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Química da Cafeína

A cafeína é um alcaloide, mais especificamente do grupo das xantinas, e é encontrada principalmente no café, no chá-preto, na erva-mate, em refrigerante de cola e no chocolate.

Estrutura da cafeína sobre grãos de café
Estrutura da cafeína sobre grãos de café
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A cafeína é um composto orgânico da família dos alcaloides. Os alcaloides, por sua vez, são aminas cíclicas que apresentam anéis heterocíclicos contendo nitrogênio. Além de ser um alcaloide, a cafeína é uma amida (substância que apresenta o nitrogênio ligado a um grupo carbonila). Observe a seguir a estrutura química da cafeína, cuja nomenclatura oficial é 1,3,7-trimetil-3,7-dihi­dro-1H-purina-2,6-diona:

Estrutura química da cafeína

Veja que o grupo carbonila está em vermelho, mostrando que dois nitrogênios da fórmula da cafeína estão ligados a esse grupo, fazendo dela uma amida. Além disso, por conter nitrogênios em um ciclo, ela também é um alcaloide. Os alcaloides são assim chamados porque possuem propriedades básicas ou alcalinas (seu nome significa “semelhante aos álcalis”), assim a cafeína também é básica.

As principais fontes de obtenção da cafeína são a semente do café(Coffea arabica) e a folha de chá-preto (Camellia sinensis). A erva-mate (Ilex paraguariensis) e o guaraná (Paullinia cupana) também contêm cafeína, mas a sua extração ainda não é realizada nesses materiais. Além disso, pode ser encontrada no chocolate, em refrigerantes à base de cola (está presente na noz-de-cola, se­mente das árvores do gênero Cola sp., nativas das florestas da África Ocidental) e em vários produtos alimentícios, farmacêuticos e cosméticos. Como exemplos desses três últimos, podemos citar energéticos, com­primidos para gripe ecreme anticelulite, respectivamente.

Alimentos e bebidas que são as principais fontes de cafeína

Ela pertence a uma classe de compostos chamada xantina, ou mais especificamente metil-xantinas, um dos estimulantes conhecidos há mais tempo; sendo que a cafeína é um dos mais potentes dessa classe.

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A cafeína é estimulante do sistema nervoso central e, assim como todo alcaloide, causa dependência química, ou seja, vicia. Com as informações dadas acima, observa-se que muitas vezes as pessoas tomam café para que a cafeína atue como estimulante e elas permaneçam acordadas por mais tempo. No entanto, seu efeito, para essa finalidade, é muito passageiro, assim a pessoa aumenta as doses de café. Como a cafeína leva ao vício, a pessoa ingere cada vez mais essa substância. O consumo excessivo de cafeína pode levar até mesmo à morte, pois pode causar irritabilidade, insônia, diarreia (pois ela atua também como um diurético) e palpitações no coração. A dose letal para uma pessoa adulta de 70 kg é de 10 g (isto é o que contém 100 xícaras de café, 200 latas de refrigerante de cola e 50 kg de chocolate).

O vício em café pode levar até à morte

Depois de apenas cinco minutos do seu consumo, a cafeína é encontrada em todo o corpo e seus principais efeitos imediatos são o aumento do metabolismo, da concentração e da energia, relaxamento da musculatura lisa dos brônquios, do trato biliar, do trato gastrintestinal e de partes do sistema vascular. Ela permanece no corpo por cerca de 3 a 6 horas, sendo metabolizada pelo fígado.


Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química

Escritor do artigo
Escrito por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça Escritor oficial Brasil Escola

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

FOGAçA, Jennifer Rocha Vargas. "Química da Cafeína"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/quimica-cafeina.htm. Acesso em 24 de junho de 2024.

De estudante para estudante


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