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Exoplanetas

Geografia

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Exoplanetas são planetas que se encontram fora do Sistema Solar, em órbita de outras estrelas, ou seja, fazem parte de outros sistemas planetários. Até 2019, a Agência Espacial Norte Americana (Nasa) já havia confirmado a existência de mais de 4000 exoplanetas e de pouco mais de 3000 sistemas planetários.

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Como os exoplanetas são detectados?

Desde 2014, a Nasa vem executando um plano de exploração de exoplanetas, no entanto, observá-los não é uma tarefa fácil, uma vez que os planetas não emitem luz própria e são muito menores que estrelas.

Cerca de 76,5% dos exoplanetas são observados quando “passam na frente” de uma estrela. Quando isso acontece, registra-se uma minúscula redução no brilho da estrela. Medidas do tempo de trânsito dos exoplanetas permitem estimar a sua distância da estrela.

Arte conceitual da sonda Kepler, responsável por grande parte das descobertas de exoplanetas. [1]
Arte conceitual da sonda Kepler, responsável por grande parte das descobertas de exoplanetas. [1]

Cerca de 19% dos exoplanetas são descobertos porque as estrelas que os mantêm em órbita vacilam em razão da gravidade deles. Esse movimento oscilatório faz com que o brilho delas sofra pequenos desvios de frequência, para o vermelho e para o azul, chamados de red-shift e blue-shift, assim como acontece com as ondas sonoras, em decorrência do efeito Doppler.

Por volta de 2% dos exoplanetas descobertos foram detectados graças a um efeito relativístico chamado de lente gravitacional. Quando a luz produzida por uma estrela passa perto de algum astro de grande massa, como um planeta não muito distante, ela sofre pequenos desvios angulares em sua trajetória, como quando a luz atravessa uma lente.

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As observações diretas de exoplanetas só ocorrem sob condições ideais, no entanto, cerca de 1% dos exoplanetas foi descoberto pela captação de imagens diretas. Para tanto, diversas tecnologias são usadas tendo em vista reduzir o brilho das estrelas que os circundam, tornando possível a captura de uma imagem direta deles.

Durante seus quatro primeiros anos, o telescópio Kepler concentrou a busca por exoplanetas em uma pequena linha de observação de 95 cm de comprimento. Nesse tempo, ele focalizou cerca de 150 mil estrelas, felizmente, o dispositivo óptico equipado no telescópio foi capaz de detectar o primeiro planeta externo parecido com a Terra. Na ocasião, o trânsito desse planeta rochoso, em frente à sua estrela, produziu uma redução do brilho estelar em 0,008%.

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Exoplanetas parecidos com a Terra

O primeiro planeta com tamanho e massa similar ao da Terra, localizado na zona habitável de uma outra estrela, que não o Sol, foi descoberto em 2014 e batizado de Kepler-186f. A zona habitável é a distância entre o planeta e sua estrela, em que é possível existir água no estado líquido.

Supostamente, acredita-se que essa seja uma condição para que um planeta possa suportar a vida, pelo menos a vida parecida com a nossa. Apesar da incrível descoberta, a estrela em questão era um pouco diferente do Sol, de modo que esse planeta recebia menos de um terço da luz solar que é irradiada em direção à Terra.

Na imagem vemos a comparação entre alguns exoplanetas conhecidos e a Terra. [2]
Na imagem vemos a comparação entre alguns exoplanetas conhecidos e a Terra. [2]

Por volta de 2014, a missão Kepler já havia identificado quase 1000 exoplanetas, um deles, chamado de Kepler-22b, cujo raio é cerca de 2,4 vezes maior que o da Terra, foi o primeiro planeta descoberto a orbitar a zona habitável de uma estrela similar ao Sol.

Até o ano de 2019, soube-se que apenas 161 dos 4084 exoplanetas descobertos são sólidos, feitos de rocha (esses planetas são chamados de telúricos), assim como a Terra, sendo que o mais próximo deles se encontra a 12 anos-luz de distância do nosso planeta, e o mais distante, a 4443 anos-luz.

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De acordo com observações astronômicas, o número de estrelas em nossa galáxia é da ordem de 1012 estrelas, algo próximo de alguns trilhões de sóis, além disso, estatísticas recentes indicam que para cada estrela de nossa galáxia deve haver pelo menos um planeta em órbita. Isso sinaliza que podem existir milhões ou até mesmo bilhões de planetas parecidos com o nosso, em órbita de outras estrelas, esperando para serem descobertos.

Crédito de imagens

[1] Reprodução: Nasa

[2] Reprodução: Nasa

 

Por Rafael Helerbrock
Professor de Física

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

HELERBROCK, Rafael. "Exoplanetas"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/exoplanetas.htm. Acesso em 28 de fevereiro de 2020.

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