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Eclipse solar

Eclipse solar é um fenômeno astronômico que ocorre quando a Lua se posiciona entre o planeta Terra e o Sol, bloqueando, momentaneamente, a luz solar de forma total ou parcial.

Eclipse solar.
Um eclipse solar acontece quando a Lua se alinha com o planeta Terra e o Sol, bloqueando total ou parcialmente a luz solar.
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Eclipse solar é um fenômeno astronômico que acontece quando a Lua está posicionada entre o Sol e o planeta Terra e há o alinhamento entre os três astros. Os eclipses solares ocorrem cerca de duas vezes ao ano e são registrados durante a fase nova da Lua. A depender da posição dos astros ou do observador, em alguns casos, o eclipse solar pode ser classificado em quatro diferentes tipos:

  • total;

  • parcial;

  • anular (ou anelar);

  • híbrido.

Apesar da beleza desse fenômeno, é preciso tomar muito cuidado para observá-lo. Nunca olhe diretamente para o eclipse solar e utilize sempre um filtro especial de proteção, próprio para essa atividade, e jamais instrumentos como óculos escuros ou negativos antigos de filme, por exemplo.

Leia também: Quais são as fases da Lua?

Tópicos deste artigo

Resumo sobre eclipse solar

  • Eclipse solar é um fenômeno astronômico que acontece quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra no planeta.

  • Tem duração variável entre alguns segundos e 7,5 minutos.

  • É registrado durante a fase da Lua nova e acontece, em média, duas vezes no ano.

  • Existem quatro tipos de eclipse solar:

    • Total: a Lua bloqueia totalmente a luz solar, e somente a coroa do Sol é visível.

    • Parcial: o bloqueio acontece parcialmente, e deixa uma parcela do Sol visível.

    • Anular: a Lua se posiciona à frente do Sol e aparece como um disco escuro sobre outro disco maior e mais brilhante, formando um contorno.

    • Híbrido: eclipse pode ser visto de forma total ou parcial em diferentes regiões do planeta, o que varia devido à curvatura da Terra.

  • A observação de um eclipse solar deve ser feita, obrigatoriamente, com o uso de um filtro especial nos olhos. Não utilize instrumentos como óculos escuros, chapas de raio-x ou negativos de filme.

  • O próximo eclipse solar visível no Brasil acontecerá em 14 de outubro de 2023.

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Como ocorre o eclipse solar?

O eclipse solar é um fenômeno astronômico que acontece a partir do alinhamento das órbitas do Sol, da Lua e da Terra. Nesse alinhamento, a Lua se posiciona entre o Sol e o planeta Terra, o que faz com que o satélite projete a sua sombra sobre a superfície terrestre. Isto é, a passagem da Lua bloqueia momentaneamente os raios solares em algumas regiões do planeta, o que causa o eclipse solar. A sua duração é curta e varia entre 10 segundos e 7,5 minutos.

Representação de um eclipse solar, quando a Lua está localizada entre o Sol e a Terra.
Representação de um eclipse solar, quando a Lua está localizada entre o Sol e a Terra.

Os eclipses solares acontecem duas vezes ao ano, com um intervalo de aproximadamente seis meses entre eles, coincidindo com o alinhamento das órbitas solar, lunar e terrestre. O período em que esse fenômeno acontece é conhecido como temporada de eclipse e tem duração de 35 dias, segundo a Nasa.

Destaca-se que os eclipses solares acontecem durante a fase nova da Lua, que é quando a face iluminada do satélite está totalmente voltada para o Sol. No entanto, é importante frisar que não é em todo período de Lua nova que há a ocorrência desse fenômeno astronômico. A órbita lunar é inclinada em 5,2° com relação à órbita terrestre, e é somente quando há a intersecção entre os planos orbitais da Lua e da Terra que há a formação de um eclipse.

Tipos de eclipse solar

A maneira como a sombra da Lua é projetada sobre o planeta Terra cria as regiões denominadas umbra e penumbra, que caracterizam diferentes tipos de eclipse solar, que conheceremos na sequência.

Eclipse solar total

Eclipse solar total, quando somente a coroa do Sol é visível.
Eclipse solar total, quando somente a coroa do Sol é visível.

Eclipse solar total ocorre quando o alinhamento entre os astros bloqueia totalmente os raios solares. Durante um eclipse solar total, somente a coroa do Sol (camada externa da atmosfera solar) é visível a partir da superfície terrestre. Para que seja possível a identificação desse eclipse, é necessário que o observador esteja na zona de umbra criada pela Lua, que corresponde à região que não recebe nenhuma luz.

Eclipse solar parcial

Eclipse solar parcial, caracterizado pelo bloqueio parcial dos raios solares.
Eclipse solar parcial, caracterizado pelo bloqueio parcial dos raios solares.

O eclipse solar parcial acontece quando a Lua cobre somente uma parte do Sol, deixando outra parcela do astro visível. Pode ser observado por aquelas pessoas que estão inseridas na zona de penumbra criada no alinhamento dos astros, que é a região que recebe menos luminosidade do que o habitual.

Eclipse solar anular (ou anelar)

Eclipse solar anular (ou anelar), que aparece como um disco escuro sobre outro maior e brilhante.
Eclipse solar anular (ou anelar), que aparece como um disco escuro sobre outro maior e brilhante.

O eclipse solar anular (ou anelar) acontece quando a Lua está no seu ponto mais distante da Terra ou se aproximando dele e passa entre o planeta e o Sol. Em função disso, e por ser muito menor do que essa estrela do Sistema Solar, a Lua não bloqueia totalmente a luz solar e aparece como um disco escuro com uma circunferência brilhante ao seu redor, que corresponde à superfície solar.

Eclipse solar híbrido

Eclipse solar híbrido, visto a partir de diferentes perspectivas (total, parcial e anular) devido à curvatura da Terra.
O eclipse solar híbrido é visto a partir de diferentes perspectivas devido à curvatura da Terra.

No eclipse solar híbrido, a maneira como o eclipse solar é observado se altera entre o total, o parcial e o anular em função da curvatura do planeta Terra. O eclipse híbrido, como é chamado, é uma ocorrência mais rara que foi registrada em 2013 e em 2023, no período recente. O próximo eclipse híbrido está previsto para acontecer somente em novembro de 2031.

Eclipse solar no Brasil

Os eclipses solares nem sempre são parcial ou totalmente visíveis no território brasileiro. Os principais fatores que interferem nessa observação são o tempo atmosférico no momento da ocorrência e, sobretudo, a posição da Lua, do Sol e do próprio planeta Terra.

Entre 2021 e 2022, não foi possível observar nenhum dos eclipses solares que aconteceram, e em 2023, somente o eclipse anular de 14 de outubro será visível em algumas áreas das regiões Norte e Nordeste do país. Nas demais regiões, será possível identificar um eclipse parcial. Já em 2024, mais uma vez, somente o eclipse de outubro será observável no Brasil.

Lista dos próximos eclipses

Confira, a seguir, uma tabela com os próximos eclipses solares que acontecerão entre os anos de 2023 e 2030. Todas as informações são da Nasa.

Futuros eclipses solares

Tipo de eclipse

Data da ocorrência

Locais de maior visibilidade

Anular

14 de outubro de 2023

América

Total

08 de abril de 2024

América do Norte

Anelar

02 de outubro de 2024

América do Sul

Parcial

29 de março de 2025

Américas do Norte e do Sul, Europa, Ásia, oceanos Atlântico e Ártico

Parcial

21 de setembro de 2025

Austrália, Antártida e oceanos Atlântico e Pacífico

Anular

17 de fevereiro de 2026

Argentina, Chile, Sul da África e Antártida

Total

12 de agosto de 2026

América do Norte, Oeste da África e Europa

Anular

06 de fevereiro de 2027

América do Sul, Antártida, Sul e Oeste da África

Total

02 de agosto de 2027

África, Europa, Ásia

Anular

26 de janeiro de 2028

América, Oeste da Europa e Noroeste da África

Total

22 de julho de 2028

Sudeste da Ásia, Austrália, Nova Zelândia

Parcial

14 de janeiro de 2029

Américas do Norte e Central

Parcial

12 de junho de 2029

Ártico, Escandinávia, Alasca, Canadá e Norte da Ásia

Parcial

11 de julho de 2029

Sul do Chile e da Argentina

Parcial

05 de dezembro de 2029

Sul do Chile e da Argentina, Antártida

Anular

1º de junho de 2030

Europa, África, Ásia, Alasca e Ártico

Total

25 de novembro de 2030

Sul da África, oceano Índico, Austrália, Antártida

Diferenças entre eclipse solar e eclipse lunar

Representação de um eclipse solar e de um eclipse lunar.
Eclipse solar e eclipse lunar, respectivamente.

Os eclipses solares e lunares acontecem pelas mesmas razões, e durante um ano, registra-se a ocorrência de ambos. Diferentemente do eclipse solar, entretanto, durante um eclipse lunar é o planeta Terra que se encontra posicionado entre o seu satélite natural, a Lua, e o Sol, bloqueando momentaneamente a chegada de luz à superfície lunar. Os eclipses lunares ocorrem durante a fase cheia da Lua, e a sua observação pode ser feita de maneira direta, ao contrário dos eclipses solares. Para saber mais sobre os dois tipos de eclipses, clique aqui.

Como podemos ver os eclipses?

Os eclipses solares apresentam uma beleza ímpar e sempre despertam a curiosidade de milhares de pessoas que desejam testemunhar esse fenômeno astronômico com seus próprios olhos. Entretanto, essa é uma atividade que demanda uma série de cuidados de maneira a não oferecer nenhum tipo de risco permanente à visão. Olhar diretamente para o Sol, por si só, é perigoso aos olhos humanos em função dos raios infravermelhos (IV) e ultravioletas (UV), que podem causar problemas na retina.

Menino vendo eclipse solar com filtro de proteção em Chiang Mai, na Tailândia.
A observação de um eclipse solar deve ser feita com uso de uma proteção, como filtros de polímero preto. [1]

A observação dos eclipses solares deve ser feita com a utilização de filtros especializados, como, por exemplo, o filtro de polímero preto ou ainda com equipamentos de segurança, como óculos de soldador. Binóculos, câmeras fotográficas e telescópios também são instrumentos que podem auxiliar nessa atividade, mas sempre com o emprego dos filtros próprios para a observação da superfície solar na extremidade.

Importante: Não se deve, em hipótese alguma, utilizar instrumentos como óculos escuros comuns, negativos antigos de filmes ou chapas de raio-x para a visualização de um eclipse solar.

Crédito de imagem

[1] supot phanna / Shutterstock

Escritor do artigo
Escrito por: Paloma Guitarrara Licenciada e bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e mestre em Geografia na área de Análise Ambiental e Dinâmica Territorial também pela UNICAMP. Atuo como professora de Geografia e Atualidades e redatora de textos didáticos.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

GUITARRARA, Paloma. "Eclipse solar"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/eclipse-solar.htm. Acesso em 23 de fevereiro de 2024.

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