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Greenpeace

O Greenpeace promove ações globalmente visando à proteção dos ecossistemas e da biodiversidade, atuando em várias frentes. A organização está presente no Brasil desde 1992.

Pessoa vestida com camiseta verde, na qual está escrito: “Greenpeace”.
O Greenpeace atua como uma rede internacional que promove a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável.[1]
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Greenpeace é uma organização não governamental atuante em escala global que tem como objetivo promover a proteção do meio ambiente e da biodiversidade. Desde 1971, quando a sua história começou, o Greenpeace promove ações não violentas que têm como objetivo conscientizar, em médio e longo prazo, a população dos impactos ambientais, além de pressionar autoridades públicas e entes privados a agirem em prol de sua solução.

Leia também: Greta Thunberg — a jovem que ficou reconhecida internacionalmente por protestar contra o aquecimento global

Tópicos deste artigo

Resumo sobre o Greenpeace

  • O Greenpeace é uma organização não governamental que atua como uma rede internacional de instituições com o objetivo de promover a preservação do meio ambiente e a proteção da biodiversidade.

  • Seu trabalho e suas ações são regidos pelos princípios da equidade, diversidade e inclusão.

  • Suas ações visam a conscientizar a população acerca dos problemas ambientais e pressionar governantes e empresas privadas a agirem de forma a mitigar ou reduzir os impactos causados na natureza.

  • Surgiu no início da década de 1970, quando um grupo de 12 ativistas se deslocou até o Alasca para pedir o fim dos testes nucleares na região.

  • Ao longo dos anos, conquistou muitas vitórias, como a proibição da caça comercial de baleias em escala mundial.

  • O Greenpeace Brasil começou as suas atividades em 1992, durante a ocorrência da ECO-92, sendo hoje muito ativo em pautas como o desmatamento da Amazônia, a proteção das populações e terras indígenas, a poluição dos oceanos e praias, a agroecologia e outras.

Objetivos do Greenpeace

O Greenpeace atua internacionalmente na promoção da conservação do meio ambiente e proteção das espécies ameaçadas de extinção, visando ao desenvolvimento sustentável. Tratando de forma mais detalhada, os objetivos do Greenpeace são, conforme apontam a própria organização internacional|1| e a sua vertente brasileira|2|, os seguintes:

  • Proteção dos ecossistemas e da biodiversidade em todas as suas formas.

  • Prevenção da poluição e da exploração irracional das águas doce e salgada, da terra e do ar.

  • Promoção do fim das ameaças nucleares.

  • Promoção da paz, do desarmamento global e da não violência.

  • Promoção de ações sustentáveis por parte da sociedade e pressão aos governos e à iniciativa privada para colocarem em prática medidas de proteção ao meio ambiente.

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Princípios do Greenpeace

Para atingir os objetivos descritos no tópico anterior, o Greenpeace atua seguindo princípios preestabelecidos. Um deles é o da sua independência financeira com relação a Estados e ao poder público, tendo em vista tratar-se de uma organização não governamental (ONG), mantendo-se por meio doações de indivíduos ou entes privados que compartilham dos mesmos ideais da ONG.

Com a independência financeira estão também a transparência e a responsabilidade nas suas campanhas e na gestão dos recursos arrecadados. Em se tratando das ações promovidas e do trabalho cotidiano do Greenpeace, os princípios estão baseados na equidade, na diversidade e na inclusão. Ao todo, são seis os princípios seguidos pelo Greenpeace:

  • Equidade, diversidade e inclusão para a promoção de ações mais efetivas e abrangentes.

  • Equipes de trabalho e organização estrutural, o que inclui os voluntários; também devem ser compostas de forma equitativa, diversa e inclusiva.

  • Respeito e dignidade entre os trabalhadores, voluntários e nas ações de campo.

  • Cooperação e compartilhamento de ideias e perspectivas para a obtenção de resultados mais eficazes.

  • Diálogo, aprendizado e crescimento são parte dos trabalhos da organização, e quaisquer desavenças são identificadas e solucionadas com base nesses aspectos.

  • Diversidade e inclusão nos trabalhos internos e nas ações externas são de responsabilidade de todos os membros do Greenpeace, sejam da equipe de trabalho, sejam voluntários.

Como o Greenpeace atua?

Ação do Greenpeace pedindo a não concessão de empréstimos à Ucrânia para a construção de reatores nucleares.
Ação do Greenpeace pedindo a não concessão de empréstimos à Ucrânia para a construção de reatores nucleares. No banner, lê-se: “O único reator nuclear seguro é um reator desativado”. [2]

O Greenpeace atua por meio da identificação de um problema ambiental e da sua denúncia via atos não violentos e diretos, que, na maioria dos casos, envolvem intervenções de grande impacto cujo objetivo é explicitar a problemática e cobrar a ação das autoridades locais e/ou das empresas privadas responsáveis.

Diversas ações ambientais feitas pelo Greenpeace foram muito bem-sucedidas e trouxeram resultados positivos para a comunidade e, em extensão, para o meio ambiente. Destacamos algumas delas na sequência.

  • Algumas ações do Greenpeace

1971 – Fim dos testes nucleares no Alasca

Um grupo de ativistas se instalou na ilha de Amchitka, no Alasca, para pedir o fim dos testes de armas nucleares no território. Após cinco meses do início da ação, já em 1972, os Estados Unidos suspenderam os testes, e, mais tarde, a ilha foi transformada em um santuário de pássaros.

1982 – Proibição da pesca comercial de baleias

O Greenpeace deu início à campanha “Salve as baleias” em 1975, em Vancouver (Canadá), procurando sensibilizar a população sobre a forma como a pesca de baleias era realizada e sua motivação, e apontando os problemas ambientais decorrentes da prática. Após sete anos, a pesca comercial de baleias foi proibida em todo o mundo.

1991 – Proibição da exploração mineral na Antártida por 50 anos

Em meados da década de 1980, o Greenpeace instalou uma base na Antártida para protestar contra a exploração de minérios e petróleo no continente, pouco antes do fim do prazo de proteção previsto pelo Tratado da Antártida, assinado nos anos 1950. Em 1991, os países signatários firmaram o compromisso de proibir por, pelo menos, 50 anos a exploração mineral na Antártida.

1998 – Proibição do descarte de material tóxico e sucatas de plataformas de petróleo no Atlântico Norte

Após uma intervenção de larga escala do Greenpeace, que contou até mesmo com a ocupação de uma plataforma da empresa Shell, a Convenção para a Proteção do Meio Marinho do Atlântico Nordeste (Convenção Ospar) proibiu o descarte de lixo tóxico na região do Atlântico Nordeste, bem como sucatas de plataformas de petróleo e outros equipamentos marítimos.

2004 – Demarcação de terras do povo Deni

Em ação conjunta com o povo indígena Deni, que vive no sudoeste do Amazonas, houve a conquista da demarcação das terras em 2004, o que era aguardado desde, pelo menos, 1985. À época, uma madeireira malásia pretendia se instalar na região, o que ocuparia grande parte da terra do povo Deni.

2020 – Fim da extração de petróleo no mar do Norte pela Dinamarca

A Dinamarca anunciou a suspensão da extração de petróleo de seu território marítimo no mar do Norte, comprometendo-se ainda a encerrar a produção até o ano de 2050.


Origem e história do Greenpeace

A história do Greenpeace teve início no ano de 1971, com a expedição de 12 ativistas norte-americanos, originários do estado da Colúmbia Britânica (Estados Unidos), rumo à ilha de Amchitka, no Alasca, para demandar o fim dos testes de armas nucleares. O barco de pesca alugado para realizar o transporte do grupo foi denominado “The Greenpeace”, pois carregava uma faixa com a palavra em inglês, surgida de um grito de protesto de um dos seus membros em manifestação no ano de 1970.

Poucos meses após o início da primeira missão do Greenpeace, em 1972, houve uma resposta satisfatória e aguardada do governo norte-americano, que pôs fim no teste nuclear na Antártida. A partir de então, a organização passou a atrair um maior número de adeptos e a se envolver em diversas causas de cunho ambientalista local, regional ou global, lutando contra:

O Greenpeace é formado hoje por 26 organismos independentes (coordenados pelo Greenpeace International) que desempenham as suas atividades em 55 países, onde reúne 2500 funcionários e mais de 15 mil voluntários. A sede do Greenpeace International fica em Amsterdã, nos Países Baixos.

Confira no nosso podcast: Sustentabilidade, degradação ambiental e responsabilidade humana

Importância do Greenpeace

O Greenpeace se tornou uma das principais organizações de cunho ambientalista com ações de escala global. Ele é importante porque atua na exposição e denúncia das principais atividades responsáveis pela degradação do meio ambiente e que podem ter consequências graves, no longo prazo, para os ecossistemas e a biodiversidade do planeta. Com isso, ele conscientiza a população a respeito dos problemas ambientais em curso e pressiona as autoridades, os políticos e as empresas capazes de agir na gestão ou supressão desses impactos.

Greenpeace Brasil

A vertente brasileira do Greenpeace começou a atuar no país em 1992, e a sua primeira ação foi desenvolvida na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecida como ECO-92. Na ocasião, que ocorreu em 26 de abril de 1992, os protestos foram direcionados à Usina Nuclear de Angra dos Reis, situada no litoral do Rio de Janeiro.

Naquele mesmo ano, o navio do Greenpeace “Rainbow Warrior” (ou Guerreiro Arco-Íris) esteve na cidade de Angra dos Reis, e os ativistas prestaram uma homenagem às centenas de mortos do acidente nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, que havia acontecido em 1986.

Barco do Greenpeace em Angra dos Reis, em 2009, para protestos contra a construção da Usina Nuclear Angra 3.[3]
Barco do Greenpeace em Angra dos Reis, em 2009, para protestos contra a construção da Usina Nuclear Angra 3.[3]

No ano seguinte, em 1993, o Greenpeace Brasil conquistou a sua primeira vitória com a assinatura brasileira na Convenção de Basileia, que controla o movimento de resíduos tóxicos e perigosos à saúde humana e ao meio ambiente entre países.

Ao longo de sua história, o Greenpeace Brasil efetivou diversas abordagens, cobrando ações das empresas privadas e do governo em várias frentes, com destaque para a proteção dos povos indígenas, como acontece atualmente na luta, com outras entidades e populações indígenas, contra a aprovação da lei do Marco Temporal, e na preservação da Floresta Amazônica.

Notas

|1| Greenpeace International. Disponível aqui.

|2| Greenpeace Brasil. Disponível aqui.

Créditos da imagem

[1] Tomasz Bidermann / Shutterstock

[2] Radiokafka / Shutterstock

[3] Alex Carvalho / Angra 3 – Greenpeace / Wikimedia Commons (reprodução)

 

Por Paloma Guitarrara
Professora de Geografia

Escritor do artigo
Escrito por: Paloma Guitarrara Licenciada e bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e mestre em Geografia na área de Análise Ambiental e Dinâmica Territorial também pela UNICAMP. Atuo como professora de Geografia e Atualidades e redatora de textos didáticos.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

GUITARRARA, Paloma. "Greenpeace"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/greenpeace.htm. Acesso em 26 de fevereiro de 2024.

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