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Rio de Janeiro

Geografia do Brasil

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O Rio de Janeiro é um estado brasileiro situado na região Sudeste do país. É a quarta menor unidade da federação em área, mas a terceira mais populosa, reunindo 17,3 milhões de habitantes. Sua capital já foi também sede do governo brasileiro, entre 1763 e 1960.

O relevo do estado é composto por planaltos e planícies, e o clima é predominantemente Tropical. As belas paisagens naturais e a rica cultura fluminense fazem do estado um dos principais destinos turísticos no país.

Leia também: Quais são as capitais dos estados brasileiros?

Dados gerais do Rio de Janeiro

  • Região: Sudeste

  • Capital: Rio de Janeiro

  • Governo: democracia representativa

  • Área territorial: 43.750,426 km² (IBGE, 2020)

  • População: 17.366.189 habitantes (estimativa IBGE, 2020)

  • Densidade demográfica: 365,23 hab./km² (IBGE, 2010)

  • Fuso: Horário Padrão de Brasília (GMT -3)

  • Clima: Tropical

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Geografia do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro é um estado brasileiro localizado na região Sudeste, tendo como capital o município de mesmo nome. Sua área territorial é de 43.750 km², a quarta menor do território nacional, depois do Distrito Federal, Sergipe e Alagoas. Com saída para o oceano Atlântico, o litoral fluminense possui 636 km, o terceiro mais longo do Brasil. O estado faz fronteira com:

Predomina no Rio de Janeiro o clima Tropical, com variações significativas entre as áreas mais próximas do litoral, que registram maiores índices de umidade pela influência da maritimidade, e das regiões serranas, cujo fator climático de maior peso é a altitude.

Dessa forma, no litoral fluminense, as temperaturas médias são elevadas e ficam em torno de 24 ºC. Os índices pluviométricos são os mais elevados de todo o estado, variando na faixa de 1250 mm a 1500 mm. No interior, principalmente nas áreas mais elevadas, as temperaturas são relativamente mais amenas. Apresenta uma estação seca, que é o inverno, e os índices pluviométricos variam de 1000 mm a 1250 mm ao ano.

  • Relevo do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro integra o domínio dos Planaltos e Serras de Leste-Sudeste, conforme a classificação proposta por Jurandyr Ross.

Suas distintas feições podem ser compartimentadas em, ao menos, três unidades. A primeira abrange uma parte do leste do estado (próximo do litoral e da capital) e concentra suas menores altitudes, que é a Baixada Fluminense. Também na faixa costeira se encontram os chamados maciços litorâneos. O restante do estado é caracterizado pelo planalto fluminense (ou terras altas), onde se encontram as serras, como a serra do Mar, colinas e escarpas.

O ponto culminante do estado é o pico das Agulhas Negras, situado a 2791 metros acima do nível do mar.

  • Vegetação do Rio de Janeiro

A cobertura vegetal do Rio de Janeiro é composta pelas formações características da Mata Atlântica, bioma em que o estado se insere. Com isso, são encontradas florestas ombrófilas e estacionais semideciduais. O litoral e as áreas úmidas são recobertos por vegetação dunar, mangues e restingas.

  • Hidrografia do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro faz parte da bacia hidrográfica do Atlântico Sudeste. O Paraíba do Sul é o rio mais importante do estado, atravessando o território fluminense desde a divisa com São Paulo. Alguns de seus afluentes estão entre os principais rios do estado, como os rios Pomba e Muriaé. Têm importância também os rios Grande, Paraibuna, Macaé, Preto e Piraí.

Leia também: Bacias hidrográficas – parte do relevo abastecida por um rio principal e seus afluentes

Mapa do Rio de Janeiro

Fonte: IBGE.
Fonte: IBGE.

Demografia do Rio de Janeiro

A população atual do estado do Rio de Janeiro é de 17.366.189 habitantes, conforme indicam as estimativas do IBGE. Trata-se do terceiro estado mais populoso do Brasil depois de São Paulo e Minas Gerais. Restrito em área, é densamente povoado, com 365,23 hab./km² (IBGE, 2010). Calcula-se que esse valor é, hoje, de 396,93 hab./km², após um ganho populacional de 1,3 milhão de habitantes entre 2010 e 2020.

A grande maioria dos fluminenses vive nas cidades, sendo a taxa de urbanização de 96,7%. O município do Rio de Janeiro é o mais populoso, com 6.747.815 de habitantes. Esse valor equivale a 38,8% de toda a população do estado. Além da capital, apenas São Gonçalo reúne mais de 1 milhão de habitantes. Destacam-se também os municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Niterói.

A população do Rio de Janeiro é composta por mais mulheres (52%) do que homens (48%). Com relação à idade, são maiores os números de pessoas que têm entre 20 e 24 anos e entre 30 e 39 anos de idade. A expectativa de vida ao nascer no estado é atualmente de 77 anos, superior à nacional para o mesmo período.

Considerando os indicadores sociais, destaca-se que o Rio de Janeiro possui IDH de 0,761, o quarto maior do país.

Divisão geográfica do Rio de Janeiro

O estado do Rio de Janeiro é composto por 92 municípios. Estes estão divididos nas chamadas regiões geográficas imediatas, classificação adotada pelo IBGE. As 14 regiões imediatas fluminenses formam, por conseguinte, cinco regiões intermediárias:

  • Rio de Janeiro;

  • Volta Redonda – Barra Mansa;

  • Petrópolis;

  • Campo dos Goytacazes;

  • Macaé – Rio das Ostras – Cabo Frio.

Economia do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro é a segunda maior economia do país, ficando atrás apenas do estado de São Paulo. De acordo com o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) fluminense é de R$ 758,85 bilhões ou 10,8% do PIB do Brasil.

O setor terciário representa 55,8% do valor adicionado ao PIB do estado, conforme indica o IBGE. Esse número exclui a administração pública e os serviços correlatos. Destaca-se o importante papel que o turismo e os serviços direta e indiretamente ligados a ele desempenham para o setor. Essa atividade tem ganhado cada vez mais espaço na economia mundial e nacional, tornando-se uma importante fonte de arrecadação. A cidade do Rio de Janeiro é, hoje, o principal destino brasileiro de visitantes estrangeiros e principalmente nacionais.

A capital fluminense é o principal destino turístico do estado.
A capital fluminense é o principal destino turístico do estado.

A extração de petróleo e gás natural e, por conseguinte, a indústria petroquímica lideram seus respectivos setores no Rio de Janeiro, estado que abriga a sede da Petrobras. O setor secundário é composto também pela metalurgia, pela construção civil, pelos serviços de utilidade pública, manutenção e reparação, e pela produção de alimentos, veículos e farmacêuticos.

A agropecuária praticada no estado responde por menos de 0,5% do PIB. Entre os cultivos estão cana-de-açúcar, café, mandioca, laranja e banana. Tem grande importância para o setor, ainda, a produção leiteira e de carne (bovina e de frango principalmente).

Leia também: Qual a diferença entre importação e exportação?

Governo do Rio de Janeiro

O governo do Rio de Janeiro é do tipo democrático representativo. Os governantes são escolhidos pela população por meio de eleições realizadas a cada quatro anos. O Poder Executivo estadual é liderado pelo governador. O Legislativo tem, na sua composição, três senadores federais, 46 deputados federais e 70 deputados estaduais.

Bandeira do Rio de Janeiro

Infraestrutura do Rio de Janeiro

O transporte no Rio de Janeiro é feito principalmente por meio das rodovias. As estradas federais fazem a ligação entre o território fluminense e outras áreas do Brasil. São 14 no total, entre as quais estão: BR-101, que atravessa todo o litoral brasileiro de norte a sul, BR-493 (trecho conhecido como Rodovia Raphael de Almeida Magalhães), BR-116, BR-040, BR-120 e outras.

Através do modal ferroviário são transportadas mercadorias oriundas do setor agrícola e mineral em direção aos portos exportadores, efetuando também o transporte de passageiros. A atual extensão da sua malha ferroviária é de 1200 km, e é operada pelas empresas MRS Logística e Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Considerando a via marítima, os principais portos fluminenses são Porto Rio de Janeiro, Porto de Açu e Porto de Itaguaí.

O estado conta com dois aeroportos que realizam voos domésticos e internacionais e outros nove com conexões nacionais e locais. Destacam-se, assim, os aeroportos Tom Jobim (ou Galeão), o maior deles, e Santos Dumont, ambos situados na capital, bem como os aeroportos de Jacarepaguá e Cabo Frio.

O estado abriga, ainda, a única central geradora de energia nuclear do Brasil, formada pelas usinas de Angra I e Angra II, no município de Angra dos Reis.

Usina nuclear de Angra dos Reis, única do Brasil.
Usina nuclear de Angra dos Reis, única do Brasil.

Cultura do Rio de Janeiro

A rica composição cultural do Rio de Janeiro é derivada da sua população diversa, formada pelos povos indígenas, africanos, portugueses e migrantes oriundos de diversas partes do território nacional. Muitos dos elementos e manifestações culturais fluminenses possuem dimensão internacional, tornando-se grandes atrativos de visitantes estrangeiros para o estado.

As festas populares do Rio refletem seu amplo mosaico cultural, mesclando elementos folclóricos tradicionais e também religiosos de diversas matrizes. Entre as principais celebrações, estão:

Alguns estilos musicais são bastante característicos do Rio de Janeiro, como a bossa-nova, o choro, o samba, o funk carioca e outros.

A mesma diversidade é encontrada também na gastronomia, que inclui pratos típicos como a feijoada, o picadinho de carne, o joelho (salgado recheado), a sardinha frita, os tradicionais biscoitos Globo e o chá-mate, estes dois últimos muito populares nas praias fluminenses.

Veja também: Patrimônio histórico cultural – produto cultural de uma determinada sociedade

História do Rio de Janeiro

As primeiras expedições portuguesas a chegarem ao Rio de Janeiro aconteceram no início do século XVI. Em 1502, a incursão comandada por Gaspar de Lemos alcançou a Baía de Guanabara, dando nome à área de Rio de Janeiro por confundirem o recôncavo com a foz de um curso d’água. Não houve, no entanto, o estabelecimento na região, fato que veio a acontecer apenas em 1531. Martim Afonso de Souza estava à frente do primeiro grupo colonizador a se instalar em terras fluminenses, até então habitadas por populações indígenas.

Em 1555, a região foi alvo das expedições francesas que buscavam exercer domínio sobre a área. Depois de cinco anos de disputas, o grupo foi derrotado. Sua expulsão aconteceu apenas em 1567. Nesse intervalo de tempo, teve origem a cidade do Rio de Janeiro, fundada por Estácio de Sá, em 1565. Dois anos mais tarde, já distante do que era visto como ameaça de outros grupos estrangeiros, a vila se estabeleceu definitivamente no morro do Castelo.

Inicialmente açucareira, a economia do Rio de Janeiro experimentou significativo avanço a partir da exploração aurífera na vizinha Minas Gerais, tornando-se um importante escoadouro de mercadorias por meio dos seus portos.

No ano de 1763, a cidade do Rio de Janeiro se tornou oficialmente a capital do Brasil, que anteriormente estava estabelecida em Salvador (BA). Outro momento-chave foi a transferência da família real portuguesa para a cidade, em 1808, tornando-se, pouco tempo depois, em 1822, a capital do império brasileiro. Desde então, principalmente a capital passou por um intenso processo de urbanização e desenvolvimento econômico.

Com a construção de Brasília na região Centro-Oeste, o Rio de Janeiro deixou de ser a sede do governo federal no ano de 1960, e a cidade se tornou então o estado da Guanabara. Sua incorporação com o atual estado do Rio de Janeiro aconteceu em 1975.

 

Por Paloma Guitarrara
Professora de Geografia

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