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Guerra dos Seis Dias e o poder israelense

História Geral

Com uma ação militar fulminante, Israel conseguiu com a Guerra dos Seis Dias derrotar o Egito, a Síria e a Jordânia, além de ocupar parte dos territórios desses países.
Cerca e placa de informação sobre existência de minas terrestres nas Colinas de Golã, colocadas durante a Guerra dos Seis Dias
Cerca e placa de informação sobre existência de minas terrestres nas Colinas de Golã, colocadas durante a Guerra dos Seis Dias
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A Guerra dos Seis Dias foi a guerra mais curta que existiu dentre os conflitos árabes-israelenses. Ocorrida em junho de 1967, ela foi uma ação surpresa realizada pelas forças armadas de Israel contra o Egito, a Síria e a Jordânia.

Conhecida também como Terceira Guerra Árabe-Israelense, a Guerra dos Seis Dias estava envolta em uma escalada de violência verificada entre alguns países do Oriente Médio. Após a criação do Estado de Israel, em 1948, duas guerras envolvendo Israel haviam sido travadas, resultando em uma ampliação do território israelense, tal qual havia sido estipulado pela ONU nesse mesmo ano.

A Questão Palestina, a luta dos palestinos pela reocupação dos territórios em que habitavam até 1948, e dos quais foram expulsos durante a Primeira Guerra Árabe-Israelense, já havia se transformado em um grave problema social na região. Na década de 1950, palestinos exilados fundaram o Al Fatah, grupo político-militar com o objetivo de retomar os territórios palestinos e lutar contra o Estado de Israel. O principal líder do Al Fatah (que significa luta armada) era Yasser Arafat. O grupo teve como principal característica o antissionismo e a luta anti-imperialista, além de pretender formar um Estado palestino laico no Oriente Médio. A partir do Al Fatah seria criada ainda a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

A luta do Al Fatah contra Israel revestiu-se principalmente de ataques terroristas contra alvos em territórios israelenses, o que resultou na utilização do imenso poderio militar israelense contra a população palestina e os países árabes vizinhos que apoiavam a causa. Além disso, a Síria passou a apoiar as ações militares do Al Fatah, aumentando a tensão com Israel.

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O Estado israelense atacou com sua Força Aérea a Jordânia, em abril de 1967. Em resposta, o Egito retirou as tropas da ONU do país, sendo substituídas por guarnições do exército egípcio. Outra medida realizada pelo Egito foi o fechamento do Golfo de Ácaba e do Porto de Eilat para os israelenses. Um acordo de cooperação mútua entre Egito, Jordânia e Síria foi assinado em maio de 1967.

Em junho de 1967, as Forças Armadas israelenses realizaram um fulminante ataque aos três países. Em seis dias, os exércitos da Síria, do Egito e da Jordânia foram derrotados, demonstrando a imensa superioridade da força militar israelense em relação à de seus vizinhos.

Portão de Zion, em Jerusalém, cravejado de balas usadas durante a Guerra dos Seis Dias
Portão de Zion, em Jerusalém, cravejado de balas usadas durante a Guerra dos Seis Dias

Com a vitória, o Estado de Israel incorporou a seu território Gaza, a Península do Sinai, as Colinas de Golã e a Cisjordânia, incluindo parte da cidade de Jerusalém. Com isso, o número de refugiados palestinos aumentou ainda mais, já que mais de 1,6 milhão de pessoas foram expulsas.

A ONU interviu no conflito conseguindo um cessar-fogo. Porém, Israel não aceitou a devolução dos territórios ocupados dos países vizinhos. Essa postura unilateral resultou anos depois em um novo conflito, a Guerra do Yom Kippur, quando o Egito e a Síria atacaram simultaneamente Israel para retomar as terras ocupadas.


Por Me. Tales Pinto

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

PINTO, Tales dos Santos. "Guerra dos Seis Dias e o poder israelense"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/guerra-dos-seis-dias-poder-israelense.htm. Acesso em 26 de outubro de 2021.

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