Whatsapp

Química do Ecstasy

Química

O ecstasy é uma droga ilegal, cuja substância química principal é o MDMA, ou seja, o 3,4-metilenodioximetanfetamina. Seu uso pode levar à morte.
PUBLICIDADE

A substância que define o ecstasy é o 3,4-metilenodioximetanfetamina, mais conhecido pela sigla MDMA. Sua fórmula estrutural está representada abaixo, sendo um composto derivado das anfetaminas, isto é, substâncias sintéticas pertencentes ao grupo amina e que atuam no sistema nervoso, estimulando-o.

Fórmula estrutural do ecstasy

Porém, o ecstasy não faz parte do grupo das anfetaminas. Para entender melhor sobre esse grupo e verificar a sua distinção com o ecstasy, leia o texto “Química das anfetaminas”.

O MDMA possui parte de sua molécula semelhante a um alucinógeno, no entanto, não chega a produzir alucinações do ácido lisérgico (LSD), nem os efeitos estimulantes da cocaína. Seus efeitos são como uma mistura moderada das duas substâncias.

Comprimidos de ecstasy apreendidos pela polícia

O seu uso é ilegal e provoca inúmeras reações adversas, podendo levar até mesmo à morte. A maior causa de morte associada ao uso do ecstasy é a hipertermia, ou seja, o aumento da temperatura corporal, que causa um superaquecimento.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Isso ocorre porque o ecstasy atua sobre os neurotransmissores do cérebro (serotonina, dopamina e noradrenalina). A que mais sofre influência dessa droga é a serotonina, responsável por controlar as emoções, regular os domínios sensorial e motor, a capacidade associativa do cérebro e também regular a temperatura do corpo. Com o ecstasy atingindo essa função da serotonina, o corpo pode atingir temperaturas acima de 41 ºC, levando o sangue a coagular, produzindo convulsões e parada cardíaca.

Outros efeitos colaterais do uso dessa droga são: dores de cabeça, dores musculares, náuseas, hepatite tóxica, problemas renais, arritmia cardíaca, alucinações e crises de pânico.


Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química

O componente base do ecstasy é um derivado das anfetaminas, do grupo das aminas
O componente base do ecstasy é um derivado das anfetaminas, do grupo das aminas

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

FOGAçA, Jennifer Rocha Vargas. "Química do Ecstasy"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/quimica-ecstasy.htm. Acesso em 16 de maio de 2021.

Artigos Relacionados
Aminas, classificação das aminas, propriedades das aminas, amina primária, compostos orgânicos nitrogenados, radicais alquila, dimetilamina, etilamina, trimetilamina, compostos extraídos de vegetais, putrescina, cadaverina, bases orgânicas, sínteses orgân
Cafeína, Anfetamina, Cocaína, Crack, aminas, aumento da atividade do sistema nervoso, redução de apetite, cafeína, intensa depressão, cloridrato, atividade motora, pó de guaraná.
Como funciona o cigarro eletrônico, substâncias tóxicas, nicotina pura, cádmio, arsênio, Câmara de vaporização, diminuir o ato de fumar, cigarro sem tabaco, alternativa para quem quer parar de fumar.
Quais os efeitos que o uso do ecstasy causa no organismo e suas consequências. Clique aqui e saiba mais a respeito dessa droga psicoativa.
Conheça a composição química, usos em tratamentos médicos e os efeitos colaterais do uso de esteroides anabolizantes para aumentar a massa muscular.
Conheça a estrutura química da nicotina, como ela atua no organismo e principalmente no sistema nervoso central, levando à dependência e à degradação do organismo.
Conheça mais a respeito de um dos maiores estimulantes do grupo das xantinas: a cafeína. Veja os alimentos e bebidas que a contém e seus efeitos para o organismo humano.
As anfetaminas (ou bolinhas, nome pelo qual são comercializadas) possuem vários efeitos adversos; veja quais são essas reações no corpo e qual é a sua constituição química.
Veja qual é a composição química da mistura que forma o crack, uma droga que se tornou uma das maiores tragédias da sociedade atual.
Substâncias Sintéticas, metileno-dimetoxi- metanfetamina, substância fortemente pisicoativa, ecstasy, MDMA, sacarina, ciclamato, plásticos, acrílico, detergentes, borracha natural, borrachas orgânicas, borracha sintética, hidrocarbonetos sintéticos, polia