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Geografia Urbana

Geografia

A Geografia Urbana proporciona a realização de estudos sobre as práticas humanas na cidade e no espaço urbano em geral.
Vista aérea da cidade de Xangai, China
Vista aérea da cidade de Xangai, China
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A Geografia Urbana é a área da Geografia que se preocupa em estudar, compreender e realizar proposições acerca do espaço urbano e os seus processos constitutivos. Essa área do conhecimento possui uma forte interdisciplinaridade com outros ramos do conhecimento, como a Política, a Economia e, principalmente, a Arquitetura e o Urbanismo.

O que é espaço urbano?

O espaço urbano é a organização das atividades humanas de maneira justaposta no meio geográfico. Essas composições são responsáveis pela formação das cidades e as atividades a elas inerentes, bem como o seu sistema de organização socioespacial.

É importante compreender que os termos urbano e cidade, apesar de serem corriqueiramente utilizados como sinônimos, podem designar elementos diferentes. O urbano refere-se às práticas que se diferenciam do rural no sentido de concentrar, preferencialmente, atividades relacionadas ao setor secundário (indústrias) e terciário (comércio e serviços), enquanto que o rural é composto por áreas não ocupadas (como reservas florestais) e agrárias, que se especializam em práticas do setor primário (agropecuária, mineração e extrativismo). A cidade, por outro lado, é a materialização do urbano, com aglomerações populacionais e suas expressões (conjuntos de casas, prédios, áreas de lazer etc).

No contexto da cidade, pode haver práticas não urbanas, apesar de isso ser cada vez menos frequente. Um exemplo de práticas não urbanas nas cidades é a existência de chácaras de produção de hortaliças que, eventualmente, localizam-se em espaços de elevado adensamento populacional. Por outro lado, a transferência de uma indústria para o campo pode designar a manifestação de uma prática urbana no meio rural.

O que há nessa seção?

Os textos desta seção objetivam abordar o temário do espaço urbano, das cidades e a dinâmica da urbanização, em níveis que vão do local ao global. Para tanto, abordar-se-á questões como a rede urbana, os tipos de cidades e processos intraurbanos, como a favelização, a segregação urbana, a manifestação de problemas sociais e ambientais, dentre outros.


Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em Geografia

Listagem de Artigos

Lista de Exercícios
Questão 1

 “A urbanização é um sinal característico da modernização econômica. A transferência da população do meio rural para o meio urbano acompanha a transição de um padrão de vida econômica apoiado na produção agrícola fechada e autossuficiente para outro, baseado na indústria, no comércio e nos serviços. Atrás do processo de urbanização, encontra-se a intensificação da divisão social do trabalho e o aprofundamento da produção mercantil”.

(MAGNOLI, D. Geografia para o Ensino Médio. São Paulo: Atual, 2008. p.402).

O urbano diferencia-se do rural não somente pela sua posicionalidade, mas também por suas características sociais, econômicas e até culturais. Conforme o trecho acima, podemos considerar que o espaço urbano envolve:

a) práticas predominantemente relacionadas com os setores secundário e terciário da economia, além de uma dinâmica trabalhista socialmente mais complexa.

b) organizações de trabalho ordenadamente divididas, sem as mesmas atribuições austeras que geralmente se vinculam ao sistema produtivo do campo.

c) uma menor relação entre custo e benefício para o trabalhador, em razão da presença de maquinários no cerne da produção, ao contrário do que ocorre no espaço rural.

d) uma mais avançada produção tecnológica, haja vista que as cidades apresentam estruturas mecânicas mais avançadas que os grandes espaços de produção agrícola.

e) uma lógica de dependência econômica e social acentuada, haja vista que as cidades não foram capazes de alcançar a mesma autossuficiência do meio agrário.

Questão 2

 “Quem dela se aproxima, é impactado por seu tamanho: quilômetros de avenidas, com suas casas e galpões e blocos de edifícios, uma profusão de letreiros e imagens publicitárias. O movimento das pessoas e objetos que circulam 24 horas por dia está presente em tudo, até nas telas dos painéis coloridos que projetam o mundo eletrônico sobre a geografia construída da cidade […].

Enquanto isso, os rios, como o Tietê e o Pinheiros, que antigamente se espalhavam por largas várzeas, transformaram-se em canais de esgoto espremidos entre vias expressas [...]. Em certos pontos de suas margens se vêem, sob anúncios iluminados, barracos de madeira e tijolo com varais de roupas pendurados e anúncios de borracheiros, manicures e "vende-se geladinho"; em outros, esqueletos de construções inacabadas ou falidas, ruínas totalmente cobertas por inscrições em grafias incompreensíveis ao lado de edifícios profusamente pintados e iluminados. Mais adiante conjuntos de torres inteligentes, brilhando em aço e vidro, refletem a paisagem marcada pela crueza desses contrastes”.

(Adaptado de: Folha Online. 26/02/2009. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u352120.shtml>. Acesso em: 15/08/2014).

O trecho acima apresenta uma narração que descreve o ambiente e a paisagem da cidade de São Paulo. O ritmo de atividade e os problemas estruturais mencionados explicam-se, respectivamente, pelos conceitos de:

a) urbanização e migração interna

b) socialização e desconcentração industrial

c) metropolização e macrocefalia urbana

d) concentração demográfica e segregação espacial

e) complexificação econômica e periferização social

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