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Macartismo

História da América

Senador McCarthy exibindo um jornal que elogiava a perseguição aos comunistas
Senador McCarthy exibindo um jornal que elogiava a perseguição aos comunistas
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Passada a Segunda Guerra Mundial, o jogo político internacional ficara polarizado entre as nações comunistas e capitalistas. Nesse contexto, a chamada Guerra Fria se desenvolveu com uma das várias manifestações que reafirmavam claramente esse processo de polarização. Nos EUA, tal divisão de perspectivas acabou favorecendo a perseguição daqueles que tivessem algum tipo de relação com a militância comunista.

Sob o âmbito político, a perseguição aos comunistas ganhou um relevante espaço através das ações empreendidas pelo senador Joseph Raymond McCarthy. Por meio de discursos inflamados e diversos projetos de lei, esse estadista conseguiu aprovar a formação de comitês e leis que determinavam o controle e a imposição de penalidades contra aqueles que tivessem algum envolvimento com “atividades antiamericanas”.

Na prática, as polêmicas atividades antiamericanas eram um sinônimo empregado para qualquer manifestação política inspirada pelo comunismo. O sucesso dessa política acabou atingindo tais proporções que o próprio anticomunismo passou a também ser chamado de “macartismo”, em homenagem a uma de suas mais evidentes representantes.

Apesar de defender a ampla perseguição aos comunistas, o senador McCarthy tinha suas ações limitadas ao quadro de funcionários do Governo Federal. De tempos em tempos, ele ia até o público para exibir gráficos, mapas e relatórios que indicavam a perseguição dos funcionários suspeitos de atividade comunista. Por meio de tais ações, reforçava uma noção de patriotismo distorcida que ia contra as próprias liberdades a serem garantidas em uma democracia.

A notoriedade delegada ao “macartismo”, principalmente na década de 1950, pode ser vista como sendo auge de um costume anterior. Nos finais da década de 1930, o Comitê de Atividades Antiamericanas já desenvolvia um trabalho semelhante ao divulgar várias “listas negras” onde acusavam intelectuais, escritores e artistas de terem envolvimento com o comunismo.

Ao atingirmos a década de 1960, a euforia das manifestações anticomunistas dava lugar para o desenvolvimento de outros caminhos. A ascensão do movimento hippie e as novas reflexões da intelectualidade colocavam em questão essa visão política por simples dualidades opostas. Os jovens dessa época conseguiam notar as injustiças vigentes no mundo capitalista, mas não concordavam com a faceta autoritária de algumas experiências do socialismo.

Nos dias de hoje, o macartismo é utilizado para se definir qualquer tipo de perseguição sistemática aos comunistas. Nos Estados Unidos, podemos ver que a atenção anteriormente dedicada aos comunistas hoje se volta contra os países islâmicos acusados de protegerem terroristas.

Por Rainer Sousa
Graduado em História

 

 

 

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SOUSA, Rainer Gonçalves. "Macartismo"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/historia-da-america/macartismo.htm>. Acesso em 22 de setembro de 2017.

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