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Uso do hífen

O uso do hífen depende de regras específicas, sendo usado em palavras compostas, sem elemento de ligação.

Barra de busca com o escrito “uso do hífen”, uma das principais dúvidas de ortografia.
O uso do hífen depende de certas regras.
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O uso do hífen é uma das principais dúvidas ortográficas da língua portuguesa. De forma geral, o hífen é usado em palavras compostas sem elemento de ligação, como “arco-íris”, por exemplo. Por outro lado, não o utilizamos nas palavras compostas com elemento de ligação, tais como “pé de moleque”. É preciso também estar atento(a) ao uso ou não uso do hífen após os prefixos.

Leia também: Quais são as regras de acentuação gráfica?

Tópicos deste artigo

Resumo sobre o uso do hífen

  • O hífen é usado em algumas palavras compostas, segundo certas regras.

  • Também é utilizado para unir verbos a pronomes oblíquos átonos.

  • Geralmente, palavras compostas sem elemento de ligação apresentam o hífen.

  • Já os termos compostos com elementos de ligação costumam não apresentar hífen.

  • O hífen [-], a meia-risca [–] e o travessão [—] possuem tamanhos e usos distintos.

Videoaula sobre o hífen


Para que serve o hífen?

  • Marcar a justaposição dos termos de algumas palavras formadas pelo processo de composição: mata-borrão, sexta-feira etc.

  • Unir verbos a pronomes oblíquos átonos:

    • ênclise: deu-lhe, ama-os, viu-me etc.

    • mesóclise: dir-se-ia, dar-lhe-ei etc.

  • Indicar a separação silábica: de-fi-ni-ti-va-men-te, pro-sai-co etc.

Quando usar o hífen?

  • Em palavras compostas, sem elemento de ligação: arco-íris, terça-feira, guarda-chuva, para-choque etc. Exceções: mandachuva, paraquedas.

  • Em palavras compostas, sem elemento de ligação, formadas por elementos repetidos ou semelhantes: tico-tico, pingue-pongue, reco-reco etc.

  • Em termos compostos em que o segundo elemento utiliza o apóstrofo: caixa-d’água, mestre-d’armas etc.

  • Após os termos “além”, “aquém”, “bem”, “recém” e “sem”: além-túmulo, aquém-mar, bem-nascido, recém-chegado, sem-teto etc.

  • Após o prefixo “mal”, quando seguido de vogal, “h” ou “l”: mal-educado, mal-humorado, mal-limpo etc.

  • Em adjetivos gentílicos: estado-unidense, mato-grossense-do-sul, boa-vistense etc.

  • Em vocábulos compostos, com ou sem elemento de ligação, que indicam seres da fauna ou da flora: bem-te-vi, comigo-ninguém-pode, joão-de-barro, erva-doce etc.

  • Nos encadeamentos vocabulares: a social-democracia, a ponte Paraguai-Brasil etc.

  • Depois dos prefixos que terminam com a mesma vogal que inicia o segundo elemento da palavra composta: contra-ataque, micro-onda, anti-inflamatório etc.

  • Após os prefixos que terminam com a mesma consoante que inicia o segundo elemento da palavra composta: super-raro, sub-base etc.

  • Após os prefixos “pré-”, “pós-” e “pró-”: pré-histórico, pós-doutorado, pró-democracia etc.

  • Depois dos prefixos “circum-” e “pan-”, quando seguidos de termos que se iniciam com vogal, “h”, “m” ou “n”: pan-americano, pan-helênico, circum-navegar, pan-mágico etc.

  • Após os prefixos “ex-”, “sota-”, “soto-”, “vice-”: ex-prefeita, sota-vento, soto-piloto, vice-prefeito etc.

  • Depois de prefixo terminado em vogal, “r” ou “b”, quando o segundo elemento da palavra se inicia com “h”: anti-herói, super-homem, sub-humano etc.

  • Em palavras compostas, quando os dois termos indicam etnia: afro-brasileiro, franco-alemão etc.

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Quando não usar o hífen?

  • Em palavras compostas, quando apenas um dos termos indicar etnia: eurocêntrico, afrodescendente etc.

  • Após o prefixo “mal”, quando NÃO seguido de vogal, “h” ou “l”: malquerer, maltratar etc.

  • Em palavras compostas, com elemento de ligação: dona de casa, pé de moleque etc. Exceções: cor-de-rosa, água-de-colônia, mais-que-perfeito, pé-de-meia (quantia economizada), arco-da-velha.

  • Depois dos prefixos que terminam com vogal diferente daquela que inicia o segundo elemento da palavra composta: autoescola, extraordinário, pseudoator, infraestrutura etc.

  • Após os prefixos átonos “co-”, “pro-”, “pre-” e “re-”: coautoria, coordenado, proativo, preestabelecer, reeditar etc.

  • Depois dos termos “quase” e “não” com valor de prefixo: o quase processo, a não agressão etc.

  • Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento se inicia com “r” ou “s”, dobramos o “r” ou “s”: microrregião, antissocial, ultrassom etc.

Hífen e o novo acordo ortográfico

Veja a seguir como ficou o uso do hífen após o novo acordo ortográfico:

Uso do hífen antes do acordo ortográfico

Uso do hífen depois do acordo ortográfico

Não se usa hífen diante dos adjetivos gentílicos: estadounidense, boavistense etc.

Em adjetivos gentílicos: estado-unidense, boa-vistense etc.

Não se usa hífen após os prefixos que terminam com a mesma vogal que inicia o segundo elemento da palavra composta: microonda, antiinflamatório etc.

Após os prefixos que terminam com a mesma vogal que inicia o segundo elemento da palavra composta: micro-onda, anti-inflamatório etc.

Em palavras compostas, com elemento de ligação: dia-a-dia, fim-de-semana etc.

Não se usa hífen em palavras compostas, com elemento de ligação: dia a dia, fim de semana etc.

Após os prefixos seguidos de termos iniciados por vogal, “h”, “r” ou “s”: auto-estrada, extra-oficial, semi-selvagem, supra-renal etc.

Não se usa hífen após os prefixos que terminam com vogal diferente daquela que inicia o segundo elemento da palavra composta: autoestrada, extraoficial etc.

Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento se inicia com “r” ou “s”, dobramos o “r” ou “s”: suprarrenal, semisselvagem etc.

Após os termos “quase” e “não” com valor de prefixo: o quase-irmão, a não-intervenção etc.

Não se usa hífen após os termos “quase” e “não” com valor de prefixo: o quase irmão, a não intervenção etc.


Quais são as diferenças entre hífen, meia-risca e travessão?

Tanto o hífen [-] quanto a meia-risca [–] e o travessão [—] são traços, mas com dimensões diferentes e usos distintos:

  • Hífen [-]: é um sinal gráfico usado em algumas palavras compostas, segundo certas regras.

  • Meia-risca [–]: é um mero traço de ligação; porém, as gramáticas da língua portuguesa não trazem regras para o seu uso. Comumente, a meia-risca é usada para indicar uma sequência, como, por exemplo: “Temos a seguinte variação de temperatura: -10–5°C”. Note que, nesse caso, se colocássemos um hífen em vez de uma meia-risca, ficaria um pouco confuso. Portanto, o uso assim se justifica.

  • Travessão [—]: é utilizado, principalmente, para indicar a fala de personagens em uma narrativa. Mas ele também pode ser usado com a mesma função do parêntese. Por exemplo: “O livro (um clássico mundial) chegou ontem” ou “O livro — um clássico mundial — chegou ontem”.

Veja também: Cedilha [Ç] — a junção da letra C com um sinal diacrítico

Exercícios resolvidos sobre o uso do hífen

Questão 1

Existem regras para o uso ou não uso do hífen após os prefixos. Sabendo-se disso, é possível afirmar que todas as palavras abaixo devem utilizar o hífen, com exceção de:

A) Hiper-romântico.

B) Mini-saia.

C) Micro-ônibus.

D) Super-humano.

E) Pré-história.

Resolução:

Alternativa B.

Segundo as regras, o correto é escrever “minissaia”. Afinal, quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento se inicia com “r” ou “s”, dobramos o “r” ou o “s”.

Questão 2

Analise os termos abaixo e marque a alternativa em que o uso do hífen é necessário.

A) Maldizer.

B) Semiaberto.

C) Neorrealista.

D) Afroamericano.

E) Multiverso.

Resolução:

Alternativa D.

Segundo as regras, o certo é escrever “afro-americano”. Afinal, usamos o hífen em palavras compostas, quando os dois termos indicam etnia.

Questão 3

Analise os enunciados abaixo e assinale a alternativa em que o uso ou não uso do hífen está INCORRETO.

A) O remédio vem com contagotas, mas não sei quantas gotas usar.

B) Veja, Arthur, como estão bonitas as flores do meu copo-de-leite.

C) Ontem caiu um pé-d’água aqui na minha cidade e fiquei com medo.

D) Estou ansioso para ficar cara a cara com esse pilantra.

E) Eva comprou um guarda-roupa novo, pois o velho estava cheio de cupins.

Resolução:

Alternativa A.

A palavra “conta-gotas” não apresenta elemento de ligação. Portanto, o uso do hífen é necessário.

Fonte

BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

 

Por Warley Souza
Professor de Português

Escritor do artigo
Escrito por: Warley Souza Professor de Português e Literatura, com licenciatura e mestrado em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SOUZA, Warley. "Uso do hífen"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/emprego-do-hifen.htm. Acesso em 25 de fevereiro de 2024.

De estudante para estudante


Videoaulas


Lista de exercícios


Exercício 1

Analise os pares de palavras evidenciados a seguir e explicite seus conhecimentos acerca da mudança neles ocorrida: 

Exercício 2

Realize o mesmo procedimento mediante os exemplos abaixo descritos. 

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