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Herpes-zóster

Herpes-zóster, também conhecida como cobreiro, é uma doença causada pelo mesmo vírus causador da catapora, que é reativado em algumas situações.

Pessoa com lesões provocadas pelo herpes-zóster na região dos olhos.
As lesões provocadas pelo herpes-zóster podem ser bastante dolorosas.
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O herpes-zóster é uma doença provocada pela reativação do vírus varicela-zóster e que se destaca pelo surgimento de lesões dolorosas na pele. Essas lesões somem após poucas semanas, entretanto, a dor provocada pela doença pode permanecer por meses e até mesmo anos, uma condição conhecida como neuralgia pós-herpética. O diagnóstico do herpes-zóster é geralmente feito por meio da análise dos sintomas do paciente, entretanto, em algumas situações recomenda-se a realização de exames complementares.

Saiba mais: Como se prevenir de doenças virais?

Tópicos deste artigo

Resumo sobre herpes-zóster

  • O herpes-zóster é uma doença causada pela reativação do vírus causador da catapora.

  • Provoca lesões dolorosas na pele.

  • Algumas complicações do herpes-zóster são a síndrome de Reye, infecções bacterinas secundárias e neuralgia pós-herpética.

  • O diagnóstico do herpes-zóster é, geralmente, clínico.

  • Para pessoas sem risco de agravamento, o Ministério da Saúde recomenda apenas o tratamento sintomático. Em pessoas com risco de agravamento, é recomendado o uso de antivirais.

  • Há vacinas disponíveis na rede particular para prevenção do herpes-zóster.

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O que é herpes-zóster?

Herpes-zóster é uma doença causada pela reativação do vírus varicela-zóster nos nervos cranianos e nos gânglios das raízes espinhas dorsais. Esse vírus é o causador da catapora. A doença, também conhecida como cobreiro, caracteriza-se por provocar o surgimento de lesões dolorosas na pele e poder surgir após décadas do caso de catapora, sendo comum que a doença ocorra, principalmente, após os 55 anos.

Importante: Vale salientar que quando a reativação do vírus varicela-zóster ocorre no nível do gânglio geniculado do nervo facial, há o que chamamos de síndrome de Ramsay Hunt. Essa síndrome caracteriza-se pelo desenvolvimento de paralisia facial periférica e lesões no pavilhão auricular.

Como o herpes-zóster se desenvolve?

Como dito anteriormente, o herpes-zóster surge pela reativação do vírus varicela-zóster. Quando uma pessoa adquire o vírus varicela-zóster, ela desenvolve uma infecção primária, conhecida como catapora ou varicela. Apesar de a doença se curar no indivíduo, o vírus não é eliminado do organismo, permanecendo de forma latente no sistema nervoso. Quando a imunidade do indivíduo abaixa, o vírus se reativa.

O principal fator de risco para o desenvolvimento do herpes-zóster é o aumento da idade, de modo que é mais comum sua ocorrência em pessoas acima dos 55 anos. Isso não significa, no entanto, que a doença não possa ocorrer em pessoas mais jovens.

Além da idade, são considerados fatores de risco para o desenvolvimento do herpes-zóster o sexo feminino, raça negra, casos da doença na família, pessoas com HIV, pacientes com linfoma ou leucemia e transplantados em uso de terapia imunossupressora.

O Ministério da Saúde salienta que alguns pacientes desenvolvem herpes-zóster após terem contato com doentes de catapora e até mesmo com outras pessoas com zóster, o que indica a possibilidade de reinfecção em pacientes previamente imunizados. Ainda de acordo com o ministério, é possível que uma criança adquira varicela por meio do contato com pessoa com herpes-zóster.

Sintomas do herpes-zóster

Pessoa com a lateral direita das costas com lesões causadas pelo vírus causador do herpes-zóster.
As lesões do herpes-zóster podem se manifestar na forma de queimação ou pontadas.

O herpes-zóster provoca o desenvolvimento de lesões na pele, as quais provocam intensa dor, que pode se manifestar na forma de pontadas ou de queimação. As lesões do herpes-zóster são geralmente pequenas bolhas que se apresentam cheias de líquido, sendo elas cercadas por uma área avermelhada. As lesões surgem, geralmente, em apenas um dos lados do corpo, porém, em indivíduos imunodeprimidos, as lesões podem ser disseminadas.

As regiões mais acometidas pelo herpes-zóster são o tórax e a face. É importante destacar que alguns pacientes apresentam dor, porém não desenvolvem lesões na pele, uma forma chamada clinicamente de “herpes sine herpete”.

Após um período que varia de duas a quatro semanas, as vesículas desaparecem, entretanto, a dor pode permanecer. A dor persistente após as lesões da pele é conhecida pelo nome de neuralgia pós-herpética e pode permanecer por meses e até mesmo anos. A neuralgia pós-herpética destaca-se como uma das complicações mais importantes, pois a permanência da dor pode afetar negativamente a qualidade de vida do paciente.

Além do surgimento de lesões, o paciente com herpes-zóster pode apresentar sintomas como dores nos nervos, coceira e ardor local, febre, dor de cabeça, mal estar e sensação de formigamento e adormecimento.

Complicações do herpes-zóster

O herpes-zóster pode levar a complicações graves, tais como:

  • varicela hemorrágica ou disseminada em pessoas que possuem sistema imunológico comprometido;

  • neuralgia pós-herpética, a qual se caracteriza por uma dor que permanece mesmo após a cura das lesões de pele;

  • ataxia cerebelar aguda, um problema que pode comprometer a coordenação do indivíduo;

  • infecções bacterianas secundárias na pele, as quais podem levar a problemas como artrite, endocardite, meningite e pneumonia;

  • infecção do feto;

  • síndrome de Reyne, a qual se destaca pela inflamação do cérebro;

  • complicações oftalmológicas, como necrose aguda da retina, conjuntivite e esclerite.

Saiba também: Sarampo — outra doença viral que pode causar sérias complicações

Diagnóstico do herpes-zóster

O diagnóstico do herpes-zóster é feito, geralmente, por meio da análise dos sintomas apresentados pelo paciente. Exames laboratoriais, no entanto, podem ser solicitados em casos de maior dificuldade diagnóstica. Entre os exames que podem ser realizados destaca-se o PCR para o DNA do varicela-zóster e a imunofluorescência direta para o antígeno do vírus.

Tratamento do herpes-zóster

De acordo com o Ministério da Saúde, em relação à possibilidade de agravamento do hérpes-zóster, existem dois tipos de tratamento, que variam de acordo com o caso da pessoa:

  • Pessoas que não possuem risco de agravamento: deverão realizar apenas o tratamento sintomático, o qual inclui uso de analgésicos, antitérmicos e anti-histamínico para redução da coceira. Recomenda-se ainda higiene da pele com água e sabonete e, em caso de infecções secundárias, uso de antibióticos.

  • Pessoas que possuem risco de agravamento: essas pessoas deverão receber medicamento antiviral.

Prevenção do herpes-zóster

Na rede particular, é possível encontrar vacinas contra herpes-zóster. Trata-se de vacinas de alto custo e que apresentam recomendações distintas. Em geral, as vacinas para prevenir o herpes-zóster são recomendadas para pessoas acima de 50 anos de idade.

 

Por Vanessa Sardinha dos Santos
Professora de Biologia

Escritor do artigo
Escrito por: Vanessa Sardinha dos Santos Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Goiás (2008) e mestrado em Biodiversidade Vegetal pela Universidade Federal de Goiás (2013). Atua como professora de Ciências e Biologia da Educação Básica desde 2008.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Herpes-zóster"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/herpes-zoster.htm. Acesso em 22 de maio de 2024.

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