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O que é Grécia Antiga?

A Grécia Antiga constituiu um longo período da história antiga em que a civilização grega se desenvolveu a tal ponto que exerceu enorme influência sobre a sociedade ocidental.

Ruínas do Parthenon, em Atenas, um dos principais símbolos da Grécia Antiga.
Ruínas do Parthenon, em Atenas, um dos principais símbolos da Grécia Antiga.
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Grécia Antiga é o nome dado à civilização que foi constituída na área que abrange o sul da península Balcânica, ilhas do mar Egeu e litoral da Ásia Menor. A importância da Grécia Antiga para o mundo ocidental é grande em virtude, principalmente, dos aspectos cultural, científico, filosófico e político dessa civilização que foram legados à civilização contemporânea.

Leia mais: Mitologia grega — o conjunto de mitos e crenças da cultura e da religiosidade dos gregos antigos

Tópicos deste artigo

Resumo sobre Grécia Antiga

  • Grécia Antiga é o período em que a civilização grega surgiu e se desenvolveu, passando por seu apogeu e declínio, entre o século XX a.C. e o século I a.C.

  • Seu momento inicial deu-se com o surgimento da civilização cretense, entre 2000-1400 a.C.

  • É dividida em mais 5 períodos: Pré-Homérico, Homérico, Arcaico, Clássico e Helenístico.

  • Teve seu fim após a dominação macedônica, que não conseguiu manter a unidade grega, e, depois, pela dominação romana, que, no entanto, incorporou a cultura grega e a fez chegar até os dias atuais.

Videoaula sobre Grécia Antiga


Formação da Grécia Antiga

O primeiro processo de povoamento da região que pode ser considerado como originário da civilização grega foi o que ocorreu na ilha de Creta, entre 2000-1400 a.C. Pouco se sabe sobre a forma de organização da sociedade cretense (ou minoica), apesar de haver um grande trabalho arqueológico sendo realizado nas ruínas dos palácios da ilha, sendo o sítio mais famoso o de Cnossos. De todo modo, sabe-se que os cretenses controlaram o comércio no mar Mediterrâneo até que houve a extinção da civilização, por volta de 1400 a.C.

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Quais são os 5 períodos da Grécia Antiga?

Além desse período considerado como inicial, os historiadores dividem a existência da civilização grega em mais 5 períodos: Pré-Homérico (séc. XX-séc. XII a.C.); Homérico (séc. XII-séc. VIII a.C.); Arcaico (séc. VIII-séc. VI a.C.); Clássico (séc. V-séc. IV a.C.); Helenístico (séc. IV-séc. I a.C.).

Estátua de Homero, principal poeta da Grécia Antiga.
Homero foi um poeta grego conhecido por ter composto a Ilíada e a Odisseia, obras fundantes da civilização grega.
  • Período Pré-Homérico

O Período Pré-Homérico (séc. XX-séc. XII a.C.) aproximou-se da civilização cretense e teve como principal característica a ocupação da Grécia Continental pelos povos de origem indo-europeia, sendo que, primeiramente, foram os aqueus que chegaram à região, sendo sucedidos pelos eólios e jônios. Por fim, houve os dórios, povos essencialmente guerreiros e possivelmente os responsáveis pela dispersão de vários grupos humanos pelas ilhas do mar Egeu e pelo litoral da Ásia Menor, processo denominado primeira diáspora. Para saber mais sobre o Período Pré-Homérico, leia nosso texto.

  • Período Homérico

Período Homérico (séc. XII-séc. VIII a.C.) recebeu esse nome em decorrência de as obras Ilíada e Odisseia, as principais fontes de estudo do período, serem atribuídas ao poeta Homero. Essa situação indica também um período de volta ao campo desses povos e o abandono da escrita. Nessa época, as comunidades gentílicas fortalecerem-se, e o núcleo social orbitava os genos — famílias coletivas constituídas por um grande número de pessoas sob a liderança de um monarca.

Em um primeiro momento, as terras das comunidades gentílicas eram comunitárias, mas o desenvolvimento verificado entre os séculos XII-VIII a.C. levou à privatização das terras, ao crescimento demográfico e à ocorrência de uma segunda diáspora, realizada em decorrência da crise da sociedade gentílica. A segunda diáspora originou a Magna Grécia, nome pelo qual ficou conhecido o processo de colonização de regiões do Mediterrâneo Ocidental, principalmente no sul da península Itálica.

  • Período Arcaico

Período Arcaico (séc. VIII-séc. VI a.C.) teve como principal característica o fortalecimento das cidades-estados ou as pólis gregas. As cidades-estados que mais se destacaram foram Esparta e Atenas. A primeira em virtude de sua estrutura aristocrática e guerreira, cuja organização social era rigidamente hierarquizada. A segunda pelo desenvolvimento do comércio em diversas regiões do mar Mediterrâneo, principalmente com as áreas de colonização da Magna Grécia, e também pelas instituições políticas criadas.

Em Atenas, as lutas políticas entre as distintas classes sociais levaram à criação da democracia política, na qual poderiam participar das decisões sobre os rumos da pólis os cidadãos — grupo formado pelos homens maiores de 21 anos, filhos de pais e mães atenienses. Estavam excluídos dos direitos de cidadania as mulheres, os estrangeiros e os escravos. Caso queira saber mais sobre o Período Arcaico, clique aqui.

  • Período Clássico

Período Clássico (séc. V-séc. IV a.C.) foi marcado pelo apogeu da civilização grega, principalmente pelo desenvolvimento econômico e cultural verificado em Atenas. As Guerras Médicas colocaram no campo de batalha duas grandes civilizações, a grega e a persa, proporcionando uma unidade entre as diversas cidades-estados gregas para enfrentar um inimigo que ameaçava conquistar seus territórios.

A vitória grega possibilitou o crescimento ainda maior do comércio controlado pelos atenienses no Mediterrâneo, marcando o período conhecido como imperialismo ateniense. Por outro lado, a cidade conheceu o período de seu apogeu cultural com o estímulo às diversas práticas artísticas, como teatro, arquitetura e filosofia, destacando-se a construção do Parthenon e a produção filosófica de Platão e Aristóteles. As disputas internas nas cidades-estados gregas, marcadas principalmente pela Guerra do Peloponeso, indicaram o declínio dos gregos.

  • Período Helenístico

Após essa guerra, iniciou-se o período Helenístico (séc. IV-séc. I a.C.), com a civilização grega sendo dominada pelos macedônicos, principalmente por Alexandre Magno. Alexandre levou o Império Macedônico à maior extensão de suas fronteiras, conquistando o Egito, a Pérsia e chegando até a Índia. Com essa expansão imperial e com o legado cultural grego, Alexandre pretendia fundir as culturas gregas e orientais em um processo conhecido como helenismo. Entretanto, com sua morte precoce, aos 33 anos de idade, seus sucessores não puderam manter a unidade do império, caracterizando também o fim da Grécia Antiga.

Apesar da perda de influência política e econômica, a cultura grega seria assimilada pelos romanos, povo que daria continuidade ao legado cultural da Grécia Antiga e que contribuiria para que as características do mundo grego chegassem até os dias atuais.

 

Por Tales dos Santos Pinto
Professor de História  

Escritor do artigo
Escrito por: Tales dos Santos Pinto Escritor oficial Brasil Escola

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

PINTO, Tales dos Santos. "O que é Grécia Antiga?"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-grecia-antiga.htm. Acesso em 22 de maio de 2024.

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