O cinema brasileiro surgiu no final do século XIX, chegando ao país em 1896, pouco após sua invenção na França, e teve diversos filmes e movimentos de destaque internacional, como o Cinema Novo dos anos 1950 e 1960. Recentemente, o cinema nacional tem sido aclamado internacionalmente, com obras multipremiadas como Ainda Estou Aqui (2024) e O Agente Secreto (2025), o que despertou mais interesse sobre o tema, porém, a sétima arte influencia e é influenciada pela história do país há mais de um século.
Leia também: Qual é a história do cinema?
Tópicos deste artigo
- 1 - Resumo sobre cinema brasileiro
- 2 - História do cinema brasileiro
- 3 - Momentos históricos do cinema brasileiro
- 4 - Destaques internacionais do cinema brasileiro
- → Destaques do cinema brasileiro nas décadas de 1950 e 1960
- → Destaques do cinema brasileiro na década de 1970
- → Destaques do cinema brasileiro na década de 1980
- → Destaques do cinema brasileiro nos anos 1990 e 2000
- → Destaques do cinema brasileiro nos anos 2010
- → Destaques do cinema brasileiro na década de 2020
- 5 - Melhores filmes do cinema brasileiro
- 6 - Dia do Cinema Brasileiro
- 7 - Curiosidades sobre o cinema brasileiro
Resumo sobre cinema brasileiro
- O cinema brasileiro surgiu no final do século XIX.
- O cinema chegou ao Brasil em 1896, pouco após sua invenção na França.
- A primeira filmagem feita em solo nacional, por Afonso Segreto, ocorreu em 19 de junho de 1898, data que hoje marca o Dia do Cinema Brasileiro.
- A primeira exibição cinematográfica aconteceu no Rio de Janeiro, em 8 de julho de 1896.
- O primeiro filme de ficção brasileiro foi Os Estranguladores (1908) e o primeiro filme sonoro, Acabaram-se os Otários (1929).
- Entre 1930 e 1950, houve maior profissionalização, com a criação de estúdios como Cinédia, Atlântida e Vera Cruz.
- Nos anos 1960, o Cinema Novo renovou estética e politicamente o cinema nacional.
- O primeiro grande reconhecimento internacional veio nos anos 1950, com O Cangaceiro (1953), seguido por O Pagador de Promessas (1962).
- A Embrafilme, o Cinema Marginal e as pornochanchadas marcaram as décadas de 1970 e 1980, até a crise provocada pela extinção dos órgãos de fomento em 1990.
- Leis de incentivo e a criação da ANCINE, reergueram a produção nacional nos anos 1990 com filmes como Carlota Joaquina, Central do Brasil e Cidade de Deus.
- A partir dos anos 2010 e 2020, o cinema brasileiro viveu seu período de maior reconhecimento global.
- Bacurau (2019), Ainda Estou Aqui (2024) e O Agente Secreto (2025) são filmes brasileiros premiados no Festival de Cannes, no Globo de Ouro e no Oscar.
História do cinema brasileiro
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Origem do cinema brasileiro (1896-1930)
As origens do cinema no Brasil remontam ao final do século XIX. A tecnologia inovadora chegou rápido ao nosso país, ainda em 1896, menos de um ano após seu “nascimento” na França, em 1895. No Brasil, a primeira exibição cinematográfica ocorreu em 8 de julho de 1896, na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, em uma sessão organizada pelo belga Henri Paillie. Foram projetados oito pequenos filmes produzidos pelos irmãos Lumière, retratando cenas do cotidiano europeu.
A primeira filmagem ocorrida em solo brasileiro se deu em 19 de junho de 1898, no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, pelo ítalo-brasileiro Afonso Segreto, que estava retornando da Europa a bordo do navio Brèsil com um cinematógrafo (equipamento de filmagem) que ele havia recentemente adquirido.
As filmagens registram a chegada da embarcação na Baía de Guanabara, com destaque para a paisagem da baía. O filme foi intitulado “Uma Vista da Baía de Guanabara” e é considerado o marco inicial da produção cinematográfica nacional. É por isso que no dia 19 de junho é celebrado o Dia do Cinema Brasileiro, como veremos mais à frente neste artigo. Infelizmente, os registros dessa primeira obra do cinema brasileiro foram perdidos.
A primeira sala de cinema fixa no Brasil surgiu em 31 de julho de 1897, também no Rio de Janeiro, com o nome de “Salão de Novidades Paris”. O cinema brasileiro mais antigo ainda em funcionamento é o Cine Olympia, em Belém do Pará, inaugurado em 1912. Outro marco inaugural relevante do cinema nacional inclui o primeiro filme nacional de ficção, que foi “Os Estranguladores”, de 1908, dirigido por Antônio Leal e Francisco Marzulo, baseado em um crime real ocorrido nessa época no Rio de Janeiro.
Em 1929, um novo marco: a realização do primeiro filme sonoro nacional, a comédia “Acabaram-se os Otários”, dirigida por Luiz de Barros. Um ano depois, em 1930, foi fundado o primeiro grande estúdio de cinema nacional, a Cinédia, por Adhemar Gonzaga, no Rio de Janeiro, o que foi um grande passo na profissionalização da produção cinematográfica brasileira.
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Estruturação e profissionalização do cinema brasileiro (1930-1950)
Entre as décadas de 1930 e 1950, o cinema brasileiro passou por um processo de maior organização industrial, com a criação de estúdios cinematográficos. O período marca um esforço de construção de um cinema de padrão industrial inspirado em modelos estrangeiros, tendo como referência o cinema hollywoodiano dos Estados Unidos e o cinema europeu, especialmente o francês.
Nessa fase, havia uma tentativa de conciliar qualidade técnica, narrativa clássica e apelo comercial, ainda que enfrentando fortes dificuldades estruturais para se sustentar economicamente em longo prazo. Nela ocorreu o surgimento de três importantes estúdios profissionais. O primeiro foi a Cinédia, fundada em 1930, por Adhemar Gonzaga, no Rio de Janeiro. Esse foi o primeiro estúdio com infraestrutura industrial no Brasil. Gonzaga buscou o modelo de Hollywood para produzir filmes com qualidade técnica.
O segundo grande estúdio desse período foi a Atlântida Cinematográfica, de 1941, fundada por Moacyr Fenelon e José Carlos Burle, no Rio de Janeiro. O foco dessa companhia era fazer um cinema popular e comunicativo, que falasse a língua das massas brasileiras. Com isso, consolidou-se o gênero chanchada, estilo tipicamente brasileiro de cinema que misturava comédia, carnaval e música, e que fez enorme sucesso de público formando as primeiras grandes estrelas de cinema do Brasil, como Oscarito e Grande Otelo. O grande sucesso comercial da Atlântica e de suas chanchadas permitiu que o cinema brasileiro pudesse competir com as poderosas produções estrangeiras nas salas de exibição.
O terceiro grande estúdio que marcou esse período foi a Companhia Cinematográfica Bera Cruz, fundada em 1949, em São Bernardo do Campo, São Paulo, por Franco Zampari e Ciccillo Matarazzo. Esse estúdio marcou uma tentativa ambiciosa de se criar uma espécie de “Hollywood Brasileira” e, para isso, investiram pesado importando técnicos europeus e equipamentos de ponta.
Em 1953, essa empresa lançou o filme O Cangaceiro, dirigido por Lima Barreto, que venceu o prêmio de Melhor Filme de Aventuras e Menção Especial pela trilha sonora no prestigiado Festival de Cannes, sendo o primeiro grande sucesso internacional do cinema brasileiro, tanto de crítica quanto de público.
Apesar do sucesso artístico de suas poucas produções, a Vera Cruz teve um período curto de existência, declarando falência já em 1954. Seu modelo de negócio se mostrou financeiramente insustentável em curto prazo, tornando o negócio inviável. Mesmo com o sucesso mundial de “O Cangaceiro”, em 1953, o retorno financeiro não foi suficiente para cobrir as despesas da empresa. Com fluxo de caixa suficiente, ela acumulou dívidas impagáveis e acabou por liquidar os ativos da companhia.
Outro marco importante do cinema brasileiro nesse período é o Primeiro Congresso Nacional do Cinema Brasileiro, ocorrido em 1952, no Rio de Janeiro, e que reuniu cineastas e intelectuais para discutirem, entre diversos assuntos, a proteção do mercado nacional contra a concorrência estrangeira, que ameaçava dominá-lo, lançando assim as bases que culminaram no Cinema Novo anos depois.
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Cinema Novo (1950-1960)
A partir do final dos anos de 1950 e, sobretudo, ao longo da década de 1960, surge um do movimentos mais marcantes e aclamados da história do cinema nacional: o Cinema Novo. Trazendo uma proposta estética e política inovadora, o Cinema Novo rompeu com os padrões industriais de então, assumindo o cinema como instrumento de reflexão crítica sobre a sociedade brasileira.
Esse movimento articulou linguagem cinematográfica experimental e engajamento político a temas como desigualdade social, identidade nacional e as contradições do desenvolvimento brasileiro, tornando-se uma referência estética central do cinema tanto nacional quanto internacionalmente.
Um ponto interessante é que esse alto nível artístico reconhecido internacionalmente não se deu por meio de vultosos investimentos em capacidade técnica, pelo contrário, partiu do uso da precariedade material da produção artística nacional, de maneira criativa, autêntica e inovadora, como meio de afirmação de uma estética própria e para conquista de autonomia autoral diante da indústria, o que Glauber Rocha, o maior nome desse movimento, sintetizou na frase: “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”.
O Cinema Novo surgiu com forte influência do neorrealismo italiano e da Nouvelle Vague francesa, e teve como principal iniciador o cineasta Nelson Pereira dos Santos, com o filme Rio, 40 graus, de 1955. Filmado nas favelas cariocas com atores não profissionais, esse filme chegou a ser proibido pela censura, na época, por mostrar um Rio de Janeiro pobre e desigual, o que demonstra como ele representava um ponto de inflexão em direção a um olhar mais reflexivo e crítico da sociedade.
No entanto, a consolidação estética e teórica do movimento vem com a produção do aclamado cineasta baiano Glauber Rocha, a figura mais proeminente do movimento, e que trouxe filmes icônicos como: Deus e o Diabo na Terra do Sol, de 1964, que enfoca a desigualdade social e o misticismo do Sertão nordestino como resposta a um contexto de opressão estrutural; e Terra em Transe, de 1967, que explora a identidade nacional e as contradições políticas de forma experimental e inovadora.
O Cinema Novo deu ao cinema brasileiro um enorme reconhecimento internacional, colocando o Brasil no mapa dos grandes festivais. Glauber Rocha recebeu o prêmio de Melhor Diretor em Cannes por O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, de 1969, consolidando a influência desse movimento no cinema mundial e influenciando grandes cineastas como Martin Scorsese e Francis Ford Coppola.
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Embrafilme, pornochanchada e Cinema Marginal (1970-1980)
Nos anos de 1970 e 1980, o cinema brasileiro conviveu com o contexto da Ditadura Militar no Brasil e da Guerra Fria no ambiente internacional, e foi marcado por um processo de diversificação estética e institucional da produção cinematográfica nacional. Surgiram nesse período, produções do chamado Cinema Marginal, filmes de apelo mais popular e filmes de experiência autoral, tudo permeado por por uma presença crescente do Estado no financiamento e na regulação do setor.
A Embrafilme (Empresa Brasileira de Filmes S.A.), produtora e distribuidora estatal fundada em 1969, fez do Estado o maior produtor e regulador do cinema nacional. Figuras como Roberto Farias, que dirigiu a empresa, buscaram conciliar a qualidade do Cinema Novo com o apelo comercial para dominar o mercado interno, tendo um padrão técnico apurado, mas sem aprofundar críticas sociais e políticas, é claro, com a preocupação de não entrar em choque com os interesses do regime autoritário que estava no poder.
Ao mesmo tempo, o Cinema Marginal, surgido no bairro da Boca do Lixo, em São Paulo capital, trazia a proposta de uma ruptura estética radical. Cineastas como Rogério Sganzerla e Júlio Bressane marcaram esse período com filmes icônicos como O Bandido da Luz Vermelha, de Sganzerla, em 1968.
No entanto, o maior sucesso comercial do cinema brasileiro nesse período, com a maior fatia do mercado de exibição, foi o gênero pornochanchada. Caracterizadas por comédias eróticas que aproveitavam as brechas da censura moral do regime, as pornochanchadas foram fundamentais para manter as salas de cinema cheias e a indústria nacional girando financeiramente, apesar de muito criticadas pela elite cultural e por consumidores mais exigentes estética e politicamente. Uma das obras mais importantes desse gênero foi A Dama do Lotação, de 1978, de Neville d’Almeida, que bateu um recorde de bilheteria, com cerca de 12 milhões de espectadores.
A década de 1980 marca o fim de um ciclo do cinema nacional e um contexto de crise econômica do país. A hiperinflação e a crise da dívida externa do país sufocaram investimento da indústria do cinema. O governo Sarney, o primeiro presidente civil após cinco governos militares, tentou “salvar” o setor promulgando a Lei Sarney, de 1986, que foi a primeira grande lei de incentivo fiscal, mas a instabilidade era grande e se intensificou nos anos seguintes.
O golpe final na já claudicante indústria nacional do cinema veio em 16 de março de 1990, quando o recém-eleito presidente Fernando Collor extinguiu a Embrafilme e o Concine, levando o cinema brasileiro a uma forte crise de produção.
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Crise e retomada do cinema brasileiro (1990-2000)
O início da década de 1990 foi marcado por uma profunda crise no cinema brasileiro, associado à extinção dos mecanismos estatais de fomento, especialmente da Embrafilme, do Concine e da Fundação do Cinema Brasileiro, que ocorreu por meio do Decreto nº 99.226 do presidente Fernando Collor de Mello, logo após assumir o governo, em março de 1990. Como resultado disso, a produção nacional de cinema praticamente cessou. Em 1992, apenas um filme brasileiro de longa-metragem foi lançado comercialmente, marcando o ponto mais baixo da história da indústria.
Esse cenário começou a se transformar a partir da chamada retomada do cinema brasileiro, que ocorreu na segunda metade da década, quando novos modelos de financiamento, políticas públicas e estratégias de circulação permitiram a recuperação gradual da produção nacional. Esse período inaugura uma nova fase esteticamente marcada pela diversidade de gêneros, linguagens e públicos.
Um marco importante desse processo de retomada foi a aprovação, em 1991, da Lei Rouanet, idealizada pelo diplomata, filósofo e professor universitário brasileiro Sérgio Paulo Rouanet, que exercia o cargo de secretário de cultura do governo Collor. Essa lei introduziu o mecanismo de renúncia fiscal, mas o cinema precisava de um incentivo mais específico para o setor, o que ocorreu em 1993, com a Lei do Audiovisual, que foi o grande motor da retomada.
Essa legislação permitia que empresas e pessoas físicas abatessem impostos ao investir na produção cinematográfica. Por fim, em 2001, o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso criou a Ancine, agência reguladora cujo objetivo é fomentar, regular e fiscalizar a indústria cinematográfica e videofonográfica nacional. A partir de então, o país voltou a ter uma indústria de cinema mais estável e institucionalizada.
Alguns filmes emblemáticos desse período foram:
- Carlota Joaquina, Princesa do Brazil (1995), de Carla Camurati, grande sucesso de público e crítica;
- Central do Brasil (1998), de Walter Salles, que ganhou o Urso de Ouro em Berlin e recebeu duas indicações ao Oscar de 1999 — Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz para Fernanda Montenegro, a primeira brasileira indicada nessa categoria;
- Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund, mais um filme icônico de grande sucesso de público e crítica, tanto no Brasil quanto internacionalmente, que foi indicado quatro vezes ao Oscar em 2004: Melhor Diretor, para Fernando Meirelles; Melhor Roteiro Adaptado, para Bráulio Mantovani; Melhor Fotografia, para César Charlone; e Melhor Montagem, para Daniel Rezende.
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Momentos históricos do cinema brasileiro
Escolher momentos históricos do cinema brasileiro para um breve texto é sempre algo mais ou menos arbitrário e é certo que muitos momentos ficarão de fora dessa seleção. No entanto, privilegiamos aqui acontecimentos que funcionam como marcos na história do nosso cinema e, por isso, ajudam a compreender tanto suas fases, seus momentos de expansão e suas crises.
- Primeiro filme feito no Brasil, 19 de junho de 1898 — data em que Afonso Segreto capturou, a bordo do navio Brèsil, imagens da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
- Criação da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, em 1949 — formou profissionais altamente qualificados e estabeleceu parâmetros técnicos que influenciaram as gerações seguintes.
- Surgimento do Cinema Novo, meados dos anos de 1950 — redefiniu profundamente o cinema brasileiro ao propor uma estética crítica, autoral, mais politicamente engajada e com um nível de qualidade artística que levou ao seu reconhecimento internacional.
- Premiações e reconhecimento da crítica internacional (1950 e 1960) — O Pagador de Promessas (1962), dirigido por Anselmo Duarte, filme fora do movimento do Cinema Novo, de proposta técnica mais tradicional, venceu a Palma de Ouro, o prêmio máximo do prestigiado Festival de Cannes, na França, e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
- Embrafilme (década de 1970) — tanto favoreceu o investimento em produções nacionais como as limitou politicamente. Permitiu certa estabilidade produtiva, apesar da censura, do controle estatal e da falta de liberdade artística.
- Sucesso de Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995) — o lançamento do filme foi um marco importante e simbólico da retomada do cinema brasileiro após um período de paralisação da produção nacional. Levou cerca de 1,3 milhão de espectadores aos cinemas.
Destaques internacionais do cinema brasileiro
O reconhecimento externo do nosso cinema não se deu de forma contínua ou crescente, mas em ondas, quase sempre articuladas a propostas artísticas que articulavam uma linguagem cinematográfica inovadora com uma reflexão crítica sobre a realidade social e política do nosso país.
→ Destaques do cinema brasileiro nas décadas de 1950 e 1960
- O Cangaceiro (1953): foi o primeiro longa-metragem brasileiro a ganhar prestígio e prêmios internacionais de grande relevância. O filme foi lançado em 82 países e teve um impacto tão grande na França que as mulheres começaram a se vestir com saias rodadas inspiradas nas protagonistas nordestinas do filme. Ficou cinco anos em cartaz na França e recebeu os prêmios de Melhor Filme de Aventura e Melhor Trilha Sonora no prestigiado Festival de Cannes.
- O Pagador de Promessas (1962): venceu a Palma de Ouro, o prêmio máximo do prestigiado Festival de Cannes, na França, e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
No âmbito do movimento do Cinema Novo, diversos filmes, diretores e atores passaram a ser reconhecidos e influenciar a trajetória do cinema na Europa e nos Estados Unidos. O mais premiado diretor dessa geração foi o cineasta baiano Glauber Rocha:
- Deus e o Diabo na Terra do Sol — em 1964, seu filme foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes;
- O Dragão da Maldade — em 1969, seu filme contra o Santo Guerreiro venceu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes;
- Terra em Transe, de 1967, venceu o Prêmio da Crítica (FIPRESCI) no Festival de Cannes.
Outros cineastas desse movimento foram muito reconhecidos e prestigiados internacionalmente, como:
- Nelson Pereira do Santos: seu filme Vidas Secas, de 1963, recebeu menção honrosa no Festival de Cannes de 1964 e ganhou o Prêmio da OCIC (Office Catholique International du Cinéma), outro prestigioso prêmio do cinema francês.
- Cacá Diegues: seu filme Ganga Zumba (1963), de ganhou grande destaque internacional e foi exibido na Semana da Crítica em Cannes, o que já simboliza importante reconhecimento artístico no ambiente cinematográfico internacional.
→ Destaques do cinema brasileiro na década de 1970
Na década de 1970, já fora do contexto do Cinema Novo, temos alguns filmes brasileiros com grande destaque internacional:
- São Bernardo (1972), dirigido por Leon Hirszman, foi aclamado internacionalmente, recebendo prêmios em festivais como o de Cartagena;
- Iracema, Uma Transa Amazônica (1975), de Jorge Bodanzky e Orlando Senna, premiado no Festival de Berlim (Prêmio FIPRESCI) e em outros festivais europeus;
- A Dama do Lotação (1978), dirigido por Neville d'Almeida, foi um grande sucesso comercial internacional, sendo a sétima maior bilheteria da história do cinema brasileiro e transformando a protagonista, Sônia Braga, em uma estrela mundialmente reconhecida.
→ Destaques do cinema brasileiro na década de 1980
- Gaijin, Caminhos da Liberdade (1980) — de Tizuka Yamasaki, recebeu o Prêmio da Crítica no Festival de Cannes (Quinzena dos Realizadores).
- O Beijo da Mulher Aranha (1985) — dirigido por Héctor Babenco, é um dos filmes de maior reconhecimento internacional da história do nosso cinema. Venceu o Oscar de Melhor Ator (William Hurt), além de ter recebido mais três indicações ao Oscar: a de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado. Além disso, o filme venceu o prestigioso prêmio de Melhor Interpretação Masculina no Festival de Cannes.
- Eu Sei Que Vou Te Amar (1986) — dirigido por Arnaldo Jabor, é outro filme bastante premiado nessa década. Fernanda Torres venceu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, tornando-se, com apenas 21 anos de idade, a primeira brasileira a vencer um prêmio de atuação em Cannes. Além disso, o filme também foi indicado à Palma de Ouro de Melhor Filme nesse mesmo festival.
→ Destaques do cinema brasileiro nos anos 1990 e 2000
Nos anos 1990, apesar de toda a crise que marcou o setor na primeira metade da década, destacaram-se:
- O Quatrilho (1995), dirigido por Fábio Barreto, obteve grande destaque internacional ao ser indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, além de diversas premiações em outros festivais como o Festival de Cinema de Havana e o Festival de Viña del Mar.
- Baile Perfumado (1996), dirigido por Paulo Caldas e Lírio Ferreira, conquistou o Prêmio Coral de Melhor Cartaz no 19º Festival de Cinema de Havana, em Cuba, e foi exibido em festivais internacionais de prestígio, como o de Cannes e de Toronto.
- Central do Brasil (1998), de Walter Salles, é um dos mais prestigiados e premiados filmes nacionais de todos os tempos. Recebeu duas indicações ao Oscar: Melhor Filme Internacional e de Melhor Atriz, para Fernanda Montenegro. Venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e o BAFTA na mesma categoria; e venceu o Urso de Ouro de Melhor Filme e deu o Urso de Prata de Melhor Atriz para Fernanda Montenegro no Festival de Berlim, entre diversos outros prêmios nacionais e internacionais.
- Cidade de Deus (2004), de Fernando Meirelles, recebeu quatro indicações ao Oscar (Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Fotografia), estabelecendo um recorde de indicações para uma produção nacional nesse festival, além de ter vencido o BAFTA de Melhor Edição, entre diversas outras premiações internacionais.
- Tropa de Elite (2008), dirigido por José Padilha, conquistou o Urso de Ouro no Festival de Berlim, e Linha de Passe (2008), de Walter Salles e Daniela Thomas, conferiu a Sandra Corveloni o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes.
→ Destaques do cinema brasileiro nos anos 2010
A década de 2010 foi prolífica em filmes nacionais de grande reconhecimento internacional, demonstrando que o setor avançou muito nesse início de século em termos de produtividade e qualidade, apesar dos desafios que ainda são enormes. Alguns exemplos importantes de sucesso internacional:
- Bacurau (2019), dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2019.
- A Vida Invisível (2019), dirigido por Karim Aïnouz, venceu o prêmio principal da mostra Un Certain Regard (Um Certo Olhar) no Festival de Cannes de 2019.
- O Menino e o Mundo (2013), de Alê Abreu, foi indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2016 e venceu o Annie Awards (considerado o “Oscar” da animação).
- Que Horas Ela Volta? (2015), dirigido por Anna Muylaert, ganhou o prêmio especial do júri no Festival de Sundance e o prêmio do público na Mostra Panorama do Festival de Berlim.
- Aquarius (2016), também dirigido por Kleber Mendonça Filho, foi aclamado internacionalmente, com destaque para a atuação de Sonia Braga, recebendo prêmios em diversos festivais.
- O Sal da Terra (2014), documentário dirigido por Juliano Ribeiro Salgado e Wim Wenders, que recebeu o prêmio especial da mostra Um Certo Olhar em Cannes e foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário.
- Cinema Novo (2016), documentário de Eryk Rocha, venceu o prêmio L'Œil d'or (Olho de Ouro) de Melhor Documentário no Festival de Cannes de 2016.
- Lixo Extraordinário (2010), de João Jardim, Karen Harley e Lucy Walker, foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário.
- Som ao Redor (2012), outro de Kleber Mendonça Filho, foi eleito um dos melhores filmes do ano pelo The New York Times e premiado em Roterdã.
→ Destaques do cinema brasileiro na década de 2020
Apesar dos desafios enfrentados pela indústria na década atual — como o drama da pandemia do covid 19 e de um governo, entre 2019 e 2022, apontado por membros da comunidade do cinema nacional como tendo sido avesso ao setor|1| e |2| —, esta tem sido uma das décadas em que o cinema nacional mais se destacou internacionalmente em sua história. O destaque maior vai para duas produções multipremiadas:
- Ainda Estou Aqui (2024), de Walter Salles, e
- O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho.
O longa Ainda Estou Aqui (2024) conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional, a primeira vitória brasileira nessa categoria, além de ter recebido mais duas indicações ao Oscar nas categorias de Melhor Filme e de Melhor Atriz, para Fernanda Torres. O longa também venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama, para Fernanda Torres, além de também ter sido indicado ao prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira.
Foi o primeiro prêmio do país no Globo de Ouro desde 1999, quando Central do Brasil venceu como melhor filme em língua estrangeira. O filme acumulou mais de 60 prêmios internacionais, incluindo Melhor Roteiro no Festival de Veneza, Melhor Filme no Grand Prix FIPRESCI, entre muitos outros de grande renome internacional, o que faz dele um dos mais premiados da história do cinema nacional.
O filme O Agente Secreto (2025), do pernambucano Kleber Mendonça Filho, também desponta como um dos mais premiados da história do nosso cinema, se não o mais premiado, tendo ganhado 56 troféus em 36 premiações até ao início de 2026. Entre os prêmios de maior destaque, venceu dois prêmios no Festival de Cannes, o de Melhor Direção, para Kleber Mendonça Filho, e de Melhor Ator, para Wagner Moura, além de ter sido indicado para a Palma de Ouro (Melhor Filme) nesse mesmo festival.
Também venceu dois prêmios no Globo de Ouro: o de Melhor Filme Internacional e de Melhor Ator, para Wagner Moura. Foi indicado em quatro categorias do Oscar (igualando o recorde nacional de indicações de Cidade de Deus), incluindo o de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Ator, para Wagner Moura.
Além disso, o filme recebeu inúmeras premiações de grande prestígio: venceu o prêmio de Melhor Filme Internacional no Critics Choice; foi indicado a Melhor Filme de Língua Não-Inglesa e Roteiro Original no BAFTA; venceu o prêmio de Melhor Filme, Direção e Ator no Paris Film Critics Awards venceu como Melhor Filme Internacional e Melhor Ator no New York Film Critics Circle Awards, entre dezenas de outras premiações internacionais e nacionais de renome.
Outros filmes brasileiros da década atual que merecem destaque são:
- O Último Azul (2025), de Gabriel Mascaro, que conquistou o Urso de Prata (Grande Prêmio do Juri) e o Prêmio do Juri Ecumênico no Festival de Berlim, além de ter sido indicado ao Urso de Ouro (Melhor Filme) nesse mesmo festival, entre outros prêmios como o de Melhor Longa Ibero-Americano e Melhor Atriz, para Denise Weinberg, no Festival de Guadalajara.
- A Vida Invisível (2019), de Karim Aïnouz, que dominou várias premiações internacionais e brasileiras no início de 2020, incluindo a mostra Un Certain Regard em Cannes e reconhecimento internacional por sua fotografia e elenco.
- Medusa (2021), dirigido por Anita Rocha da Silveira e premiado em festivais internacionais, incluindo menção honrosa no Festival de Sitges e destaque no Festival de Cannes (Quinzena dos Realizadores).
- 7 Prisioneiros (2021), de Alexandre Moratto, que ganhou destaque e prêmios em festivais como o de Veneza.
- Virtuosas (2025), que venceu o prêmio Goes to Cannes no Marché du Film 2025.
Melhores filmes do cinema brasileiro
Definir quais são os melhores filmes da história do cinema brasileiro seria uma enorme pretensão, pois os critérios são múltiplos e podem enfatizar aspectos como impacto histórico, sucesso comercial, impacto e relação com o público, análise acadêmica sob os mais diversos olhares, avaliação dos críticos, entre outras perspectivas tão relevantes quanto essas. Por isso, o que faremos aqui é apontar os caminhos mais comuns ao se buscar responder a essa difícil questão.
→ Filmes premiados do cinema brasileiro
Do ponto de vista dos festivais mais prestigiados do cinema mundial, os filmes listados no tópico anterior são os melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Como vimos, fazem parte dessa lista:
- O Cangaceiro (1953);
- O Pagador de Promessas (1962);
- Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964);
- Terra em Transe (1967);
- O Dragão da Maldade (1969);
- São Bernardo (1972);
- Iracema, Uma Transa Amazônica (1975);
- A Dama do Lotação (1978);
- Gaijin, Caminhos da Liberdade (1980);
- O Beijo da Mulher Aranha (1985);
- Eu Sei Que Vou Te Amar (1986);
- O Quatrilho (1995);
- Baile Perfumado (1996);
- Central do Brasil (1998);
- Cidade de Deus (2004);
- Tropa de Elite (2008);
- Lixo Extraordinário (2010);
- Som ao Redor (2012);
- O Menino e o Mundo (2013);
- O Sal da Terra (2014);
- Que Horas Ela Volta? (2015);
- Aquarius (2016);
- Cinema Novo (2016);
- Bacurau (2019);
- A Vida Invisível (2019);
- Ainda Estou Aqui (2024);
- O Agente Secreto (2025).
→ Clássicos do cinema brasileiro
A ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) tem uma lista chamada “Os 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos”|3|, publicada em 2015. Essa lista dá destaque a clássicos do cinema nacional como:
- Limite (1931), de Mario Peixoto;
- Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha;
- Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos;
- Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho;
- Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha, entre outros 95 nomes de peso.
Quem gosta muito e/ou quer muito conhecer de verdade o cinema nacional pode se programar e assistir a todos esses clássicos.
→ Filmes brasileiros com maior público
Existe um documento intitulado “Listagem de Filmes Brasileiros com mais de 500.000 Espectadores (1970 a 2019)”, disponibilizado pela ANCINE (Agência Nacional do Cinema Nacional)|5|, que serve como o ranking de público oficial de longo prazo do cinema nacional. Com base nessa listagem, os 5 filmes brasileiros com maior público são:
- Nada a Perder (2018), com 12,1 milhões de espectadores;
- Minha Mãe é uma Peça 3 (2019), com 11,6 milhões de espectadores;
- Os Dez Mandamentos - O Filme (2016), com 11,3 milhões de espectadores;
- Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro (2010) que atraiu 11,1 milhões de espectadores aos cinemas;
- Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), um clássico que levou 10,7 milhões de pessoas ao cinema.
Dia do Cinema Brasileiro
O Dia do Cinema Brasileiro é celebrado em 19 de junho e faz referência à data em que, no ano de 1898, o cinegrafista Afonso Segretto realizou o primeiro registro cinematográfico em território brasileiro, mostrando a beleza da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, a bordo do navio Brèsil que retornava da Europa. Curiosamente, o filme gravado por Segreto em 1898 nunca chegou a ser exibido publicamente e acabou se perdendo, embora o registro de sua realização seja aceito como o ponto de partida da história do cinema no Brasil.
Alguns setores e instituições também celebram o dia 5 de novembro, que marca a primeira exibição pública de cinema no Brasil, ocorrida em 1896. O evento aconteceu na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, onde foram projetados curtas-metragens dos irmãos Lumière para a elite carioca. Além disso, a data coincide com o nascimento de Paulo César Saraceni e o falecimento de Humberto Mauro, dois pilares do cinema nacional.
Foi apenas a partir dos anos 1970 que historiadores do cinema brasileiro começaram a adotar formalmente o 19 de junho como a data comemorativa oficial. Essa escolha serviu para diferenciar o ato da produção/realização (fazer o filme) do ato da exibição pública, que ocorreu anteriormente em 1896. Atualmente, a data é validada por órgãos oficiais como a ANCINE (Agência Nacional do Cinema) e o Arquivo Nacional, que utilizam o dia para promover ações de preservação da memória e fomento ao setor.
Em 2024 e 2025, o Dia do Cinema Brasileiro foi utilizado como plataforma para anúncios importantes do governo federal, como a assinatura de decretos que regulamentam a Cota de Tela, garantindo a exibição obrigatória de produções nacionais nos cinemas.
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Curiosidades sobre o cinema brasileiro
- Cena de filme fez uma camiseta se tornar febre comercial:
uma camiseta amarela da troça Pitombeira dos Quatro Cantos, agremiação carnavalesca sediada em Olinda, Pernambuco, que aparece em duas cenas do filme O Agente Secreto (2025), virou símbolo político e popular no Brasil em 2026, vendendo mais de 10.000 unidades por dia após o sucesso do longa e dos prêmios internacionais. - Chanchada já foi o gênero de maior sucesso comercial: entre as décadas de 1930 e 1960, esse estilo nacional de comédia musical, que misturava humor popular e números musicais, foi o estilo de maior sucesso popular e comercial no país, desbancando os grandes nomes do cinema francês e hollywoodiano nas salas de exibição nacionais.
- O primeiro cinema de Belém exibiu filmes com projetores a carvão: o Cine Ópera, inaugurado em 1961, em Belém do Pará, também conhecido como “Bonzão-Bonitão”, chegou a usar projetores movidos a queima de carvão. Foi o único cinema brasileiro que utilizou projetores cinematográficos movidos por esse combustível.
- Eliana Macedo foi uma das primeiras grandes atrizes do cinema brasileiro: considerada a primeira grande estrela do nosso cinema, ela atuou em mais de 20 filmes entre os anos 1940 e 1960, muitas vezes como a mocinha dos galãs.
- Era de Ouro dos curtas no cinema brasileiro: entre 1908 e 1912, houve um boom de curtas silenciosos populares em todo o país, antes mesmo de muitos países sul-americanos terem estruturado sua indústria cinematográfica.
Notas
|1| PANHO, Isabella Alonso. “Diretor de ‘Ainda estou aqui’ diz que filme não sairia nos anos Bolsonaro”. VEJA, 15 fev. 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/maquiavel/diretor-de-ainda-estou-aqui-diz-que-filme-nao-sairia-nos-anos-bolsonaro/.
|2| ANDRADE, Jéssica. “Kleber Mendonça Filho fala sobre ‘guinada à direita’ e Bolsonaro”. Correio Braziliense, 12 jan. 2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2026/01/7331019-kleber-mendonca-filho-fala-sobre-guinada-a-direita-e-bolsonaro.html.
|3| ABRACCINE. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRÍTICOS DE CINEMA. Abraccine organiza ranking dos 100 melhores filmes brasileiros. [S.l.: s.n.], 27 nov. 2015. Disponível em: https://abraccine.org/2015/11/27/abraccine-organiza-ranking-dos-100-melhores-filmes-brasileiros/
|4| ANCINE. Agência Nacional do Cinema. Listagem de filmes brasileiros com mais de 500.000 espectadores 1970 a 2019 (PDF). Brasília: Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual – OCA, [s.d.]. Disponível em: https://www.gov.br/ancine/pt-br/oca/publicacoes/mercado-audiovisual-brasileiro/cinema/arquivos-pdf/listagem-de-filmes-brasileiros-com-mais-de-500-000-espectadores-1970-a-2019.pdf/view
Créditos das imagens
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Fontes
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRÍTICOS DE CINEMA (ABRACCINE). Os 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. São Paulo: Abraccine, 2016.
AGÊNCIA NACIONAL DO CINEMA (ANCINE). Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual. Brasília: ANCINE, s.d.
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