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Sistema genital feminino

Biologia

Infertilidade: por quê?
Infertilidade: por quê?
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O termo infertilidade é utilizado na medicina como distúrbio ou condição que reduz a capacidade de ter filhos. Isso ocorre quando um casal, com convívio conjugal de no mínimo 2 anos, não consegue a gravidez desejada, mesmo possuindo relações sexuais regulares e sem utilizar métodos contraceptivos.

A infertilidade pode ser masculina ou feminina e por isso, tanto o homem quanto a mulher, devem consultar um profissional e realizar exames para averiguar o que está ocorrendo caso não obtenham a concepção esperada.

Na mulher, geralmente, a infertilidade ocorre em virtude de alguma infecção na região pélvica, seja por parto ou aborto realizados em condições precárias, seja adquirida por meio de relações sexuais ou pela própria genética. A idade da mulher também é um fator que reduz a probabilidade de gerar um filho.

Muitas são as causas da infertilidade feminina e envolve desde problemas no ovário, como ovário policístico, endometriose, fatores relacionados às tubas uterinas, útero, região cervical, peritônio, fatores imunológicos, doenças congênitas e genéticas, aborto espontâneo repetidas vezes, problemas na tireoide e nas glândulas suprarrenais ou a infertilidade pode ocorrer sem causa aparente. É importante ressaltar que o uso de drogas, álcool, além de hábitos pouco saudáveis também podem ocasionar a infertilidade.

Não ovular, ter ovulação pouco frequente ou irregular, assim como ciclos menstruais muito longos ou muito curtos e ausência de menstruação são problemas relacionados ao ovário, assim como distúrbios hormonais que impeçam o crescimento e liberação do óvulo. A disfunção nos ovários está entre as causas mais comuns da infertilidade, podendo ocorrer inclusive por obesidade e altas taxas de testosterona, uso de medicamentos como antidepressivos e antialérgicos e a menopausa precoce. O aumento excessivo de pelos, oleosidade da pele e a presença de acne também podem ser sinais de uma ovulação falha.

As DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), assim como o não tratamento das mesmas, o uso de dispositivo intrauterino podem ocasionar infecção dos órgãos relacionados à reprodução, comprometendo o adequado transporte de óvulos e embriões.

Na endometriose, as células de revestimento interno do útero se desenvolvem fora dele, gerando inflamação, alterando a composição química da região, o que pode gerar muco e dificultar a passagem de espermatozoides, alterando os processos de fertilização. Dores durante as relações sexuais e antes da menstruação são comuns nessa doença. Doenças genéticas que causem deformações também podem levar à esterilidade.

Quando o problema da esterilidade for funcional, por exemplo, falha na produção de hormônios, o tratamento por meio de plantas medicinais pode ser utilizado. Algumas das plantas utilizadas são a damiana, ginseng, onagra, salva, dentre outras.

Ao procurar um médico, ambos os parceiros devem fazer os exames, pois não se sabe quem tem a disfunção ou se ambos a possuem. Assim, o médico especialista em reprodução humana conseguirá planejar o tratamento com indução da ovulação, inseminação intrauterina ou fertilização in vitro, tratamento de outros problemas de saúde no casal, além de orientações sobre dias e maneiras de proceder nas relações sexuais.

Caso verificada a infertilidade de um dos parceiros, é importante para o casal assumir que a disfunção não é um problema individual e sim do casal, para que a discussão acerca deste tema seja menos complexa, sem culpados ou vítimas, e busquem soluções compatíveis com a realidade, como, por exemplo, adotar uma criança.

Por Giorgia Lay-Ang
Graduada em Biologia

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

LAY-ANG, Giorgia. "Sistema genital feminino"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/biologia/aparelho-reprodutor-feminino.htm>. Acesso em 14 de dezembro de 2017.

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