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Ebola

Doenças e patologias

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Ebola, também chamada anteriormente de febre hemorrágica ebola, é uma doença com alta letalidade que se destaca por provocar sangramentos em várias partes do corpo. O vírus Ebola apresenta a capacidade de infectar tanto seres humanos quanto outros primatas, como macacos, gorilas e chimpanzés. A doença é transmitida pelo contato com fluidos, tecidos e secreções eliminadas pelo doente. A manipulação de animais e o contato com objetos contaminados também podem causar a transmissão da doença. Até o momento não há registros de casos da doença no Brasil.

O que é ebola?

Ebola, febre hemorrágica ebola ou doença por vírus ebola é uma doença viral grave que apresenta letalidade em torno de 90%. Trata-se de uma doença hemorrágica altamente contagiosa.

Leia também: Febre hemorrágica brasileira — doença grave e rara

Agente causador da ebola

A ebola é uma doença causada por um vírus da família Filoviridae, chamado vírus Ebola. Esse vírus foi identificado pela primeira vez em 1976, em dois surtos simultâneos que ocorreram em duas regiões da África: Sudão e República Democrática do Congo. O vírus recebeu esse nome, pois os surtos ocorreram nas proximidades do Rio Ebola. A origem do vírus é desconhecida, mas acredita-se que os hospedeiros prováveis do vírus sejam morcegos frugívoros (que se alimentam de frutos).

O vírus Ebola é responsável por provocar uma doença grave e altamente letal.
O vírus Ebola é responsável por provocar uma doença grave e altamente letal.

Atualmente são conhecidos cinco tipos de vírus Ebola. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os cinco tipos são:

  • Zaire ebolavirus;
  • Sudao ebolavirus;
  • Bundibugyo ebolavirus;
  • Reston ebolavirus;
  • Tai Forest ebolavirus.

Dentre eles, destaca-se o Zaire ebolavirus, por apresentar a maior letalidade.

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Transmissão da ebola

A ebola é transmitida por meio do contato direto com sangue e outros fluidos e secreções corporais do doente, tais como sêmen, urina, saliva e fezes. A transmissão só ocorre após o início do surgimento de sintomas. A doença pode ser transmitida também pelos fluidos corporais de animais infectados. Ao manipular, por exemplo, carne crua de chimpanzés, antílopes e outros animais contaminados, a doença pode ser introduzida na população humana.

Fotografia de uma placa no Congo, África, sinalizando que a região apresenta casos de ebola. [1]
Fotografia de uma placa no Congo, África, sinalizando que a região apresenta casos de ebola. [1]

Vale salientar que objetos e superfícies contaminadas com fluidos corporais também podem transmitir a doença, bem como roupas de cama e roupas do paciente. Outro ponto que merece destaque é a alta carga viral dos corpos das vítimas de ebola. Os enterros dessas pessoas devem ser feitos mediante medidas rígidas de segurança, a fim de interromper o ciclo de transmissão da doença.

Em várias regiões da África, é comum que, em cerimônias fúnebres, os parentes e amigos tenham contato direto com o corpo da pessoa falecida, o que pode representar um risco grave de contaminação.

Por ser uma doença de alta capacidade de transmissão, os profissionais de saúde envolvidos nos cuidados com os doentes devem seguir todas as regras de segurança rigorosamente. Isso inclui o uso de equipamentos de proteção individual, tais como luvas, máscaras, óculos e aventais.

Leia também: Grandes epidemias da história

Sintomas da ebola

Os sintomas da doença iniciam-se entre 2 a 21 dias após a infecção. São sintomas da ebola:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dor muscular;
  • náusea;
  • vômitos;
  • diarreia;
  • cansaço intenso;
  • conjuntivite;
  • erupções cutâneas;
  • disfunções hepáticas;
  • insuficiência renal. 

As hemorragias são um sintoma marcante da ebola, e elas podem ser internas ou externas. O paciente pode apresentar sangramentos nas mucosas, intestino e útero, por exemplo. Vômitos, urina e fezes podem também apresentar sangue. A doença provoca falência múltipla dos órgãos.

Diagnóstico da ebola

A ebola é uma doença que inicialmente apresenta sintomas pouco específicos, como febre e dores no corpo. Esses sintomas podem dificultar o diagnóstico por serem observados em várias doenças virais. Em caso de suspeita, o paciente deve ser isolado e exames laboratoriais são realizados. De acordo com o Ministério da Saúde, o exame para diagnóstico confirmatório de ebola é o PCR. São realizadas duas coletas de material, sendo a segunda feita após 48 horas da primeira.

Tratamento da ebola

A ebola é uma doença que não apresenta tratamento específico, o que a torna um grave problema de saúde pública. O tratamento visa garantir o funcionamento adequado do corpo do paciente e aliviar os sintomas. Como normalmente os pacientes ficam desidratados, uma das medidas realizadas é a administração de fluidos intravenosos ou reidratação oral com soluções que apresentam eletrólitos. Também é realizada a manutenção dos níveis de oxigênio e da tensão arterial, bem como o tratamento de outras infecções que possam acometer o paciente. Devido à alta taxa de transmissão, os pacientes com ebola são tratados isoladamente, sem que tenham contato com outros pacientes. Após curada, a pessoa se torna imune ao vírus Ebola.

Vacina contra o vírus ebola

A primeira vacina contra o vírus ebola foi aprovada em 2019. De acordo com a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras, a vacina foi usada, entre 2018 e 2020, em resposta a três epidemias de ebola distintas na República Democrática do Congo (RDC), incluindo a maior da história do país. Ainda de acordo com essa organização, dados clínicos comprovaram a eficácia da vacina em proteger pessoas em risco e reduzir a transmissão do vírus.

Crédito da imagem

[1] Sergey Uryadnikov / Shutterstock.com

 

Por Vanessa Sardinha dos Santos
Professora de Biologia

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Ebola"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/ebola.htm. Acesso em 27 de setembro de 2021.

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