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Tipos de solo

Tipos de solo são arenosos, siltosos e argilosos de acordo com a textura. Esse e outros critérios são utilizados na determinação dos diferentes solos.

Desenvolvimento de raiz em solo
Os solos são fruto do intemperismo físico e químico sobre as rochas expostas na superfície terrestre.
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Os tipos de solo são as diferentes classes utilizadas para distinguir os solos presentes na superfície terrestre de acordo com critérios que variam de país para país. Alguns dos critérios mais comuns são aqueles inerentes ao solo — como a textura, a composição mineral, as características da rocha mãe, a profundidade e a porosidade — e também externos — como o clima da área de desenvolvimento do solo e o relevo.

Em linhas gerais e de acordo com a textura, os solos podem ser classificados em:

  • arenosos;

  • siltosos;

  • argilosos.

Leia também: Formas de degradação dos solos

Tópicos deste artigo

Resumo sobre os tipos de solo

  • Solos são corpos minerais e orgânicos que recobrem a superfície terrestre. Eles são resultado direto dos processos de intemperismo.

  • A formação dos solos, processo chamado de pedogênese, depende de fatores como o clima, o relevo e a declividade dos terrenos e também da presença de vida animal e vegetal.

  • Os diferentes tipos de solos são identificados com base em critérios como: textura, composição mineral, aspectos da rocha mãe, condições climáticas da área de formação, relevo e outros.

  • De acordo com a textura, os solos podem ser classificados em arenosos, siltosos e argilosos.

  • Existem ainda os solos orgânicos, formados essencialmente por matéria orgânica.

  • O Sistema Brasileiro de Classificação de Solos identificou 13 tipos de solo no Brasil. Os mais comuns são o latossolo e o argissolo.

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O que é solo?

Solos são corpos minerais e orgânicos formados na superfície terrestre por meio da ação dos agentes intempéricos sobre um substrato rochoso. Trata-se de material inconsolidado que não foi transportado por meio de processos erosivos, desenvolvendo, assim, um perfil de solo naquela área. A formação dos solos recebe o nome de pedogênese.

Diversos fatores estão envolvidos na formação dos solos. São eles:

  • elementos do clima, que determinam a variação das temperaturas, o teor de umidade e a pluviosidade de uma área;

  • relevo e topografia;

  • presença de agentes biológicos (animais e vegetais).

A composição mineral de um solo varia de acordo com a natureza da rocha mãe — nomenclatura associada à rocha que sofreu os processos de desagregação mecânica e decomposição química que originaram o solo — e também a presença de micro-organismos e pequenos animais responsáveis pelo que chamamos de intemperismo biológico.

O solo é dinâmico, uma vez que a sua interação com o meio e, por conseguinte, com os agentes intempéricos é constante. A presença de cobertura vegetal auxilia na manutenção e nutrição do solo, ao passo que a sua retirada torna o substrato ainda mais exposto à ação da água da chuva, dos ventos e de outros elementos externos.

É importante ainda destacarmos que, quando observamos um perfil de solo, identificamos a presença de diversos horizontes. Os horizontes são camadas sobrepostas umas às outras, que se formaram mediante a atuação de um (ou mais) processo de intemperismo. As cores e a composição (mineral e orgânica) dos horizontes são variáveis, o que nos permite classificar os solos em diferentes tipos.

Camadas do solo
Os solos são formados por diferentes camadas denominadas horizontes.

Quais são os tipos de solo existentes?

Os tipos de solo existentes ao redor do mundo são classificados de acordo com vários critérios, considerando características inerentes a ele — como a composição mineral, a textura, a porosidade, a presença ou ausência de determinado horizonte, a espessura dos horizontes, a profundidade — e aspectos da sua área de formação — como o clima e o relevo.

Com base nesses e outros aspectos e na importância dada a cada um deles, os tipos de solos variam consideravelmente de país para país.|1| Em linhas gerais, eles se encontram em uma das categorias descritas abaixo.

  • Solos arenosos: possuem cerca de 70% de materiais com granulometria mediana (0,05 a 2 mm), classificada como areia. Por essa razão, eles têm alta porosidade e absorvem água com maior facilidade. Em contrapartida, são pouco férteis química e fisicamente, apresentando baixo índice de matéria orgânica e elevada acidez (baixo pH), além de serem altamente suscetíveis aos processos erosivos. Comuns em áreas de clima semiárido.

  • Solos siltosos: têm granulometria intermediária entre a areia e a argila, o que chamamos de silte (0,002 a 0,05 mm). Embora sua aparência se aproxime dos solos argilosos por serem formados por partículas finas, elas não estão agregadas de forma coesa, o que significa que esses solos são bastante suscetíveis aos processos erosivos.

  • Solos argilosos: pelo menos 30% do material de que eles são compostos apresentam textura muito fina (< 0,002 mm), classificada como argila. Podem ser formados de diversos minerais, especialmente ferro e alumínio. São menos porosos e dispõem de baixa permeabilidade e, em função disso, são capazes de reter a água absorvida por mais tempo. Eles são bem estruturados e menos propensos à erosão.

  • Solos orgânicos: chamados também de húmicos, são muito ricos em matéria orgânica e nutrientes provenientes principalmente da rica vegetação que os sustenta, mas também dos micro-organismos e pequenos animais que fazem deles seu habitat. Bastante comuns em regiões de clima úmido.

Leia também: Qual a diferença entre erosão e intemperismo?

Tipos de solo no Brasil

Existem pelo menos 13 tipos de solo no território brasileiro. Abaixo apresentamos uma breve descrição de cada um deles, seguindo o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

  • Argissolos: segundo tipo de solo mais encontrado no Brasil. São caracterizados pela presença de argila no seu horizonte B (camada em que estão presentes elementos resultantes do intemperismo, como argila, óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio e também matéria-prima|2|). Possuem perfis profundos e bem desenvolvidos. Sua coloração varia da amarelada à avermelhada.

  • Cambissolos: solos rasos ainda em formação, com horizonte B, que chamamos de incipiente. Sua cor varia do marrom ao marrom amarelado.

  • Chernossolos: solos ricos em nutrientes devido à presença de grande quantidade de matéria orgânica na sua camada superficial, chamada de horizonte A. Podem apresentar horizonte B bem desenvolvido ou incipiente, além da presença de outros elementos, como cálcio e potássio. Apresentam coloração preta.

  • Espodossolos: solos de textura arenosa, em sua maioria, e com profundidade variável. São caracterizados pela presença de matéria orgânica no horizonte B e de um horizonte acima desse, o E, que apresenta coloração mais clara e fica situado logo abaixo da camada superficial.

  • Gleissolos: apresentam elevada saturação de água na maior parte do ano, sendo encontrados em áreas como planícies fluviais e costeiras. Em função dos processos químicos desencadeados pela água em contato com os minerais presentes no substrato, sua coloração varia entre tons azulados e esverdeados até cinzas.

  • Latossolos: são o tipo mais comum no Brasil, encontrado em mais de 40% do território nacional. Passaram por um longo processo de intemperismo até chegarem ao seu estágio atual, sendo, portanto, profundos e bem desenvolvidos. Apresentam coloração vermelha ou amarelada e boa permeabilidade, mas não são férteis quimicamente.

Solo de latossolo vermelho preparado para plantio de soja.
O latossolo é o tipo de solo mais comum do Brasil, seguido dos argissolos.[1]
  • Luvissolos: são muito rasos e apresentam grande concentração de argila e minerais, como o cálcio e o magnésio, dispondo de texturas muito distintas ao longo de sua extensão. Tendem a apresentar intensa lixiviação na camada superior.

  • Neossolos: solos incipientes que não apresentam um horizonte de alteração (horizonte B), o que os torna muito rasos. Suas características ainda são muito parecidas com as dispostas pela rocha mãe.

  • Nitossolos: solos argilosos profundos e bem desenvolvidos, apresentando coloração avermelhada e um brilho que recebe o nome de cerosidade, aspecto derivado do intemperismo e também do deslocamento de argilas dentro do perfil do solo.

  • Organossolos: compostos por uma grande concentração de matéria orgânica. Apresentam elevado índice de saturação, dispondo de coloração muito escura.

  • Planossolos: solos de baixa permeabilidade e rasos que apresentam um horizonte B com elevada concentração de argila, em contraposição ao horizonte A, de textura arenosa.

  • Plintossolos: apresentam uma camada de subsuperfície com alta concentração de ferro, o que resulta na formação de nódulos denominados plintita ou até mesmo de concreções com maior abrangência. São ácidos e pouco férteis e se desenvolvem na presença de muita umidade e calor.

  • Vertissolos: solos argilosos de baixa permeabilidade que se desenvolvem em áreas de clima seco. Devido à presença de argila expansiva, eles mudam um pouco de aparência na estação quente e seca, quando se observa o aparecimento de rachaduras em sua superfície.

Notas

|1| TOLEDO, Maria Cristina Motta de; OLIVEIRA, Sonia Maria Barros de; MELFI, Adolpho José. Da rocha ao solo: intemperismo e pedogênese. In: TEIXEIRA, Wilson.; FAIRCHILD, Thomas Rich.; TOLEDO, Maria Cristina Motta de; TAIOLI, Fabio. (Orgs.) Decifrando a Terra. São Paulo, SP: Companhia Editora Nacional, 2009, 2ª ed. p. 210-239.

|2| Idem.

Créditos da imagem

[1] Wagner Santos de Almeida / Shutterstock

 

Por Paloma Guitarrara
Professora de Geografia

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

GUITARRARA, Paloma. "Tipos de solo"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/tipos-de-solo.htm. Acesso em 04 de julho de 2022.

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