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Israel

Geografia

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  Israel é um país do Oriente Médio banhado pelo Mar Mediterrâneo. Possui área de 22 mil km² e conta atualmente com uma população de 8,6 milhões de habitantes. O seu reconhecimento enquanto Estado aconteceu oficialmente no ano de 1948. A capital, entretanto, não é um consenso internacional. Israel reivindica como tal a cidade de Jerusalém, cuja parcela oriental é disputada pela Palestina. A cidade de Tel Aviv, em contrapartida, abriga muitas embaixadas de outros países e é reconhecida como capital.

O território israelense dispõe de um relevo bastante heterogêneo e climas que vão do temperado ao árido nas extensas regiões desérticas. A economia do país é desenvolvida e diversificada, com destaque para os setores tecnológico e industrial. Além do mais, o turismo religioso desponta como importante atividade econômica.

Leia também: Causas dos conflitos entre Palestina e Israel

Dados gerais de Israel

  • Nome oficial: Estado de Israel.

  • Gentílico: israelense.

  • Extensão territorial: 22.072 km².

  • Localização: Oriente Médio.

  • Capital: Israel considera a cidade de Jerusalém como a sua capital, abrigando a sede do governo. Não há, entretanto, um consenso internacional quanto a essa questão. A cidade de Tel Aviv é também considerada capital e abriga a sede de diversas embaixadas internacionais.

  • Clima: temperado e tropical semiárido.

  • Governo: democracia parlamentarista.

  • Divisão administrativa: seis distritos.

  • Idioma: hebreu (oficial).

  • Religiões:

  • População: 8.656.000 habitantes (ONU, 2020).

  • Densidade demográfica: 400 hab./km² (ONU, 2020).

  • Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,919.

  • Moeda: novo shekel israelense (NIS).

  • Produto Interno Bruto (PIB): US$ 446,71 bilhões (FMI, 2021).

  • PIB per capita: US$ 47.600 (FMI, 2021).

  • Gini: 0,390 (Banco Mundial, 2016).

  • Fuso horário: GMT +2 horas.

  • Relações exteriores:

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História de Israel

A criação do Estado de Israel é bastante recente, tendo ocorrido em meados do século XX. A história de ocupação da região onde ele se encontra atualmente, no entanto, iniciou-se no Período Paleolítico e se desenvolveu por meio de inúmeras ocupações estrangeiras, domínios imperiais e disputas territoriais. A partir do Império Romano, a região ficou conhecida como Palestina, e o conflito direto entre judeus e romanos culminou na expulsão dos primeiros por volta do ano 70 da era atual.

Alguns séculos mais tarde, no ano de 636, a região passou a integrar o domínio árabe muçulmano, que ali permaneceu até a passagem do século XIX para o século XX. Esse período marcou também, em contrapartida, o surgimento de um movimento, conhecido como sionismo, que objetivava o retorno dos judeus para a região.

Os ideais do movimento sionista incluíam, ainda, a criação de um Estado judaico, ideia que gradativamente foi se consolidando e ganhando mais apoiadores, notadamente durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Os eventos que viabilizaram a criação de Israel começaram, no entanto, em um momento precedente, logo após o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), que foi quando a Inglaterra avançou sobre a área e passou a exercer seu domínio sobre a região.

O período após o conflito ampliou as tensões entre os judeus e os palestinos (árabes muçulmanos), levando à ocorrência de ataques armados e violentas ofensivas de ambos os lados pelo exercício do controle sobre aqueles territórios. A intermediação das investidas foi realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que, no ano de 1947, deu início ao processo de divisão territorial por intermédio da criação do Comitê Especial para a Palestina (UNSCOP, sigla em inglês). Oficializou-se, no ano seguinte, o Estado de Israel. Desde então, o país passou a anexar novas áreas ao seu território, o que desencadeou uma série de confrontos com os palestinos, povo que permanece até o presente sem Estado.

Veja também: Causas e contexto da Primeira Guerra Árabe-Israelense

Mapa de Israel

 Mapa atual do Estado de Israel.
Mapa atual do Estado de Israel.

Geografia de Israel

Israel é um país do Oriente Médio que ocupa atualmente uma área de 22.072 km². A oeste o território possui saída para o Mar Mediterrâneo, enquanto faz fronteira:

  • ao norte, com o Líbano;

  • a leste, com a Síria e com a Jordânia, onde também está situada o território da Cisjordânia;

  • e a sudoeste, com o Egito.

Fica nessa mesma região um estreito território denominado Faixa de Gaza.

As divisas orientais incluem o Mar da Galileia, o Rio Jordão e o Mar Morto. Ao sul, Israel possui uma estreita saída para o Mar Vermelho, onde está situado o Golfo de Eilat ou Aqaba.

  • Clima de Israel

O território israelense dispõe de condições bastante contrastantes de clima, o que se deve à influência do Mar Mediterrâneo e das extensas áreas desérticas que se estendem pelo sul do país e também em boa parte do Oriente Médio.

Assim, ao leste e nas imediações do Deserto de Negev, predominam os climas árido e semiárido, caracterizados pelas elevadas temperaturas e baixo índice pluviométrico. Em Eilat, por exemplo, ponto mais ao sul de Israel, as máximas podem chegar a 40º C e as chuvas anuais acumulam apenas 34 mm.

Na faixa litorânea e nas regiões mais elevadas, predominam temperaturas mais amenas e volumes consideráveis de chuva, sobretudo no norte do país. Nessas áreas o acúmulo pode chegar a até 1.200 mm. Com relação às temperaturas, estas podem variar de 4º C, nos meses frios, a 30º C, no período quente.

  • Relevo de Israel

O relevo israelense pode ser compartimentado em quatro diferentes unidades. A primeira delas é a planície costeira, situada na faixa litorânea com saída para o Mediterrâneo. Ao norte fica a região montanhosa, que reúne as maiores elevações do país, onde se situam as Montanhas da Galileia e as Colinas de Golã. Pela faixa leste se estende o Vale do Rio Jordão, uma área de falhamento geológico que termina no Golfo de Aqaba. O sul do país é caracterizado pelas depressões e planaltos.

Fica no Monte Hermon o ponto mais elevado de Israel, a aproximadamente 2.236 metros acima do nível do mar.

Paisagem colinosa do deserto de Negev, no sul de Israel.
Paisagem colinosa do deserto de Negev, no sul de Israel.
  • Vegetação de Israel

A cobertura vegetal do norte do país é composta por florestas de coníferas e carvalhos, as quais substituíram gradualmente o cedro do Líbano antes dominante. A partir do centro-norte, encontram-se extensas áreas plantadas com pomares e cultivos agrícolas variados.

Os terrenos mais elevados são recobertos por espécies de menor porte, como arbustos silvestres e maquis, além de árvores como os carvalhos. No litoral predomina a vegetação dunar, enquanto nas áreas desérticas, ao sul, a cobertura é bastante rarefeita, embora seja possível observar a presença de tamareiras e pistacheiros em áreas onde há disponibilidade de água subterrânea.

  • Hidrografia de Israel

O Jordão é o principal rio que banha o território israelense. Destacam-se ainda o Mar da Galileia, que consiste em um lago de 166 km² localizado também ao norte, e o Mar Morto, que se situa parcialmente em Israel, ao sul.

Leia também: Rio Nilo – o maior rio quanto à extensão territorial

Demografia de Israel

Israel conta com uma população de 8.656.000, de acordo com as informações da ONU para 2020. Esse dado inclui Jerusalém Oriental, que é também reivindicada pela Palestina como a sua capital. A distribuição populacional no país é de 400 hab./km², estando a maioria dos israelenses concentrada próximo ao litoral e nas áreas setentrionais do país. O sul de Israel dispõe de baixíssima densidade demográfica, tendo em vista as condições áridas proporcionadas pela presença do deserto de Negev.

A população do país é predominantemente urbana, com taxa de 92,7%. A região metropolitana de Tel Aviv possui mais de um milhão de habitantes, enquanto a cidade propriamente dita tem um contingente de 435 mil pessoas. Jerusalém, capital reivindicada por Israel, possui hoje 944 mil habitantes. Destaca-se também a cidade de Haifa, no litoral norte, com 280 mil habitantes.

Tel Aviv possui uma das regiões metropolitanas mais populosas de Israel.
Tel Aviv possui uma das regiões metropolitanas mais populosas de Israel.

Os judeus representam 74,3% da população israelense, maioria dos quais é natural do país. O segundo grupo mais populoso é o dos árabes, que representam 20,9% dos habitantes. Os demais 4,7% são compostos por outros grupos étnicos não especificados. O idioma oficial de Israel é o hebreu, sendo a língua mais falada seguida do árabe.

Vale ressaltar o elevado IDH do país, que é de 0,919, 19º no ranking mundial. Israel possui ainda a 10ª maior expectativa de vida em escala mundial, que é de 83,15 anos.

Bandeira de Israel

Economia de Israel

A economia israelense é bem desenvolvida e diversa, centrada no setor de serviços. Possui uma base tecnológica avançada, que contribuiu para um rápido processo de crescimento desde o início dos anos 2000 até 2013, quando os efeitos da crise econômica global acometeram o país. O crescimento do PIB de Israel no período em questão se deu pelo aumento das exportações, as quais são lideradas por produtos farmacêuticos, instrumentos médicos, petróleo refinado, circuitos integrados e diamantes.

A indústria responde por 21,5% do PIB de Israel, que atualmente é de US$ 446,71 bilhões (FMI, 2020). Compõe-se de ramos que variam do alimentício, têxtil, madeireiro, construção civil e petroquímico a produtos de alta tecnologia, como instrumentos eletrônicos utilizados pela medicina, telecomunicações, aviação e outros. Apesar da área restrita, a mineração se destaca também com a produção de diamantes e suprimentos agrícolas, como nitrato de potássio e derivados de petróleo.

A atividade agrícola é muito dependente da irrigação, e sua produção é voltada sobretudo ao abastecimento do mercado interno. Entre os principais cultivos estão batata, tomate, cenoura, frutas e outros gêneros alimentícios. Além disso, tem destaque a produção avícola e de ovos, bem como de leite.

Cabe ressaltar, ainda, a importância do turismo, sobretudo religioso, para a economia daquele país, com destaque para a peregrinação de fiéis na cidade de Jerusalém.

As atividades turísticas ligadas ao turismo religioso são importantes geradoras de divisas para Israel. [1]
As atividades turísticas ligadas ao turismo religioso são importantes geradoras de divisas para Israel. [1]

Cultura de Israel

A cultura israelense possui grande influência religiosa em sua formação, notadamente da fé judaica. Encontram-se também em suas diversas manifestações traços de outras nacionalidades, como iraquianos, russos, marroquinos, etíopes e poloneses. Além do aspecto religioso, expresso principalmente em Israel, a cultura secular e os costumes e tradições modernas são representados muito bem por Tel Aviv, um dos maiores centros culturais do país.

Os principais feriados e eventos celebrados seguem o calendário religioso hebraico. Além disso, destaca-se o Dia da Lembrança do Holocausto, em memória às vítimas desse genocídio, e o Dia da Independência. O país abriga também o Museu do Holocausto e o Museu da Diáspora, na cidade de Tel Aviv. Israel possui tradição também na música e na literatura, cujas obras são produzidas principalmente em hebraico.

Na gastronomia, a culinária kosher é praticada por muitos membros da comunidade judaica. Caracteriza-se por determinadas regras de alimentação, como combinações de alimentos não permitidas, que são respeitadas pelos religiosos. Alguns dos pratos típicos do país são o falafel (bolinho de grão de bico), o msabahha, que leva húmus em sua composição, e o shakshuka, um preparo de ovos cozidos no molho de tomate.

Veja também: O que é apropriação cultural?

Infraestrutura de Israel

Como sendo um país urbanizado, Israel conta com uma ampla rede de infraestrutura para atender à sua população. Dados da ONU nos mostram que a quase totalidade dos habitantes possui acesso à água potável segura. O mesmo acontece com o saneamento básico, cujas redes atendem a 93% dos israelenses. Ressalta-se também que uma grande e crescente parcela da população, de 81,58%, possui hoje acesso à internet.

A energia elétrica, que chega igualmente a quase todos os habitantes do país, é proveniente em sua maioria dos combustíveis fósseis, que representam 95% da capacidade instalada.

Os deslocamentos são feitos principalmente por meio das rodovias, que somam 19.555 km, dentre as quais está a Trans-Israel, que se ramifica em diversas outras vias. A malha ferroviária é bem menos densa e conta com 1.384 km de estradas de ferro. Com relação aos transportes aéreos, as principais conexões são feitas por meio do Aeroporto Internacional Ben-Gurion. As entradas e saídas pela via marítima se dão através dos portos de Eilat, Haifa, Hadera e Ashdod.

Governo de Israel

O governo israelense é do tipo democrático parlamentarista, no qual o presidente representa o chefe de Estado, enquanto o primeiro-ministro exerce o papel de chefe de governo. A capital reivindicada pelo país é Jerusalém, abrigando a sede do Poder Executivo. Uma parte dessa cidade, entretanto, é considerada pelos palestinos como a sua capital. Tel Aviv é reconhecida por muitos da comunidade internacional como capital israelense.

Curiosidades sobre Israel

  • Seu nome é derivado do antigo Reino de Israel, que, por sua vez, foi baseado no texto bíblico em que Jacó, considerado o patriarca dos judeus, recebeu o nome de Israel.

  • A cidade de Jerusalém é hoje um dos principais destinos turísticos religiosos do mundo e recebe anualmente milhares de judeus, cristãos e muçulmanos.

  • O Muro das Lamentações é um dos maiores símbolos sagrados do judaísmo e principal ponto de visitação de Jerusalém.

  • Não é possível mergulhar no Mar Morto, corpo d’água que se entende por parte do território israelense. Isso se deve à sua elevada salinidade. Além disso, é considerado um dos pontos de menor elevação do planeta.

  • A maior parada LGBTQ+ do Oriente Médio acontece na cidade de Tel Aviv.

Crédito da imagem

[1] S1001 / Shutterstock

 

Por Paloma Guitarrara
Professora de Geografia  

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