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Gota

A gota ocorre em virtude de um acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações. Provoca dor e inchaço nas articulações, principalmente nas do dedão, tornozelo e joelho.

Mãos seguram um pé com uma mancha vermelha no dedão, representando dor.
A gota provoca dor nas articulações, em especial no dedão do pé, no joelho e no calcanhar.
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Gota é uma doença inflamatória que ocorre em decorrência do nível aumentado de ácido úrico no sangue. A doença que é um tipo de artrite atinge uma ou mais articulações, sendo mais comum o comprometimento de apenas uma dessas estruturas. A maioria dos portadores da doença é de homens, entretanto, isso não significa que mulheres não possam ser acometidas pelo problema.

O aumento dos níveis do ácido úrico pode decorrer de uma alta produção, uma baixa eliminação ou uma combinação desses fatores, que podem ter causas genéticas ou não. O tratamento visa a diminuir a dor e a ocorrência de crises, e baseia-se no uso de medicamentos e em mudanças nos hábitos de vida, evitando fatores que podem ser desencadeantes.

Leia também: Reumatismo — termo dado a doenças que acometem articulações, músculos e ossos

Tópicos deste artigo

Resumo sobre a gota

  • A gota é uma forma de artrite que ocorre devido à cristalização do ácido úrico.

  • Provoca dor articular intensa.

  • Qualquer articulação pode ser afetada, entretanto, a mais comumente envolvida é a do dedão.

  • É mais comum em homens e ocorre geralmente a partir dos 40 anos.

  • Em mulheres, também se manifesta, mas é mais frequente após os 60.

  • O tratamento inclui uso de medicamentos e também mudanças na dieta. Não há cura definitiva para a doença.

O que é a gota?

A gota é uma forma de artrite caracterizada por dor, calor, vermelhidão e aumento de volume (tumefação) das articulações do corpo. Geralmente acomete uma articulação por vez e não é transmitida para outra articulação. Atinge principalmente o dedão do pé, o joelho e o tornozelo.

Essa doença é mais comum em homens e ocorre geralmente a partir dos 40 anos de idade. Em mulheres também se manifesta e é mais frequente após os 60 anos (pós-menopausa). Alguns fatores podem aumentar os riscos de se desenvolver a gota, tais como: insuficiência renal; uso de medicamentos como diuréticos e ciclosporina; consumo excessivo de bebidas alcoólicas; e alimentação com grande quantidade de purinas, por exemplo, carnes e mariscos.

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O que causa a gota?

A tumefação e a dor são causadas em razão de uma deposição de cristais de ácido úrico na articulação. O ácido úrico é o produto final do metabolismo das purinas e é eliminado naturalmente na urina. Entretanto, em pessoas acometidas por essa doença, os níveis se encontram tão elevados (hiperuricemia), que ele se cristaliza e se acumula em articulações e outros tecidos. Ele pode depositar-se também nos rins, levando à formação de cálculos renais de ácido úrico.

Ilustração da deposição de cristais de ácido úrico na articulação do dedão do pé.
A gota acontece em razão da deposição de cristais de ácido úrico na articulação.

O aumento dos níveis desse ácido pode ocorrer em virtude de alta produção, baixa eliminação ou a combinação desses fatores, que podem ter causas genéticas ou não. É importante destacar que nem todas as pessoas com aumento na taxa de ácido úrico serão portadoras de gota.

Leia também: Osteoporose — doença que acomete os ossos e é mais comum em mulheres

Sintomas da gota

A gota caracteriza-se, principalmente, por provocar inflamação, dor e inchaço nas articulações, em especial as articulações dos dedões, tornozelos e joelhos. A articulação pode ainda apresentar-se vermelha e quente.

Em geral, o quadro clínico da gota pode ser dividido em cinco fases: hiperuricemia assintomática, artrite gotosa aguda, período intercrítico, gota tofácea crônica, e gota renal e urolitíase. Na hiperuricemia assintomática, o indivíduo apresenta um aumento do ácido úrico, mas não apresenta sintomas.

A artrite gotosa aguda caracteriza-se pela ocorrência de dor intensa que pode durar horas e até dias. Esse sintoma geralmente ocorre no período noturno ou início da manhã e pode ser mono ou oligoarticular. Em geral, essas crises ocorrem devido a eventos específicos, como traumas e excesso de bebida alcoólica.

O chamado período intercrítico é caracterizado pela falta de sintomas, ou seja, trata-se de uma fase assintomática. Esse período pode ser longo a depender da eficiência do tratamento realizado.

Na gota tofácea crônica, ocorre o surgimento de tofos (depósitos de cristais em torno das articulações), os quais podem atingir grandes proporções se não forem tratados adequadamente. Na gota renal e urolitíase, temos o acometimento renal com a formação de cálculos e o desenvolvimento de nefropatia úrica.

Diagnóstico da gota

Para diagnosticar a doença, o médico avaliará a história clínica do paciente e solicitará a realização de exames que possam demonstrar os níveis elevados de ácido úrico no sangue. Podem ser realizadas ainda a dosagem de ácido úrico na urina e radiografia.

Tratamento da gota

O tratamento deve incluir perda de peso, diminuição do uso de bebidas alcoólicas e alimentação com menor quantidade de alimentos ricos em purinas. A alimentação deve restringir o consumo de carnes vermelhas, vísceras de animais, conservas de peixes (ex. sardinha) e mariscos. A dieta sofrerá alterações de acordo com o perfil do paciente.

O melhor medicamento para o tratamento será indicado pelo médico. Normalmente a medicação tem por finalidade aliviar as dores, tratar os tofos e evitar a formação de cálculos nos rins. Não há cura definitiva para o problema. Vale salientar que a não realização do tratamento pode levar ao aumento de crises, as quais tendem a ocorrer cada vez com mais frequência. Além disso, pode ocorrer a deformação das articulações.

 

Por Vanessa Sardinha dos Santos
Professora de Biologia

Escritor do artigo
Escrito por: Vanessa Sardinha dos Santos Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Goiás (2008) e mestrado em Biodiversidade Vegetal pela Universidade Federal de Goiás (2013). Atua como professora de Ciências e Biologia da Educação Básica desde 2008.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Gota"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/gota.htm. Acesso em 21 de junho de 2024.

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