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Hibridização do Boro

Química

A hibridização do boro é do tipo sp2, o que explica o porquê desse elemento conseguir realizar três ligações covalentes.
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A Teoria da Hibridização surgiu como um complemento à Teoria do Octeto, conseguindo explicar a estrutura de um número maior de moléculas, incluindo moléculas formadas pelo boro (B).

Esse elemento possui cinco elétrons no estado fundamental, com a seguinte configuração eletrônica:


 

Configuração eletrônica do boro

Pela teoria do octeto, o boro poderia realizar somente uma ligação covalente, pois ele possui somente um orbital atômico incompleto. No entanto, experimentalmente, nota-se que esse elemento forma compostos em que ele realiza mais de uma ligação.

Um exemplo é o trifluoreto de boro (BF3). Como mostrado abaixo, o boro realiza três ligações covalentes com o flúor, compartilhando três pares de elétrons e ficando com seis elétrons na sua última camada (camada de valência), ou seja, uma exceção à regra do octeto.

Formação da molécula de trifluoreto de boro

Isso é explicado pelo fenômeno da hibridização que ocorre com o boro. Acontece que um elétron do subnível 2s absorve energia e passa para o estado excitado, no qual ele salta para um orbital vazio do subnível 2p. Formam-se, desse modo, três orbitais incompletos, que podem agora realizar três ligações covalentes:

Estado excitado do boro para a formação de orbitais híbridos

Porém, as ligações formadas no trifluoreto de boro são todas iguais, mas se observarmos acima, são duas ligações diferentes, uma vez que uma delas seria feita por meio de um orbital do tipo s e as outras duas por meio de um orbital do tipo p. É aqui que ocorre a hibridização, ou seja, os orbitais incompletos fundem-se, originando três orbitais híbridos ou hibridizados, que são idênticos e diferentes dos originais:

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Formação de hibridização sp2 do boro

Visto que esses orbitais híbridos são formados por um orbital s e dois orbitais p, essa hibridização é chamada de Hibridização sp².

O flúor que se liga ao boro possui nove elétrons. Sua distribuição eletrônica e seus orbitais são mostrados a seguir:

Orbital do flúor disponível para ligação covalente

Veja que cada átomo de flúor pode realizar somente uma ligação covalente e que o orbital que realiza essa ligação é do tipo p. Assim, observe a seguir como fica a conformação dos orbitais ao se realizar as ligações que formam o BF3 e veja como as ligações são idênticas, do tipo σp-sp2:

Interpenetrações dos orbitais híbridos do boro com orbitais do flúor

Isso também ocorre com outros elementos, veja, por exemplo, o texto “Hibridização do Berílio”.


Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química

O trifluoreto de boro é uma exceção à regra do octeto e só se forma em virtude da hibridização do boro
O trifluoreto de boro é uma exceção à regra do octeto e só se forma em virtude da hibridização do boro

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

FOGAçA, Jennifer Rocha Vargas. "Hibridização do Boro"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/hibridizacao-boro.htm. Acesso em 04 de abril de 2020.

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