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Paraná

Geografia do Brasil

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O Paraná é um estado brasileiro localizado na região Sul do país. Possui clima predominantemente subtropical úmido e um relevo planáltico, com as maiores elevações concentrando-se no leste do estado. Sua economia é a quinta maior do país, destacando-se a indústria de transformação e a produção de grãos. No litoral paranaense fica o maior porto graneleiro da América Latina, o porto de Paranaguá. No oeste, por sua vez, na fronteira com o Paraguai, está situada a usina de Itaipu.

Leia também: Estados do Brasil – unidades federativas autônomas de nosso país

Dados gerais do Paraná

  • Região: Sul

  • Capital: Curitiba

  • Governo: Carlos Roberto Massa Júnior (2018-2022)

  • Área territorial: 199.298,982 km² (IBGE, 2020)

  • População: 11.516.840 habitantes (IBGE, 2020)

  • Densidade demográfica: 52,40 hab/km² (IBGE, 2010)

  • Fuso: Horário Padrão de Brasília (GMT -3 horas)

  • Clima: Subtropical Úmido

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Geografia do Paraná

O Paraná é um dos estados brasileiros que compõem a região Sul do país. Limita-se:

A porção ocidental paranaense faz divisa, ainda, com o Paraguai e a Argentina. A leste, o estado dispõe de um breve litoral, com saída para o oceano Atlântico.

  • Clima do Paraná

Com a maior parcela do seu território localizada abaixo do Trópico de Capricórnio, o clima predominante do Paraná é o Subtropical Úmido. As temperaturas mais elevadas ficam em torno de 22 ºC, enquanto a mínima pode chegar a 14 ºC. As principais variações locais acontecem no litoral, mais quente e úmido, e nas áreas serranas e porções mais elevadas dos planaltos, onde predominam temperaturas mais baixas.

Os índices pluviométricos variam entre 1500 mm e 2500 mm. Algumas áreas do estado experimentam a ocorrência de geadas durante o outono e o inverno.

  • Relevo do Paraná

O Paraná pode ser dividido em quatro unidades morfoesculturais. No oeste do estado, situado na bacia sedimentar do Paraná, fica o terceiro planalto paranaense, cuja altitude média é de 170 metros. O terreno se eleva do segundo planalto, cuja média altimétrica supera os mil metros. Logo na sequência, está o primeiro planalto e a unidade da serra do Mar, que antecede a planície litorânea.

O pico mais elevado do Paraná e da região Sul é o pico Paraná, no leste do estado, com 1877 metros.

Vista do pico Paraná, no leste do estado.
Vista do pico Paraná, no leste do estado.
  • Vegetação do Paraná

A maior parte do Paraná está inserida no bioma Mata Atlântica. Sua cobertura vegetal é formada principalmente por florestas estacionais e ombrófila mista. Nesta última se encontra parte do domínio das araucárias. No leste do estado, onde fica a serra do Mar, situam-se as florestas densas.

  • Hidrografia do Paraná

Intensamente drenado, o estado do Paraná é parte de duas regiões hidrográficas: a do Atlântico Sul e a do Paraná, em que está inserido o rio de mesmo nome e cujas águas servem de força motriz para a usina de Itaipu. Destaca-se, ainda, o rio Paranapanema, tributário do rio Paraná, e o rio Iguaçu, sendo os três os cursos mais extensos do estado.

Leia também: Bacias hidrográficas – parte do relevo abastecida por um rio e seus afluentes

Mapa do Paraná

Localização do estado do Paraná.
Localização do estado do Paraná.

Demografia do Paraná

Conforme as estimativas do IBGE para 2020, o Paraná possui mais de 11 milhões de habitantes, constituindo o quinto estado brasileiro em população e o mais populoso da região Sul. A maior parcela dessa população vive nas cidades, sendo a taxa de urbanização de 85,3%, conforme o Censo de 2010.

A capital, Curitiba, é o município mais populoso do estado, com 1.948.626 habitantes. Entre as capitais brasileiras, ela representa a oitava maior população. O segundo município paranaense com maior concentração de habitantes é Londrina, com 575.377.

Diversas etnias compõem a população paranaense, fruto dos intensos fluxos migratórios que tiveram o estado como destino. Destaca-se a presença de alemães, árabes, espanhóis, holandeses, italianos, japoneses, poloneses, ucranianos, portugueses, africanos bem como dos povos indígenas. Ao todo, a população paranaense é formada por 28 diferentes etnias.

Divisão geográfica do Paraná

Até 2017, o IBGE dividia os estados brasileiros em microrregiões e mesorregiões. Os 399 municípios paranaenses eram divididos em 39 microrregiões, as quais se agrupam em 10 mesorregiões. São elas:

  • Centro Ocidental Paranaense

  • Centro Oriental Paranaense

  • Centro Sul Paranaense

  • Metropolitana de Curitiba

  • Noroeste Paranaense

  • Norte Central Paranaense

  • Norte Pioneiro Paranaense

  • Oeste Paranaense

  • Sudeste Paranaense

  • Sudoeste Paranaense

Veja também: Regionalização socioeconômica do espaço mundial

Economia do Paraná

A economia paranaense é a quinta maior do país. O PIB do estado em 2018 foi de R$ 440.029 milhões, o equivalente a 6,28% do PIB do Brasil para o mesmo ano. A maior parcela desse valor é oriunda do setor terciário, que abrange comércio e serviços (com exceção da administração pública).

O setor secundário, isto é, a indústria, responde por quase um quarto do PIB do estado. Além disso, o PIB industrial do Paraná tem participação de pouco mais de 7% no nacional. A principal indústria do estado é a de transformação, sendo também a terceira do país em 2018. O destaque fica com a produção de alimentos, seguido de montagem de veículos, petróleo e derivados, papel e celulose, química, e madeireira.

A agropecuária, por sua vez, é responsável por uma fatia de 9,51% do valor adicionado ao PIB. O Paraná é um dos principais produtores de grãos do Brasil, dos quais tem maior importância a soja. Além dela, destacam-se os cultivos do milho e do trigo. Em se tratando da pecuária, o estado é um grande produtor de aves e suínos.

Governo do Paraná

À frente do Poder Executivo do Paraná estão o governador do estado e o seu vice, ambos eleitos para seus cargos a cada quatro anos. No mesmo pleito são escolhidos os representantes do Legislativo, que, no estado em questão, é composto atualmente por três senadores, 30 deputados federais e 54 deputados estaduais.

Bandeira do Paraná

Infraestrutura do Paraná

Fica no litoral paranaense um dos mais importantes portos brasileiros: o porto de Paranaguá, considerado como o maior escoador de grãos da América Latina. Suas instalações atendem, ao todo, a 10 estados do Brasil. As exportações correspondem a produtos de diversos setores econômicos, que variam de madeira e alimentos até derivados da indústria mecânica. O grande destaque fica, entretanto, com os produtos agrícolas.

No oeste do estado, na divisa com o Paraguai, está instalada a usina hidrelétrica de Itaipu. É a segunda maior hidrelétrica do mundo e tem registrado sucessivos recordes de produção de energia em escala mundial. Uma parcela de 10,8% da energia consumida no Brasil é oriunda de Itaipu, enquanto a usina é responsável por 88,5% do consumo energético no Paraguai.

O porto de Paranaguá é o maior porto graneleiro da América Latina.
O porto de Paranaguá é o maior porto graneleiro da América Latina.

Cultura do Paraná

A cultura paranaense é derivada dos costumes e tradições característicos das origens diversas de sua população. Algumas das manifestações mais tradicionais são o fandango, que se popularizou principalmente entre os caiçaras e pescadores, o congo (ou congada) e as cavalhadas.

Entre as celebrações estão a Festa da Padroeira do Paraná, em 15 de novembro, e a Festa da Luz, comemorada no dia 8 de setembro. Realiza-se também no estado o Festival Folclórico de Etnias.

Alguns dos pratos típicos do Paraná são pinhão (que é semente da araucária), barreado, carne de onça (carne bovina moída e temperada e disposta em fatias de pão preto), carneiro no buraco, e pierogi (prato de origem polonesa).

Pinhão é um dos alimentos típicos do Paraná.
Pinhão é um dos alimentos típicos do Paraná.

História do Paraná

O Paraná foi declarado como uma província na metade do século XIX, mais precisamente em 1853. Anterior a isso, o território paranaense era conhecido como capitania de Paranaguá, que se encontrava incorporada ao que viria a ser a capitania de São Paulo.

No mesmo período em que se separou da capitania de São Paulo, estava em curso o ciclo da erva-mate, que liderava a economia do estado à época e foi um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento de algumas das suas principais redes de transporte. Ainda no século XIX, um grande fluxo de imigrantes chegou ao estado, oriundos da

No decorrer do tempo, os ciclos da madeira e do café motivaram a chegada de novos migrantes tanto estrangeiros quanto vindos de outros estados brasileiros. A década de 1970 marcou tanto a entrada da soja no estado quanto o avanço do processo de industrialização.

 

Por Paloma Guitarrara
Professora de Geografia

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