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Pandemia de covid-19

A covid-19 foi classificada como uma pandemia no mês de março de 2020. Mais de 655 milhões de casos da doença foram confirmados no mundo, com 6 milhões de vítimas fatais.

Vários coronavírus ao redor de globo terrestre em alusão à pandemia de covid-19.
A pandemia de covid-19 já registrou mais de 655 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo.
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A pandemia de covid-19 foi assim classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no mês de março de 2020, três meses após a identificação do primeiro caso da doença na cidade de Wuhan, no sudeste da China. Desde então, a covid-19, doença respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2, se fez presente em dezenas de países e contaminou mais de 655 milhões de pessoas, com o maior número de casos nos Estados Unidos. O país norte-americano registrou ainda 16% das vítimas fatais da doença, que causou a morte de 6,67 milhões de pessoas em escala global.

O primeiro caso de covid-19 foi identificado no Brasil em fevereiro de 2020, e, quase três anos mais tarde, mais de 36 milhões de pessoas haviam sido infectadas, com 693 mil registros de óbito. A vacinação é hoje a principal forma de se prevenir contra a doença e de impedir o maior avanço do vírus, que provocou profundas transformações socioeconômicas em todo o mundo, notadamente nos territórios mais pobres.

Leia também: Grandes epidemias da história

Tópicos deste artigo

Resumo sobre a pandemia de covid-19

  • A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2.

  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a covid-19 como uma pandemia em 11 de março de 2020, cerca de três meses após a descoberta do primeiro caso da doença.

  • Foram registrados mais de 655 milhões de casos de covid-19 em todo o mundo até o dia 03 de janeiro de 2023.

  • O Brasil teve, até o dia 02 de janeiro de 2023, 36.362.366 casos confirmados da doença.

  • Os Estados Unidos, a Índia e a França concentram o maior número de ocorrências da doença.

  • A covid-19 fez 6.671.624 de vítimas fatais em todo o mundo, com o maior número de mortes nos Estados Unidos, no Brasil e na Índia.

  • A vacinação foi a principal responsável por conter o avanço da covid-19 no mundo.

  • A pandemia de covid-19 resultou em impactos socioeconômicos, como no aprofundamento das desigualdades sociais, além de ter implicado profundas transformações no nosso cotidiano e nas relações interpessoais.

O que é a covid-19?

A covid-19 é, por definição, uma infecção respiratória aguda causada pelo vírus SARS-CoV-2, que pertence à família dos coronavírus. Trata-se de um vírus de fácil transmissão e que afeta o sistema respiratório, ocasionando sintomas como tosse, febre, cansaço, dores pelo corpo e dificuldade para respirar.

Alguns organismos podem desenvolver a forma mais grave da covid-19, ao passo que existem pessoas assintomáticas, ou seja, que não apresentam nenhum dos sintomas descritos, apesar de estarem infectadas com o SARS-CoV-2. Pela semelhança dos sintomas, a covid-19 é, muitas vezes, confundida com a gripe comum e, por essa razão, é importante a realização de exames laboratoriais, como o PCR, para a identificação da doença.

É fundamental que as pessoas infectadas façam o uso de máscaras para evitar a transmissão do vírus, que acontece por meio de gotículas emitidas na fala, no espirro ou na tosse. O contato com uma pessoa infectada ou com superfícies e objetos contaminados pode levar também ao quadro infeccioso.

Cabe ressaltar que ainda não existe um remédio específico destinado ao tratamento da covid-19. A principal forma de se proteger e evitar o avanço do número de casos, e também o desenvolvimento de novas variantes da doença, é a vacinação.

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Pandemia de covid-19 no mundo

O primeiro caso de covid-19 foi registrado no mês de dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, no sudeste da China. Descrita como uma pneumonia, a doença era até então desconhecida pelos médicos e cientistas, o que dificultava o seu tratamento e prevenção. Mais casos da nova pneumonia foram sendo registrados no país, e pouco menos de um mês depois, em 13 de janeiro de 2020, identificou-se o primeiro caso de covid-19 fora da China.

Com mais de 100 mil casos registrados ao redor do mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a covid-19 como uma pandemia em 11 de março de 2020.

No início do mês de abril daquele mesmo ano, o mundo chegava a 1 milhão de pessoas contaminadas. Atingia-se, então, o pico da primeira onda da pandemia de covid-19 no mundo. Os dados da OMS indicam que, à época, confirmava-se aproximadamente 500 mil novos casos por semana, superando a marca de 1 milhão de novos infectados semanalmente a partir de meados de junho de 2020. Concomitante ao crescimento do número de casos, as mortes ocasionadas pela forma grave da doença também aumentavam.

Nos primeiros meses da pandemia de covid-19, os países que registravam o maior número de casos eram os seguintes:

  • China;

  • Coreia do Sul;

  • Itália;

  • Japão;

  • Irã.

Com o avanço das medidas de proteção, notadamente o distanciamento social, o lockdown (ou confinamento) e também a instituição do uso de máscaras pela população fizeram com que muitos desses países, em especial a China, conseguissem conter o espalhamento da doença.

Segundo a OMS, até as 13h57 do dia 03 de janeiro de 2023, 655.689.115 casos de covid-19 haviam sido confirmados no mundo desde o início da pandemia. O continente europeu contabiliza aproximadamente 41% de todos os casos, seguido da América (28%) e da região do Pacífico Ocidental (16%), que inclui países como China, Japão e Austrália.

Veja abaixo a lista com os 10 países que concentram o maior número de casos de covid-19 desde o início da pandemia até 03 de janeiro de 2023. Os dados são da OMS.

País

Número de casos de covid-19

Estados Unidos

99.423.758

Índia

44.678.956

França

38.243.932

Alemanha

37.410.650

Brasil

36.331.281

Coreia do Sul

28.931.140

Japão

28.764.223

Itália

25.143.705

Reino Unido

24.135.084

Rússia

21.810.511

Pandemia de covid-19 no Brasil

O primeiro caso de covid-19 no Brasil foi anunciado no dia 26 de fevereiro de 2020, em um hospital particular da cidade de São Paulo. Desde então, o país enfrentou três ondas da doença, com indícios de uma quarta onda se iniciando, a partir da segunda metade de 2022, devido ao aumento expressivo no número de pessoas infectadas.

A covid-19 se espalhou rapidamente pelo Brasil, e, já no mês de abril de 2020, o país registrava 50 mil casos da doença e cerca de 3 mil mortes. No mês seguinte, os registros de mortes pelo novo coronavírus superavam 700 por dia, chegando ao patamar de 1000 óbitos diários a partir da segunda quinzena de maio.

O avanço da pandemia pelo território nacional levou à superlotação de hospitais e ao colapso do sistema de saúde em muitas regiões do país, o que resultou na falta de leitos de UTI para pacientes graves bem como na escassez de materiais de segurança (EPI) para profissionais de saúde e também de elementos básicos para o tratamento dos doentes — como foi o caso da crise de oxigênio em Manaus, no estado do Amazonas, marcada pela falta de cilindros de oxigênio nos hospitais no mês de janeiro de 2021.

Mais tarde naquele mesmo ano, o Brasil viveu a segunda onda da covid-19, a mais longa e mais letal até então. Em abril de 2021, o país contabilizava mais de 13 milhões de pessoas infectadas e, além disso, bateu o triste recorde de 4211 óbitos em um único dia.

Foi também no ano de 2021 que a vacinação teve início no país. A primeira dose de uma vacina da covid-19 foi aplicada no Brasil em 17 de janeiro, e, pouco mais de seis meses depois, cerca de 50% da população já haviam tomado ao menos uma dose da vacina. Até o mês de dezembro de 2022, mais de 80% da população brasileira estavam vacinados com duas doses da vacina ou com a vacina de dose única. No mesmo período, mais de 107 milhões de pessoas já haviam tomado a dose de reforço, o que equivale a quase metade da população do país.

Dados atualizados pelo Ministério da Saúde mostram que, até as 17h43 do dia 02 de janeiro de 2023, o Brasil contabilizava 36.362.366 casos confirmados de covid-19. O estado de São Paulo é aquele que reúne o maior número de notificações, seguido de Minas Gerais e Bahia. Veja, a seguir, um resumo do número de casos de covid-19 por Grande Região.

Grande Região

Número de casos confirmados de covid-19

Norte

2.841.824

Nordeste

7.210.265

Centro-Oeste

4.169.407

Sudeste

14.418.657

Sul

7.722.213

Efeitos da pandemia de covid-19

A pandemia de covid-19 suscitou impactos em diversas esferas da sociedade, para além dos aspectos sanitários, repercutindo na vida cotidiana, na economia e na política.|1|

Os primeiros efeitos produzidos foram aqueles de ordem comportamental, tendo em vista as medidas protocolares da OMS para a redução da circulação do vírus, como o lockdown e o distanciamento social, incorporando novos hábitos no cotidiano, a ampliação do on-line no trabalho, nos estudos, nas relações e também no consumo, e determinando o uso de equipamentos de segurança, como as máscaras, que auxiliaram não somente na prevenção da covid-19 como de outras doenças respiratórias.

Houve, em contrapartida, o fechamento de muitos estabelecimentos comerciais e de negócios, sobretudo nos ramos do turismo e do entretenimento, em função da menor circulação de pessoas e da baixa procura por esses serviços como resultado das medidas citadas anteriormente. O impacto na economia pode ser visto ainda no aumento das demissões, principalmente no setor terciário, e no crescimento baixo ou negativo do PIB de muitos países, alguns dos quais se encontram atualmente em recuperação.

Conforme ressalta o Banco Mundial, a pandemia da covid-19 aprofundou as desigualdades socioeconômicas, tornando a parcela mais pobre da população ainda mais vulnerável. Isso se deveu a vários fatores, como a falta de acesso às redes de saneamento básico; a falta de acesso também à tecnologia e/ou à internet de qualidade, o que dificultou a continuidade dos estudos de muitas crianças e adolescentes, tendo em vista que, nos momentos de maior gravidade da pandemia, as aulas passaram a ser ministradas on-line; e a diminuição da renda familiar, agravando o quadro de pobreza e insegurança alimentar.

Confira nosso podcast: Covid-19 — pandemia ou sindemia?

Mortes da covid-19

A letalidade da covid-19, calculada com base na relação entre o número de mortes e o número de casos confirmados, varia de acordo com o país. Considerando o cenário global, a letalidade da doença é de 1%, mas pode variar entre 0,5% e 10%, podendo superar esses valores em territórios mais pobres.

A covid-19 provocou a morte de 6.671.624 pessoas em todo o mundo desde o início da pandemia até o dia 03 de janeiro de 2023, conforme os dados da OMS. O continente americano foi aquele que registrou o maior número de óbitos, chegando a 2.890.955 na referida data. Na sequência está a Europa, com 2.158.171 mortes.

Levando em consideração as ocorrências por localidade, os Estados Unidos são o país com o maior número de mortes de toda a pandemia de covid-19. Foram 1.082.265 óbitos, o equivalente a 16,2% do total de mortes registradas no mundo. O Brasil vem logo na sequência, com 693.853 mortes, segundo a OMS, ou 693.981, de acordo com as informações atualizadas do Ministério da Saúde em 02/01/2023. A letalidade da covid-19 no Brasil é de 1,9%.

História da pandemia de covid-19

Idosa sendo vacinada contra a covid-19.
A vacinação é hoje o método mais eficaz de se proteger contra a covid-19.

A covid-19 foi classificada pela OMS como uma pandemia no dia 11 de março de 2020, conforme vimos. O anúncio aconteceu pouco mais de três meses após um comunicado sobre um novo tipo de pneumonia que estava sendo identificado em pacientes na cidade chinesa de Wuhan. Foi em 9 de janeiro de 2020 que a OMS detectou que a doença respiratória estava sendo causada por um novo tipo de coronavírus, depois chamado de SARS-CoV-2. Somente dois dias após a publicação da descoberta, a China notificou a primeira morte em decorrência da covid-19.

Até então presente somente na China, a Tailândia registrou seu primeiro caso de covid-19 em 13 de janeiro de 2020, com outra ocorrência, dessa vez no Japão, alguns dias mais tarde. Ao passo que a OMS aprofundava os estudos sobre a doença, novos casos foram sendo confirmados. Fora do continente asiático, os Estados Unidos foram um dos primeiros países a reportar a presença do novo coronavírus em seu território, o que aconteceu em 22 de janeiro.

Uma das principais medidas para tentar conter o avanço da covid-19 no mundo, agora já presente também nos países europeus, foi o lockdown ou confinamento. A China foi o primeiro país a adotá-lo, seguida de países europeus, como Itália, França, Alemanha, Reino Unido, e também de nações na Oceania e na América. Durante esse período, as imagens de grandes centros urbanos com ruas vazias rodaram o mundo, e muitos desses locais permitiam a saída de casa apenas para a aquisição de remédios ou para a ida ao hospital ou ao mercado para a compra de itens essenciais.

Outras recomendações sanitárias importantes foram feitas pela OMS, como o uso de máscaras, a higienização das mãos, incluindo o uso de álcool em gel, e o distanciamento social. Esses protocolos foram importantes para a prevenção e para redução da circulação do vírus, o que retardou o aparecimento de novas variantes.

As mortes pela covid-19 escalaram rapidamente no mundo, inicialmente na Itália, mas depois atingindo patamares altíssimos em países como Estados Unidos, Brasil, Índia, Rússia e México, os cinco países com maior número de mortes em decorrência da infecção.

À medida que a pandemia avançava, pesquisadores do mundo inteiro se debruçaram em busca de uma vacina capaz de conter o avanço da doença e proteger o nosso organismo da sua forma grave. Os primeiros resultados positivos foram obtidos ainda em 2020. Após o devido processo de aprovação pelos órgãos de regulamentação, a primeira dose de uma vacina contra a covid-19 foi aplicada em uma cidadã britânica de 91 anos, pessoa do grupo de risco, no dia 8 de dezembro de 2020. No Brasil, tal feito aconteceu no dia 17 de janeiro de 2021.

Segundo a OMS, 13.073.712.554 de doses de vacinas foram administradas até 03 de janeiro de 2023. Aproximadamente 5,5 bilhões de pessoas foram vacinadas com, pelo menos, uma dose da vacina contra a covid-19, e um total de 5.023.237.819 de pessoas estão com o esquema vacinal completo.

Nota

|1| FIOCRUZ. Impactos sociais, econômicos, culturais e políticos da pandemia. Disponível aqui.

 

Por Paloma Guitarrara
Professora de Geografia

Escritor do artigo
Escrito por: Paloma Guitarrara Licenciada e bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e mestre em Geografia na área de Análise Ambiental e Dinâmica Territorial também pela UNICAMP. Atuo como professora de Geografia e Atualidades e redatora de textos didáticos.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

GUITARRARA, Paloma. "Pandemia de covid-19"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/pandemia-de-covid-19.htm. Acesso em 16 de julho de 2024.

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