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Dilatação do tempo

Física

O tempo não é uma grandeza absoluta, mas sim relativa. Existem evidências que podem comprovar a dilatação do tempo.
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Algumas teorias em física desafiam nosso senso e entendimento das coisas, mas revelam um universo cheio de desafios e peculiaridades. Uma das teorias mais famosas, porém pouco entendida no geral, é a da relatividade, que nos mostra o que ocorre com corpos se movimentando com velocidades próximas à da luz.

Na teoria da relatividade, a dilatação do tempo é entendida como a passagem maior do tempo para um observador em movimento quando comparada à passagem do tempo para um observador em repouso, ambos em relação a um evento comum, mostrando que o tempo não é algo absoluto, mas sim relativo, pois depende da velocidade relativa entre dois observadores.

Para entendermos melhor pensaremos no paradoxo dos gêmeos: Imagine que dois irmãos gêmeos serão separados, um ficará na Terra enquanto o outro fará uma viagem pelo espaço na velocidade da luz. Ao fim da viagem, quando os irmãos se reencontram, aquele que passou seus dias aqui na Terra aparenta ser mais velho do que aquele que fez a viagem, então podemos dizer que o tempo se dilatou para o irmão parado na Terra, sendo, portanto, menor para o irmão que estava viajando.

Existem evidências que comprovam a veracidade dessa teoria, como primeiro exemplo podemos citar os múons, partículas subatômicas instáveis que tem tempo médio de vida medido em um ponto de seu próprio referencial, correspondente a 2,2 μs - tempo compreendido entre sua produção; os múons surgem a partir do contato de raios cósmicos com a atmosfera, e rapidamente sofrem decaimento, que é a sua transformação em outras partículas. Mas se o tempo de vida dos múons fosse medido por um referencial parado, o valor seria de 63,51 μs, considerando que essas partículas se movimentam com 99,94% da velocidade da luz. Em experimentos feitos com múons nessa velocidade, comprova-se o valor do tempo de 63,51 μs. O que estamos dizendo é que no “relógio” dos múons, o tempo marcado foi menor que em um relógio qualquer parado na superfície da Terra.

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Outro exemplo é que hoje em dia quando relógios atômicos são transportados de um local para outro por aviões, por exemplo, percebe-se uma alteração na marcação do tempo quando comparados a relógios atômicos que permaneceram parados. Essas comprovações foram feitas por Joseph Hafele e Richard Keating, em 1977. Os relógios atômicos são movidos à quartzo e ajustados com base em vibrações atômicas, fazendo com que sua marcação de tempo seja muito precisa, com erros de, no máximo, dois bilionésimos de segundo.


Por Joab Silas
Graduado em Física

Observadores diferentes podem marcar intervalos de tempo diferentes para a ocorrência do mesmo evento
Observadores diferentes podem marcar intervalos de tempo diferentes para a ocorrência do mesmo evento

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

JúNIOR, Joab Silas da Silva. "Dilatação do tempo"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/fisica/dilatacao-tempo.htm. Acesso em 12 de novembro de 2019.

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