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Alvéolos pulmonares

Biologia

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Alvéolos pulmonares são estruturas que se assemelham a pequenos sacos e possuem paredes muito delgadas. A espessura da parede está diretamente relacionada com a função dessas estruturas, que é a realização de trocas gasosas. Os alvéolos pulmonares dão ao pulmão uma aparência esponjosa.

Leia mais: Sistema respiratório – garante a captura de oxigênio e a liberação de gás carbônico

O que são os alvéolos pulmonares?

Os alvéolos pulmonares são pequenas estruturas saculiformes que estão dispostas de uma forma assemelhante a de favos de colmeia. São os alvéolos que formam a maior parte do parênquima pulmonar e conferem um aspecto esponjoso ao órgão. Eles constituem a última parte da árvore brônquica, sendo encontrados nos sacos alveolares (estruturas formadas por diversos alvéolos), ductos alveolares e bronquíolos respiratórios.

Na figura é possível observar como os alvéolos assemelham-se aos favos da colmeia.
Na figura é possível observar como os alvéolos assemelham-se aos favos da colmeia.

Estrutura dos alvéolos pulmonares

Os alvéolos são estruturas saculiformes que apresentam paredes delgadas formadas por uma camada de tecido epitelial que se apoia em um tecido conjuntivo, o qual apresenta uma grande quantidade de capilares sanguíneos.

A parede alveolar é comum a dois alvéolos adjacentes, formando o que chamamos de septo interalveolar. Esse septo é formado por duas camadas de células chamadas de pneumócitos separadas por tecido conjuntivo e capilares sanguíneos. O septo interalveolar possui poros que se comunicam com alvéolos adjacentes, essa comunicação permite equilibrar a diferença de pressão.

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Os pneumócitos podem ser do tipo I ou do tipo II. O pneumócito do tipo I é também conhecido como célula alveolar pavimentosa e apresenta um núcleo achatado. Possui como função principal formar uma barreira que impede a passagem de fluido extracelular para o interior dos alvéolos, mas garante a ocorrência das trocas gasosas. Essa passagem é facilitada devido à fina espessura da célula.

O pneumócito do tipo II é também chamado de célula septal, apresenta núcleo esférico e localiza-se entre os pneumócitos do tipo I. Os pneumócitos do tipo II são responsáveis pela secreção do surfactante pulmonar, o qual apresenta como função reduzir a tensão superficial dos alvéolos, reduzindo a força para a inspiração e garantindo maior facilidade na respiração. Sem o surfactante, que é uma mistura de fosfolipídios, proteínas e íons, os alvéolos poderiam colapsar durante a expiração.

No interior dos septos interalveolares e na superfície dos alvéolos, estão presentes os macrófagos alveolares, os quais garantem que micro-organismos invasores e outras partículas sejam fagocitadas. Podemos dizer que os macrófagos atuam limpando os pulmões de partículas que não foram eliminadas em outras porções das vias respiratórias.

Leia também: O que é fagocitose?

Qual a função dos alvéolos pulmonares?

Nos alvéolos pulmonares, ocorre o processo de trocas gasosas.
Nos alvéolos pulmonares, ocorre o processo de trocas gasosas.

Os alvéolos pulmonares são um local de realização de trocas gasosas, em que o gás carbônico, presente no sangue, passa para o interior dos alvéolos, e o oxigênio, presente no ar inspirado, passa, do interior dos alvéolos, para o sangue. Esse processo é conhecido como hematose.

O oxigênio que chega ao sangue liga-se à hemoglobina da hemácia e é distribuído para todas as células do corpo, nas quais será utilizado no processo de respiração celular. Já o gás carbônico, que se difunde para o interior do alvéolo, é levado para o meio externo pelas vias respiratórias no processo de expiração.

Quatro estruturas devem ser atravessadas pelos gases para que as trocas gasosas aconteçam: citoplasma do pneumócito, lâmina basal do pneumócito, lâmina basal do capilar, e citoplasma da célula endotelial. Apesar de parecer um longo caminho, a espessura dessas estruturas é de 0,1 µm a 1,5 µm.

Leia mais: Circulação sistêmica e pulmonar

Enfisema pulmonar

Enfisema pulmonar, de acordo com o Cadernos de Atenção Básica - Doenças Respiratórias Crônicas, do Ministério da Saúde, é definido anatomicamente como aumento dos espaços aéreos distais ao bronquíolo terminal, com destruição das paredes alveolares. Nessa doença, portanto, há o comprometimento dos alvéolos pulmonares e a consequente redução da capacidade do organismo de realizar as trocas gasosas.

enfisema pulmonar, as paredes alveolares são destruídas, comprometendo-se a captação de oxigênio.
No enfisema pulmonar, as paredes alveolares são destruídas, comprometendo-se a captação de oxigênio.

A principal causa do enfisema pulmonar é o uso do cigarro, porém outros fatores podem levar ao desenvolvimento da doença, como a poluição atmosférica. Os sintomas incluem tosse crônica, dificuldade de respirar e infecções respiratórias de repetição.

A doença não apresenta cura, mas determinados medicamentos e terapia de reabilitação podem melhorar a qualidade de vida do paciente. É importante que, no caso de fumantes, o uso de cigarro seja interrompido, de modo a evitar o agravamento da doença. Caso queira saber mais sobre essa condição, leia: Enfisema pulmonar.

 

Por Vanessa Sardinha dos Santos
Professora de Biologia

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Alvéolos pulmonares"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/alveolos-pulmonares.htm. Acesso em 26 de fevereiro de 2021.

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