadores em São Paulo; e a pandemia de gripe espanhola, responsável pela morte de 35 mil pessoas aqui.

  • Delfim Moreira (1918-1919): vice-presidente que assumiu a presidência interinamente após o falecimento de Rodrigues Alves. Como fez parte da chapa vencedora, Delfim Moreira assumiu o cargo durante um ano até que uma nova eleição presidencial fosse marcada. Usou frequentemente a violência policial para conter greves e mobilizações de trabalhadores.

  • Epitácio Pessoa (1919-1922): quando foi eleito presidente do Brasil, estava na França, e ele não esteve aqui em nenhum momento da campanha eleitoral. Sua vitória foi construída com o apoio das oligarquias mineira e paulista para impedir que o liberal Rui Barbosa se tornasse presidente. Durante o seu governo, aconteceu a Semana de Arte Moderna de 1922, o centenário da independência, e foi iniciado o movimento tenentista.

  • Artur Bernardes (1922-1926): seu governo foi um dos mais conturbados da Primeira República porque ele se tornou uma figura bastante impopular entre os militares devido a cartas falsas atribuídas a ele e que criticavam as Forças Armadas. Em seu mandato, perseguiu críticos e adversários políticos. Governou o Brasil em estado de sítio durante quase todo o período em que esteve no poder. A Coluna Prestes lutou contra o seu governo entre 1925 e 1926.

  • Washington Luís (1926-1930): o paulista foi o último presidente do Brasil durante a Primeira República. Também atuou para reprimir algumas liberdades individuais, bem como reprimiu movimentos como o tenentismo. Rompeu com o acordo estabelecido pela política do café com leite, indicando Júlio Prestes (paulista) no lugar de Antônio Carlos de Andrada (mineiro). Uma dissidência oligárquica, aliada com tenentistas, organizou um levante armado (a Revolução de 1930), derrubando Washington Luís da presidência e impedindo que Júlio Prestes, vencedor da eleição de 1930, assumisse o cargo. Seu governo também sofreu com os efeitos da Grande Depressão.

  • Getúlio Vargas (1930-1945): assumiu o governo em caráter provisório, mas, graças a sua habilidade política, sua postura autoritária e o apoio dos militares, sustentou-se no poder por 15 anos. Seu governo foi dividido em três fases: Governo Provisório (1930-34), Governo Constitucional (1934-37) e Estado Novo (1937-45). Estabeleceu uma ditadura de oito anos de duração e foi derrubado por um ultimato militar, em 1945.

  • José Linhares (1945-1946): presidente do Supremo Tribunal Federal, assumiu a presidência por 94 dias em consequência da deposição de Getúlio Vargas. Ocupou o cargo interinamente para que um novo presidente pudesse ser eleito.

  • Eurico Gaspar Dutra (1946-1951): foi o primeiro presidente da República de 1946 ou Quarta República, o primeiro período democrático de nosso país. Durante o seu governo, foi promulgada a Constituição de 1946 e, ainda, o Brasil alinhou-se totalmente com os Estados Unidos no contexto da Guerra Fria. Reprimiu o Partido Comunista Brasileiro e sindicatos.

  • Getúlio Vargas (1951-1954): foi eleito democraticamente para um segundo mandato, sendo este um dos governos mais atribulados da nossa história republicana. As disputas entre o PTB (partido do presidente) e a UDN (oposição) travaram o governo de Vargas. A oposição usou discursos golpistas e todo o tipo de estratégias para impedir o mandato. No final, a crise política levou Vargas a cometer suicídio, em 24 de agosto de 1954.

Getúlio Vargas, ao centro, em visita a Minas, poucos dias antes de cometer suicídio, em 1954. [4]
Getúlio Vargas, ao centro, em visita a Minas, poucos dias antes de cometer suicídio, em 1954. [4]
  • Café Filho (1954-1955): vice-presidente que assumiu o governo depois do suicídio de Getúlio Vargas. Atuou discretamente em apoio ao golpe articulado pela UDN contra a posse de Juscelino Kubitschek e João Goulart, presidente e vice-presidente eleitos em 1955. Foi afastado da presidência em consequência de um acidente cardiovascular.

  • Carlos Luz (1955): foi presidente por três dias apenas, de 8 de novembro a 11 de novembro de 1955. O seu apoio ao golpe defendido pela UDN levou o ministro da Guerra, Henrique Teixeira Lott, a destituí-lo da presidência. Carlos Luz assumiu o cargo porque era o presidente da Câmara dos Deputados.

  • Nereu Ramos (1955-1956): foi presidente do Brasil por 81 dias, assumindo pela deposição de Carlos Luz e por ser o presidente do Senado Federal à época. Exerceu um governo de transição que existiu apenas para garantir a legalidade constitucional do país e possibilitar a posse de Juscelino Kubitschek.

  • Juscelino Kubitschek (1956-1961): foi um dos presidentes mais populares da história republicana do Brasil. Seu governo estabeleceu políticas de desenvolvimento industrial, incentivou a construção de rodovias, contribuindo para a integração do país, e construiu a nova capital do Brasil, a cidade de Brasília. Acabou legando ao país os aumentos da dívida externa, da inflação e da desigualdade social.

  • Jânio Quadros (1961): foi o primeiro e único candidato que a UDN elegeu durante a República de 1946. Seu governo foi marcado por polêmicas do início ao fim porque o presidente não aceitava governar dentro dos limites constitucionais, tomando medidas extremamente controversas. Renunciou à presidência em 25 de agosto de 1961, em uma tentativa fracassada de autogolpe.

  • Ranieri Mazzilli (1961): presidente da Câmara dos Deputados que assumiu a presidência durante a crise sucessória causada pela renúncia de Jânio Quadros. Governou por 13 dias.

  • João Goulart (1961-64): vice-presidente que assumiu o governo em decorrência da renúncia de Jânio Quadros. Assumiu a presidência durante uma forte crise política causada por articulações golpistas dos militares, que tentaram impedir a posse de Jango. Assumiu em 7 de setembro de 1961, após aceitar governar em um regime parlamentarista. Durante o seu mandato, procurou realizar reformas estruturais no país, as chamadas reformas de base. Fracassou nisso por falta de apoio e foi vítima de um golpe civil-militar, que articulou diferentes camadas da sociedade brasileira para tanto, em especial o grande empresariado, a grande imprensa e os militares.

João Goulart rodeado de pessoas.
João Goulart, ao centro, sofreu um golpe civil-militar que deu início a um período ditatorial no Brasil. [5]
  • Ranieri Mazzili (1964): novamente governou o Brasil por 13 dias logo após a deposição de João Goulart por conta do golpe civil-militar de 1964.

  • Humberto Castelo Branco (1964-1967): primeiro “presidente” da Ditadura Militar. As primeiras medidas de exceção foram realizadas durante o seu governo, como o Ato Institucional nº 1, que autorizou expurgos entre civis e militares, dando início à prisão arbitrária de cidadãos brasileiros. Houve também perseguição a políticos opositores e a movimentos sociais.

  • Artur Costa e Silva (1967-1969): implantou medidas desenvolvimentistas que contribuíram para o crescimento econômico artificial conhecido como “milagre econômico”. Durante o seu governo, aconteceu o fortalecimento da Ditadura Militar, com a repressão de movimentos estudantis e de trabalhadores e com o decreto do Ato Institucional nº 5, o mais rigoroso de toda a ditadura.

  • Emílio Médici (1969-1974): foi um dos governantes mais autoritários da Ditadura Militar. Em posse do AI-5, ampliou a repressão, a censura e a tortura contra os opositores da ditadura. A maior parte das mortes por agentes do governo durante a Ditadura Militar aconteceu na presidência de Médici. O auge do “milagre econômico” aconteceu no seu governo.

  • Ernesto Geisel (1974-1979): durante seu mandato presidencial, foi ensaiada uma abertura política entendida pelos historiadores como uma iniciativa controlada, ou seja, entendia-se a possibilidade de um retorno dos civis ao poder, desde que eles estivessem tutelados pelos militares. Ainda assim, o governo Geisel matou dezenas de opositores.

  • João Figueiredo (1979-1985): último líder do período da ditadura brasileira. Seu governo deu continuidade ao processo de abertura guiada, visando a manter os militares tutelando áreas importantes do país. Entretanto, o governo de João Figueiredo acabou encontrando uma forte oposição da sociedade civil, cansada do autoritarismo dos militares. Seu governo sofreu com a forte crise econômica manifestada por uma alta da inflação e pelo crescimento descontrolado da dívida externa.

  • José Sarney (1985-1990): vice-presidente de Tancredo Neves, o primeiro civil eleito presidente depois de 21 anos de regime de exceção. Sarney assumiu a presidência interinamente por conta dos problemas de saúde de Neves, internado às pressas um dia antes de assumir o cargo. Seu governo fracassou no combate à crise econômica. A Constituição de 1988 foi promulgada durante seu mandato, apesar de Sarney não ter concordado com muitos pontos do texto.

Sarney e Tancredo Neves comemorando a vitória nas eleições de 1985.
José Sarney e Tancredo Neves comemorando a vitória nas eleições de 1985. Neves morreria antes de sua posse, assumindo o vice, Sarney. [6]
  • Fernando Collor de Melo (1990-1992): primeiro presidente eleito pela população brasileira (diretamente) desde 1960. Seu governo também fracassou no combate à crise econômica, adotando algumas medidas para a economia que traumatizaram uma geração de brasileiros. Sofreu impeachment, em dezembro de 1992, por seu envolvimento com um escândalo de corrupção.

  • Itamar Franco (1992-1995): vice-presidente de Fernando Collor de Melo, assumiu a presidência depois que o presidente sofreu impeachment. O grande feito desse governo foi ter conseguido estabilizar a economia brasileira por meio do Plano Real, criado pela equipe econômica sob a liderança de Fernando Henrique Cardoso.

  • Fernando Henrique Cardoso (1995-2003): primeiro presidente da Nova República (iniciada em 1985), foi eleito e reeleito com vitórias no primeiro turno. A vitória de FHC foi impulsionada pelo seu papel na construção do Plano Real, o plano econômico mais bem-sucedido da história brasileira. O governo sofreu denúncias de compras de parlamentares para aprovação da emenda constitucional que permitia a reeleição para o cargo presidencial. Encerrou o seu mandato com a economia em uma situação ruim.

  • Lula (2003-2011): depois de ser derrotado nas eleições de 1989, 1994 e 1998, Lula conseguiu vencer a disputa em 2002. Seu governo obteve resultados expressivos na economia, registrando crescimento significativo, além de ter contribuído diretamente para a distribuição de renda e a redução da pobreza no país por meio de programas governamentais. Seu governo foi abalado por um escândalo de corrupção conhecido como “mensalão”.

  • Dilma Rousseff (2011-2016): conseguiu eleger-se presidente muito graças à popularidade do governo Lula. Ela foi a primeira mulher eleita presidente do Brasil. Procurou dar continuidade à política de combate à pobreza, mas seu governo pecou na política econômica, enfrentando anos duros de recessão. O fortalecimento da oposição, os erros na condução da política econômica e o avanço da operação Lava Jato abriram o caminho para que um processo de impeachment interrompesse seu segundo mandato. O impeachment de Dilma é entendido por muitos historiadores como um golpe parlamentar.

Dilma Rousseff
Dilma Rousseff foi a primeira mulher eleita presidente do Brasil. [7]
  • Michel Temer (2016-2019): vice-presidente que articulou o golpe parlamentar contra Dilma Rousseff e assumiu a presidência com a destituição da presidente em 2016. Em seu governo, adotou uma política econômica de austeridade. Balançou no cargo por conta de escândalos de corrupção, mas manteve-se até o final do mandato, principalmente por possuir apoio do Legislativo.

  • Jair Bolsonaro (2019-2022): o militar reformado foi eleito em uma onda conservadora que atingiu o Brasil em 2018. Seu governo, que se apresentou como um governo de viés liberal, ficou marcado por resultados ruins na economia, em destaque para o aumento da inflação

Créditos da imagem:

[1] Agência Brasil / Wikimedia Commons (reprodução)

[2] R.M. Nunes / Shutterstock

[3] Senado Federal / Wikimedia Commons (reprodução)

[4] FGV/CPDOC (reprodução)

[5] FGV/CPDOC (reprodução)

[6] Empresa Brasil de Comunicação / Wikimedia Commons (reprodução)

[7] Frederic Legrand – COMEO / Shutterstock

Por Daniel Neves
Professor de História

Escritor do artigo
Escrito por: Daniel Neves Silva Formado em História pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) e especialista em História e Narrativas Audiovisuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Atua como professor de História desde 2010.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SILVA, Daniel Neves. "Lista com todos os presidentes do Brasil"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/presidentes-do-brasil.htm. Acesso em 25 de fevereiro de 2024.

De estudante para estudante


Lista de exercícios


Exercício 1

O presidente que teve o mandato de menor duração em toda a história da República Brasileira foi:

a) João Goulart

b) Café Filho

c) Epitácio Pessoa

d) Júlio Prestes

e) Carlos Luz

Exercício 2

Qual político brasileiro foi eleito presidente na eleição presidencial de 1985, que aconteceu de maneira indireta, mas não pôde assumir a presidência por complicações em sua saúde?

a) Paulo Maluf

b) Ulysses Guimarães

c) Tancredo Neves

d) Júlio Prestes

e) José Sarney