Intifada

Guerras

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Ao longo do século XX, o conflito entre árabes e israelenses na Palestina se tornou cada vez mais cercado por minúcias e dificuldades. Por mais que os apelos da comunidade internacional sejam claros no que se diz a esse respeito, vemos que o conflito e os períodos de paz entre esses povos se alternam. Dessa forma, a conquista de uma resolução efetiva se torna cada vez mais incerta e distante.

Apoiados por grandes potências mundiais, os israelenses conseguiram formar um poderoso aparato bélico capaz de conter a reação dos palestinos. A superioridade tecnológica acumulada foi se tornando, ao longo do tempo, um ponto fundamental para que o povo palestino fosse sistematicamente subjugado. Entretanto, em meados da década de 1980, essa discrepância bélica caracterizou a chamada “intifada”.

Essa expressão de origem árabe é usualmente empregada para se destacar a ocorrência de uma revolta ou “sobressalto”. De fato, em 1987, um grande número de palestinos participou de uma revolta contra as tropas oficiais israelenses logo que um caminhão militar atropelou e matou quatro jovens palestinos. Civis palestinos, em sua maioria jovens e estudantes, se muniram de paus e pedras contra as forças israelenses. Pelo uso de tais armas, o evento também ficou conhecido como a “guerra das pedras”.

Mesmo não vencendo o Estado de Israel por meio de armas tão ineficazes, os participantes da revolta conseguiram chamar a atenção da imprensa internacional. Algum tempo depois, membros da Organização das Nações Unidas censuraram oficialmente a repressão imposta pelas tropas de Israel. Em novembro de 1988, o Conselho Nacional Palestino repudiou oficialmente as ações terroristas, reconheceu o governo de Israel e proclamou a criação do Estado Independente da Palestina.

Adentrando a década de 1990, vemos que os esforços de aproximação entre árabes e israelenses se intensificaram bastante. No ano 2000, após a negativa de Yasser Arafat em assinar o acordo de paz junto a Israel, uma nova intifada se organizou. Nessa mesma ocasião, o líder judeu Ariel Sharon caminhou pela cidade de Jerusalém em regiões que são sagradas para os muçulmanos. Sendo considerada a atitude ofensiva, os palestinos novamente se mobilizaram em protestos e enfrentamentos.

Na atualidade, alguns líderes terroristas e outros radicais palestinos tentam organizar outras intifadas que possam pressionar as autoridades internacionais e o próprio governo israelense. Apesar de esperada, a pacificação ainda trilha sobre olhares de desconfiança. Afinal de contas, observou-se ao longo dos anos que israelenses e palestinos possuem laços tênues e instáveis.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola


Século XX - Guerras - Brasil Escola

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Intifada: um dos mais importantes eventos da relação entre árabes e israelenses.
Intifada: um dos mais importantes eventos da relação entre árabes e israelenses.

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SOUSA, Rainer Gonçalves. "Intifada"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/guerras/intifada.htm. Acesso em 28 de novembro de 2020.