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Agricultura brasileira

A agricultura brasileira é o segmento econômico que apresentou os melhores índices de crescimento nos últimos anos.

Vista aérea de uma fazenda brasileira de cana-de-açúcar como representação da agricultura brasileira.
A agricultura é uma das principais atividades econômicas do Brasil e tem como carro-chefe produtos como soja, milho e cana-de-açúcar. [1]
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A agricultura brasileira é uma das principais atividades econômicas desenvolvidas no país. A sua evolução ocorreu por meio de diferentes ciclos produtivos, desde a cana-de-açúcar até o café e o algodão, sendo praticada com o auxílio das técnicas tradicionais.

O avanço da Revolução Verde promoveu uma transformação produtiva no Brasil a partir da segunda metade do século XX, quando se deu a modernização da agricultura brasileira. Durante esse processo, novas modalidades de agricultura ganharam espaço e a fronteira agrícola se expandiu para áreas como o Centro-Oeste e o Nordeste, no Matopiba, duas importantes regiões produtivas atualmente.

O Brasil se consolidou como um dos maiores produtores e exportadores agrícolas do mundo. A soja se destaca como principal lavoura da agricultura brasileira, além de ser o carro-chefe das exportações desse setor. Além da soja, o Brasil é um grande produtor de milho em grão, café, cana-de-açúcar e algodão.

Leia também: Agropecuária — o conjunto de atividades associadas ao cultivo do solo e à criação de animais

Tópicos deste artigo

Resumo sobre agricultura brasileira

  • A agricultura brasileira é uma das atividades econômicas mais importantes do país.

  • Representa um quarto do PIB nacional e tem apresentado crescimento expressivo.

  • Desenvolve-se sob uma estrutura fundiária concentrada e desigual.

  • É praticada por meio de diferentes modalidades: tradicional, moderna, familiar, patronal e orgânica.

  • A modernização da agricultura brasileira, na segunda metade do século XX, resultou na mecanização do campo, no aumento da produtividade e no crescimento da produção de commodities agrícolas.

  • A modernização marcou o avanço da fronteira agrícola e o surgimento de novas regiões produtoras, como o Matopiba.

  • A agricultura familiar é a principal responsável pelo abastecimento do mercado interno brasileiro com alimentos e matérias-primas.

  • A soja é, atualmente, o principal produto da agricultura brasileira, liderando as exportações do setor.

  • Destacam-se também as produções de milho, café, cana-de-açúcar e algodão.

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Principais características da agricultura brasileira

A agricultura é uma das principais atividades econômicas do Brasil, e representa uma parcela de 24,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A cesta de produtos da agricultura brasileira é bastante diversificada, e é destinada tanto ao consumo interno quanto ao mercado externo. Muitos produtos agrícolas brasileiros figuram entre os principais itens de exportação do país, como é o caso da soja, do milho, do café e de derivados da cana-de-açúcar. Quando comercializados na sua forma in natura, sem passarem por processos de beneficiamento, esses produtos são chamados de commodities agrícolas.

Existe uma diferença importante com relação à produção das commodities agrícolas e dos demais itens consumidos no mercado interno, como alimentos. As commodities agrícolas do Brasil são monoculturas produzidas em grandes propriedades de terra, chamadas de latifúndios, enquanto grande parte dos alimentos é cultivada em pequenas e médias propriedades. Tal fato evidencia outra característica da agricultura brasileira, a sua estrutura fundiária marcada pela concentração de terras.

A agricultura do Brasil se desenvolve sobre um espaço agrícola desigual, caracterizado pela má distribuição de terra. Grandes áreas estão concentradas sob um pequeno grupo de produtores, geralmente empresários do setor do agronegócio, enquanto um número expressivo de pequenos e médios agricultores detém a menor parcela das terras agrícolas do país. Essa configuração provoca sérios conflitos no campo, e desencadeia uma luta intensa pela redistribuição de terras no país.

Há uma diferenciação regional na agricultura brasileira, o que se deve tanto aos aspectos do clima e do solo, em cada uma das grandes regiões, quanto à maneira como se deram a evolução da fronteira agrícola e a garantia de incentivos governamentais durante períodos de avanço da frente produtiva. Em linhas gerais, a agricultura brasileira se estabelece entre as cinco grandes regiões da seguinte maneira:

  • Região Norte: tem vivenciado a expansão mais recente da fronteira agrícola brasileira, com cada vez mais áreas plantadas com commodities agrícolas como a soja. É uma grande produtora de mandioca, milho, açaí, cacau, banana e fibras.

  • Região Nordeste: possui áreas inseridas na região agrícola do Matopiba (formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), onde se produz soja, milho e algodão. Destaca-se também na produção de cana-de-açúcar, cacau e frutas (banana, manga, maracujá, laranja, melancia, abacaxi, uva).

  • Região Centro-Oeste: é a principal região do agronegócio brasileiro. Destaca-se pela produção de commodities agrícolas, principalmente soja e milho, desenvolvendo também outros cultivos, como algodão, arroz e cana-de-açúcar.

  • Região Sul: importante produtora de soja, arroz, milho e fumo. Concentra mais de 90% da produção de trigo do Brasil, pois esse cultivo se desenvolve melhor em áreas de clima ameno e de clima frio.

  • Região Sudeste: é a principal região produtora de café do país. Destaca-se também pelos cultivos de cana-de-açúcar, soja, tomate, laranja e milho.

Tipos de agricultura no Brasil

Família composta por cinco pessoas em um ambiente de agricultura familiar, um dos tipos de agricultura do Brasil, em Apiaí.
A agricultura familiar é uma das modalidades de agricultura praticadas no Brasil. [2]

A agricultura brasileira é praticada com diferentes objetivos, por formas distintas de emprego de mão de obra e mediante a utilização de insumos mais ou menos tecnológicos. Confira os tipos de agricultura identificados no campo brasileiro.

  • Agricultura moderna: praticada mediante o uso intensivo de maquinários e tecnologia moderna em todas as etapas do processo produtivo, desde a seleção de sementes até a colheita. Surgiu com a Revolução Verde (conjunto de inovações tecnológicas no campo da agricultura), e, no Brasil, ganhou espaço no meio rural a partir das décadas de 1970 e 1980. É o tipo de agricultura associado ao agronegócio e aos monocultivos, praticados em grandes extensões de terra, com objetivo comercial. A agricultura moderna se faz presente nas lavouras de commodities agrícolas principalmente.

  • Agricultura tradicional: praticada sem o uso intensivo de tecnologias modernas ou maquinários, utilizando métodos tradicionais de plantio e colheita. Essa é a modalidade mais antiga de agricultura, praticada em pequenas propriedades, com grande diversidade de cultivos. É voltada para a subsistência, mas pode haver a comercialização no circuito inferior da economia, como individualmente, em feiras e hortifrútis. No Brasil, esse tipo de agricultura é comum na produção de hortaliças e alimentos.

  • Agricultura familiar: é a principal modalidade de agricultura praticada no Brasil. Caracterizada pelo emprego de mão de obra de pessoas de uma mesma família, além da gestão da propriedade ser feita por esse núcleo familiar. Segundo o IBGE, 73% do pessoal ocupado no campo brasileiro têm algum laço de parentesco com o proprietário de terras e produtor rural. É praticada em pequenas propriedades, com grande diversidade de cultivos. Abastece o mercado interno com os alimentos mais consumidos pelo brasileiro, como feijão, arroz, mandioca, café, hortaliças e outros. Fornece também matérias-primas para a indústria.

  • Agricultura empresarial ou patronal: tem a sua produção voltada para a comercialização de produtos, em especial para o mercado externo. A mão de obra empregada não possui relação com o proprietário de terras, e a produção faz uso intensivo de capitais e de técnicas modernas da agricultura. É comum nas áreas de fronteira agrícola e nas propriedades produtoras de commodities.

  • Agricultura orgânica: modalidade que tem apresentado crescimento expressivo no Brasil nos últimos anos. Atualmente existem mais de 17 mil propriedades certificadas que se enquadram na agricultura orgânica. É caracterizada pelo manejo sustentável do solo e pela não utilização de fertilizantes sintéticos, agrotóxicos e outros insumos que possam trazer prejuízos ao meio ambiente e ao organismo humano. Baseia-se na produção de alimentos, e é muito encontrada em propriedades de agricultura familiar.

Principais produtos da agricultura brasileira

Levando em consideração os dados mais recentes do IBGE e o último Censo Agropecuário, de 2017, listamos a seguir os cinco principais produtos da agricultura brasileira.

  • Soja: é o principal produto da agricultura brasileira atualmente, e corresponde a mais de 40% da produção agrícola nacional. Em 2021, o valor produzido foi de 341,7 bilhões de reais, oriundos de mais de 236 mil estabelecimentos. A soja é a commodity agrícola que lidera as exportações do setor agropecuário, sendo a China o maior comprador. A área plantada com soja no país se expandiu com a modernização da agricultura brasileira, tendo hoje como principais produtores os estados de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná.

Plantação de soja, o principal produto da agricultura brasileira.
A soja é o principal produto da agricultura brasileira, encabeçando a lista das exportações do setor agropecuário.
  • Milho: o milho em grão é uma importante commodity agrícola brasileira, cujo valor da produção chegou a 116,3 milhões de reais. É produzido em 1,6 milhão de estabelecimentos rurais no Brasil, e tem como principais estados produtores Mato Grosso, Paraná e Goiás.

Plantação de milho, um dos principais produtos da agricultura brasileira.
O milho é a segunda maior lavoura da agricultura brasileira.
  • Cana-de-açúcar: representa a terceira maior produção em termos de valor, tendo gerado 75 bilhões de reais em 2021. É produzida em mais de 171 mil estabelecimentos rurais no campo brasileiro, destacando-se os cultivos dos estados de São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

Plantação de cana-de-açúcar, um dos principais produtos da agricultura brasileira.
A cana-de-açúcar está presente em diversos estados brasileiros e é uma das principais lavouras do país.
  • Café: importante produto agrícola desde o século XIX e consumido tanto no mercado interno quanto no externo. O café brasileiro teve uma produção de quase 35 bilhões de reais, sendo desenvolvida em mais de 200 mil estabelecimentos, quando se considera os mais diversos tipos de grão de café. Os maiores produtores são os estados de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Atualmente o Brasil é o maior exportador de café do mundo.

Plantação de café, um dos principais produtos da agricultura brasileira.
O café é amplamente consumido no Brasil, e o país se consolidou como um dos maiores exportadores mundiais do grão.
  • Algodão: é uma commodity brasileira que, embora presente desde muito cedo na economia agrícola do país, expandiu sua área produtiva a partir das décadas de 1970 e 1980. Atualmente o valor da produção é de 26,5 bilhões de reais, e tem como principais estados produtores Mato Grosso, Bahia e Mato Grosso do Sul.

Plantação de algodão, um dos principais produtos da agricultura brasileira.
O algodão é uma das commodities agrícolas brasileiras, sendo produzido em larga escala no Centro-Oeste e no Nordeste.

Importância da agricultura no Brasil

A agricultura é uma atividade econômica de extrema importância para a economia brasileira. Além de ter sido a base da formação de uma estrutura econômica do país, o setor agrícola é o segmento que apresenta melhores taxas de crescimento, e, em muitos períodos de crise econômica, foi justamente a agricultura que auxiliou na manutenção de índices positivos para o Brasil, tanto na balança comercial quanto no PIB.

É a agricultura que produz os alimentos que consumimos no nosso dia a dia e fornece matéria-prima para a indústria. Pensando no contexto do Brasil, os pequenos agricultores, assentados da reforma agrária e agricultores familiares são os principais responsáveis pelo abastecimento doméstico e pelos alimentos que chegam à maior parte das residências brasileiras. Estima-se que 70% dos produtos agrícolas absorvidos pelo mercado interno, tanto alimentos quanto matérias-primas, sejam oriundos de produtores familiares.

A agricultura é fundamental para a subsistência de parte da população que vive no campo, que planta para o sustento próprio e familiar. Ademais, o setor é responsável pelo emprego direto de 20 milhões de pessoas, aproximadamente, sem contar com a mão de obra de todo o circuito espacial produtivo que gira em torno das produções agrícolas.

Consequências da agricultura no Brasil

A agricultura é fundamental para o abastecimento do mercado interno, para a geração de empregos e, em maior escala, para as relações internacionais do Brasil. O país é um dos maiores fornecedores mundiais de commodities como a soja, e esse fato tem gerado um debate acerca da dependência da economia brasileira para com o setor primário. Uma consequência da agricultura brasileira é, com isso, a reprimarização da economia, o processo de concentração de investimentos nas atividades primárias em detrimento da indústria.

O avanço tecnológico na agricultura aliado ao aumento da demanda por commodities agrícolas têm provocado a intensificação do uso solo, o que, pelo manejo inadequado, pode levar ao esgotamento de seus nutrientes. Além disso, o emprego de agrotóxicos e outros defensivos agrícolas na produção leva à poluição hídrica, do ar e do solo. Outro aspecto negativo no contexto da modernização técnica é o fato de que, ao mesmo tempo em que foi benéfica para o aumento da produtividade das lavouras, a mecanização do campo resultou na perda de postos de trabalho no campo.

A abertura de novas áreas agrícolas nas regiões de domínio dos biomas Amazônia e Cerrado que, em muitos casos, conta com o auxílio de técnicas como as queimadas, tem causado sérios problemas ambientais, como o desmatamento e a poluição. Em maior escala, há o desequilíbrio ambiental desses ecossistemas e a perda de biodiversidade.

História da agricultura no Brasil

A atividade de plantio e de colheita era praticada pelas populações nativas do Brasil muito antes da chegada dos colonizadores portugueses. Com a implementação de uma colônia de exploração, uma das atividades econômicas desenvolvidas passou a ser o cultivo da cana-de-açúcar, feito em grandes propriedades de terra (latifúndios) e com a utilização de mão de obra escravizada. Em menor escala, desenvolvia-se também a cotonicultura — o cultivo de algodão — e lavouras de subsistência.

Com a interiorização da ocupação do território brasileiro, novas áreas agropastoris surgiram. A maioria delas tinha como objetivo, também, a subsistência. A economia aurífera que se instalou na região Sudeste e na região Centro-Oeste, a partir do século XVIII, suscitou o surgimento de núcleos urbanos, os quais dependiam diretamente da atividade no meio rural para o fornecimento de alimentos. Estabelecia-se, assim, uma relação de dependência do campo para com a cidade em termos de demanda.

Durante os séculos XVIII e XIX, foi a vez do algodão e do café tomarem a frente da economia brasileira. Até aqui, cabe frisar que a modalidade de agricultura que se desenvolvia era a tradicional. Os produtos eram destinados ao mercado interno e também ao exterior, mas em menor escala.

Projetos de ocupação e povoamento do interior do Brasil, elaborados pelo governo brasileiro durante a década de 1930, levaram à consolidação de novas regiões agrícolas no território nacional, especialmente na região Centro-Oeste. No entanto, foi a partir de meados do século XX que a agricultura brasileira se transformou e adquiriu os principais aspectos que observamos atualmente.

As décadas de 1960 e 1970, para a atividade agrícola, foram marcadas pelos incentivos ofertados aos produtores rurais de regiões como o Sul do Brasil para se instalarem em terras no interior do país, observando-se assim o princípio da alteração da fronteira agrícola nacional. Ao mesmo tempo, as tecnologias da Revolução Verde, como a mecanização, técnicas de correção do pH do solo e a seleção de sementes, proporcionaram o avanço de novos cultivares para áreas onde o seu desenvolvimento era difícil, consolidando, assim, o estabelecimento de novas regiões produtivas.

A modernização do campo brasileiro e o avanço da fronteira agrícola para o Nordeste, na região do Matopiba, e para o Centro-Oeste, se deram em conjunto com a implementação do modelo produtivo do agronegócio, hoje principal atividade econômica brasileira. Em função dessas transformações e do aumento da demanda internacional por alimentos e matérias-primas, a agricultura brasileira se internacionalizou entre as décadas de 1980 e 1990, e o país se consolidou como um dos principais fornecedores de commodities agrícolas do mundo.

Confira nosso podcast: Evolução do espaço agrário brasileiro e seus principais efeitos

Agricultura brasileira no Enem

A agricultura brasileira é uma atividade fundamental para a economia do país, e apresentou mudanças significativas nos últimos anos que refletiram na organização produtiva do território, na mão de obra e na estrutura fundiária. Esse tema é cobrado com frequência no Enem, e as questões abordam uma grande variedade de assuntos que demandam do estudante uma análise crítica acerca dessa atividade econômica e dos seus impactos. Confira os principais assuntos de agricultura brasileira que podem ser cobrados no Enem:

  • causas e consequências da modernização da agricultura brasileira;

  • expansão da fronteira agrícola;

  • importância da atividade agropecuária;

  • produção agrícola brasileira, podendo ter enfoque em uma cultura, como a soja;

  • internacionalização da agricultura brasileira;

  • desenvolvimento e importância do agronegócio brasileiro;

  • modalidades da agricultura praticadas no Brasil;

  • impactos ambientais provocados pela agricultura;

  • conflitos agrários e problemas no campo.

Importante: Não se pode esquecer que é sempre importante estar por dentro também de questões atuais da agricultura brasileira, tendo em vista o perfil da prova.

Exercícios resolvidos sobre agricultura brasileira

Questão 1

(Enem)

Vive-se a Revolução Verde. Trata-se da disseminação de novas práticas, permitindo um vasto aumento na produção. O modelo baseia-se na intensiva utilização de sementes melhoradas (particularmente das híbridas), assim como no uso sistemático de insumos industriais (fertilizantes e agrotóxicos), no recurso à irrigação e na mecanização do trabalho.

DEL PRIORE, M.; VENÂNCIO, R. Uma história da vida rural no Brasil. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006 (adaptado).

No Brasil, uma desvantagem para o pequeno produtor provocada pela expansão do modelo agrícola descrito é a:

A) estagnação da atividade agroindustrial.

B) diminuição da lavoura monocultora.

C) restrição do controle de pragas.

D) elevação do custo de cultivo.

E) redução do emprego formal.

Resolução:

Alternativa D

A modernização da produção agrícola ampliou a competitividade no campo e elevou os custos de produção, onerando principalmente os pequenos produtores rurais.

Questão 2

(Enem)

Em regiões antes consideradas periféricas, a exemplo do Centro-Oeste, sob o impulso da técnica, há condições para atividades com alto nível de capital, tecnologia e organização, dando lugar a fenômenos de descentralização seletiva. Ainda que as atividades de comando tendam a se manter concentradas, a rede de atividades produtivas mais modernas tende a se expandir territorialmente.

BERNARDES, J. A. As estratégias do capital no complexo da soja. In: CASTRO, I. E.; GOMES, P. C. C.; CORREA, R. L. (Org.). Brasil: questões atuais da reorganização do território. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008 (adaptado).

O processo característico do espaço rural responsável pela forma descrita de ocupação produtiva do Centro-Oeste brasileiro foi o(a):

A) difusão de sistemas extensivos.

B) propagação do cultivo itinerante.

C) introdução de práticas ecológicas.

D) fortalecimento do trabalho familiar.

E) desenvolvimento do setor agroindustrial.

Resolução:

Alternativa E

A expansão da fronteira agrícola e a modernização do campo se deram em conjunto com o desenvolvimento do setor agroindustrial, intensivo em capitais, e de tecnologias modernas que possibilitaram a introdução de novas formas de organização e de produção do campo.

Créditos de imagem

[1] Murilo Mazzo / Shutterstock

[2] Alf Ribeiro / Shutterstock

 

Por Paloma Guitarrara
Professora de Geografia

Escritor do artigo
Escrito por: Paloma Guitarrara Licenciada e bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e mestre em Geografia na área de Análise Ambiental e Dinâmica Territorial também pela UNICAMP. Atuo como professora de Geografia e Atualidades e redatora de textos didáticos.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

GUITARRARA, Paloma. "Agricultura brasileira"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/agricultura.htm. Acesso em 14 de junho de 2024.

Lista de exercícios


Exercício 1

As alternativas abaixo apresentam características da agricultura brasileira, com exceção da

a) produção voltada para a exportação.

b) ampla utilização de agroquímicos.

c) prática da monocultura de espécies.

d) elevada mecanização das lavouras.

e) diminuta produtividade por hectare.

Exercício 2

Em relação ao espaço agrícola brasileiro, assinale a alternativa correta:

a) É formado por pequenas propriedades de terra, onde predominam as monoculturas.

b) A maior parte das fazendas brasileiras apresenta pequena produtividade agrícola.

c) O modelo agrícola familiar é o predominante nas regiões do agronegócio local.

d) Há uma forte concentração de terras, marcada pela desigualdade social brasileira.

e) Tem como principais produtos de exportação os fertilizantes e outros agroquímicos.

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