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Povos pré-colombianos

Povos pré-colombianos são todos os povos que viveram na América antes da chegada de Cristóvão Colombo, em 12 de outubro de 1492.

Pirâmide de Teotihuacán, localizada no México, construída por um dos povos pré-colombianos.
Pirâmide de Teotihuacán, localizada no México. Ela é um exemplo da arquitetura mesoamericana pré-colombiana.
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Povos pré-colombianos são todos os povos que viveram na América antes da chegada de Cristóvão Colombo, em 12 de outubro de 1492. Foram muito diversos e tiveram as mais variadas características, tradições e costumes. Todas as regiões da América foram ocupadas e exploradas por esses povos, como o Ártico, as florestas tropicais e o Deserto de Atacama. Alguns dos principais povos pré-colombianos foram os seguintes:

  • inuítes;
  • maias;
  • astecas;
  • incas.

Leia também: Qual é a história da América?

Tópicos deste artigo

Resumo sobre povos pré-colombianos

  • Povos pré-colombianos são todos os povos que viveram na América antes da chegada de Cristóvão Colombo, em 12 de outubro de 1492.
  • As grandes civilizações pré-colombianas tiveram a agricultura como principal atividade econômica.
  • Na época da chegada dos europeus à América, dois grandes impérios americanos estavam em expansão, o inca e o asteca.
  • A doenças, as alianças entre espanhóis e indígenas e a superioridade bélica foram os principais motivos que levaram os espanhóis a conquistarem os dois impérios da América.
  • Existiram diversos povos pré-colombianos. Alguns dos principais foram os inuítes, os maias, os astecas e os incas.
  • A cultura de muitos povos pré-colombianos, mesmo de povos que foram dizimados, sobrevive ainda hoje na cultura de todos os países da América.
  • Diversos alimentos consumidos por nós na atualidade foram domesticados pelos povos pré-colombianos, como milho, batata, amendoim, abóbora, mandioca, tomate, pimentão, abacate, cacau, entre tantos outros.
  • Parte dos povos pré-colombianos existe ainda hoje e preserva seu modo de vida em diversos países da América.

História dos povos pré-colombianos

Os primeiros seres humanos chegaram à América por volta de 15 mil anos atrás. A teoria mais aceita é que o Estreito de Bering foi o caminho utilizado para a migração da Ásia para o nosso continente. Alguns pesquisadores defendem que esse caminho foi percorrido a pé, e outros, que os seres humanos chegaram por aqui em embarcações, via navegação de cabotagem, feita sem se distanciar da costa. Existem dúvidas se a chegada da espécie humana à América ocorreu em uma única onda migratória ou em duas ou mais.

Os primeiros povos da América eram caçadores-coletores, vivendo em pequenos grupos que se mantinham em constante movimento em busca de recursos. Por volta de 9 mil anos, povos da região da Cordilheira dos Andes passaram a praticar a agricultura na América do Sul, cultivando milho, batata e abóbora. Na América Central, no mesmo período, alguns povos passaram a cultivar milho, feijão, tomate e abóbora. A agricultura possibilitou a sedentarização de diversos grupos humanos, dando origem às primeiras cidades da América.

O continente americano tem um relevo muito variado, como cordilheiras, grandes planícies, planaltos, serras e depressões; apresenta diversos climas, como equatorial, tropical, polar, semiárido, frio de montanha; e diversos biomas, como florestas tropicais, desertos, savanas, pântanos, entre outros. A diversidade geográfica deu origem aos mais diversos povos, com as mais variadas características econômicas, sociais, culturais, políticas e religiosas.

Quais foram os povos pré-colombianos?

Existiram centenas, talvez milhares de povos pré-colombianos, que viveram em quase todas as regiões das Américas. A seguir, você conhecerá alguns desses povos: os inuítes, os maias, os astecas e os incas.

→ Inuítes

Mulher do povo inuíte, um dos povos pré-colombianos que ainda existem.
Mulher do povo inuíte, um dos povos pré-colombianos que ainda existem.

Muito conhecidos como esquimós, os povos inuítes vivem há mais de 10 mil anos no Ártico, na região dos atuais Canadá, Rússia, Alaska e Groenlândia.

O clima extremamente frio da região não possibilita a agricultura, levando os inuítes a encontrarem soluções criativas para viverem na região mais fria do planeta. A pesca e a caça de mamíferos e aves são as principais fontes de alimentos deles, entre os principais animais caçados estão: baleias, focas, narvais e caribus.

Nas águas geladas do Ártico, os povos inuítes utilizam como meio de transporte seus caiaques e umiaques. Pelo gelo, o principal meio de transporte são os trenós puxados por cachorros.

Antigamente os povos inuítes construíam suas casas com ossos de baleia e com couro de foca. Os iglus, construídos com gelo, eram utilizados principalmente nos acampamentos de caça. Alguns povos ainda hoje fabricam iglus no Ártico.

→ Maias

Os maias formaram uma grande civilização nas florestas tropicais da América Central, com suas principais cidades localizadas na região da Península de Iucatã e atuais Belize e Guatemala.

Os maias cultivavam milho, tomate, abacate, feijões, abóbora, diversos tipos de pimentas e cacau. Também criavam uma espécie de cachorro para o abate e perus.

Uma complexa rede de estradas foi criada pelos maias, conectando as diversas cidades de sua civilização. Por essa rede eram transportados os produtos cultivados, assim como jade, obsidiana, peles de animais, penas de diversas aves, madeira e diversos outros produtos. Entre as principais cidades maias, estavam Palenque, Tulum, Chichen Itzá e Tikal, esta última cidade teve, em seu auge, cerca de 50 mil habitantes.|1|

Assim como a civilização egípcia, os maias ficaram conhecidos por causa da construção de pirâmides, estas eram utilizadas como templo e local de sacrifício humano. Em algumas delas, monarcas foram sepultados, como Pakal no Templo das Inscrições, em Palenque.

Pirâmide de Chichen Itzá, construída pelos maias, um dos povos pré-colombianos.
Pirâmide de Chichen Itzá, dedicada ao deus Kukulcán.

A mais famosa das pirâmides maias foi a construída em Chichen Itzá, hoje ela é considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno e é reconhecida pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Por causa do seu formato, os espanhóis a chamaram de El Castillo, ou O Castelo, maneira como ficou conhecida.

El Castillo tem 91 degraus em cada face e um degrau para entrar no templo, totalizando 365 degraus, um para cada dia do ano. Além disso, nos dois equinócios do ano, a sombra do Sol produz a imagem de uma serpente iluminada, que representa Kukulcán, o principal deus do panteão maia.

A pirâmide de Chichen Itzá mostra o alto grau de desenvolvimento maia em diversas áreas, como arquitetura, engenharia, astronomia e matemática. Em Chichen Itzá, também existia o que é considerado o primeiro observatório astronômico das Américas. Os maias conseguiam prever eclipses solares e lunares.

Os maias também tinham um refinado conhecimento em química, desenvolveram um sistema de escrita, elaboraram calendários e, na matemática, foram uma das poucas civilizações a desenvolverem o número zero.

Para saber mais detalhes sobre os maias, clique aqui.

→ Astecas

Os astecas eram povos originários provavelmente da região sul do atual Estados Unidos que migraram para uma ilha no Lago Texcoco, no início do século XIV. Essa ilha se tornaria, no século XV, a capital do império asteca, conhecida como Tenochtitlán. 

Quando Cristóvão Colombo chegou à América, em 1492, a capital do império asteca era uma das maiores cidades do mundo, com aproximadamente 150 mil habitantes vivendo na ilha e cerca de 350 mil vivendo em cidades às margens do lago.|2| A ilha era conectada às cidades da margem por pontes. Aterros foram construídos pelos astecas sobre o Lago Texcoco com o objetivo de expandir a área para agricultura e para ampliação da cidade. Hoje no local de Tenochtitlán se localiza a Cidade do México, novamente uma das maiores cidades do mundo.

Para saber mais detalhes sobre os astecas, clique aqui.

→ Incas

Os incas formaram na América do Sul, na região da Cordilheira dos Andes, o maior império das Américas na época da chegada dos europeus, o Império Inca. Cusco era a capital desse povo e seu território se estendia da Colômbia até o Chile e Argentina.

Globo da Terra mostrando a extensão do Império Inca, formado por um dos povos pré-colombianos, antes da chegada dos europeus.
Extensão do Império Inca antes da chegada dos europeus.[1]

Apesar do relevo e do clima da região da Cordilheira dos Andes, os incas criaram um complexo sistema de agricultura no qual utilizavam a técnica de terraceamento, em que a encosta da montanha é modificada, ganhando o aspecto de uma grande escada. A técnica é ainda utilizada na região. Milho, batatas e quinoa formavam a base da agricultura e culinária inca.

A arquitetura foi outra área na qual os incas se destacaram. A região dos Andes é alvo de frequentes terremotos, e, para superar esse problema, os incas desenvolveram uma técnica de construção em que as pedras utilizadas na construção eram irregulares, desse modo, durante os terremotos, elas tinham mobilidade para se movimentar e não se romperem. Um dos grandes destaques da arquitetura inca é a cidade de Machu Picchu, localizada no Peru.

Os incas também criaram uma enorme rede de estradas, com milhares de quilômetros. Em muitos locais das estradas incas, pontes de cordas foram construídas, e elas também são resistentes a terremotos. Ainda hoje comunidades de descendentes de incas realizam mutirões no quais retiram a ponte velha, desgastada pelas intempéries, e fabricam e instalam uma nova, feita somente de capim.

A medicina inca também alcançou grande desenvolvimento, com médicos realizando cirurgias cranianas, técnica conhecida como trepanação. Uma espécie de clava com uma ponta de pedra em forma de estrela era a principal arma usada pelos povos andinos nas guerras, o que fazia com que o traumatismo craniano fosse um dos principais ferimentos de batalha. Os incas anestesiavam o paciente com neve e folhas de coca, realizavam uma incisão no couro cabeludo e os fragmentos de crânio que lesionavam o cérebro eram retirados. Muitas vezes, um pedaço do crânio era serrado e retirado e, no seu lugar, uma placa metálica era colocada e o couro cabeludo era, enfim, suturado.

Para saber mais detalhes sobre os incas, clique aqui.

Localização dos povos pré-colombianos

Os povos pré-colombianos povoaram toda a América, do Círculo Polar Ártico até a Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul.

No Ártico vivem ainda hoje os inuítes, conhecidos pelos seus trajes feitos com pele de urso polar e de foca, pelos seus trenós puxados por cães e pelos caiaques. Atualmente o modo de vida inuíte corre risco de desaparecer por causa do aquecimento global e o derretimento do Ártico.

Na região onde é hoje os Estados Unidos e o sul do Canadá viviam diversos povos, como cherokees, sioux, iroqueses, apaches, cheienes, comanches, entre muitos outros. Esses povos habitaram regiões geograficamente diversas, como as grandes planícies, as montanhas rochosas, os Montes Apalaches, a região dos Everglades, do Yellowstone, os desertos do oeste do país e as planícies costeiras. Havia grande diversidade cultural entre esses povos.

Na América Central se desenvolveram diversas civilizações, como olmecas, toltecas, maias e astecas. Esses povos, chamados de mesoamericanos, edificaram grandes cidades que tinham pirâmides, mercados, escolas, banhos públicos e sistema de coleta de esgoto. Esses povos também praticavam um jogo disputado com uma bola de borracha entre dois times. O objetivo do jogo era acertar a bola dentro de um aro de pedra na parede do campo, semelhante ao basquete.

Na América do Sul, os incas construíram um grande império, conquistando diversos povos e adquirindo muitos dos seus conhecimentos e tecnologias. O quipu foi o sistema de registro criado pelos incas que usava nós em cordas para o registro das informações.

No Brasil, antes da chegada dos europeus, existia uma grande diversidade de povos indígenas, com as mais variadas culturas. Antropólogos, linguistas e historiadores geralmente agrupam esses povos por troncos-linguísticos, os dois principais são o macro-jê e o tupi-guarani.

Os povos do tronco tupi-guarani viviam sobretudo na área litorânea e em regiões de floresta de todo o Brasil, eles tinham a mandioca como principal alimento cultivado. Com ela produziam a farinha, bijú, tapioca, cauim, entre diversos outros produtos. Os povos de língua macro-jê ocupavam o interior do nosso país, sobretudo as regiões de Cerrado e de Caatinga. O milho era o principal alimento cultivado pelos jês.

Vale lembrar que um tronco-linguístico apresenta diversas línguas. A língua portuguesa, por exemplo, é do tronco latino, do qual fazem parte o espanhol, o italiano, o francês e o romeno.

Acesse também: Povos indígenas do Brasil — detalhes sobre os grupos que habitavam o país antes da chegada dos europeus

Características dos povos pré-colombianos

→ Economia dos povos pré-colombianos

As grandes civilizações pré-colombianas, entre elas os maias, os astecas e os incas, tinham na agricultura a principal atividade econômica, com a maior parte da população trabalhando nessa atividade. Esses povos também tinham uma classe de comerciantes com grande importância social, assim como um grupo de sacerdotes e militares. Todos esses povos tinham artesãos que trabalhavam com os mais variados materiais, como madeira, obsidiana, ossos e metais, entre eles a prata e o ouro.

Outros povos praticavam a agricultura em pequena escala e eram seminômades, como a maior parte dos povos que viviam no Brasil. Esses povos abriam clareiras na floresta, na maioria das vezes com fogo, e cultivavam a terra. Após o esgotamento do solo e dos recursos da região, eles migravam. No novo local, uma nova roça era plantada.

Existiam ainda os povos caçadores-coletores que constantemente estavam em movimento atrás de caça, pesca e outros recursos. Mesmo em regiões das grandes civilizações, como as da América Central, esse modo de vida ocorreu de forma concomitante com os povos sedentários.

→ Cultura dos povos pré-colombianos

Assim como os povos eram diversos, a cultura dos povos pré-colombianos também era marcada pela diversidade, com milhares de línguas, diferentes religiões, inúmeros mitos, variados instrumentos musicais e músicas, e culinária diversificada. Além disso, é importante destacar que as diferentes culturas dos povos pré-colombianos influenciam a cultura atual da América.

Na língua portuguesa falada no Brasil, utilizamos muitas palavras de línguas pré-colombianas de povos que não pertenceram ao atual território brasileiro. Entre essas palavras estão caiaque, iglu e husky, da língua inuíte; lhama, condor e quinoa, palavras quíchua, língua falada pelos incas; tomate e chocolate, palavras náuatle, da língua asteca.

No Brasil a influência da cultura indígena é muito forte na culinária brasileira. A culinária das Festas Juninas, por exemplo, tem o milho, a abóbora, a mandioca e o amendoim como os principais alimentos, todos eles cultivados pelos povos pré-colombianos. Com esses ingredientes são feitos o bolo de fubá, a pamonha, a canjica, a pipoca, o pé de moleque, a paçoca, entre muitos outros.

→ Sociedade dos povos pré-colombianos

As grandes civilizações pré-colombianas tinham uma sociedade altamente hierarquizada, com o imperador ocupando o topo da pirâmide social. Abaixo do imperador estavam os sacerdotes, responsáveis pelos cultos aos deuses e pela manutenção da ordem do Universo, e os militares, responsáveis pela manutenção da ordem, do poder do imperador e pela expansão do império.

Entre os povos mesoamericanos, o rei era geralmente assessorado por um conselho, composto pelos líderes militares, chamados de guerreiros águia e jaguar.

Os comerciantes compunham uma classe importante entre as civilizações pré-colombianas, acumulando grande riqueza econômica e importância política.

A maior parte da sociedade desses povos era de camponeses. Estes eram obrigados a pagar impostos, na forma de alimentos, ao Estados. Nas sociedades dos Andes, eles também pagavam impostos com trabalho, como na mita e na encomienda.

Entre os povos que praticavam a agricultura de subsistência e eram seminômades, existia geralmente uma liderança política, com poder limitado, e um líder religioso, responsável pela ligação com o sobrenatural e pela cura. Geralmente nessas sociedades o trabalho era dividido por gênero, com as mulheres sendo responsáveis pelo plantio, pela colheita, pela produção da comida e pelo cuidado com as crianças. Os homens eram responsáveis pela caça, pesca, construção das malocas, guerra e derrubada da mata para o plantio.

Os povos caçadores-coletores tinham uma sociedade composta por poucas pessoas e mais igualitária, com pouca diferenciação social.

Fim dos povos pré-colombianos

Os maias, quando os espanhóis chegaram, já haviam abandonado suas grandes cidades há séculos e viviam em milhares de aldeias espalhadas pelas florestas de Yukatán. Parte dos maias morreu com as doenças trazidas pelos europeus e pelos ataques feitos às suas aldeias, assim como aconteceu com quase todas as populações pré-colombianas. Apesar disso, boa parte da população maia resistiu à conquista europeia, utilizando diversas estratégias, e seus descendentes ainda vivem na região, preservando boa parte da cultura maia, como a culinária, o modo de vestir, a língua, entre diversos outros costumes e tradições.

Os inuítes também mantiveram seu modo de vida pouco alterado desde a chegada dos europeus. Eles vivem em uma área gigante, inóspita e que não era atraente economicamente para os colonizadores. Além disso, as comunidades inuítes viviam em constante movimento no Ártico, com populações esparsas, o que dificultava ainda mais a conquista.

Segundo dados da ONU, existem atualmente na região do Ártico cerca de 180 mil inuítes. No entanto, o modo de vida inuíte é um dos mais ameaçados do mundo, correndo sério risco de desaparecer por causa do aquecimento global e do derretimento do Ártico. Há décadas o gelo na região diminui e alguns estudos apontam que todo gelo do Ártico poderá derreter nas próximas décadas.

Já os dois grandes impérios pré-colombianos que existiam quando Colombo chegou à América, o inca e o asteca, foram derrotados e destruídos pelos espanhóis.

Hernán Cortez liderou o pequeno grupo de soldados que conquistou o Império Asteca. A varíola e outras doenças do Velho Mundo chegaram ao território asteca antes dos conquistadores e provocaram grande mortalidade entre os habitantes do império.

Os espanhóis tinham maior poder bélico do que os indígenas, como canhões, arcabuzes, espadas feitas de aço, armaduras, cavalaria, entre diversas outras tecnologias. Já os astecas tinham superioridade numérica e conhecimento do território.

Além das doenças, as alianças feitas pelos espanhóis com os povos conquistados pelos astecas foram fundamentais para a vitória, esses povos viam os espanhóis como libertadores.

Cortez se aproximou amigavelmente do imperador asteca, Montezuma, fazendo-o de refém no seu próprio palácio, em Tenochtitlán. Os espanhóis foram cercados pelos astecas e conseguiram fugir da capital, reestabelecendo as forças, recebendo reforços e invadindo novamente Tenochtitlán, desta vez conquistado a capital do império.

A conquista do Império Inca foi comandada por Francisco Pizarro. Quando este chegou ao Império Inca, uma guerra civil havia acabado há pouco tempo e as doenças europeias provocavam grande mortandade entre os indígenas.

Pizarro utilizou a mesma estratégia de Cortez, aproximou-se do imperador inca, Atahualpa, e o fez refém, exigindo um alto resgate em metais preciosos para a sua soltura. Mesmo recebendo o resgate exigido, os espanhóis assassinaram o imperador inca.

Importante: De certa forma, parte dos povos pré-colombianos não acabou, muitos deles vivem ainda hoje na América, mantendo suas tradições e culturas. Boa parte da cultura da América é influenciada pela cultura dos povos pré-colombianos, tanto dos que ainda vivem hoje na América quanto daqueles que deixaram de existir.

Exercícios resolvidos sobre povos pré-colombianos

Questão 1

(UFMT – adaptado)

Por aqui lhe urdem os portugueses muitas brigas com que se desavêm umas nações com as outras, com o qual ardil os entramos e desbaratamos, que todos juntos ninguém pudera com eles […].

(Documento de 1580 citado por WEHLING, A.; WEHLING, M. J. Formação do Brasil Colonial. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

O trecho do documento acima faz referência a uma estratégia largamente utilizada pelos portugueses na conquista da América, tanto para a incorporação de terras como para a escravização dos indígenas. Assinale a alternativa que apresenta essa estratégia.

A) Estímulo às rivalidades existentes entre grupos indígenas.

B) Massacre sistemático das populações pré-cabralianas.

C) Aldeamento dos índios pelos jesuítas.

D) Aliança política com as elites indígenas.

E) Realização de guerra biológica.

Resolução:

Alternativa A

O texto faz referência ao “dividir para reinar”. Os europeus se aproveitaram dos conflitos que existiam na América e fizeram alianças com diversos povos nativos.

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Questão 2

(Unesp) Entre as civilizações pré-colombianas dos maias e dos astecas, havia semelhanças culturais significativas. No momento em que foram conquistadas,

A) os maias tiveram suas crenças religiosas e seus documentos escritos preservados e acatados pelos espanhóis, enquanto a civilização asteca foi destruída.

B) os astecas e os maias haviam pacificado as relações entre os diversos povos que habitavam as atuais regiões do México e da Guatemala.

C) tiveram suas populações dizimadas pelos espanhóis, que se apossaram militarmente das cidades de Palenque, Tikal e Copan.

D) os astecas dominavam um território que se estendia do oceano Atlântico ao Pacífico, mas os maias já não contavam com as magníficas cidades, desaparecidas sob as florestas.

E) eram caçadores nômades, desconheciam a agricultura e utilizavam a roda e os metais para fins militares.

Resolução:

Alternativa D

Quando os europeus chegaram à América, os astecas formavam um grande império que ia do Atlântico ao Pacífico. Já os maias viviam em aldeias após terem abandonado suas cidades no século IX d.C.

Notas

|1|BARRIOS, Ana García. What really caused collapse of the Maya civilization? National Geographic, 10 ago. 2023. Disponível em: https://www.nationalgeographic.com/premium/article/mayan-empire-collapse-mystery.

|2|MUNDY, Barbara E. The dead of aztec Tenochtitlán, the life of Mexico City. Universidade do Texas, 2018.

Crédito da imagem

[1]L’Américain / Wikimedia Commons (reprodução)

Fontes

BAUDOT, Georges. Relatos astecas da conquista. Editora UNESP, São Paulo, 2019.

BARRIOS, Ana García. What really caused collapse of the Maya civilization? National Geographic, 10 ago. 2023. Disponível em: https://www.nationalgeographic.com/premium/article/mayan-empire-collapse-mystery.

FAVRE, Henri. A civilização inca. Editora Zahar, Rio de Janeiro, 1987.

MUNDY, Barbara E. The dead of aztec Tenochtitlán, the life of Mexico City. Universidade do Texas, 2018.

PEREGALLI, Enrique. A América que os europeus encontraram. Editora Atual, São Paulo, 2019.

Escritor do artigo
Escrito por: Jair Messias Ferreira Junior Pós-graduado em História pela Unicamp e professor da Educação Básica há mais de 20 anos. Também é formador de professores e produtor de materiais didáticos há mais de 10 anos.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

JUNIOR, Jair Messias Ferreira. "Povos pré-colombianos"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historia-da-america/povos-precolombianos.htm. Acesso em 24 de maio de 2024.

De estudante para estudante


Lista de exercícios


Exercício 1

(Ameosc – adaptado) Sobre a civilização Maia, é incorreto afirmar:

a) Desenvolveu-se na América Central.

b) Dividia-se em cidades-estado.

c) Era uma sociedade com religião monoteísta.

d) Sua economia era baseada na agricultura.

e) Praticava sacrifícios humanos.

Exercício 2

(Fundatec) Quando o território da América foi invadido pela primeira vez pelos espanhóis, era densamente povoado. No entanto, a distribuição da população era desigual, pois a maior parte dos habitantes se concentrava na Mesoamérica e nos Andes centrais. Nesses locais as sociedades americanas nativas haviam atingido altos níveis de organização econômica, social, política e cultural.

Uma das muitas consequências do encontro entre invasores e invadidos foi o declínio da população nativa. A respeito dessa temática, assinale a alternativa correta.

a) A proporção do declínio da população a partir da invasão dos espanhóis foi a mesma nas terras mais abaixo ao longo do golfo, nas costas do Pacífico e nas montanhas.

b) Entre os morticínios de guerra, deve-se incluir aqueles que resultaram de conflitos entre os próprios nativos. Índios rebeldes e nômades fizeram guerra contra os assentamentos dos que já haviam sido colonizados.

c) O colapso populacional pode ser explicado pela violência que os conquistadores infligiram à população nativa exclusivamente pela guerra, que provocou uma devastação de longo prazo da população.

d) Apesar de os espanhóis confiscarem com frequência as reservas de alimentos dos nativos, essa opressão foi facilmente compensada pela organização produtiva que existia nas cidades pré-colombianas.

e) A mobilização dos índios para o transporte de armas ou bagagens, serem auxiliares de lutas ou para a realização de trabalhos forçados custou aos nativos mais o potencial reprodutivo do que a capacidade de trabalho.

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