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Vacina contra HPV

A vacina contra o HPV é o método mais eficaz de prevenção ao câncer de colo de útero e a outros tipos de cânceres causados pelo HPV.

Seringa ao lado de um frasco com a vacina contra o HPV.
A vacina contra o HPV é disponibilizada gratuitamente pelo SUS para alguns grupos da população.
Crédito da Imagem: Shutterstock
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A vacina contra o HPV é o método mais eficaz de proteção contra o câncer de colo de útero, um dos tipos de cânceres mais comuns. É recomendada para pessoas de ambos os sexos entre 9 e 45 anos, embora o acesso gratuito pelo SUS seja restrito a certos grupos.

A vacina contra o HPV é extremamente eficaz, e mesmo aqueles que já tiveram HPV podem se beneficiar, já que a vacina pode diminuir reincidências e proteger contra outros tipos de HPV. A vacinação em larga escala, iniciada no Brasil em 2014, tem sido essencial na prevenção de cânceres e verrugas genitais associadas ao HPV, além de promover a proteção da saúde pública.

Leia também: Afinal, o que é o HPV?

Tópicos deste artigo

Resumo sobre a vacina contra o HPV

  • A vacina contra o HPV é o método mais eficaz de prevenção ao câncer de colo de útero e a outros tipos de cânceres causados pelo HPV.
  • É aplicada no Brasil, desde 2014, pelo SUS.
  • Podem tomar a vacina pessoas de ambos os sexos dos 9 aos 45 anos de idade.
  • A vacinação deve ser feita preferencialmente em crianças e adolescentes do sexo feminino, entre 9 e 14 anos de idade.
  • Crianças e adolescentes do sexo masculino entre 9 e 14 anos de idade também devem se vacinar.
  • A vacina contra HPV é aplicada em um esquema vacinal que segue três doses.
  • Em abril de 2024, o Ministério da Saúde adotou um novo esquema vacinal de apenas uma dose para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos.
  • As reações à vacina contra o HPV são leves, podendo causar vermelhidão e inchaço no local da injeção, dores de cabeça e náusea.
  • Estudos realizados com a vacina contra o HPV mostram que ela é um método extremamente eficiente na prevenção das condições causadas pelo vírus.
  • A vacinação contra o HPV é importante sobretudo porque é a melhor forma de prevenção contra alguns tipos de cânceres, como o câncer de colo de útero.

Para que serve a vacina contra HPV?

A vacina contra o HPV (sigla em inglês para papilomavírus humano) é a forma mais eficaz de proteção contra o câncer de colo de útero e outros tipos de câncer. O papilomavirus humano (ou HPV) é o nome dado a um grupo do qual fazem parte mais de 200 vírus, que podem ser classificados como HPV de alto ou baixo risco.

Os tipos de HPV que causam câncer são considerados de alto risco. Entre eles, o HPV tipo 16 e o HPV tipo 18 estão relacionados ao surgimento de câncer de colo de útero, vagina, vulva, pênis e orofaringe. Quanto aos tipos de HPV de baixo risco, estão o HPV tipo 6 e o HPV tipo 11, que causam verrugas anogenitais.

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Origem da vacina contra HPV

A vacina contra o papilomavírus humano (HPV) que está disponível no Brasil desde 2014 foi desenvolvida na Austrália em 2006. No Brasil, ela é distribuída pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo acesso gratuito à população.

A produção nacional da vacina é feita pelo Instituto Butantan em parceria com a MerckSharpDohme (MSD), que detém a patente da vacina. Essa colaboração assegura a disponibilidade da vacina, que protege contra vários tipos de HPV, prevenindo câncer de colo de útero, entre outras doenças.

Quem pode tomar a vacina contra HPV?

Podem se vacinar contra HPV pessoas de ambos os sexos na faixa etária de 9 a 45 anos. O SUS, porém, disponibiliza a vacinação gratuita apenas para alguns grupos, como será descrito no próximo tópico.

A vacina contra HPV é contraindicada para pessoas que tenham hipersensibilidade ou algum tipo de alergia a qualquer componente da vacina. Também é contraindicada para gestantes.

→ Quem já teve HPV pode tomar a vacina?

Sim, quem já teve HPV pode tomar a vacina. A vacina pode beneficiar pessoas que já foram infectadas pelo vírus, uma vez que existem mais de 200 tipos do vírus, e quatro deles (tipos 6, 11, 16) estão presentes na vacina. Estudos mostraram que a vacina é capaz de reduzir em até 80% as chances de recidiva da infecção. Além disso, a infecção natural não proporciona imunidade suficiente para prevenir novas infecções, enquanto a vacinação pode garantir proteção contra outros subtipos do HPV.

Vacina contra HPV no Brasil

A vacina contra o papilomavírus humano (HPV) começou a ser oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil, em 2014, como parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Essa vacina previne infecções virais contra dois tipos de HPV de baixo risco (6 e 11) e dois tipos de HPV de alto risco (16 e 18).  A vacina contra HPV no Brasil funciona da seguinte forma:

  • Vacina contra HPV para pessoas do sexo feminino: a vacina contra o HPV é indicada preferencialmente para crianças e adolescentes do sexo feminino entre 9 e 14 anos de idade porque é mais eficaz quando administrada antes do início da atividade sexual e da exposição ao vírus, além de que o câncer de colo de útero só se desenvolve em pessoas com útero. A infecção pelo HPV geralmente ocorre após o início da vida sexual, e a vacinação antes desse período proporciona uma resposta imunológica mais robusta, protegendo contra futuras infecções pelo vírus. Pessoas do sexo feminino na faixa etária dos 9 aos 14 anos podem se vacinar gratuitamente pelo SUS.
  • Vacina contra HPV para pessoas do sexo masculino: a vacina também é indicada para crianças e adolescentes do sexo masculino entre 9 e 14 anos de idade, que também podem se vacinar gratuitamente pelo SUS.
  • Vacina contra HPV para pessoas de ambos os sexos: também podem se vacinar gratuitamente pelo SUS os seguintes grupos de pessoas:
    • pessoas imunossuprimidas de 9 a 45 anos de idade;
    • pacientes oncológicos de 9 a 45 anos de idade;
    • pessoas vítimas de violência sexual de 9 a 45 anos de idade.

Importante: Pessoas de ambos os sexos de 15 a 45 anos que não se enquadram nos grupos acima podem tomar a vacina contra HPV na rede privada.

O esquema vacinal dessa vacina é feito em três doses, que seguem o seguinte esquema:

  • 1ª dose;
  • 2ª dose — dois meses após a primeira;
  • 3ª dose — seis meses após a primeira.

Importante: Em 1º de abril de 2024, o Ministério da Saúde adotou uma nova estratégia de vacinação contra o HPV, que passará a ser em dose única.  A novidade da dose única é indicada apenas para um público específico: crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos de idade. Os demais grupos devem seguir o esquema de vacinação adotado anteriormente.

Acesse também: Vacina contra a dengue — a vacina que protege contra o vírus da dengue

Quais são as reações da vacina contra HPV?

As reações à vacina contra o HPV geralmente são leves e temporárias e são reações comuns (que também acontecem quando tomamos outras vacinas). As reações mais comuns incluem:

  • dor, vermelhidão e inchaço no local da injeção;
  • dor de cabeça;
  • febre leve;
  • náusea;
  • tontura ou desmaio (especialmente em adolescentes).

Essas reações são mais frequentes após a primeira ou a segunda dose da vacina e geralmente desaparecem por conta própria em poucos dias. É importante notar que essas reações são consideradas normais e indicam que o sistema imunológico está respondendo à vacinação.

Eficácia da vacina contra HPV

A eficácia da vacina contra o HPV é alta na prevenção de infecções pelo vírus e suas consequências, como o desenvolvimento de alguns tipos de cânceres e de verrugas genitais. A vacina contra o HPV demonstra ser altamente eficaz em estudos clínicos e em programas de vacinação em larga escala.

Estudos realizados com a vacina quadrivalente contra o HPV oferecida pelo SUS, por exemplo, demostraram valores de eficácia bastante elevados, entre 97-100%, na prevenção de lesões precursoras do câncer cervical causadas pelos tipos de HPV 16 e 18, o que demonstra que esse método é extremamente eficiente na prevenção das condições causadas pelo vírus.

Importância da vacina contra HPV

A vacinação contra o HPV é importante porque o vírus é bastante comum entre seres humanos, infectando cerca de 80% da população sexualmente ativa em algum momento da vida. Além disso, não existe tratamento específico para o HPV, e as lesões que ele causa, apesar de serem tratáveis, podem evoluir para doenças graves. Alguns dos motivos que exemplificam a importância da vacinação são:

  • Prevenção do câncer: o HPV está associado a vários tipos de câncer, incluindo câncer de colo do útero, ânus, vulva, vagina, pênis e orofaringe. A vacinação previne o desenvolvimento desses cânceres, proporcionando uma proteção eficaz contra os subtipos mais comuns do vírus.
  • Prevenção de verrugas genitais: o HPV também pode causar verrugas genitais, que podem ser desconfortáveis. A vacinação reduz significativamente o risco de desenvolver verrugas genitais, melhorando a qualidade de vida e bem-estar emocional.
  • Proteção da saúde pública: ao se vacinar contra o HPV, você não só protege a si mesmo contra doenças associadas ao vírus, como também ajuda a prevenir a propagação do HPV na comunidade. A vacinação em larga escala leva à redução da incidência de infecções pelo HPV e suas consequências, beneficiando toda a população.

Fontes

BRASIL. Ministério da Saúde adota esquema de vacinação em dose única contra o HPV. Ministério da Saúde, 02 abr. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/abril/ministerio-da-saude-adota-esquema-de-vacinacao-em-dose-unica-contra-o-hpv.

BUTANTAN. HPV pode causar 6 tipos de câncer; vacina é a forma mais segura e eficaz de proteção. Butantan, 10 nov. 2022. Disponível em: https://butantan.gov.br/noticias/hpv-pode-causar-6-tipos-de-cancer--vacina-e-a-forma-mais-segura-e-eficaz-de-protecao.

BUTANTAN. Por que mulheres e homens infectados pelo HPV também devem tomar a vacina. Butantan, 04 set. 2023. Disponível em: https://butantan.gov.br/covid/butantan-tira-duvida/tira-duvida-noticias/por-que-mulheres-e-homens-infectados-pelo-hpv-tambem-devem-tomar-a-vacina.

BUTANTAN. Vacina HPV. Butantan, [s.d.]. Disponível em: https://butantan.gov.br/hpv.

Informe técnico sobre a vacina Papilomavírus Humano (HPV) na atenção básica. 2014.

NUNES, Chaline Barbosa de Laia; ARRUDA, Kimberly Marques; PEREIRA, Thea Nobre. Apresentação da eficácia da vacina hpv distribuída pelo sus a partir de 2014 com base nos estudos future i, future ii, e villa et al. Acta Biomedica Brasiliensia, v. 6, n. 1, p. 1-9, 2015.

OPAS. Estudo conclui que sintomas neurológicos pós-vacinação contra HPV no Acre estavam relacionados a estresse, não à vacina. Organização Pan-Americana da Saúde, 29 nov. 2019. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/29-11-2019-estudo-conclui-que-sintomas-neurologicos-pos-vacinacao-contra-hpv-no-acre.

OPAS. Vacina contra papilomavírus humano (HPV). Organização Pan-Americana da Saúde, [s.d.]. Disponível em: https://www.paho.org/pt/vacina-contra-virus-do-papiloma-humano-hpv.

SANTOS, Wagner Mesojedovas; SANTOS, Debora Mesojedovas; FERNANDES, Márcia Santana. Imunização do HPV no Brasil e propostas para aumento da adesão à campanha de vacinação. Revista de Saúde Pública, v. 57, p. 79, 2023.

 

Escritor do artigo
Escrito por: Nicole Fernanda Sozza Formada em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo. Desde 2021 atua na elaboração e revisão de conteúdos didáticos de Ciências e Biologia. Atualmente se dedica ao estudo de edição e preparação de textos.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SOZZA, Nicole Fernanda. "Vacina contra HPV"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/saude/vacina-contra-hpv.htm. Acesso em 14 de junho de 2024.

De estudante para estudante


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