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Olfato

O olfato é um dos cinco sentidos humanos. Além de atuar na captação e na identificação dos odores, auxilia na percepção das sensações gustativas.

Mulher negra sentindo o cheiro das flores por meio do olfato, um dos cinco sentidos humanos.
O olfato desempenha um papel importante na experiência sensorial diária, influenciando a percepção do ambiente.
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O olfato é um dos cinco sentidos humanos. Ele é responsável pela detecção e interpretação de odores no ambiente. Esse sistema sensorial está intimamente ligado ao paladar, influenciando a percepção dos sabores. Além disso, desempenha um papel muito importante na detecção de perigos, orientação no ambiente e interação social. A presença de distúrbios no olfato, devido a condições médicas ou lesões, impactam significativamente a qualidade de vida.

Leia também: Quais são os cinco sentidos humanos?

Tópicos deste artigo

Resumo sobre o olfato

  • O olfato é um dos cinco sentidos humanos.
  • É o sentido envolvido na detecção de odores do ambiente.
  • Quando moléculas odoríferas são captadas pelos receptores olfativos presentes no epitélio olfativo, estes desencadeiam sinais elétricos que são transmitidos ao cérebro pelo nervo olfativo.
  • Além de garantir as sensações olfativas, o olfato desempenha um papel importante na percepção dos sabores, uma vez que contribui para a complexidade das sensações gustativas.
  • A capacidade olfativa varia entre os indivíduos, e algumas pessoas têm uma sensibilidade maior às moléculas presentes no meio.
  • O olfato está integrado a outras áreas sensoriais e de memória do cérebro, influenciando a resposta emocional.
  • Distúrbios no olfato, como anosmia e fantosmia, podem ocorrer devido a condições médicas ou lesões, impactando a qualidade de vida.

Videoaula sobre o olfato

O que é o olfato?

O olfato é um dos cinco sentidos humanos. Esse sentido desempenha um papel fundamental na nossa interação com o ambiente e é responsável pela transdução das moléculas químicas presentes no meio externo em informações percebidas como odores, sendo o nariz o órgão central nesse processo.

Função do olfato

O olfato possui as seguintes funções:

  • Garantir as sensações olfativas: Por meio de receptores localizados nas células do epitélio olfativo, somos capazes de captar e identificar o cheiro de moléculas odoríferas do meio externo.
  • Auxiliar as sensações gustativas: A palatabilidade dos alimentos é resultado da combinação entre o paladar e o olfato, contribuindo para experiências gustativas mais ricas e complexas.
  • Atuar na manutenção do estado de alerta: A identificação de odores é importante não apenas na identificação de alimentos, mas também como um mecanismo de alerta para substâncias ou locais potencialmente nocivos. Com base em odores específicos, conseguimos discernir situações adversas, uma capacidade importante para a nossa sobrevivência.

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Órgãos do olfato

O nariz é o principal órgão envolvido na captação de substâncias químicas voláteis. Localizada na parte superior da cavidade nasal, o epitélio olfativo é um neuroepitélio colunar pseudoestratificado formado por três tipos celulares: células de sustentação, células basais e células olfatórias. As células olfatórias (também conhecidas como neurônios olfativos ou células receptoras olfativas) são células quimiorreceptoras especializadas na detecção de odores. Elas possuem cílios com proteínas receptoras olfativas projetando-se no epitélio olfativo. Em uma superfície de 10cm2, há entre 10 e 20 milhões de células olfatórias. Além disso, existem mais de 300 genes codificadores de proteínas receptoras olfativas em humanos, capazes de responder a diferentes estímulos odoríferos.

Também envolvidos no olfato estão o nervo olfatório, o bulbo olfativo, o trato olfativo e o córtex olfativo. O bulbo olfativo é uma região localizada na base do cérebro. Ele recebe os sinais elétricos das células olfativas por meio do nervo olfativo, uma estrutura constituída por fibras nervosas que se estendem a partir dos neurônios olfativos. O bulbo olfativo é responsável por processar e transmitir as informações para as demais áreas do cérebro, como o córtex olfativo, com o auxílio do trato olfativo. Uma vez no córtex cerebral, as informações serão interpretadas e reconhecidas.

Sistema olfatório, com a indicação dos órgãos que compõem o olfato.
O sistema olfatório envolve estruturas ligadas ao nariz e cerebrais.

Como funciona o olfato?

A percepção das diferentes substâncias químicas é feita por células receptoras presentes no epitélio olfativo. Cada uma expressa apenas uma proteína receptora, e células semelhantes projetam-se para um mesmo glomérulo olfativo, uma estrutura presente no bulbo olfativo, de modo que existe uma separação espacial dos tipos de estímulos odoríferos. Após a interação das partículas odoríferas com os receptores, a célula sensorial gera impulsos elétricos (ou impulso nervoso). Esses sinais viajam pelo nervo olfatório e chegam ao cérebro através do bulbo olfatório. Por meio do trato olfativo, as informações odoríferas chegam ao córtex olfativo, onde são interpretadas, identificando o cheiro que entrou pelo nariz.

As informações sensoriais são transmitidas ao hipocampo, uma estrutura cerebral que contribui para a formação de memórias associadas a esses odores e que serão armazenadas em outras regiões do cérebro. A percepção olfativa desperta experiências emocionais e comportamentais mediadas também pelo hipotálamo, estrutura cerebral responsável por desencadear respostas viscerais e endócrinas.

Relação entre o olfato e o paladar

A maior parte daquilo que percebemos como sabor é, na verdade, uma combinação de informações gustativas e olfativas. Embora os receptores do paladar e do olfato sejam diferentes e seus estímulos sejam interpretados em regiões diferentes do nosso cérebro, os dois sentidos agem em conjunto para produzir a sensação de gosto. As partículas voláteis dos alimentos, ao serem liberadas, complementam as informações recebidas pelos receptores gustativos na língua, contribuindo para a complexidade das sensações gustativas e para a forma como as experiências alimentares se tornam memórias. Ou seja, é comum um odor relembrar um gosto específico, assim como um sabor remeter a um cheiro.

Quando estamos com o nariz entupido devido a um resfriado, além de não sentir direito os cheiros, temos dificuldade de sentir o gosto dos alimentos. Isso acontece porque durante um resfriado, a produção excessiva de muco impede que as moléculas odoríferas entrem em contato com os receptores, prejudicando a interpretação gustativa.

Veja também: Sinestesia — condição neurológica que provoca uma mistura dos sentidos humanos

Doenças do olfato

O olfato pode ser afetado por diversas condições médicas, tanto qualitativamente (distúrbios que afetam a percepção do cheiro) quanto quantitativamente (distúrbios que afetam a quantidade de odor que percebemos).

→ Distúrbios qualitativos

  • Fantosmia: Também conhecida como alucinação olfativa, é uma condição caracterizada pela percepção de um odor que não está presente no ambiente. O mais comum é a percepção de um cheiro desagradável, como de algo podre ou queimado. No geral, as causas da fantosmia estão relacionadas a infecções virais e doenças neurológicas.
  • Parosmia: Esse distúrbio é caracterizado pela distorção de um estímulo existente, sentindo um odor diferente daquele exposto. Essa condição pode ocorrer devido a infecções respiratórias ou bacterianas, problemas neurológicos, tabagismo, entre outros. A covid-19 colocou essa condição em evidência, uma vez que sua ocorrência durante a fase de recuperação da doença se tornou comum. O tratamento varia de acordo com a causa. No caso de pacientes com covid-19, tem sido usado treinamento olfatório com essências. O treinamento olfatório envolve a exposição regular a cheiros distintos e a tentativa de identificar e diferenciar esses odores.

→ Distúrbios quantitativos

  • Hiposmia: é caracterizada pela redução da capacidade olfativa. Devido a isso, é necessária a presença de uma concentração maior das partículas que provocam o odor para que ele seja percebido. Obstrução do canal nasal, sinusite, rinite, lesões nasais, problemas neurológicos, câncer, infecções e certos medicamentos podem levar a essa condição.
  • Hiperosmia: há o aumento da capacidade total do olfato. Dessa forma, é necessária a presença de uma concentração baixa de partículas responsáveis pelo odor para senti-lo. É um distúrbio raro, e pode estar presente em condições como esclerose múltipla, doença de Lyme e enxaqueca.
  • Anosmia: ocorre a perda total do olfato e, muitas vezes, do paladar. A maioria dos casos de anosmia ocorre por infecções respiratórias, mas o sintoma também pode estar presente nas doenças neurológicas, como Alzheimer e Parkinson, e em alguns tipos de câncer. É um dos sintomas mais característicos da covid-19 e uma das sequelas mais comuns da doença.

Curiosidades sobre o olfato

Cão detectando drogas em uma bagagem no aeroporto por meio de seu olfato apurado.
A presença de um número muito maior de receptores olfativos é uma das explicações para o olfato mais apurado dos cães.
  • A menor concentração de uma substância para que uma pessoa sinta um cheiro (limiar do odor) não é igual para todo mundo.
  • O olfato é o sentido que desperta mais memórias emocionais devido à proximidade entre o centro de processamento de cheiros e regiões que controlam emoções e memórias no cérebro.
  • As preferências olfativas podem variar significativamente entre indivíduos e culturas, de forma a influenciar as escolhas alimentares e as práticas sociais.
  • Os cães possuem o olfato mais apurado do que os seres humanos, sendo capazes de identificar pessoas pelo seu odor. Devido a isso, são treinados para farejar substâncias químicas específicas ou encontrar vítimas soterradas.
  • Os degustadores de diversas bebidas, como vinho e café, possuem critérios qualitativos que incluem aspectos olfativos.
  • Com a idade, o sentido da olfação reduz.
  • Durante a gravidez, é comum que gestantes relatem a percepção de determinados cheiros com mais intensidade. Ainda não se sabe se isso ocorre devido a uma percepção mais acentuada do odor ou devido a um desconforto diante de determinados odores.

Exercícios resolvidos sobre o olfato

Questão 1

(UEL) No organismo humano, os receptores sensoriais responsáveis pelos sentidos do olfato podem ser classificados como:

A) propriorreceptores.

B) mecanorreceptores.

C) quimiorreceptores.

D) fotorreceptores.

E) termorreceptores.

Resolução:

Alternativa C.

A percepção das moléculas olfativas é mediada pelos quimiorreceptores, receptores capazes de detectar substâncias químicas.

Questão 2

(Unieva) No ano de 2019, surgiu em Wuhan, província de Hubei na China, os primeiros casos de um novo coronavírus que foi classificado como SARS-CoV-2. No mês de março de 2020, a OMS declarou pandemia para essa virose. Apesar de todas as pessoas estarem sujeitas à doença ocasionada por esse vírus, pessoas da terceira idade, principalmente aquelas que apresentem alguma comorbidade, são as que mais frequentemente evoluem com maior gravidade. Trata-se de uma doença que pode apresentar diferentes sintomas, entre esses tem se destacado a anosmia (perda do olfato) e ageusia (perda do paladar). Levando-se em conta nosso sistema sensorial, assinale qual tipo de receptor está mais comprometido nos pacientes com SARSCoV-2.

A) fotorreceptores.

B) mecanorreceptores.

C) quimiorreceptores.

D) termorreceptores.

Resolução:

Alternativa C.

As células olfativas possuem quimiorreceptores, receptores responsáveis pela detecção de moléculas do meio.

Fontes

BRANIGAN, B. & TADI, P. 2023. Physiology, Olfactory. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK542239/#.

GIAGUINTO, P.C. & NISHIDA, S.M. Sentido da Olfação. In: Museu Escola do IB - UNESP. Disponível em: https://www2.ibb.unesp.br/nadi/Museu2_qualidade/Museu2_corpo_humano/Museu2_como_funciona/Museu_homem_nervoso/museu2_homem_nervoso_olfacao/Museu2_homem_nervoso_olfacao.htm.

JUNQUEIRA, L.C. & CARNEIRO, J. Histologia básica. 12 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 538 p.

REDEFOR. Roteiro da Semana 2: Sistema sensorial - Olfação. In: Moodle USP. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/mod/book/view.php?id=2434136&chapterid=19938.

TONON, R. 2022. Por que o olfato é o sentido mais importante para nossas emoções. In: BBC News Brasil. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-60393885.

VARELLA, M. 2022. Distúrbios que afetam o olfato: quais são, sintomas e causas. In: Portal Drauzio Varella. Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/otorrinolaringologia/disturbios-que-afetam-o-olfato-quais-sao-sintomas-e-causas/.

Escritor do artigo
Escrito por: Heloísa Fernandes Flores Bacharela, licenciada e mestre em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é doutoranda em Entomologia e cursa uma especialização em Gestão Escolar na mesma instituição. Desenvolve pesquisas com análise de conteúdo de livro didático e evolução de insetos.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

FLORES, Heloísa Fernandes. "Olfato"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/oscincosentidos/olfato.htm. Acesso em 20 de abril de 2024.

De estudante para estudante


Videoaulas


Lista de exercícios


Exercício 1

O nariz é o principal órgão responsável pelo sentido do olfato. Nele encontramos receptores capazes de perceber o odor e mandar mensagens ao sistema nervoso para que essas sensações sejam interpretadas. Os receptores encontrados na cavidade nasal podem ser classificados como:

a) mecanorreceptores.

b) fotorreceptores.

c) proprioceptores.

d) quimiorreceptores.

e) termorreceptores.

Exercício 2

O sentido do olfato é possível graças a um epitélio olfatório constituído por células especializadas. Esse epitélio localiza-se

a) no septo nasal.

b) no teto das cavidades nasais.

c) nos seios nasais.

d) nas conchas nasais.

e) no canal nasolacrimal.