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Bartolomeu Dias

Bartolomeu Dias foi um explorador português do século XV, comissionado pelo rei João II para liderar uma expedição ao longo da costa africana em 1487.

Estátua de Bartolomeu Dias, um importante explorador português.
Bartolomeu Dias foi um importante explorador português. [1]
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Bartolomeu Dias foi um explorador português do século XV, comissionado pelo rei João II para liderar uma expedição ao longo da costa africana em 1487. Nessa jornada, enfrentou tempestades e desafios marítimos, até avistar o Cabo das Tormentas em 1488, posteriormente renomeado Cabo da Boa Esperança. Essa descoberta representou um marco na história da navegação, abrindo uma nova rota marítima para as Índias.

Leia também: Cristóvão Colombo — o navegante genovês que chegou à América em 1492

Tópicos deste artigo

Resumo sobre Bartolomeu Dias

  • Bartolomeu Dias foi um explorador português do século XV.

  • Ele foi comissionado pelo rei João II, e sua expedição pioneira ao longo da costa africana culminou na descoberta do Cabo das Tormentas, posteriormente renomeado Cabo da Boa Esperança.

  • Bartolomeu Dias liderou uma expedição ao longo da costa oeste africana em 1487, enfrentando tempestades e desafios marítimos, estabelecendo postos avançados e, finalmente, avistando o Cabo das Tormentas em 1488.

  • O Cabo das Tormentas é um promontório rochoso no extremo sul da África, que representou um marco na história da navegação ao estabelecer uma nova rota marítima para as Índias.

  • Bartolomeu Dias não foi diretamente responsável pelo descobrimento do Brasil, mas sua expedição de 1500, direcionada às Índias, acabou desviando-se de sua rota original devido a tempestades, levando à descoberta acidental das terras brasileiras por Pedro Álvares Cabral.

  • Bartolomeu Dias desempenhou um papel crucial na história ao abrir uma nova rota marítima para as Índias, estabelecendo bases para o comércio global e a expansão marítima portuguesa.

Biografia de Bartolomeu Dias

Bartolomeu Dias foi um explorador português do século XV, cuja notoriedade se deve principalmente à sua viagem pioneira ao longo da costa africana. Sua expedição culminou na descoberta do Cabo das Tormentas, posteriormente renomeado pelos portugueses como Cabo da Boa Esperança. A vida e os feitos desse navegante intrépido revelam muito sobre a época das grandes descobertas e o papel crucial desempenhado pelos portugueses nesse período.

Nascido por volta de 1450, pouco se sabe sobre a juventude de Bartolomeu Dias. Sua origem familiar sugere que ele veio de uma linhagem de navegadores experientes, o que pode ter influenciado sua escolha de carreira.

Comissionado pelo rei português João II, Dias partiu em 1487 na expedição que iria mudar os rumos da história da navegação, uma vez que abriu uma nova rota marítima para as Índias, estabelecendo bases para o comércio global e a expansão marítima portuguesa.

Bartolomeu Dias faleceu em 1500 em um naufrágio enquanto liderava uma das embarcações da expedição de Pedro Álvares Cabral, cujo desvio da rota original acabou levado ao “descobrimento” do Brasil.

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Viagem de Bartolomeu Dias à África

A viagem de Bartolomeu Dias à África foi uma das primeiras tentativas documentadas de contornar o extremo sul do continente africano para chegar às ricas terras do Oriente. A rota marítima para as Índias era uma busca árdua e perigosa, mas também extremamente lucrativa, dada a demanda europeia por especiarias e outros produtos exóticos.

Gravura da frota de Bartolomeu Dias e sua expedição, composta por duas caravelas, durante a viagem à África.
Gravura da frota de Bartolomeu Dias e sua expedição, composta por duas caravelas, durante a viagem à África.
 

A expedição de Dias, composta por duas caravelas, navegou ao longo da costa oeste africana, enfrentando tempestades, mar agitado e outros desafios inerentes à exploração marítima da época. Em sua jornada, ele estabeleceu postos avançados ao longo do caminho, ajudando a mapear a costa e a estabelecer uma rota segura para futuras viagens.

O ponto crucial da expedição veio quando Bartolomeu Dias e sua tripulação avistaram pela primeira vez o que ele chamou de “Cabo das Tormentas”, em 1488. Localizado no extremo sul da África, esse promontório rochoso representava um dos maiores desafios para os marinheiros da época, devido aos fortes ventos e correntes perigosas que o cercavam. No entanto, também simbolizava a possibilidade de uma rota marítima para as Índias, contornando o continente africano.

Descoberta do Cabo das Tormentas (Cabo da Boa Esperança)

Réplica da embarcação de Bartolomeu Dias que levou à descoberta do Cabo das Tormentas (Cabo da Boa Esperança).
Réplica da embarcação de Bartolomeu Dias. [2]

A descoberta do Cabo das Tormentas, posteriormente renomeado Cabo da Boa Esperança, é um marco crucial na história da navegação e exploração marítima. Esse promontório rochoso, localizado no extremo sul da África, representou um dos maiores desafios enfrentados pelos navegadores do século XV devido aos fortes ventos e correntes perigosas que o cercavam.

A história por trás dessa descoberta está intrinsecamente ligada ao navegador português Bartolomeu Dias e ao contexto das Grandes Navegações. A viagem bem-sucedida de Bartolomeu Dias e sua expedição provou que era possível alcançar as Índias por via marítima.

As condições climáticas severas e as correntes imprevisíveis tornavam a navegação ao redor desse cabo extremamente perigosa. Devido a isso, o nome “Cabo das Tormentas” foi dado em 1488 por Bartolomeu Dias, quando ele e sua expedição conseguiram contornar o cabo, mas foi posteriormente alterado para “Cabo da Boa Esperança” por decisão do rei português João II e por razões simbólicas e estratégicas.

Primeiramente o rei João II, ao tomar conhecimento da descoberta do Cabo das Tormentas, percebeu o significado histórico e geopolítico dessa conquista. Ele reconheceu que a descoberta do cabo representava não apenas um desafio superado pelos navegadores portugueses, mas também uma nova esperança e oportunidade para o comércio marítimo. O contorno bem-sucedido do cabo abriu uma rota marítima para as Índias, possibilitando o acesso a valiosas especiarias e outros produtos do Oriente, que eram altamente cobiçados na Europa na época. Portanto, o rei João II decidiu renomear o cabo como “Cabo da Boa Esperança” para refletir a perspectiva otimista e as oportunidades econômicas que essa descoberta representava para Portugal.

Além disso, a mudança de nome também tinha uma dimensão simbólica e estratégica. Ao renomear o cabo como “Cabo da Boa Esperança”, o rei João II buscava inspirar e motivar futuras expedições marítimas portuguesas. O novo nome transmitia uma mensagem de esperança, coragem e determinação, incentivando os navegadores a enfrentarem os desafios do mar e a perseguirem novas descobertas e conquistas.

A descoberta do Cabo da Boa Esperança teve consequências significativas para a história da navegação e exploração. Além de abrir uma nova rota marítima para as Índias, permitindo o acesso a preciosas especiarias e outros produtos exóticos do Oriente, também fortaleceu o domínio português sobre as rotas comerciais do oceano Índico. Isso teve um impacto profundo no comércio global e na expansão do império português, consolidando o país como uma potência marítima de primeira ordem.

Bartolomeu Dias e o descobrimento do Brasil

A viagem de Bartolomeu Dias ao Cabo da Boa Esperança e a expedição de Pedro Álvares Cabral que resultou no “descobrimento” do Brasil estão intimamente interligadas, representando momentos cruciais na história das Grandes Navegações e na expansão marítima portuguesa.

Bartolomeu Dias foi o primeiro europeu documentado a contornar o Cabo da Boa Esperança, em 1488, abrindo assim uma rota marítima para as Índias contornando o extremo sul da África. Sua expedição foi encomendada pelo rei português João II, e sua descoberta teve um impacto significativo no cenário geopolítico e econômico da época.

A importância da viagem de Bartolomeu Dias ao Cabo da Boa Esperança reside na abertura de uma nova rota marítima para as Índias, possibilitando o acesso direto às ricas terras do Oriente e suas preciosas especiarias. Isso representou uma mudança fundamental nas rotas comerciais e no comércio global, fortalecendo o domínio português sobre o comércio de especiarias e consolidando Portugal como uma potência marítima de primeira ordem.

A descoberta do Cabo da Boa Esperança também desempenhou um papel crucial na posterior expedição de Pedro Álvares Cabral em 1500. Cabral, seguindo as rotas marítimas estabelecidas por Bartolomeu Dias, partiu de Portugal com uma frota de 13 navios em busca de uma rota para as Índias. No entanto, devido a condições climáticas e erros de navegação, Cabral acabou desviando de sua rota original e avistou em abril de 1500 a costa do que hoje conhecemos como Brasil.

Embora não tenha sido planejada para chegar a esse destino, a viagem de Cabral que levou ao “descobrimento” do Brasil acabou sendo um momento crucial na história da exploração e colonização portuguesa. A descoberta acidental do Brasil abriu novas oportunidades para Portugal na América, iniciando assim o processo de colonização e exploração do Novo Mundo pelos portugueses.

Veja também: Pero Vaz de Caminha — o escrivão da expedição de Pedro Álvares Cabral

Importância de Bartolomeu Dias para a História

A importância de Bartolomeu Dias para a história vai além de suas descobertas geográficas. Sua determinação, coragem e habilidades como navegador serviram de inspiração para gerações futuras de exploradores e navegadores. Ele desafiou os limites do conhecimento geográfico de sua época e abriu novos caminhos para a humanidade com a descoberta do Cabo das Tormentas (Cabo da Boa Esperança) em 1488.

Além disso, o legado de Bartolomeu Dias também está intimamente ligado à Era dos Descobrimentos, um período de intensa exploração marítima e expansão global iniciado pelos portugueses no século XV. Suas viagens e descobertas contribuíram para o desenvolvimento do comércio global, o intercâmbio cultural e o avanço do conhecimento geográfico.

Créditos de imagem

[1] RedCoat / Wikimedia Commons (reprodução)

[2] Sumit Surai / Wikimedia Commons (reprodução)

Fontes

RUSSELL-WOOD, A. J. R. Histórias do Atlântico Português. São Paulo: Editora Unesp, 2021.

MARQUES, A. H. O. Breve História de Portugal. Lisboa: Palas Editores, 2007.

Escritor do artigo
Escrito por: Tiago Soares Campos Bacharel, licenciado e doutorando em História pela USP. Bacharel em Direito e pós-graduado em Direito pela PUC. É professor de História e autor de materiais didáticos há mais de 15 anos.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

CAMPOS, Tiago Soares. "Bartolomeu Dias"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/bartolomeu-dias.htm. Acesso em 15 de abril de 2024.

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