Notificações
Você não tem notificações no momento.
Whatsapp icon Whatsapp
Copy icon

Sarna (escabiose)

A sarna humana ou escabiose é uma doença causada por um ácaro. A doença é transmitida de uma pessoa para outra por meio de contato direto ou objetos contaminados.

Lesões na pele do braço causadas pela sarna ou escabiose.
A escabiose é uma doença provocada por ácaros. A fêmea penetra na pele, cavando túneis onde depositará seus ovos.
Imprimir
Texto:
A+
A-
Ouça o texto abaixo!

PUBLICIDADE

A sarna, também chamada de escabiose, é uma doença contagiosa que se caracteriza por provocar coceira intensa na pele. É causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei, variedade hominis, e o contágio ocorre por contato direto com o paciente ou objetos contaminados.

Essa doença ocorre em todo o mundo e acomete ambos os sexos, todas as idades, raças e todos os níveis socioeconômicos. O diagnóstico da doença é, geralmente, clínico e o tratamento envolve uso de medicamentos orais e tópicos.

Vale salientar que animais também podem apresentar a sarna, entretanto, essa infecção decorre do contato com uma subespécie diferente daquela que infecta os humanos. Assim sendo, cães e gatos não transmitem sarna humana.

Leia também: Cinco doenças transmitidas por contato

Tópicos deste artigo

Resumo sobre sarna

  • Sarna humana ou escabiose é uma doença causada por um ácaro da espécie Sarcoptes scabiei, variedade hominis.

  • Apresenta como sintoma marcante a coceira, mais intensa durante a noite.

  • Cães e gatos não transmitem sarna humana.

  • A transmissão ocorre, principalmente, por meio do contato pessoal íntimo. Entretanto, pode ocorrer também por meio de objetos contaminados.

  • O diagnóstico é, geralmente, clínico. Entretanto, material da pele pode ser coletado para a análise da presença do ácaro.

  • O tratamento pode envolver medicamentos tópicos ou orais.

  • A sarna norueguesa ou crostosa é uma variante mais grave de escabiose.

O que é a sarna?

A sarna humana ou escabiose é uma doença causada por um ácaro e que se caracteriza por provocar intensa coceira. A doença ocorre em todo o mundo e pode acometer qualquer pessoa, independentemente de sexo, idade ou nível socioeconômico.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Transmissão da sarna

O contágio se dá apenas entre humanos, portanto, não é uma doença transmitida por animais, como cães e gatos. A sarna é causada por um ácaro da espécie Sarcoptes scabiei, variedade hominis. Esse ácaro é transmitido via contato direto (de pessoa para pessoa) ou, ainda, por objetos contaminados, como roupas, roupas de cama e toalhas.

Para que aconteça a transmissão, é necessário um contato prolongado com o indivíduo parasitado, destacando-se, por esse motivo, a contaminação após contato sexual.

Após o contato direto ou indireto, observa-se a transferência da fêmea recém-fecundada. Ela, então, atravessa a epiderme humana, dando origem a um sulco, chamado de túnel ou galeria. Nesses túneis, os ovos são depositados, a fêmea morre e, após três ou quatro dias, nascem as larvas.

Elas sobem até a superfície da epiderme, escavando pequenas bolsas. Algumas semanas depois, essas larvas adquirem a forma adulta e copulam. O macho morre, e a fêmea, grávida, escava a galeria para colocar seus ovos, dando início a um novo ciclo.

Veja também: Bicho-geográfico — doença transmitida pelos parasitas intestinais de cães e gatos

Quais são os sintomas da sarna?

A sarna desencadeia extrema coceira, causada principalmente pela movimentação do ácaro nos túneis criados por ele e pela hipersensibilidade desenvolvida pelo paciente em resposta ao parasita. Os túneis são as principais lesões de pele causadas pela doença e apresentam em suas extremidades pequenas vesículas.

Por causa da coceira intensa, principalmente no período noturno, é comum o surgimento de escoriações, as quais podem servir de entrada para bactérias e provocar, dessa forma, infecções secundárias.

Lesões da sarna espalhadas pela parte superior do corpo.
O principal sintoma da sarna são as lesões na pele e a coceira, sentida, principalmente, à noite.

Os sintomas da escabiose, na primeira ocorrência da doença, surgem cerca de três a seis semanas após a infestação. Quando se trata de uma reinfestação, os sintomas aparecem com um a três dias depois da contaminação.

As áreas mais afetadas são entre os dedos das mãos, as axilas, o punho, a região glútea, a cintura, as auréolas mamárias de mulheres e os genitais.

Diagnóstico da sarna

O diagnóstico da sarna é, geralmente, clínico, com a análise dos sintomas apresentados pelo paciente. Em algumas situações, como em pacientes idosos, o diagnóstico pode ser mais difícil, sendo necessário coletar material nas lesões para que se possa fazer uma pesquisa do parasita.

Saiba mais: Quais são as doenças que ocorrem tanto em homens quanto em outros animais?

Tratamento da sarna

O tratamento depende das características de cada caso e pode utilizar medicamentos tópicos ou orais. Sendo assim, é necessário consultar um médico e nunca fazer uso de um medicamento que outra pessoa tenha utilizado para tratar o problema.

O tratamento é extremamente importante para frear a cadeia de transmissão, assim como é fundamental evitar o contato íntimo com o doente e com seus objetos. É importante destacar que, mesmo após o tratamento, a pessoa infectada pode apresentar sintomas por vários dias.

Todas as pessoas que tenham tido contato com o paciente diagnosticado com a sarna devem ser examinadas e tratadas. Recomenda-se ainda que as roupas de cama, banho e roupas pessoais do paciente sejam trocadas e lavadas diariamente utilizando água quente.

Quando a água quente não é possível, recomenda-se secar essas roupas ao Sol e passá-las. Quando algum objeto não pode ser lavado, recomenda-se colocá-lo em saco plástico vedado por duas semanas.

Sarna norueguesa

A sarna norueguesa, também chamada de sarna crostosa, é uma variedade mais grave da sarna clássica, causada pelo mesmo ácaro. Ela é ocasionada por uma infestação por milhões de parasitas. Nessa doença, há o surgimento de crostas salientes e descamativas em uma grande área do corpo.

Esse tipo é altamente contagioso, possui um tratamento mais difícil que a sarna clássica e apresenta risco elevado de infecções secundárias. Doentes imunodeprimidos são mais susceptíveis a essa infecção.

 

Por Vanessa Sardinha dos Santos
Professora de Biologia

Escritor do artigo
Escrito por: Vanessa Sardinha dos Santos Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Goiás (2008) e mestrado em Biodiversidade Vegetal pela Universidade Federal de Goiás (2013). Atua como professora de Ciências e Biologia da Educação Básica desde 2008.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Sarna (escabiose)"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/sarna.htm. Acesso em 23 de fevereiro de 2024.

De estudante para estudante