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Como evitar dez erros comuns de português

Redação

Do que adianta ter bons argumentos quando o texto está mal escrito? Para evitar essa situação, saiba como evitar dez erros comuns de português na hora de escrever uma redação.
Para escrever bem, não basta ter boas ideias: é preciso ficar atento às regras gramaticais
Para escrever bem, não basta ter boas ideias: é preciso ficar atento às regras gramaticais
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Escrever bem ainda é um grande desafio para a maioria das pessoas, sobretudo para aquelas que precisam conhecer os meandros da modalidade escrita para alcançar o sucesso pessoal e profissional. Não é tarefa fácil lidar com a língua portuguesa, haja vista que nosso idioma apresenta inúmeras particularidades que fazem dele um dos mais complexos do mundo. Uma boa redação depende de uma boa argumentação e de boas ideias, mas depende também de seus conhecimentos gramaticais.

Os erros gramaticais ainda são o maior problema encontrado pelos professores nas redações dos alunos e candidatos de concursos e vestibulares. Não é raro encontrar textos que, embora apresentem um bom nível de argumentação, pecam pelo excesso de incorreção gramatical. A língua portuguesa é um código e precisa ser respeitada e preservada. Por esses motivos, é indispensável conhecer suas regras. Não basta decorá-las, é preciso entendê-las e colocá-las a serviço da comunicação, pois um texto quando bem escrito transmite uma mensagem de maneira mais eficiente.

Para que você fique livre dos deslizes linguísticos que tanto atrapalham a comunicação na modalidade escrita, o Brasil Escola vai ensinar para você como evitar dez erros comuns de português na hora de escrever uma redação. São dicas de redação muito simples, mas que farão toda a diferença quando surgir aquela dúvida que pode, se não corrigida, comprometer seu texto. Boa leitura e bons estudos!

Como evitar dez erros comuns de português na hora de escrever uma redação

Dica 1: Jamais confunda o verbo “haver” com a expressão “a ver”. Lembre-se de que uma coisa não tem nada a ver com a outra!;

Dica 2: Cuidado para não confundir a terminação dos verbos do pretérito perfeito do indicativo com a terminação dos verbos conjugados no futuro do indicativo: “Os funcionários pediram férias” (pretérito perfeito do indicativo) é diferente de “Os funcionários pedirão férias” (futuro do indicativo);

Dica 3: Atenção para não confundir mau com mal. Caso fique em dúvida na hora de escrever, basta lembrar-se de que “mau” é o contrário de bom, e “mal” é o contrário de bem;

Dica 4: Não confunda “mas” com “mais”. Enquanto mas exerce função de conjunção adversativa, mais exerce o papel de advérbio de intensidade: Ele precisa de mais tempo para descansar, mas a dura rotina de trabalho não deixa;

Dica 5: Nada de trocar lhe dar por lidar e vice-versa. “Trouxe flores para lhe dar, e não “Trouxe flores para lidar”. “Eu não sei lidar com tantos problemas” em vez de “Eu não sei lhe dar com tantos problemas”;

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Dica 6: Cuidado com a junção indevida de elementos. Erros como concerteza (com certeza), incomum (quando o sentido pretendido é “em comum”), encontra partida (em contrapartida) e apartir (a partir) são comuns nas redações;

Dica 7: Atenção quanto ao uso do pronome onde. O pronome onde quase sempre é empregado para expressar noção de lugar. Fora desse contexto, é preciso ter muito cuidado para não escorregar na gramática, principalmente na semântica. Quando não houver indicação de lugar, utilize pronomes relativos como “em que” ou “no qual”. Seguindo essa regra, você evitará erros do tipo: “Esse novo comportamento dos jovens, onde as relações pessoais estão sendo substituídas pelas relações virtuais, não é saudável.” Opte por: “Esse novo comportamento dos jovens, em que as relações pessoais estão sendo substituídas pelas relações virtuais, não é saudável.” ;

Dica 8: Use adequadamente os pronomes demonstrativos. Isso, por exemplo, faz referência a uma ideia anteriormente apresentada. Isto deve ser empregado para fazer referência a uma ideia que ainda será apresentada. “Queimou todas as cartas e fotografias. Fez isso para não mais sofrer com as lembranças.”;

Dica 9: Não utilize a palavra mesmo com a função de pronome pessoal. Ela pode ser um pronome demonstrativo, substantivo ou adjetivo, mas jamais um pronome pessoal, ou seja, não deve substituir um sujeito na oração. Errado:“Os suspeitos foram detidos perto da praia de Copacabana. Os mesmos foram levados à delegacia e prestarão depoimento.” Certo:“Os suspeitos foram detidos perto da praia de Copacabana. Eles foram levados à delegacia e prestarão depoimento.”;

Dica 10: Cuidado com os erros de concordância com verbos que não permitem o plural ou uso de singular quando o verbo deve ir para o plural. Os verbos fazer e haver, por exemplo, quando indicarem tempo cronológico, não variam quanto ao número, ou seja, não se pluralizam: “Faz dez anos que viajamos pela última vez”, e não “Fazem dez anos que viajamos pela última vez”; Encontra-se soluções” (forma errada) em vez de “Encontram-se soluções” (lembre-se de que, nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito).


Por Luana Castro
Graduada em Letras

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

PEREZ, Luana Castro Alves. "Como evitar dez erros comuns de português"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/redacao/como-evitar-dez-erros-comuns-portugues.htm>. Acesso em 20 de agosto de 2018.

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