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Esclerose múltipla

Doenças e patologias

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que atinge o sistema nervoso central.
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A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso e causa a inflamação e a desmielinização (destruição da mielina) da substância branca. A mielina é uma proteína essencial no processo de transmissão do impulso nervoso, portanto, essa doença prejudica a passagem desse impulso.  Após a destruição dessa proteína, o local fica enrijecido (esclerose) e essa área passa a se chamar placa de desmielinização.

Essa enfermidade atinge principalmente mulheres brancas e jovens, sendo raros os casos em adolescentes e em pessoas acima de 60 anos. A maior incidência da doença é na Europa, Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália.  

A esclerose múltipla pode afetar qualquer parte do sistema nervoso central, causando, assim, sintomas variados, dependendo da área lesionada. Alguns sintomas podem ser destacados como dormências e formigamentos, fraqueza dos membros, visão turva e dupla, vertigens, dores, tremores, problemas de memória e linguagem, dificuldade de reter urina e fezes, depressão e alteração no sono. Algumas vezes, as áreas lesionadas não apresentam sintomas e só serão descobertas caso seja realizado um exame de ressonância.

Podemos classificar a doença, de acordo com a sua forma de manifestação, em quatro tipos: surto-remissiva, progressiva primária, progressiva secundária e surto-progressiva.

Na forma surto-remissiva, o indivíduo apresenta surtos com sintomas de comprometimento neurológico que duram em média 24 horas e acontecem em intervalos de 30 dias. Nesses casos, ocorre a recuperação parcial ou total após os surtos. É a forma mais comum de esclerose múltipla e evolui em 50% dos casos para a forma progressiva secundária.

Na forma progressiva primária, ocorre uma piora gradual da doença, não havendo surtos como na surto-remissiva. Sua incidência é relativamente baixa.

A forma progressiva secundária é aquela que evolui a partir de vários anos de surto-remissão. Normalmente aparece após 10 anos do início da doença na forma surto-remissiva.

Já na forma surto-progressiva, temos uma combinação de evolução gradual com surtos. É a forma mais rara da doença.

O diagnóstico é complicado, pois existem diversas doenças inflamatórias que se assemelham à esclerose múltipla. Para a efetiva confirmação do diagnóstico, fazem-se necessários exames físicos, laboratoriais e neurológicos, principalmente o exame de ressonância magnética e exame do líquor.

Na ressonância magnética, torna-se possível observar as lesões causadas pela desmielinização. Já o exame de líquor espera obter informações a respeito da presença de bandas oligoclonais que indicam um aumento na produção de anticorpos no sistema nervoso.

É uma doença ainda sem cura, cujo tratamento se baseia na administração de remédios imunossupressores e imunomoduladores. Esses medicamentos ajudam a retardar o avanço da esclerose múltipla, garantindo, assim, uma melhor qualidade de vida ao portador.  Pesquisas com células-tronco estão sendo realizadas a fim de estagnar ou quem sabe conseguir a cura completa da esclerose múltipla. Não há maneiras de se prevenir a doença.


Por Vanessa dos Santos
Graduada em Biologia

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Esclerose múltipla"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/doencas/esclerose-multipla.htm>. Acesso em 29 de marco de 2017.

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