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Quaresma

A Quaresma é uma tradição do cristianismo que se inicia com o término do Carnaval e é marcada por práticas de penitência, como o jejum e obras de caridade.

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A Quaresma é como conhecemos o período de preparação da Páscoa que é marcado por práticas de penitência, como jejuns e obras de caridade. Tradicionalmente, entende-se a Quaresma como um período de 40 dias, mas ela tem atualmente a extensão de 44 dias. Essa prática surgiu no século IV d.C.

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Tópicos deste artigo

O que é a Quaresma?

A Quaresma é um período de preparação que antecede a Páscoa na tradição cristã. Tradicionalmente, esse período se estende por 40 dias, iniciando-se na Quarta-Feira de Cinzas e se encerrando no Domingo de Ramos, ou seja, uma semana antes do Domingo de Páscoa. No entanto, desde o pontificado de Paulo VI, a Quaresma tem duração de 44 dias, pois só se encerra na Quinta-Feira Santa.

Tradicionalmente, a Quaresma inicia-se na Quarta-feira de Cinzas e encerra-se no Domingo de Ramos.
Tradicionalmente, a Quaresma inicia-se na Quarta-feira de Cinzas e encerra-se no Domingo de Ramos.

A Quaresma, por ser um período de preparação, é enxergada, sobretudo na tradição católica, como o momento propício para a realização de jejuns, caridades e bastante oração. O objetivo da realização dessas obras é parte de um esforço para que o fiel amplie sua devoção a Deus e se arrependa dos seus pecados.

A palavra “Quaresma” vem do termo Quadragesima, que em latim significa “quarenta dias”. Essa associação do termo com os quarenta dias também está presente em outros idiomas, como no espanhol, que se refere ao período como Cuaresma; no italiano, Quaresima; e no francês, Carême.

Não se sabe exatamente o motivo pelo qual se estabeleceu a Quaresma com 40 dias de duração, mas, na tradição bíblica, diversos acontecimentos se estenderam por um período que leva o número 40:

  • o jejum de Jesus no deserto ocorreu em 40 dias;

  • o dilúvio do qual Noé sobreviveu também levou 40 dias e 40 noites;

  • a travessia do deserto por Moisés e os hebreus ocorreu em 40 anos, etc.

A Quaresma é uma prática realizada por fiéis de tradição católica, assim como por devotos da Igreja Ortodoxa, anglicanos e luteranos. Aqui no Brasil existe um grande número de cristãos evangélicos e, para eles, a Quaresma não é observada, uma vez que o entendimento da tradição evangélica é de que práticas como jejuns e orações não devem ser resumidas apenas aos 40 dias que antecedem a Páscoa.

Acesse também: O que a História sabe sobre os Reis Magos?

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Quando surgiu a Quaresma?

A Quaresma é uma prática da Igreja Católica que se consolidou no século IV d.C., mais precisamente no ano de 325, quando ocorreu o Primeiro Concílio de Niceia. Esse concílio consistiu basicamente em um encontro de bispos para debater questões importantes relativas à fé cristã nos primórdios da Igreja.

A primeira menção à Quaresma aconteceu em 325 d.C., durante o Primeiro Concílio de Niceia.
A primeira menção à Quaresma aconteceu em 325 d.C., durante o Primeiro Concílio de Niceia.

Nesse concílio foi formulado, por exemplo, o Credo Niceno, uma profissão da fé cristã. Além disso, estabeleceu-se a data da Páscoa, com base em critérios que levavam em consideração o equinócio da primavera e as fases da Lua. Por fim, foi nesse concílio em que houve a primeira menção à Quaresma na história.

Um dos documentos elaborados pelos participantes desse concílio fez menção à palavra “tessarakonta”, que no grego significa exatamente “quarenta”. Assim, acredita-se que a prática de realizar jejuns e penitências por 40 dias foi uma evolução de práticas cristãs ao longo da antiguidade.

Entre essas práticas, destaca-se a realização de jejuns entre aqueles que seriam batizados durante o período pascal. Além disso, existem indícios de jejuns realizados por fiéis como preparação para as celebrações pascais.

Outro registro, por exemplo, fala de Tertuliano, um cristão dos séculos II e III, no norte da África, que mencionou um jejum que se estendia por dois ou três dias como preparação para a Páscoa. Outros relatos da antiguidade encontrados em outras regiões apontam também outras maneiras de realizar essa preparação pascal.

Portanto, acredita-se que a evolução gradual dessas práticas somada ao simbolismo do número 40 nos relatos bíblicos possa ter contribuído para que a Quaresma tivesse duração de 40 dias.

Acesse também: Por que não pode comer carne na Sexta-Feira Santa?

Práticas da Quaresma

Como vimos, a prática do jejum é observada por muitos fiéis durante os 40 dias de extensão desse período. É muito tradicional que aqueles que realizam o jejum não consumam carne vermelha, ou mesmo doces ou bebidas alcoólicas, por exemplo. Do que será o jejum fica a critério de cada fiel.

No que se refere ao consumo de carnes, é muito comum a abstinência de carne durante a Sexta-Feira Santa. Tradicionalmente nesse dia muitos preferem consumir carne de peixe e abstêm-se de consumir carne vermelha ou de frango. Acredita-se que essa prática tenha surgido na Idade Média.

Outra prática quaresmal é que muitos fiéis intensificam a leitura da Bíblia, assim como aumentam sua rotina de orações. Por fim, a realização de obras de caridade àqueles que necessitam é outra prática reforçada durante esse período.

 

Por Daniel Neves
Professor de História

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SILVA, Daniel Neves. "Quaresma"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/pascoa/quaresma.htm. Acesso em 04 de julho de 2022.

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