A Tomada da Bastilha (ou Queda da Bastilha) foi o confronto ocorrido em 14 de julho de 1789 que culminou no início da Revolução Francesa (1789-1799). Esse acontecimento foi tão importante que marca o fim da Idade Moderna e o início da Idade Contemporânea. Travado entre populares de Paris e o Exército da França, o conflito resultou na vitória dos civis e no consequente domínio da fortaleza de Bastilha, que, naquele contexto, significava um dos maiores símbolos do absolutismo francês.
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Tópicos deste artigo
- 1 - Resumo sobre a Tomada da Bastilha
- 2 - O que foi a Tomada da Bastilha?
- 3 - Contexto histórico da Tomada da Bastilha
- 4 - Como foi a Tomada da Bastilha?
- 5 - Quem participou da Tomada da Bastilha?
- 6 - Tomada da Bastilha e o início da Revolução Francesa
- 7 - Demolição da Bastilha
- 8 - Exercícios resolvidos sobre Tomada da Bastilha
Resumo sobre a Tomada da Bastilha
- A Tomada da Bastilha foi um conflito ocorrido entre populares franceses e o exército do rei Luís XVI, culminando no início da Revolução Francesa.
- Ocorreu em 14 de julho de 1789, na cidade de Paris.
- A Bastilha era uma fortaleza erigida no século XIV na região de Île de France. No século XVIII, ela passou a simbolizar o absolutismo do Antigo Regime por servir de prisão política e de arsenal do exército francês.
- Na segunda metade daquele século, o Estado francês havia contraído dívidas em decorrência de seu envolvimento em vários conflitos. Como consequência, a inflação e a fome atingiram as camadas mais pobres da sociedade francesa.
- Na estrutura do Antigo Regime, o clero e a nobreza não pagavam a maioria dos impostos, cabendo ao Terceiro Estado, formado por 98% da população francesa, arcar com as taxas exigidas pelo rei.
- O Terceiro Estado, embora representasse a maioria da população, não possuía poder político proporcional. Os apelos por maior participação foram ignorados, e, com isso, a burguesia fundou a sua própria Assembleia Nacional.
- A população parisiense, ciente da possível hostilidade do rei, passou a armar-se conforme militares do exército convocados por Luís XVI tomavam as ruas da cidade.
- A notícia da demissão do ministro Jacques Necker, que simpatizava com o Terceiro Estado, serviu de estopim para os revoltosos, que confrontaram o exército aos arredores e no interior da Bastilha.
- A queda da Bastilha significou um processo revolucionário que só terminaria dez anos mais tarde, em 1799.
- Nesse ínterim, apesar de dezenas de milhares de pessoas terem sido vitimadas por confrontos internos e externos, o Antigo Regime foi desmantelado, e a Idade Moderna deu lugar à Idade Contemporânea.
O que foi a Tomada da Bastilha?
A Tomada da Bastilha (ou Queda da Bastilha) foi o confronto ocorrido em 14 de julho de 1789 que culminou no início da Revolução Francesa (1789-1799). Travado entre populares de Paris e o Exército Francês, o conflito resultou na vitória dos civis e no consequente domínio da fortaleza de Bastilha, que, naquele contexto, significava um dos maiores símbolos do absolutismo francês. A importância e a dimensão do acontecimento significaram a ruptura da Idade Moderna e, consequentemente, o início da Idade Contemporânea.
A Tomada da Bastilha e a indissociável Revolução Francesa devem ser compreendidas em retrospectiva, já que ambos os eventos foram resultantes de décadas de imposições decretadas pelo Antigo Regime e de injustiças sociais que privilegiavam as camadas da nobreza e do clero. Leia com maiores detalhes as suas características no subtópico a seguir.
Contexto histórico da Tomada da Bastilha
Durante a segunda metade do século XVIII, o Estado francês passou a contrair dívidas originárias do investimento no setor bélico, especialmente decorrente da Guerra dos Sete Anos (1756-1763) e o envolvimento direto da França na Guerra de Independência dos Estados Unidos (1775-1783). O iminente colapso financeiro refletia diretamente na maioria da população, que enfrentou ondas de desemprego, de inflação e de crise de alimentos, enquanto, por sua vez, os membros da nobreza e do clero não arcavam diretamente com esses problemas, praticamente isentos dos impostos cobrados pelo Estado. Grande parte da população francesa estava ciente dessas e de outras injustiças, impulsionadas por líderes influenciados pelos ideais do movimento intelectual iluminista, que havia elaborado críticas contra o Antigo Regime durante todo aquele século.
A malsucedida sequência de tentativas de abrandar a situação levou o rei Luís XVI da França a convocar a Assembleia dos Estados Gerais. Nela, cada estrato da sociedade francesa era representado por um Estado: o clero pelo Primeiro Estado; a nobreza pelo Segundo Estado; e toda a população “restante”, desde a alta burguesia (banqueiros, industriais etc.) até a baixa burguesia e os trabalhadores braçais (pequenos comerciantes, artesãos, camponeses, entre outros), pelo Terceiro Estado. Esse último representava a grande maioria da população francesa (algo em torno de 20 milhões de pessoas, ou 98% de seu total), e, quanto mais baixa a classe financeira, maior era a sua carga de impostos. Os camponeses, por exemplo, eram obrigados a bancar mais da metade de sua renda para o Estado, enquanto os detentores da maior parte da riqueza da França, vale reforçar, eram quase isentos dos impostos.
Durante a convocação da Assembleia dos Estados Gerais, não havia proporcionalidade de votos para as decisões levadas em consideração pelo rei. Na prática, enquanto o Terceiro Estado possuía a maioria de representantes (mais exatamente, 578 deles contra 285 da nobreza e 291 do clero), cada estrato possuía um voto de mesmo valor nas questões do Estado. Na prática, isso significava que o clero e a nobreza uniam-se e compartilhavam as mesmas decisões com o intuito de defender seus privilégios, enquanto a burguesia mantinha-se em desvantagem na tentativa de uma participação mais ativa na política francesa.
A Assembleia dos Estados Gerais ocorreu em 5 de maio de 1789, no Palácio de Versalhes. A primeira exigência do Terceiro Estado era que os votos da assembleia fossem considerados pelo número de seus representantes, e não mais por cada Estado. A discussão acerca da possibilidade foi tanta que a assembleia foi dissolvida pelo rei. Insatisfeitos com a tentativa de apaziguar a situação para o Primeiro Estado e para o Segundo Estado, os membros do Terceiro Estado separaram-se dos Estados Gerais e fundaram, de maneira independente, a sua própria Assembleia Nacional.
A tensão entre os Estados só se intensificou. O rei declarou a ilegitimidade da Assembleia Nacional e ameaçou dissolvê-la à força com o uso do Exército. Quando os militares cercaram a assembleia, por sua vez, muitos dos soldados presentes já eram simpáticos às causas do Terceiro Estado (afinal, sua grande maioria não possuía benefícios estamentais). A hesitação de muitos militares serviu de incentivo para que os membros da assembleia resistissem e negassem qualquer rendição diante das tropas convocadas pelo rei.
O problema, para o Terceiro Estado, era que eles necessitavam da legitimidade para concretizar a Assembleia Nacional na prática. Diante da resistência de seus membros, o rei Luís XVI aceitou entrar em um acordo: aquela assembleia seria legítima se pudesse contar com a participação do Primeiro Estado e do Segundo Estado. Essa era a vitória que a burguesia necessitava para que pudesse ser reconhecida legalmente pelo Estado francês.
Em 9 de julho de 1789, o acordo foi firmado. Com isso, a Assembleia Nacional Constituinte foi consolidada para decidir as novas leis que, pela primeira vez, iriam beneficiar o Terceiro Estado. A decisão poderia ter apaziguado a população francesa, mas a capital em Paris ainda recebia um fluxo cada vez maior de soldados convocados pelo rei. Ansiosos, os populares também passaram a organizar-se diante de qualquer ato de violência, e muitos começaram a se armar.
Em 12 de julho, a faísca que faltava para causar uma revolta finalmente aconteceu. Esse estopim foi a demissão, por ordem do rei, do ministro das finanças Jacques Necker, que era simpático às causas populares. Temerosa quanto aos demais movimentos de Luís XVI para suprimir o Terceiro Estado na Assembleia Nacional Constituinte, a população revoltosa armou-se após invadir o Hospital dos Inválidos e cercou a Bastilha, que refletia um dos maiores símbolos do absolutismo francês: afinal, ao mesmo tempo, ela servia tanto de prisão política, quanto de arsenal de armas e de munição do exército.
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Como foi a Tomada da Bastilha?
A Tomada da Bastilha ocorreu em 14 de julho de 1789 e foi um evento conflituoso entre cerca de novecentos revoltosos e pouco mais de cem soldados do Exército francês nos arredores e no interior da fortaleza de Bastilha, construída na região de Île de France, em Paris, no século XIV.
Conforme as negociações entre o rei Luís XVI e a Assembleia Nacional avançavam, a tensão popular foi fomentada durante dias e manifestou-se especialmente após a demissão do ministro Jacques Necker. No dia 14 de julho, a população revoltosa armou-se após invadir o Hospital dos Inválidos, uma estrutura militar que abrigava mais de trinta mil armas, especialmente mosquetes. Em busca de uma quantidade ainda maior de armamentos, cercaram Bastilha, renomada por armazenar armas e munição, além de servir de prisão política.
Após horas de cerco e de tentativas frustradas de negociar a entrega do estoque da fortaleza, realizada por meio de diálogos com o governador marquês de Launay, disparos realizados pelos soldados contra os revoltosos insuflaram os atritos. Ao início da tarde, deu-se início ao conflito, e, apesar da estrutura defensiva e vantajosa para os soldados abrigados na fortaleza, muitos dos militares desertaram e adicionaram canhões ao arsenal da população. O combate durou cerca de quatro horas até que os comandantes da Bastilha optaram pela rendição.
As consequências imediatas da Tomada da Bastilha foram a libertação de seus prisioneiros, a morte de quase cem revoltosos e a execução quase instantânea do marquês de Launay, decapitado logo após a rendição. A longo prazo, esse evento significou o início de um novo período da história Ocidental, a Idade Contemporânea, por iniciar um profundo processo de ruptura com o Antigo Regime.
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Quem participou da Tomada da Bastilha?
A Tomada da Bastilha envolveu cerca de novecentos populares revoltosos de um lado e mais de cem militares do Exército francês do outro, muitos dos quais desertaram a favor dos insurgentes, tanto pela coerção quanto pela simpatia aos ideais do Terceiro Estado. A deserção em massa tornou-se essencial para a vitória dos revoltosos, já que os desertores trouxeram com eles diversas armas da fortaleza, incluindo canhões.
Do lado do exército fiel ao rei Luís XVI, encontravam-se o governador marquês de Launay e o coronel Charles-Eugéne de Lorraine, ambos comandantes de Bastilha na ocasião. Entre os revoltosos, destacaram-se três líderes que seriam peças-chave no processo da Revolução Francesa: Pierre-Augustin Hulin, futuro general de Napoleão Bonaparte; Camille Desmoulins, jornalista e advogado que instigou a população francesa a aderir à revolução, especialmente a partir da notícia da demissão de Necker; Georges Jacques Danton, que se tornaria membro do Comitê de Salvação Pública, Ministro da Justiça e presidente da Convenção Nacional, até ser executado durante o Período do Terror (1793-1794) liderado por Maximilien de Robespierre.
Tomada da Bastilha e o início da Revolução Francesa
Ocorrida em 14 de julho de 1789, a Tomada da Bastilha é um evento inerente à Revolução Francesa. Compreendida como o primeiro evento dessa revolução que atingiria seu término no ano de 1799, a queda da fortaleza de Bastilha é o início de um complexo processo de reestruturação política e social da França e, posteriormente, da Europa.
A conquista da Bastilha possuía significado simbólico, por demonstrar a superação das camadas populares sobre um dos maiores ícones do absolutismo francês em Paris. O sucesso da tomada da fortaleza influenciou populares de toda a nação a rebelarem-se contra o Antigo Regime.
As mudanças ocorridas quase imediatamente incluíam a abolição dos privilégios da nobreza e do clero e de suas leis feudais, a fundação da Guarda Nacional (composta por cidadãos armados para proteger a Assembleia), a aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e a Marcha das Mulheres sobre Versalhes. Esse último, em particular, iniciou-se como um protesto local de mulheres francesas contra os preços dos alimentos e tornou-se uma onda de revolucionários armados que cercou o palácio do rei e exigiu sua presença em Paris, junto da família e dos membros da Assembleia Nacional, a fim de que se aprovassem as demandas populares.
Em 1790, promulgou-se a Constituição Civil do Clero, que transformou os membros da Igreja em funcionários do governo e confiscou os bens da instituição religiosa. No ano seguinte, promulgou-se a primeira Constituição francesa baseada em uma monarquia constitucional. Nela, incluía-se a divisão política em Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e a formação de uma Assembleia Legislativa formada por 745 deputados.
O processo revolucionário foi novamente intensificado em 1792, quando os jacobinos (pequena burguesia) e girondinos (alta burguesia), especialmente, passaram a disputar suas respectivas reivindicações na recém-fundada Convenção Nacional. Naquele mesmo ano, a França havia declarado guerra contra a Áustria e a Prússia, que haviam se tornado ameaças contrarrevolucionárias temerosas com a disseminação dos ideais iluministas. Em 22 de setembro, a França refreou a Prússia e instituiu uma República baseada especialmente nos interesses políticos dos jacobinos, que obtiveram a maioria dos votos da Convenção Nacional.
Posteriormente, em 1793, o rei Luís XVI foi executado na guilhotina, acusado de participar dos complôs internacionais contra a França. Diversas tropas de coalizão antirrepublicanas (naquela ocasião, formadas por austríacos, por prussianos, por ingleses, por russos, por espanhóis e por portugueses) levaram o líder jacobino, Maximilien de Robespierre, a decretar a prisão dos girondinos e a iniciar um governo autoritário conhecido como o Período do Terror, que durou até 1794 e levou à execução de aproximadamente 35 mil pessoas, incluindo aliados que despertassem o mínimo de desconfiança do ditador.
Após a morte de Robespierre, os deputados termidorianos (moderados) tomaram posse na Convenção, o que levou a uma nova onda de guerra civil que se estendeu pelos anos seguintes. O processo revolucionário terminou em 1799, quando o general Napoleão Bonaparte atendeu ao pedido de socorro do Diretório e aplicou um golpe de Estado que daria início à Era Napoleônica.
Demolição da Bastilha
Por ser um símbolo do absolutismo, a Bastilha, que se estima ter medido até 90 metros de comprimento, 46 metros de largura e 30 metros de altura em seus pontos mais altos, foi demolida em poucos meses após sua tomada.
O processo de demolição iniciou-se no dia seguinte ao evento, em 15 de julho de 1789, envolvendo cerca de mil trabalhadores comandados pelo empreiteiro Pierre-François Palloy (que, diz-se, procurou lucrar o máximo possível com a venda de resquícios da fortaleza e de miniaturas feitas de suas pedras e até mesmo com visitas guiadas pelo local em processo de demolição).
Ao contrário dos métodos de implosão utilizados atualmente, a demolição da Bastilha foi feita manualmente, por meio de picaretas, marretas e outras ferramentas. Além disso, as pedras da fortaleza foram reaproveitadas em outras obras públicas (especialmente na Ponte da Concórdia, em Paris). Em novembro daquele mesmo ano, a demolição já havia sido concluída, e, em seu lugar, inaugurou-se a Praça da Bastilha.
Exercícios resolvidos sobre Tomada da Bastilha
Questão 1
(IFSP - Adaptado) Antes de 1789, inúmeros problemas devastavam a França, o que a levou à grande revolução de 14 de julho. Assinale a alternativa que contém os fatores que propiciaram o surgimento da Revolução.
A) O decreto do Bloqueio Continental por Napoleão Bonaparte, o que levou praticamente toda a Europa a uma guerra. Esta, fazendo milhares de vítimas entre os franceses, trouxe um colapso à economia (pela diminuição da mão de obra) o que levou o país à revolução de 14 de julho.
B) A coroação de Luís XIV como o “rei Sol”. Monarca vaidoso e perdulário, construiu Versalhes, solapando as finanças francesas, o que levou o país a imensos déficits. Descontentes com a situação, filósofos iluministas pregavam a substituição da Monarquia por uma República e a luta entre monarquistas e republicanos levou ao início da Revolução.
C) O enorme déficit causado por altos gastos com a Corte e o pagamento de dívidas aliado às baixas receitas, recaindo todo o ônus dos impostos sobre o Terceiro Estado. Além disso, o ideário iluminista adotado pela burguesia fez com que esta se dispusesse a lutar por uma igualdade jurídica.
D) A França estava devastada pelas guerras de religião, havendo perseguições e assassinatos de huguenotes pelos católicos. Buscando a paz social, o rei Luís XIV estabeleceu o Edito de Nantes, trazendo a liberdade religiosa. Descontentes com a medida real, os católicos depuseram e aprisionaram o rei, o que deu início à revolução.
Resolução:
Alternativa C.
Influenciados pelo iluminismo, os representantes da burguesia passaram a reivindicar uma maior participação do Terceiro Estado na política, já que a grande maioria dos impostos reincidia sobre a população menos privilegiada da sociedade francesa do Antigo Regime.
Questão 2
(Etec - Adaptado) Iniciada em 1789, a Revolução Francesa tinha como um de seus principais objetivos a abolição da sociedade de Antigo Regime, com o fim dos privilégios e das desigualdades entre os diferentes grupos sociais. Pouco antes da Revolução, a sociedade francesa estava dividida entre:
A) apoiadores de Napoleão e de Robespierre, importantes lideranças políticas conservadoras que lutavam pela manutenção da monarquia francesa.
B) burguesia e trabalhadores rurais e urbanos, já que o clero e a nobreza não tinham participação significativa na política francesa no período pré-revolucionário.
C) Girondinos e Sans Culottes, grupos rivais que disputavam a hegemonia política e representavam os diferentes interesses da burguesia na relação com o rei Luís XVI.
D) Primeiro e Segundo Estados (clero e nobreza), que reuniam cerca de 2% da população, e Terceiro Estado, que abrigava a burguesia, os trabalhadores urbanos e rurais e pagava, sozinho, todas as taxas e os impostos diretos cobrados pela monarquia.
E) Primeiro e Segundo Estados (clero e nobreza), que reuniam a minoria da população, mas pagavam, sozinhos, todas as taxas e os impostos diretos que financiavam os programas assistenciais que mantinham parte do Terceiro Estado.
Resolução:
Alternativa D.
No Antigo Regime francês, o sistema de estamentos inseria a maior camada da população, cerca de 98% dela, no Terceiro Estado. Enquanto esse grupo arcava com a maior parte dos impostos cobrados pelo Estado francês, o clero (Primeiro Estado) e a nobreza (Segundo Estado) eram privilegiados com a isenção da maior parte das cobranças. No cenário político, significava que o clero e a nobreza defendiam os mesmos interesses em oposição às reivindicações da grande porcentagem populacional.
Crédito de imagem
Guillaume Flament / Wikimedia Commons (reprodução)
Fontes
BERTAUD, Jean-Paul. The Army of the French Revolution. Princeton: Princeton University Press, 1988.
CHARTIER, Roger. Origens culturais da Revolução Francesa. São Paulo: UNESP, 2009.
ELIAS, Alice. Revolução Francesa: Robespierre e a maior parte dos jacobinos são executados na guilhotina, 2022. In: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (USP). Disponível em https://www.fflch.usp.br/34666.
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LEFEBVRE, Georges. 1789: O surgimento da Revolução Francesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2019.
PINSKY, Carla B. História da cidadania. São Paulo: Editora Contexto, 2015.
REED, Kalso. Bastille, 2019. EBSCO. Disponível em https://www.ebsco.com/research-starters/history/bastille.