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Telúrio (Te)

Química

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O telúrio, que é o elemento de número atômico 52 e um ametal do grupo do oxigênio, possui seis elétrons em sua camada de valência. Raro, ele ocupa a 70ª posição de abundância na crosta terrestre, com concentração de aproximadamente 0,001 ppm (parte por milhão). Existe na forma nativa, mas é mais comumente encontrado em minerais, como a calaverita, krennerita, telurita e melonita.

Veja também: Alumínio – metal da família do boro bastante utilizado no nosso cotidiano

Propriedades do telúrio

  • Símbolo: Te.
  • Massa atômica: 127,6 u.
  • Número atômico: 52.
  • Eletronegatividade: 2,1.
  • Configuração eletrônica: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d10 4s2 4p6 4d10 5s2 5p4.
  • Série química: semimetal, calcogênio, metal pesado tóxico, elemento do 5º período.
  • Ponto de fusão: 449,5 °C.
  • Ponto de ebulição: 989,9 °C.

Características do telúrio

Existem oito isótopos naturais de telúrio, com massas atômicas que variam de 120 a 130, sendo o último o mais comum. Embora alguns sejam radioativos, essa radioatividade é baixa. O telúrio-128 é o radioisótopo com maior meia-vida conhecido. Esse elemento forma compostos como o dióxido de telúrio, hexafluoreto de telúrio, dicloreto de telúrio, dibrometo de telúrio, telureto de zinco e telureto de hidrogênio, além de compostos orgânicos.

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Sendo um semimetal, o telúrio possui dois alótropos: o cristalino e o amorfo. Além disso, esse elemento também é um semicondutor, e sua condutividade varia conforme a organização atômica da amostra. Ele reage quimicamente com a maioria dos elementos existentes, e os teluretos são os compostos mais estáveis. Por não ser tão eletronegativo como o oxigênio e o enxofre, há a existência de compostos do telúrio com estados de oxidação positivos. Possui coloração branca e brilho metalizado.

Telúrio em sua forma sólida.
Telúrio em sua forma sólida.

História do telúrio

Com aparência metálica prateada, o telúrio foi descoberto por volta de 1782, pelo mineralogista austro-húngaro Franz Joseph Müller von Reichenstein, que trabalhava em uma mina na Transilvânia. O minério, que apresentava um brilho metálico característico, chamou a sua atenção, e ele suspeitou que se tratasse de um antimônio nativo ou bismuto (elementos químicos). Após investigação preliminar, ele concluiu que se tratava de um telureto de ouro ou as chamadas calaveritas, que são minerais raros encontrados na natureza.

Durante alguns anos, o estudioso pesquisou o minério e provou que nele havia a presença de um novo elemento. Ele publicou seus estudos e conclusões em uma revista pouco conhecida, que passou despercebida. Em 1796, ele enviou uma amostra para o farmacêutico alemão Martin Klaproth, em Berlim, que lhe confirmou as descobertas e produziu uma amostra pura, a qual foi nomeada de telúrio.

Veja também: Nitrogênio – o elemento mais abundante da atmosfera terrestre

Obtenção do telúrio

Encontrado principalmente como telureto (composto formado pela combinação de telúrio e um elemento ou agregado mais eletropositivo) em minérios de ouro, prata, cobre e níquel, o telúrio é obtido durante procedimentos industriais de beneficiamento de cobre, ou seja, como subproduto do refino de cobre. Ele possui oito isótopos naturais e nove radioativos, com ponto de fusão relativamente baixo (449,5 °C). Facilmente sofre oxidação, quando em presença de oxigênio.

Aplicações do telúrio

A indústria que mais consome telúrio é a metalúrgica, pois esse elemento é importante em ligas para ferros fundidos, aços inoxidáveis, ligas de cobre e chumbo. Ele é aplicado em pequenas quantidades em alguns aços e em chumbo, para aumentar a resistência mecânica desses elementos. Sua química é similar à do enxofre, embora tenha muitas propriedades do metal.

Ele rompe com bastante facilidade e não possui capacidade de conduzir corrente elétrica muito bem. Por essa razão, ele é usado na dopagem de prata, ouro, cobre ou estanho para fabricação de semicondutores.

Pode ser aplicado também para:

  • vulcanizar borracha;
  • dar tonalidade em vidro e cerâmica;
  • células solares;
  • CDs e DVDs regraváveis;
  • catalisador na refinação do petróleo.

O telúrio é aplicado medicinalmente para a detecção do organismo causador da difteria (infeção causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae). O exame pode ser feito utilizando-se um meio especial com óxido de telúrio.

Precauções com o telúrio

Por sua química ser similar à do enxofre, pode-se deduzir que o telúrio possui propriedades que resultam em mau cheiro. Existem dentro das variantes desse elemento aquelas com baixo peso molecular e baixa volatilidade, necessitando, assim, de maiores cuidados em seu manejo, devido a esse odor bastante acentuado e impregnante, que exige evitar contato com a pele e sua inalação.

O contato com telúrio pode gerar mau cheiro.
O contato com telúrio pode gerar mau cheiro.

Exercícios resolvidos

Questão 1 – Analise as seguintes afirmativas sobre o elemento telúrio e julgue como verdadeiras (V) ou falsas (F).

I – Por sua química ser similar à do enxofre, pode-se imaginar que o telúrio possui propriedades que resultam em odor agradável e suave.
II – Combinando com a maioria dos elementos, metais e não metais, ele é absorvido pelo organismo humano e eliminado pela respiração e/ou pelo suor, na forma de compostos orgânicos de mau cheiro.
III – Existem entre as variantes desse elemento aquelas com alto peso molecular e baixa volatilidade.

A) VFF
B) FVF
C) VVV
D) FFV
E) FFF

Resolução

Alternativa B. A alternativa I e II estão incorretas, pois o telúrio possui propriedades que resultam em mau cheiro e, entre as variantes desse elemento, existem aquelas com baixo peso molecular e baixa volatilidade.

Questão 2 – Qual elemento químico dos alistados abaixo possui propriedades químicas e características semelhantes às do enxofre (S)?

A) Gálio (Ga).
B) Rubídio (Rb).
C) Berílio (Be).
D) Telúrio (Te).
E) Nenhuma das alternativas.

Resolução

Alternativa D. O elemento que possui propriedades químicas e características semelhantes às do enxofre, como mau cheiro, é o telúrio.

 

Por Laysa Bernardes Marques de Araújo
Professora de Química

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

ARAúJO, Laysa Bernardes Marques de. "Telúrio (Te)"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/telurio-te.htm. Acesso em 26 de fevereiro de 2021.

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