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O governo de Wenceslau Brás

Nono presidente da República do Brasil, Wenceslau Brás enfrentou conflitos internos e externos que marcaram sua passagem pelo governo.

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Wenceslau Brás foi o nono Presidente da República brasileira, governando entre os anos de 1914 a 1918, eleito em substituição a Hermes da Fonseca como candidato de consenso entre as elites paulistas e mineiras, que estavam alinhadas no Partido Republicano Paulista e no Partido Republicano Mineiro, respectivamente. Wenceslau Brás era mais um dos presidentes da política do café com leite, característica da República Velha.

Venceslau Brás declarando guerra à Alemanha, acompanhado de Nilo Peçanha (em pé) e Delfim Moreira (sentado)
Wenceslau Brás declarando guerra à Alemanha, acompanhado de Nilo Peçanha (em pé) e Delfim Moreira (sentado)

Seu governo foi marcado por alguns fatos interessantes que ocorreram no Brasil. Em 1916, Wenceslau Brás sancionou o primeiro Código Civil brasileiro, aprovado pelo Congresso em 1915. Foi sob o comando de Wenceslau Brás que o Brasil decidiu também entrar na 1ª Guerra Mundial, após navios brasileiros terem sido afundados pela marinha alemã. No entanto, a participação brasileira no conflito se restringiu ao envio de um corpo de médicos e um grupo expedicionário para patrulhar parte da costa africana e o Atlântico Norte.

Mas internamente às fronteiras do país, Wenceslau Brás teve que enfrentar conflitos sociais de forma mais intensa. O primeiro foi a Guerra do Contestado, conflito ocorrido em território de fronteira entre os estados do Paraná e Santa Catarina, entre 1912 e 1915. A área em conflito era disputada pelos dois estados, em decorrência da utilização da floresta e das plantações de erva-mate. Era ainda habitada por trabalhadores que construíram a estrada de ferro que ligava São Paulo ao Rio Grande do Sul, que permaneceram no local após a construção. Liderados pelo “monge” José Maria e depois de várias batalhas, os membros da “Milícia da Monarquia Celeste” foram derrotados pelas forças do exército brasileiro em 1915.

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O segundo conflito foram as greves operárias que tiveram seu auge em 1917, na cidade de São Paulo. Com um processo de industrialização acelerado em decorrência das dificuldades de fornecimento pelo mercado mundial, durante a Primeira Guerra Mundial, o Brasil viu crescer o número de operários entre seus habitantes. Com forte influência do anarquismo, os operários brasileiros já vinham realizando várias greves desde o início do século. Entretanto, em 1917, a cidade de São Paulo viu a eclosão de uma greve geral que foi duramente reprimida, causando a morte de um operário cujo enterro paralisou a cidade e a transformou em um campo de batalha.

Outro fato que se pode mencionar sobre o governo de Wenceslau Brás foi o surgimento da Gripe Espanhola no Brasil, que causou a morte de 15000 pessoas. Wenceslau  Brás foi substituído na presidência por Delfim Moreira, em 1918.


Por Tales Pinto
Graduado em História

Escritor do artigo
Escrito por: Tales dos Santos Pinto Escritor oficial Brasil Escola

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

PINTO, Tales dos Santos. "O governo de Wenceslau Brás"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/venceslau-bras.htm. Acesso em 21 de julho de 2024.

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