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Mononucleose infecciosa

A mononucleose infecciosa é uma doença viral que provoca febre, dor de garganta, fadiga e aumento dos linfonodos. É causada pelo vírus Epstein-Barr.

A mononucleose é causada por um vírus da família Herpesviridae, o vírus Epstein-Barr (EBV).
A mononucleose é causada por um vírus da família Herpesviridae, o vírus Epstein-Barr (EBV).
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Mononucleose infecciosa é uma infecção provocada pelo vírus Epstein-Barr (EBV). Esse vírus é muito difundido na população, sendo a maioria das infecções por Epstein-Barr assintomáticas. A mononucleose infecciosa é uma doença febril que se destaca por provocar o surgimento de três sintomas principais: febre, aumento dos linfonodos e inflamação da faringe e amígdalas.

A transmissão da mononucleose ocorre por meio do contato com a saliva do paciente doente, daí a explicação para o fato de também ser conhecida como doença do beijo. Até o momento, não existem medicamentos específicos para tratar o problema, sendo recomendado repouso, hidratação e medicamentos que aliviem seus sintomas.

Leia também: Herpes — doença viral que pode ser transmitida pelo beijo e contato sexual

Resumo sobre mononucleose infecciosa

  • A mononucleose infecciosa é uma doença viral causada pelo vírus Epstein-Barr.

  • Devido ao fato de o vírus causador da mononucleose estar presente na saliva e ser transmitido pelo contato íntimo com essa secreção, a enfermidade ficou conhecida como doença do beijo.

  • A maioria das pessoas que se infectam com o vírus Epstein-Barr não desenvolvem a doença.

  • A mononucleose infecciosa pode provocar febre, dor de garganta, aumento dos linfonodos, fadiga e aumento do baço.

  • Não existem medicamentos antivirais para tratar a patologia.

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Tópicos deste artigo

O que é a mononucleose infecciosa?

Mononucleose infecciosa, também conhecida como doença do beijo, é uma doença infecciosa desencadeada pelo vírus Epstein-Barr. Trata-se de uma enfermidade febril aguda, transmissível, de baixa letalidade e que se manifesta, normalmente, em indivíduos com idade compreendida entre 15 e 25 anos.

Vale salientar, no entanto, que ela pode ocorrer em qualquer faixa etária, sendo a infecção pelo vírus, geralmente, assintomática em crianças. Além disso, a mononucleose pode acometer ambos os sexos e as diferentes etnias.

Agente causador da mononucleose infecciosa

A mononucleose infecciosa é causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), também conhecido como herpes vírus 4 (HHV-4). Trata-se de um micro-organismo de DNA mundialmente disseminado. Estima-se que mais de 90% dos indivíduos adultos já tiveram contato com esse vírus durante a sua vida. O Epstein-Barr, assim como outros membros da família Herpesviridae, se mantém latente no organismo, permanecendo no corpo mesmo após a cura da doença.

Transmissão da mononucleose infecciosa

A mononucleose infecciosa é transmitida por meio do contato íntimo com a saliva do indivíduo doente. Devido a isso, a doença é também conhecida como doença do beijo. A transmissão por meio de contato sexual e transfusão de sangue é rara.

Leia também: Cinco doenças transmitidas por contato

Sintomas da mononucleose infecciosa

A mononucleose infecciosa é uma doença que pode ocorrer desde maneira assintomática até de forma grave, podendo levar o indivíduo a óbito. As mortes pela doença, no entanto, estão relacionadas com diferentes fatores, como a presença de comorbidades e funcionamento do sistema imunológico.

Ilustração demonstra sintomas da mononucleose.
A mononucleose é uma doença viral que provoca sintomas como linfadenopatia e faringoamigdalite.

Os sintomas da mononucleose infecciosa surgem, geralmente, após o período de incubação de quatro a oito semanas. De maneira geral, a doença apresenta três sintomas clássicos:

  • febre com temperatura axilar maior que 37,5 °C;

  • linfadenopatia (aumento nos linfonodos);

  • faringoamigdalite (inflamação que afeta faringe e amígdalas).

As faringoamigdalites se manifestam, na maioria dos casos, como dor de garganta. Devido à presença desse sintoma, a mononucleose pode ser confundida, por exemplo, com um caso de amigdalite bacteriana.

Além da tríade clássica de sintomas, o paciente pode apresentar ainda manchas na pele, dor ao engolir, mal-estar, dor muscular, dor abdominal, esplenomegalia (aumento do baço), hepatomegalia (aumento do fígado), náusea, vômito, tosse e fadiga. A fadiga é um sintoma que pode persistir por meses após o desenvolvimento da enfermidade.

Leia também: Cinco doenças transmitidas pelo beijo

Complicações da mononucleose infecciosa

Apesar de raras, complicações podem ocorrer em casos de mononucleose infecciosa. Algumas dessas complicações são a ruptura do baço, devido ao aumento rápido do órgão durante a infecção, obstrução significativa das vias aéreas superiores, insuficiência hepática, síndrome de Guillain-Barré e mielite transversa. Não podemos deixar de citar também que o vírus Epstein-Barr está associado ao desenvolvimento de algumas neoplasias.

Diagnóstico da mononucleose infecciosa

O diagnóstico da mononucleose infecciosa é baseado na análise cuidadosa dos sintomas apresentados pelo paciente e alterações nos exames laboratoriais. O hemograma de uma pessoa com a doença indica linfocitose (com elevada linfocitose atípica). Para a confirmação do diagnóstico, geralmente é realizado teste sorológico para anticorpos contra EBV e anticorpos heterófilos.

Tratamento de mononucleose infecciosa

Não existe, até o momento, nenhum antiviral para combater a mononucleose infecciosa. Entretanto, medicamentos que visam tratar os sintomas são adotados, como antitérmicos em caso de febre. A hidratação e o repouso também são importantes para a recuperação do indivíduo. Em caso de aumento do baço, a pessoa não deve realizar atividades físicas, de modo a evitar a ruptura do órgão.

Videoaula sobre doenças causadas por vírus

 

Por Vanessa Sardinha dos Santos
Professora de Biologia  

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Mononucleose infecciosa"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/mononucleose.htm. Acesso em 04 de julho de 2022.

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