Notificações
Você não tem notificações no momento.
Whatsapp icon Whatsapp
Copy icon

Narcolepsia

Narcolepsia é um distúrbio que provoca uma sonolência extrema no indivíduo durante o dia, podendo comprometer negativamente sua rotina e suas relações sociais.

Mulher dormindo apoiada sobre a mesa de um escritório, sendo observada por outras pessoas; um sinal de narcolepsia.
A narcolepsia é uma sonolência diurna excessiva que pode prejudicar a vida do indivíduo em diferentes aspectos.
Imprimir
Texto:
A+
A-
Ouça o texto abaixo!

PUBLICIDADE

 Narcolepsia é uma condição clínica incurável que apresenta como principais sintomas a sonolência diurna excessiva e a cataplexia. A doença está associada com fatores genéticos e ambientais e apresenta origem hipotalâmica. O paciente apresenta ataques de sono durante o dia e uma vontade incontrolável de dormir.

 Além disso, ele pode sofrer perda repentina da força muscular (cataplexia), episódios em que é incapaz de se mover, sono noturno interrompido e alucinações ao adormecer ou despertar. A narcolepsia traz grandes prejuízos ao indivíduo, e, apesar de não possuir cura, medicamentos e mudanças comportamentais podem auxiliar na redução dos sintomas.

Leia também: Dormir pouco faz mal para a saúde?

Tópicos deste artigo

Resumo sobre narcolepsia

  • A narcolepsia é uma condição clínica crônica que provoca sonolência excessiva e cataplexia.

  • Fatores ambientais e genéticos estão relacionados com o desenvolvimento da doença.

  • Sem o tratamento adequado, a narcolepsia pode causar grandes danos à qualidade de vida do indivíduo.

  • O diagnóstico é feito com base em entrevista com o paciente e exames que avaliam o sono.

  • O tratamento é dividido em comportamental e medicamentoso.

O que é narcolepsia?

Narcolepsia (narco significa “estupor” e lepsia, “ataques”) é uma condição clínica que se caracteriza por uma vontade incontrolável e súbita de dormir. Trata-se de uma doença crônica que apresenta origem hipotalâmica e que se associa com fatores genéticos e ambientais.

Foi descrita pela primeira vez em 1877 em um artigo escrito pelo psiquiatra alemão Westphal e intitulado “Eigenthümliche mit Einschlafen verbundene Anfälle” (convulsões peculiares associadas ao adormecer). O termo narcolepsia, no entanto, foi utilizado pela primeira vez por Jean Baptiste Édouard Gélineau, neuropsiquiatra francês.

De acordo com a Associação Brasileira do Sono, uma em cada 2000 pessoas são afetadas com a narcolepsia. É importante deixar claro que a narcolepsia não é apenas uma sonolência, tampouco preguiça, tratando-se de um problema de saúde que pode provocar grande impacto psicossocial.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Sintomas da narcolepsia

O indivíduo com narcolepsia apresenta episódios de súbita e incontrolável vontade de dormir. Ele pode adormecer mesmo durante alguma atividade, como comer ou dirigir, o que pode provocar sérios acidentes. Além disso, os pacientes, geralmente, queixam-se de um sono superficial e não reparador.

Homem dormindo com a boca aberta segurando o volante, dentro de um carro; narcolepsia pode provocar acidentes de trânsito.
Sono e direção são uma combinação perigosa. Narcolepsia pode provocar acidentes de trânsito.

Além da sonolência característica, a narcolepsia provoca cataplexia. A cataplexia consiste em uma perda breve e súbita do controle voluntário dos músculos do corpo. Essa perda de controle é recorrente e reversível e ocorre após situações de emoção. Em geral, não se observa perda de consciência.

Outros sintomas da narcolepsia incluem:

  • paralisia do sono (incapacidade de se mover ao adormecer ou despertar);

  • sono noturno fragmentado;

  • alucinações hipnagógicas-hipnopômpicas (alucinações que ocorrem ao adormecer ou despertar);

  • pesadelos;

  • déficits cognitivos;

  • episódios de comportamentos automáticos;

  • obesidade;

  • diabetes tipo II;

  • parassonias (transtornos indesejáveis que ocorrem no início do sono, durante o sono ou no despertar).

Além disso, os indivíduos com a doença podem desenvolver problemas como depressão e ansiedade.

Saiba mais: Por que precisamos dormir?

Diagnóstico da narcolepsia

O diagnóstico é feito com base na análise dos sintomas descritos pelo paciente. O médico inicialmente aplica um questionário pelo qual é possível analisar a gravidade da sonolência e então solicitar exames para avaliar o sono. Os exames utilizados para o diagnóstico são a polissonografia noturna e o teste diurno de múltiplas latências do sono.

Tratamento da narcolepsia

A narcolepsia é uma doença crônica incurável, entretanto, algumas medidas permitem que os sintomas sejam amenizados e ocorra a melhoria da qualidade de vida do paciente. A terapia para narcolepsia consiste no tratamento comportamental e medicamentoso.

No que diz respeito ao tratamento comportamental, ele se baseia em mudanças na rotina do paciente, tais como: procurar atividades relaxantes na hora de dormir; evitar alimentos pesados próximos ao horário de ir para cama; manter horários regulares para dormir; e programar cochilos curtos durante o dia a fim de aumentar o estado de alerta. Já os medicamentos são utilizados para tentar controlar a sonolência excessiva e a cataplexia.

 

Por Vanessa Sardinha dos Santos
Professora de Biologia  

Escritor do artigo
Escrito por: Vanessa Sardinha dos Santos Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Goiás (2008) e mestrado em Biodiversidade Vegetal pela Universidade Federal de Goiás (2013). Atua como professora de Ciências e Biologia da Educação Básica desde 2008.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Narcolepsia"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/narcolepsia.htm. Acesso em 21 de junho de 2024.

De estudante para estudante