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Cometas

Cometas são pequenos objetos formados por gelo e poeira e que apresentam uma longa cauda brilhante característica, resultado da ação dos ventos solares sobre a sua estrutura.

Cometa no espaço sideral.
Os cometas são os menores corpos celestes presentes no Sistema Solar.
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Cometas são pequenos corpos celestes que orbitam o Sol, formados por gelo e poeira. Os cometas apresentam uma estrutura composta por um núcleo sólido, uma nuvem de poeira e gases ao seu redor, chamada coma, e uma longa cauda brilhante que confere a esse objeto seu aspecto característico. Eles são constituídos por materiais que datam do princípio da formação do Sistema Solar, há 4,6 bilhões de anos, e podem realizar órbita periódica ou não periódica em torno dessa estrela. O Halley é um dos cometas mais conhecidos do mundo e pode ser observado a partir da superfície terrestre a cada 76 anos.

Leia também: Via Láctea — formação, estrutura e curiosidades sobre a nossa galáxia

Tópicos deste artigo

Resumo sobre cometas

  • Os cometas são objetos pequenos formados por gelo, gases e poeira que orbitam o Sol.

  • A estrutura dos cometas é dividida em três partes: núcleo, coma e cauda. Em torno do coma existe um envólucro composto por hidrogênio.

  • Os cometas são classificados de acordo com a duração da sua órbita em periódicos e não periódicos.

  • Formam-se em duas regiões distintas do Sistema Solar: o Cinturão de Kiuper e a Nuvem de Oort.

  • A cauda dos cometas é derivada da ação dos ventos solares sobre as partículas de gás e a poeira integrantes da nebulosa que envolve o núcleo (coma).

  • A cauda aponta sempre na direção oposta ao Sol.

  • Os cometas Halley, Shoemaker-Levy 9 e Hale-Bopp estão entre os cometas mais famosos.

  • Binóculos e telescópios podem ser utilizados para a observação dos cometas.

  • São evidências importantes da origem do Sol e do Sistema Solar.

Videoaula sobre cometas


O que são cometas?

Cometas são pequenos objetos formados a partir de gelo, poeira e gases. Os cometas são considerados os menores corpos celestes do Sistema Solar, além de serem compostos por materiais muito antigos, que datam do princípio da formação do Sistema Solar, há 4,6 bilhões de anos.

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Quais as características dos cometas?

Os cometas são corpos celestes de pequena dimensão, quando comparados aos demais integrantes do Sistema Solar, e formam um grande conjunto de objetos orbitando o Sol. De acordo com as informações fornecidas pela Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, em inglês), existem, até o momento, 3.881 desses objetos viajando pelo Sistema Solar.

A estrutura dos cometas é semelhante, formada por um núcleo, o coma e a cauda.

  • Núcleo: parte sólida de um cometa. De formato irregular, o núcleo é composto por grandes fragmentos de gelo, gases congelados e poeira entremeada. Os elementos encontrados em maior quantidade no núcleo de um cometa são água, dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), metano (CH4) e amônia (NH3). As dimensões do núcleo de um cometa são variáveis, chegando até 10 quilômetros de largura.

  • Coma: camada gasosa formada ao redor do núcleo através do processo de sublimação. Os materiais integrantes do coma são oxigênio, hidrogênio e, principalmente, água. Ao redor do coma existe um envólucro de hidrogênio que se torna cada vez mais extenso à medida que o cometa se aproxima do Sol.

  • Cauda: estrutura alongada formada por gás ou poeira que fica localizada na parte posterior do cometa e com extensão variável que chega a milhões de quilômetros. A cauda de um cometa aponta sempre na direção oposta ao Sol.

Cauda e núcleo de um cometa no espaço sideral.
A estrutura básica de um cometa é formada por três elementos: núcleo, coma e cauda.

Os cometas realizam órbita elíptica em torno do Sol, e a sua duração pode ser de algumas centenas até milhares de anos. Uma parte do trajeto dos cometas é realizada mais próximo dessa estrela, o que provoca a sublimação dos gases presentes em sua estrutura. Aliás, é nesse trecho que os cometas tendem a se tornar visíveis para os observadores na superfície terrestre, o que é resultante do reflexo dos raios solares sobre eles ou da energia absorvida do Sol e posteriormente emanada por esses objetos.

Apesar de a maioria dos cometas manter uma distância relativa do Sol, existem aqueles chamados de cometas rasantes (sungrazers, em inglês), que colidem com a estrela ou chegam tão próximo dela que acabam evaporando por completo.

A velocidade na qual os cometas viajam pode oscilar entre dezenas até centenas de milhares de quilômetros por hora. Alguns dos cometas mais velozes do Sistema Solar, a exemplo do cometa interestelar 2I/Borisov, atingem 175.000 km/h. É interessante pontuar, ainda, que a velocidade dos cometas aumenta com a proximidade do Sol.

Veja também: O que é o lado oculto da Lua?

Tipos de cometas

Os cometas são classificados de acordo com o tempo de duração da sua órbita, isto é, segundo o tempo que demoram para completar uma volta em torno do Sol. Assim sendo, temos dois tipos de cometa: periódicos e não periódicos.

  • Cometas periódicos: levam um tempo relativamente curto para completar uma volta em torno do Sol, que é inferior a 200 anos. Os cometas periódicos são originários, em sua maioria, do Cinturão de Kiuper, uma região do Sistema Solar que fica situada depois do planeta Netuno. Eles são objetos mais previsíveis e com aparência conhecida, visto que podem ser observados com maior frequência. O principal exemplo de cometa periódico é o cometa Halley, que leva 76 anos para completar uma volta ao redor do Sol.

  • Cometas não periódicos: levam um tempo muito grande para completar uma volta em torno do Sol, muito superior a 200 anos. Alguns cometas não periódicos podem demorar até 30 milhões de anos para completar a sua órbita. Esse tipo de objeto tem origem em uma região muito distante no Sistema Solar chamada de Nuvem de Oort.

Formação dos cometas

Os cometas são formados em duas regiões distintas do Sistema Solar: o Cinturão de Kiuper e a Nuvem e Oort. A segunda área é a mais longínqua delas e fica a uma distância que é aproximadamente mil vezes maior do que a distância entre o planeta Netuno e o Sol. Em ambas existe uma grande quantidade de materiais como poeira, gelo, e gases que foram produzidos quando o Sol se formou, há cerca de 4,6 bilhões de anos.

Esses materiais orbitam o Sol, assim como os demais corpos que integram o Sistema Solar. Quando, durante a sua trajetória orbital, passam pelas áreas mais internas desse sistema, parte dos compostos solidificados é submetida ao processo de sublimação (mudança de estado físico sólido para o gasoso), dando o aspecto conhecido dos cometas. Isso acontece porque há uma mudança na temperatura, visto que esses materiais vão se aproximando gradativamente do Sol.

Formação da cauda dos cometas

A cauda dos cometas é, talvez, a estrutura mais distinta desse corpo celeste. Ela se torna mais longa e mais visível à medida que o cometa se aproxima do Sol, e a sua formação acontece em decorrência da ação dos ventos solares, que empurra as partículas presentes na coma no sentido oposto ao da estrela. Por isso, como vimos anteriormente, a cauda cometária está apontando sempre para a direção oposta de onde o Sol está posicionado.

Por conta dos diferentes tipos de material que formam a cauda dos cometas, podemos dividi-la em:

  • Cauda plasmática: composta por moléculas de gás ionizadas pela radiação solar.

  • Cauda de poeira: composta por pequenas partículas originárias dos materiais presentes na nebulosa que envolve o núcleo, a coma.

Cometas mais famosos

  • Cometa Halley: o Halley é o cometa mais famoso e reconhecido pelo público em geral. Trata-se de um cometa periódico que se torna visível nos céus a cada 76 anos, aproximadamente, tendo aparecido pela última vez em 1986. Recebe esse nome pelo fato de a sua periodicidade ter sido confirmada pelo astrônomo britânico Edmond Halley. Para saber mais sobre esse cometa, clique aqui.

 Cometa Halley durante sua passagem pela Terra (década de 1980)
Cometa Halley durante sua passagem pela Terra (década de 1980)
  • Cometa Shoemaker Levy-9: descoberto no ano de 1993 pelos astrônomos norte-americanos Carolyn e Eugene M. Shoemaker, e David Levy. Já à época da sua descoberta, esse cometa se encontrava fragmentado em mais de 20 pedaços diferentes, em função da força de maré que atuou sobre ele quando se aproximou de Júpiter. No ano de 1994, os fragmentos do Shoemaker Levy-9 se chocaram com a superfície do planeta com a força equivalente à de 300 milhões de bombas atômicas.

Fragmentos do cometa Shoemaker Levy-9.
Sequência de imagens feitas pelo telescópio Hubble mostra fragmentos do cometa Shoemaker Levy-9.
  • Cometa Hale-Bopp: esse cometa foi descoberto no ano de 1995 pelos astrônomos estadunidenses Alan Hale e Thomas Bopp. Chamou a atenção principalmente pelas suas dimensões, com um núcleo de 60 quilômetros de diâmetro. Conforme aponta a Nasa|1|, esse cometa é cinco vezes maior do que o objeto que causou a extinção dos dinossauros. Em função disso, ele ficou visível nos céus por um ano e meio, entre 1996 e 1997. nebulosa

Cometa Hale-Bopp em 1997.
Cometa Hale-Bopp em 1997.

Como podemos observamos os cometas?

Podemos observar cometas com a utilização de instrumentos simples, como binóculos, ou com equipamentos mais complexos, como os telescópios. Em caso de céu limpo, sem nuvens, e na ausência de uma camada densa de poluição, é possível fazer a observação dos cometas a olho nu.

Um fato interessante a respeito da passagem dos cometas pelo planeta Terra é que ela está, geralmente, associada ao fenômeno conhecido como chuva de meteoros, caracterizada pela entrada de um grande número de detritos na atmosfera terrestre. Assim, muitas vezes não é possível observar um cometa diretamente, mas sim processos que são derivados da sua passagem.

Saiba mais: De onde vêm os meteoritos?

Importância dos cometas

Os cometas são importantes porque são formados de materiais oriundos dos primórdios do Sistema Solar, mais precisamente de quando a estrela desse conjunto, o Sol, teve origem. Assim, esses pequenos corpos celestes carregam evidências importantes da formação do Sistema Solar e da parte conhecida do Universo. Além disso, acredita-se que compostos fundamentais para a existência da vida na Terra foram introduzidos no nosso planeta através dos cometas, como compostos orgânicos e água|2|.

Diferenças entre cometas, meteoros e asteroides

Cometa

Meteoro

Asteroide

Pequeno corpo celeste composto por gelo, poeira e gases e que realiza órbita em torno do Sol.

Fenômeno luminoso resultante da entrada de um meteoroide na atmosfera.

Grandes fragmentos de rocha que orbitam o Sol. São maiores do que os cometas e menores que planetas.

Formados a partir de gases e poeira remanescentes do processo de formação do Sol.

Formados a partir de fragmentos de asteroides e de cometas que atravessam a atmosfera terrestre.

Formados a partir da colisão entre planetas e outros corpos celestes de estrutura rochosa.

Possui uma cauda muito longa e brilhante facilmente identificável.

Possui cauda incandescente derivada do atrito dos seus componentes com os gases atmosféricos. Chamado, por isso, de estrela cadente.

Não possuem cauda e tornam-se visíveis quando mais próximo do planeta Terra.

Formam-se nas regiões do Cinturão de Kiuper e da Nuvem de Oort.

Os meteoros propriamente ditos se formam na atmosfera do planeta Terra. Para saber mais sobre meteoros, clique aqui.

A maioria dos asteroides se encontra localizada entre as órbitas de Marte e Júpiter. Para saber mais sobre asteroides, clique aqui.


Notas

|1| NASA. C/1995 O1 (Hale-Bopp). NASA – Solar System Explorarion: Our Galactic Neighborhood, [2019]. Disponível em: https://solarsystem.nasa.gov/asteroids-comets-and-meteors/comets/c-1995-o1-hale-bopp/in-depth/

|2| NASA. In depth: Comets. NASA – Solar System Exploration: Our Galactic Neighborhood, [2019]. Disponível em: https://solarsystem.nasa.gov/asteroids-comets-and-meteors/comets/in-depth/

Fontes

CHOI, Charles Q.; DOBRIJEVIC, Daisy. Comets: Everything you need to know about the 'dirty snowballs' of space. Space, 18 jan. 2023. Disponível em: https://www.space.com/comets.html.

NASA. Comets. NASA – Solar System Exploration: Our Galactic Neighborhood, [2019]. Disponível em: https://solarsystem.nasa.gov/asteroids-comets-and-meteors/comets/overview/.

 

Por Paloma Guitarrara
Professora de Geografia

Escritor do artigo
Escrito por: Paloma Guitarrara Licenciada e bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e mestre em Geografia na área de Análise Ambiental e Dinâmica Territorial também pela UNICAMP. Atuo como professora de Geografia e Atualidades e redatora de textos didáticos.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

GUITARRARA, Paloma. "Cometas"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/cometa.htm. Acesso em 23 de fevereiro de 2024.

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