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Deriva continental

Geografia

Teoria da deriva continental foi elaborada por Alfred Wegener, no ano de 1912. Em conjunto com a teoria da tectônica de placas, explica a atual disposição dos continentes.
O movimento das placas tectônicas, descobertas em meados do século XX, condicionou a forma atual dos continentes.
O movimento das placas tectônicas, descobertas em meados do século XX, condicionou a forma atual dos continentes.
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A deriva continental é uma teoria proposta pelo meteorologista alemão Alfred Wegener, no ano de 1912, e que explica a formação dos continentes. Antes de obterem sua configuração atual, as terras emersas do planeta formavam um único bloco continental, a Pangeia. Com o passar do tempo geológico, esse bloco se fragmentou, dando origem, inicialmente, a Laurásia e a Gondwana. Seu movimento contínuo ocasionou um novo rompimento e a atual distribuição dos continentes.

Leia também: O que é uma península?

Resumo sobre a deriva continental

  • A deriva continental é uma teoria elaborada por Alfred Wegener em 1912.

  • De acordo com essa teoria, os continentes terrestres formavam, há mais de 200 milhões de anos, uma massa única chamada Pangeia. Esse bloco continental era banhado pelo oceano denominado Pantalassa.

  • A Pangeia se fragmentou e deu origem a dois continentes: Laurásia e Gondwana. Como não são estáticos, os continentes continuaram a se movimentar até chegarem à atual configuração.

  • A comprovação da existência de grandes blocos rochosos que formam a litosfera (placas tectônicas) e a explicação do mecanismo que os movimentam sobre o magma vieram somente na década de 1960, 30 anos após a morte de Wegener.

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Videoaula sobre a deriva continental

O que é a deriva continental?

A deriva continental é uma teoria, elaborada pelo meteorologista e geofísico alemão Alfred Wegener (1880-1930) no início do século XX, em 1912, que propõe que os continentes terrestres, antes de chegarem a sua forma e posição atual, compunham uma só massa chamada Pangeia há, aproximadamente, 225 milhões de anos. Esse bloco continental seria circundado também por um único oceano, que recebeu o nome de Pantalassa.

As ideias de Wegener foram sistematizadas e publicadas, no ano de 1915, no livro chamado A origem dos continentes e dos oceanos.

Meteorologista e geofísico alemão Alfred Lothar Wegener, autor da teoria da deriva continental.
Meteorologista e geofísico alemão Alfred Lothar Wegener, autor da teoria da deriva continental.

Origem da deriva continental

Antes da apresentação da teoria da deriva continental feita por Alfred Wegener, outros cientistas e pensadores contemporâneos e também muito anteriores a ele fizeram proposições semelhantes com relação ao ordenamento da litosfera e à forma dos continentes. Entre elas estão as ideias de Abraham Ortelius, cartógrafo belga que é considerado o pai do Atlas Moderno e que, ainda no século XVI, escreveu sobre a união pretérita dos continentes tendo como base a sua geometria conhecida.

Embora as ideias de que os continentes estiveram outrora encaixados tenham se propagado com o passar do tempo, elas ganharam força a partir do século XIX sem que houvesse, entretanto, a sua sistematização e maior explanação a respeito dos motivos e mecanismos que levaram à disposição atual dos continentes.

A teoria da deriva continental de Wegerer se originou da observação do desenho das costas da América do Sul e da África, as quais possuem formas complementares que parecem se encaixar perfeitamente. Diferentemente dos seus antecessores, o meteorologista fundamentou as suas ideias com base nas similaridades físicas, geológicas e fósseis encontradas em porções de terra separadas pelos milhares de quilômetros que formam o oceano Atlântico.

Mapa da Pangeia elaborado por Alfred Wegener.
Mapa da Pangeia elaborado por Alfred Wegener.

Com o passar do tempo, e após a morte de Wegener, sua teoria foi sendo aperfeiçoada e se tornou ainda mais abrangente, ganhando elementos que auxiliaram na explicação e no entendimento da dinâmica da litosfera terrestre.

Veja também: Qual a diferença entre tempo geológico e tempo histórico?

Características da deriva continental

A deriva continental explica que, há 225 milhões de anos, no Permiano, todos os continentes estavam unidos em um só bloco que recebeu o nome de Pangeia. O oceano que circundava a Pangeia recebeu o nome de Pantalassa. Alfred Wegener baseou a sua teoria na semelhança entre a foma das costas dos continentes sul-americano e africano principalmente, mas esse não foi o único argumento utilizado por ele.

A composição geológica do substrato rochoso de países localizados em diferentes continentes bem como a continuidade geomorfológica e a semelhança de formas que compõem o relevo sul-americano e africano, por exemplo, foram utilizados também para justificar a ideia de que essas áreas estiveram conectadas no passado geológico.

Para além das evidências geológicas e geomorfológicas, a deriva continental se apoia, ainda, nos registros fossilizados da vida animal e vegetal em continentes diferentes e que representam as mesmas espécies ou indivíduos com características biológicas muito semelhantes.

O gradual movimento dos continentes levou à fragmentação da Pangeia e à formação de duas massas distintas, uma predominantemente no Hemisfério Norte e a outra no Sul, que foram chamadas, respectivamente, de Laurásia e Gondwana. A formação delas ocorreu na era Mesozoica (período Triássico) há, aproximadamente, 200 milhões de anos. Uma vez que as terras não eram estáticas, a sua movimentação contínua fez com que houvesse uma nova separação e o posterior estabelecimento dos continentes como hoje os conhecemos.

A deriva continental não foi um consenso na comunidade científica quando foi lançada, e Wegener, em 1930, não conseguiu provar a sua teoria e também não obteve melhores explicações a respeito do mecanismo que condicionava a movimentação dos continentes. À época, não havia informações suficientes a respeito da formação do interior do planeta Terra e de como era composta a sua crosta. De acordo com Wegener, as extensas massas emersas flutuavam sobre as águas oceânicas, e era o que causava a movimentação dos continentes e a sua consequente fragmentação.

O aperfeiçoamento dos estudos do assoalho oceânico fez com que, na década de 1960, surgisse uma teoria que viria a corroborar com a deriva continental e explicar a formação da litosfera e o porquê de haver o deslocamento das massas continentais. Trata-se da teoria das placas tectônicas ou da expansão do assoalho oceânico. Identificou-se que a litosfera, camada mais externa do planeta Terra, é formada por grandes blocos de rocha que comportam tanto os continentes quanto o fundo dos oceanos. Esses blocos se encontram em movimento lento e constante sobre o magma, o que é causado pelas chamadas correntes de convecção.

A teoria da deriva continental, em conjunto com a tectônica de placas, é a mais aceita e utilizada para a explicação da formação dos continentes e configuração atual da litosfera terrestre.

Exercícios resolvidos sobre a deriva continental

Questão 1 - (Fuvest) A Litosfera é fragmentada em placas que deslizam, convergem e se separam umas em relação às outras à medida que se movimentam sobre a Astenosfera. Essa dinâmica compõe a Tectônica de Placas, reconhecida inicialmente pelo cientista alemão Alfred Wegener, que elaborou a teoria da Deriva Continental no início do século XX, tal como demonstrado a seguir.

Imagem apresentando três etapas da deriva continental.

As bases da teoria de Wegener seguiram inúmeras evidências deixadas na superfície dos continentes ao longo do tempo geológico. Considerando as figuras e seus conhecimentos, indique o fator básico que influenciou o raciocínio de Wegener.

A) As repartições internas atuais dos continentes no Hemisfério Norte.

B) A continuidade dos sistemas fluviais entre América e África.

C) As ligações atuais entre os continentes no Hemisfério Sul.

D) A semelhança entre os contornos da costa sul‐americana e africana.

E) A distribuição das águas constituindo um só oceano.

Resolução

Alternativa D. O raciocínio de Wegener foi influenciado pela semelhança que existe entre o desenho das linhas costeiras da América do Sul e da África, que formam um encaixe quase que perfeito.

Questão 2 - (UFJF) As Figuras 1, 2, 3, 4 e 5, a seguir, mostram a história tectônica da Terra nos últimos 250 milhões de anos de tempo geológico. Cada era, período e época da história geológica da Terra teve uma distribuição de terra e mar, com regiões climáticas, vegetação e fauna distintas, caracterizando uma geografia física diferente da que presenciamos hoje.

Figuras que mostram o processo da deriva continental.

Com base nas figuras apresentadas, responda:

Qual das formas representa o continente Pangea?

A) Apenas a Figura 1.

B) Apenas a Figura 2.

C) Apenas a Figura 3.

D) Apenas a Figura 4.

E) Apenas a Figura 5

Resolução

Alternativa A. A Pangeia consistia em um único conjunto de terras continentais, representado somente na primeira figura.

 

Por Paloma Guitarrara
Professora de Geografia

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

GUITARRARA, Paloma. "Deriva continental"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/deriva-continental.htm. Acesso em 27 de outubro de 2021.

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Lista de Exercícios
Questão 1

Assinale a alternativa que melhor define a Deriva Continental:

a) é a hipótese de que todos os continentes são derivados de um substrato magmático que emergiu através de fissuras ou falhas geológicas;

b) é o sistema de classificação dos continentes, conforme as suas respectivas origens;

c) é a teoria que afirma que todos os continentes, no passado, formavam apenas um, o Pangeia, e que posteriormente se fragmentou graças à tectônica das placas.

d) é o postulado da economia que debate acerca da dependência financeira dos continentes do mundo em relação à Europa.

e) É a lenda relacionada à existência de um continente perdido, denominado Atlantis.

Questão 2

(PUC-PR)

A composição da Litosfera por placas tectônicas está relacionada ao conceito de tectonismo e com a Teoria de Wegener da deriva continental. Uma das provas desse dinamismo da crosta é a existência:

a) dos desertos costeiros.

b) das dorsais oceânicas.

c) das calotas polares.

d) da precessão dos equinócios.

e) da taiga boreal.

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