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Símbolos do Natal

Natal

Os Símbolos do Natal possuem tanto fontes tipicamente cristãs quanto fontes pagãs em sua origem.
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Como todos sabemos, o Natal (comemorado em 25 de dezembro) é, antes de tudo, uma festa religiosa – especificamente, uma das mais importantes festas cristãs, ao lado da Páscoa. Enquanto essa última celebra a Ressurreição de Cristo, o Natal (como o próprio nome indica) celebra a natividade, isto é, o nascimento do Deus Filho. Como toda festa religiosa imersa em uma tradição milenar, o Natal possui uma ampla gama de símbolos a ele relacionados. Esses símbolos são resultado do cruzamento cultural entre os povos que foram cristianizados ao longo da história e da ação de santos católicos, como São Francisco de Assis, São Nicolau e São Bonifácio.

Entre os símbolos do Natal, há aqueles que estão diretamente ligados à rede simbólica propriamente cristã, isto é, que se originaram a partir dos textos dos evangelhos. É o caso, por exemplo, da Estrela de Belém e dos Reis Magos. A referida estrela, que é muito presente nos sistemas simbólicos das religiões do Oriente Médio, aparece nos evangelhos como guia dos reis magos que se dirigiram à cidade de Belém, onde Jesus nasceu, para presentear o menino Deus com ouro, mirra e incenso. Esses reis magos inspiraram outro tipo de festa popular que é celebrada no dia 06 de janeiro.

Outro exemplo de símbolo que se originou a partir de referências diretas dos Evangelhos é o Presépio. O presépio foi desenvolvido por São Francisco de Assis, na Idade Média, e tem como fonte a descrição da manjedoura onde nasceu Jesus. Do mesmo modo, é da referência evangélica da negação de Pedro a Cristo, anunciada pelo canto do galo, que nasceu a tradição da Missa do Galo, que é celebrada em todo dia 24 de dezembro, nas vésperas do Natal.

Já outros elementos típicos da época do Natal são misturas de práticas culturais e simbolismos pagãos (sobretudo de civilizações europeias, como a grega, a romana e as bárbaras, do norte da Europa) com a tradição cristã. A Ceia de Natal é um exemplo dessa mistura, pois sua origem remonta a práticas entre os povos europeus anteriores à cristianização da Europa. O Panetone, a Guirlanda e o Boneco de Neve também não possuem referências cristãs diretas em suas origens, mas acabaram sendo assimilados pela tradição cristã como componentes da época do Natal.

Agora, dois dos principais símbolos natalinos tiveram em sua origem, assim como no caso do Presépio, a ação de santos. É o caso da Árvore de Natal, que era um símbolo cultuado por povos nórdicos no mês de dezembro e que foi convertida em elemento integrador do ambiente natalino, junto do qual dispomos nossos Presentes de Natal, por São Bonifácio. É também o caso do “Papai Noel”, que, a despeito de sua imagem amplamente comercial, foi, em suas origens, um modelo de ações solidárias e beneficentes em relação ao público infantil desenvolvido por São Nicolau.


Por Me. Cláudio Fernandes

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