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Linfoma

O linfoma é um câncer que se desenvolve a partir de células do sistema linfático. É dividido em dois grupos principais: linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin.

Médico segurando uma fita verde-claro, a cor escolhida para campanha de conscientização sobre os linfomas.
O verde-claro é a cor escolhida para campanha de conscientização sobre os linfomas, que ocorre em agosto.
Crédito da Imagem: Shutterstock.com
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O linfoma é um câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa do corpo contra infecções. Existem dois principais tipos: linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin. Os sintomas comuns incluem linfonodos inchados, febre, suores noturnos e perda de peso inexplicada. O diagnóstico é feito através de biópsia, de exames de imagem e de testes laboratoriais. O tratamento pode incluir quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e, em alguns casos, transplante de células-tronco. O prognóstico varia conforme o tipo e o estágio do linfoma e a resposta ao tratamento.

Leia também: Agosto Verde-Claro — detalhes sobre o mês de conscientização sobre o linfoma

Tópicos deste artigo

Resumo sobre o linfoma

  • O linfoma é um câncer que se desenvolve a partir de células do sistema linfático.
  • Os sintomas mais comuns são linfonodos inchados, perda de peso inexplicada e febre.
  • Dependendo da localização do tumor, outros sintomas podem aparecer.
  • Os linfomas são divididos em dois grandes grupos: linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin.
  • O linfoma de Hodgkin é caracterizado pela presença de células de Reed-Sternberg e geralmente apresenta uma taxa de sobrevivência alta.
  • O linfoma não Hodgkin é mais comum e pode ser dividido em numerosos subtipos.
  • A biópsia é um dos principais exames utilizados para diagnosticar a presença de um linfoma.
  • O principal tratamento utilizado para o tratamento do linfoma é a quimioterapia.
  • Avanços na medicina têm melhorado significativamente as taxas de sobrevivência e a qualidade de vida dos pacientes com linfoma.

O que é linfoma?

O linfoma é um câncer que se origina a partir de células do sistema linfático, sistema do corpo humano constituído por capilares linfáticos, por vasos linfáticos, por ductos linfáticos e por linfonodos. Nesse sistema, os vasos linfáticos se distribuem por todo o corpo, recolhendo o líquido que se acumula nos tecidos, filtrando-o e retornando-o à circulação sanguínea. Além disso, o sistema linfático atua na defesa do organismo, combatendo patógenos nos linfonodos.

No linfoma, os linfócitos, um tipo de célula de defesa do corpo conhecida como glóbulos brancos, crescem de forma descontrolada, podendo formar tumores popularmente conhecidos como “ínguas” em várias partes do corpo.

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Causas do linfoma

Os linfomas podem afetar pessoas de todas as idades. As causas exatas da doença ainda são estudadas, mas alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvê-la, como:

  • Sistema imunológico comprometido: Pessoas com doenças autoimunes ou que utilizam medicamentos imunossupressores estão em maior risco de desenvolver a doença.
  • Histórico familiar: Embora raro, ter membros da família com diagnóstico de linfoma pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento da doença.
  • Exposição a substâncias químicas: Contato com pesticidas, herbicidas e outros produtos químicos industriais pode elevar o risco de desenvolver a doença.
  • Infecções virais: Existe uma associação entre a presença de certos vírus, como o vírus Epstein-Barr e o vírus HIV, predisposição a mutações nos glóbulos brancos, aumentando o risco de linfoma.

Tipos de linfoma

Os linfomas são divididos em dois grupos principais, que variam em comportamento, em sinais, em tipo de célula afetada e em grau de agressividade. Eles são conhecidos como:

  • Linfoma de Hodgkin (LH): É caracterizado pela presença de células conhecidas como Reed-Sternberg no linfonodo acometido. Essas células são linfócitos B grandes, de citoplasma abundante, geralmente binucleadas e com dois grandes nucléolos. Geralmente, este linfoma é mais raro, sendo responsável por aproximadamente 20% dos diagnósticos da doença, e é mais propenso de ocorrer em homens. Pode ser tratado de forma eficaz, especialmente quando diagnosticado precocemente.
Imagem de microscopia de um linfoma de Hodgkin.
Imagem de microscopia de um linfoma de Hodgkin. As setas apontam as células de Reed-Sternberg.
  • Linfoma não Hodgkin (LNH): Inclui um grupo diverso de mais de 80 tipos de linfomas. O LNH é mais comum que o LH, representando 80% dos casos, e costuma se desenvolver em pessoas acima dos 60 anos de idade. Eles podem afetar tanto os linfócitos B quanto os linfócitos T, e os que acometem as células B são os mais comuns. O LNH pode se manifestar com diferentes graus de agressividade, sendo dividido em dois grandes grupos: indolentes e agressivos. Os linfomas indolentes têm crescimento lento, desenvolvendo-se ao longo dos anos. Em alguns casos, é possível esperar e acompanhar a doença, sem dar início ao tratamento. Por sua vez, os linfomas agressivos possuem crescimento acelerado e podem dobrar de tamanho em semanas, exigindo tratamento imediato.

Sintomas do linfoma

Imagem aproximada do pescoço de uma mulher com os linfonodos aumentados, um dos principais sintomas do linfoma.
O aumento indolor dos linfonodos do pescoço é um dos principais sintomas do linfoma.

Os sintomas do linfoma podem variar dependendo do tipo e da localização do câncer. Por exemplo, quando presente na região do tórax, o indivíduo acometido pode apresentar falta de ar, tosse e dor torácica. Por sua vez, quando ocorre na pelve e no abdômen, sintomas comuns incluem distensão abdominal e desconforto. Outros sinais de atenção são:

  • aumento indolor dos linfonodos no pescoço, nas axilas ou na virilha;
  • febre persistente;
  • suor noturno excessivo;
  • perda de peso inexplicada;
  • fadiga constante;
  • coceira intensa.

Acesse também: Todo tumor é câncer?

Diagnóstico do linfoma

O diagnóstico do linfoma geralmente envolve uma combinação de exames clínicos e laboratoriais. Em caso de suspeita, pode ser realizada biópsia de uma amostra de tecido dos linfonodos alterados por um patologista especializado. Além disso, o médico pode solicitar exames de sangue e de imagem (como tomografia computadorizada e ressonância magnética) para avaliar a extensão do linfoma, verificando se há outras áreas do corpo acometidas pela doença.

Tratamento do linfoma

O tratamento do linfoma depende do tipo, estágio e agressividade do câncer, além da saúde geral do paciente. A quimioterapia (uso de medicamentos para destruir as células cancerígenas) é o tratamento padrão no linfoma de Hodgkin e no linfoma não Hodgkin. Além disso, outras opções incluem:

  • Radioterapia: Uso de radiação para matar células cancerígenas ou reduzir tumores.
  • Terapia-alvo: Medicamentos que bloqueiam os mecanismos que as células cancerígenas utilizam para se reproduzir.
  • Transplante de células-tronco: Substituição da medula óssea doente por células-tronco saudáveis.

Após o tratamento do linfoma, é importante que o paciente realize exames de acompanhamento regulares e monitore os efeitos colaterais do tratamento.

Tempo de vida de um paciente com linfoma

O tempo de vida dos pacientes depende do tipo e do estágio do linfoma, além da resposta ao tratamento. De modo geral, as taxas de sobrevivência são mais altas para o linfoma de Hodgkin, especialmente quando diagnosticado precocemente. Para o linfoma não Hodgkin, o prognóstico pode variar de muito favorável a mais reservado, conforme a agressividade do câncer.

Diferenças entre linfoma e outros tipos de câncer

Embora o linfoma seja um tipo de câncer, há diferenças entre ele e outros tipos de câncer. O linfoma se origina a partir de células do sistema linfático, enquanto outros cânceres podem se desenvolver em células de outros órgãos do corpo, como pulmões, mama, próstata etc. Além disso, o tratamento e o prognóstico do linfoma podem diferir de outros cânceres, dada as especificidades do sistema linfático.

Fontes

BRUNA, M. H. V. Linfoma. In: Drauzio Varella. Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/linfoma/.

BRUNA, M. H. V. Linfomas - Entrevista. In: Drauzio Varella. Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/linfomas-entrevista/.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER – INCA. Linfoma de Hodgkin. In: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/linfoma-de-hodgkin.

KÜPPERS, R. 2009. The biology of Hodgkin's lymphoma. Nature Reviews Cancer, 9, 15–27.

LEVAL, L. & JAFFE, E.S. 2020. Lymphoma Classification. The Cancer Journal, 26(3): 176–185.

Escritor do artigo
Escrito por: Heloísa Fernandes Flores Bacharela, licenciada e mestre em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é doutoranda em Entomologia e cursa uma especialização em Gestão Escolar na mesma instituição. Desenvolve pesquisas com análise de conteúdo de livro didático e evolução de insetos.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

FLORES, Heloísa Fernandes. "Linfoma"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/linfoma.htm. Acesso em 20 de julho de 2024.

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