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Martin Luther King Jr.

Martin Luther King Jr. foi um pastor batista norte-americano que ficou conhecido por sua liderança na luta contra a segregação racial nos EUA nas décadas de 1950 e 1960.

Retrato de Martin Luther King Jr., um dos líderes da luta contra a segregação racial nos Estados Unidos.
Martin Luther King Jr. foi um dos líderes da luta contra a segregação racial nos Estados Unidos nas décadas de 1950 e 1960.
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Martin Luther King Jr. foi um pastor batista norte-americano que ficou internacionalmente conhecido por ser uma das lideranças que lutaram contra a segregação racial. Ele ganhou projeção nacional ao ser um dos líderes do boicote à segregação racial nos ônibus de uma cidade do Alabama, na década de 1950.

Foi um defensor da desobediência civil e um adepto da não violência como forma de lutar contra o racismo. Martin Luther King Jr. realizou um dos discursos políticos mais famosos da história norte-americana e foi assassinado em 1968, aos 39 anos, vítima de um crime odioso.

Leia também: Nelson Mandela — o principal nome da luta pela igualdade racial na África do Sul

Tópicos deste artigo

Resumo sobre Martin Luther King Jr.

  • Foi um pastor norte-americano que lutou contra a segregação racial.

  • Ganhou projeção nacional por conta do boicote da população afro-americana ao sistema de ônibus de uma cidade do Alabama na década de 1950.

  • Foi intensamente perseguido, sendo ameaçado por supremacistas e difamado pelo governo norte-americano.

  • Foi um defensor da desobediência civil e dos protestos não violentos.

  • Foi assassinado na sacada de um hotel em Memphis, em 1968.

Videoaula: Quem foi Martin Luther King Jr.?

Juventude de Martin Luther King Jr.

Martin Luther King Junior nasceu no dia 15 de janeiro de 1929 na cidade de Atlanta, Geórgia, nos Estados Unidos. Era filho de um pastor batista chamado Martin Luther King Sr. (seu nome de nascimento e registro era Michael King) e sua mãe era Alberta Williams, que trabalhava como professora infantil. Martin ainda teve outros dois irmãos, Christine e Alfred.

Originalmente, o nome de Martin Luther King Jr. era Michael King, assim como o deu seu pai. Essa mudança aconteceu em 1935, quando o jovem tinha cerca de seis anos de idade, após uma viagem de Martin Sr. para a Alemanha, e se deu como forma de homenagear o reformador protestante Martinho Lutero.

Martin Luther King Jr. ingressou na escola bastante cedo, sendo matriculado em uma escola exclusiva para crianças afro-americanas. O jovem King cresceu em um ambiente complexo e carregado pelo racismo do Sul dos Estados Unidos, mas viu no seu pai um grande exemplo de engajamento contra a opressão.

Martin Luther King Jr. ainda cresceu em uma família de condição financeira estável e viu seu pai frequentar a Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor, voltada para a defesa dos direitos civis da população afro-americana.

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Formação educacional e religiosa de Martin Luther King Jr.

Aos 15 anos, Martin Luther King Jr. foi aprovado em uma seleção que o permitiu se matricular na Morehouse College, uma importante universidade para estudantes afro-americanos. Foi durante esse período que ele também deu andamento a sua vocação religiosa e decidiu seguir os mesmos caminhos de seu pai, tornando-se um pastor.

Martin Luther King Jr. graduou-se em Sociologia quando tinha apenas 19 anos de idade, e, em 1955, conseguiu concluir um doutorado em Teologia pela Universidade de Boston. Com 19 anos, ele foi ordenado ministro, e, com 25 anos, foi ordenado pastor, passando a atuar em uma igreja chamada Dexter Avenue Baptist Church, em Montgomery, no Alabama.

Vida pessoal de Martin Luther King Jr.

Martin Luther King Jr. casou-se com Coretta Scott, a quem conheceu quando estudava em Boston. O casamento aconteceu em 18 de junho de 1953, na cidade natal de Coretta, Marion, no estado do Alabama. O casal teve quatro filhos: Yolanda, Martin Luther King III, Dexter e Bernice.

Monumento em homenagem a Martin Luther King Jr., em Washington DC. [1]
Martin Luther King Jr. ao lado da esposa, Coretta Scott King.

O casamento de King e Coretta ficou marcado por algumas polêmicas, como o fato de que o pastor batista limitou o papel de sua mulher nos protestos que lutavam pelos direitos civis dos afro-americanos nas décadas de 1950 e 1960.

Como líder dos protestos do movimento pelos direitos civis, Martin Luther King Jr. foi intensamente monitorado pelo FBI. Por conta disso, o serviço de inteligência norte-americano descobriu que o pastor mantinha diversos casos extraconjugais. Essa informação foi intensamente utilizada pelo FBI para chantageá-lo e fazer com que abandonasse sua liderança.

Ativismo de Martin Luther King Jr.

Monumento em homenagem a Martin Luther King Jr., em Washington DC. [1]
Monumento em homenagem a Martin Luther King Jr., em Washington DC. [1]

O exemplo dado pelo pai de Martin Luther King Jr. na luta contra o racismo foi seguido pelo filho na juventude, pois, na década de 1950, ele aderiu à luta contra o racismo nos Estados Unidos. Havia uma série de limitações contra as pessoas de cor nesse país, e a forma inicialmente encontrada pelo pastor batista foi aderir à Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor.

Na mesma década, um caso de grande repercussão ocorreu nos Estados Unidos, dando projeção nacional ao pastor. Em Montgomery, cidade onde ele residia, Rosa Parks, uma mulher negra, foi presa depois de recusar-se a ceder o seu lugar no ônibus para um passageiro branco. Martin Luther King Jr. foi um dos líderes do grande boicote da população negra ao serviço de ônibus dessa cidade, a fim de acabar com a segregação nesse espaço. Ele também foi um dos fundadores da Conferência da Liderança Cristã do Sul, grupo composto por pastores negros que exerceu um forte ativismo.

Martin Luther King Jr. era um defensor da desobediência civil e acreditava que a luta deveria ser realizada por meio de protestos não violentos. Uma das suas grandes inspirações foi Mahatma Gandhi. A postura de Martin Luther King Jr. era oposta à de lideranças como Malcolm X, que acreditava no uso da violência contra a segregação racial.

Na década de 1960, Martin Luther King Jr. realizou uma série de protestos pacíficos e ficou marcado por seus discursos. Em 1963, ele liderou um grande protesto pacífico em Washington, capital dos Estados Unidos, e nesse momento ele realizou o seu discurso mais conhecido, intitulado Eu Tenho um Sonho ou I Have a Dream, em inglês.

Ele foi premiado com um Nobel da Paz por sua atuação, mas sua liderança fez com que ele fosse intensamente perseguido. Além de grupos supremacistas, ele era perseguido pelo governo norte-americano, que promovia uma campanha de difamação contra o pastor, liderada, em especial, por J. Edgar Hoover, chefe do FBI.

Veja também: Harriet Tubman — uma mulher que fugiu da escravidão e buscou combater essa instituição nos Estados Unidos

Assassinato de Martin Luther King Jr.

O ódio difundido contra Martin Luther King Jr. fez com que ele se tornasse vítima de um crime terrível que tirou sua vida. Em 4 de abril de 1968, o pastor estava em Memphis, no Tennessee, para acompanhar e dar apoio a uma greve de trabalhadores. Ele estava na sacada de um hotel quando foi atingido por um tiro, por volta das 18 horas.

Cerca de uma hora depois, seu óbito foi anunciado, e os Estados Unidos ficaram chocados com o fim precoce do pastor, aos 39 anos. O autor do crime foi James Earl Ray, que confessou o ato, mas depois voltou atrás em seu depoimento. Apesar do recuo, as evidências apontam que ele foi mesmo o autor do crime.

Crédito de imagem

[1] Atomazul / Shutterstock

 

Por Daniel Neves
Professor de História

Escritor do artigo
Escrito por: Daniel Neves Silva Formado em História pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) e especialista em História e Narrativas Audiovisuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Atua como professor de História desde 2010.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SILVA, Daniel Neves. "Martin Luther King Jr."; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/martin-luther-king.htm. Acesso em 23 de fevereiro de 2024.

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