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Brasil Colônia

História do Brasil

A seção de Brasil Colônia oferece textos sobre os conteúdos do período colonial brasileiro, que estão organizados de acordo com o próprio processo histórico da colonização.
Tela do pintor Vitor Meirelles retratando a primeira missa celebrada no Brasil, no século XVI *
Tela do pintor Vitor Meirelles retratando a primeira missa celebrada no Brasil, no século XVI *
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A seção de Brasil Colônia comporta textos referentes aos conteúdos do período da história do Brasil que se estendeu desde o descobrimento, em 1500, até a vinda da família real portuguesa em 1808. Apesar da montagem do sistema colonial no Brasil começar efetivamente em 1530, nesta seção (em razão de uma opção didática) estão inclusos textos referentes aos trinta anos anteriores, já que é impossível compreender a necessidade da colonização efetiva sem entender os seus antecedentes.

De 1500 a 1530, os temas mais importantes são: o contato com o meio ambiente e os diferentes povos nativos, ou indígenas – fato que causou grande impacto na mentalidade europeia da época, gerando um imaginário que ia da demonização a imagens paradisíacas –; as tentativas iniciais de exploração de matérias-primas, com destaque para o pau-brasil, largamente monopolizado por comerciantes portugueses como Fernando de Noronha.

Com a ameaça da ocupação do território brasileiro por outros povos, como os franceses, a coroa portuguesa decidiu, no início da década de 1530, estabelecer o controle de fato da colônia, instituindo o Governo Geral. O primeiro dos governadores gerais do Brasil foi Tomé de Souza. A partir da fase dos governos gerais, começou-se o estabelecimento de uma estrutura econômica um pouco mais sofisticada. A montagem dos engenhos de açúcar e do sistema da plantation (latifúndios monocultores), bem como o emprego da mão de obra escrava, inicialmente indígena e, posteriormente, negra (africana), fez parte das decisões do Governo Geral.

Ao mesmo tempo, da então Capitania de São Paulo saíram os empreendimentos conhecidos como bandeiras e entradas, que se caracterizaram pelo desbravamento do interior do país, pelo apresamento de índios e pela ampliação de territórios. A formação da sociedade colonial passou a articular-se a partir desses elementos: economia açucareira, sistema escravista e adentramento no interior do país.

Posteriormente, o ciclo econômico do ouro, no século XVIII, que se concentrou na região Sudeste, sobretudo em Minas Gerais, deu novos contrastes à formação da sociedade brasileira e espaço para novas ideias políticas. Essa formação social culminou também nas famosas Rebeliões Nativistas e Rebeliões Separatistas, das quais se destacaram, por exemplo, a Revolta de Beckman e a Inconfidência Mineira.

A Insurreição Pernambucana, por outro lado, ocorrida em Pernambuco, resultou de uma situação posterior a um período de grandíssima importância para a região Nordeste do Brasil: o período da administração holandesa. Com a União Ibérica, partes do Nordeste brasileiro, sobretudo Pernambuco, foram ocupadas pelos povos flamengos, que lá estabeleceram um desenvolvimento econômico e social nunca visto na colônia brasileira até então. Esse período foi também denominado de Brasil Holandês.

A crise do sistema colonial começou a agravar-se na segunda metade do século XVIII, ao mesmo tempo em que a situação da Europa tornava-se convulsiva com o advento da Revolução Francesa. Em 1808, a corte portuguesa deixou Portugal em direção ao Brasil, dando início a um novo estágio de sua história, tirando-o da condição de colônia e elevando-o à categoria de Reino Unido, junto com Portugal de Algarves.

*Créditos da imagem: Commons


Por Me. Cláudio Fernandes

Listagem de Artigos

artigos Brasil Colônia
Questão 1

(Fuvest)

A sociedade colonial brasileira "herdou concepções clássicas e medievais de organização e hierarquia, mas acrescentou-lhe sistemas de graduação que se originaram da diferenciação das ocupações, raça, cor e condição social. (...) as distinções essenciais entre fidalgos e plebeus tenderam a nivelar-se, pois o mar de indígenas que cercava os colonizadores portugueses tornava todo europeu, de fato, um gentil-homem em potencial. A disponibilidade de índios como escravos ou trabalhadores possibilitava aos imigrantes concretizar seus sonhos de nobreza. (...) Com índios, podia desfrutar de uma vida verdadeiramente nobre. O gentio transformou-se em um substituto do campesinato, um novo estado, que permitiu uma reorganização de categorias tradicionais. Contudo, o fato de serem aborígines e, mais tarde, os africanos, diferenças étnicas, religiosa e fenotipicamente dos europeus, criou oportunidades para novas distinções e hierarquias baseadas na cultura e na cor." (STUART B. Schwartz, Segredos internos.) A partir do texto pode-se concluir que:

a) a diferenciação clássica e medieval entre clero, nobreza e campesinato, existente na Europa, foi transferida para o Brasil por intermédio de Portugal e se constituiu no elemento fundamental da sociedade brasileira colonial.

b) a presença de índios e negros na sociedade brasileira levou ao surgimento de instituições como a escravidão, completamente desconhecida da sociedade europeia nos séculos XV e XVI.

c) os índios do Brasil, por serem em pequena quantidade e terem sido facilmente dominados, não tiveram nenhum tipo de influência sobre a constituição da sociedade colonial.

d) a diferenciação de raças, culturas e condição social entre brancos e índios, brancos e negros tendeu a diluir a distinção clássica e medieval entre fidalgos e plebeus europeus na sociedade.

e) a existência de uma realidade diferente no Brasil, como a escravidão em larga escala de negros, não alterou em nenhum aspecto as concepções medievais dos portugueses durante os séculos XVI e XVII. 

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