Notificações
Você não tem notificações no momento.
Whatsapp icon Whatsapp
Copy icon

Epilepsia

A epilepsia é uma doença caracterizada por crises epilépticas recorrentes e pode ser classificada em generalizada ou focal.

Imagem com alguns comprimidos, agulha, termômetro e tubos de medicamento em cima de um papel branco escrito Epilepsia.
O tratamento da epilepsia visa à redução das crises
Imprimir
Texto:
A+
A-
Ouça o texto abaixo!

PUBLICIDADE

A epilepsia é um distúrbio de saúde grave que afeta diretamente a qualidade de vida do portador. Essa doença apresenta uma prevalência em torno de 0,5% a 1,0% da população, e a incidência das crises é maior no primeiro ano de vida e após os 60 anos de idade, apesar de poder ocorrer em qualquer idade.

Leia também: Infarto — uma das principais causas de morte em nosso país. 

Tópicos deste artigo

O que é a epilepsia?

A epilepsia é uma doença cerebral crônica relacionada com uma alteração reversível e temporária no funcionamento do cérebro, desencadeada por descargas elétricas anormais nos neurônios cerebrais. Sua principal característica é a recorrência de crises epiléticas não provocadas. A crise não provocada é aquela que não foi desencadeada por traumatismos, febre e alterações hidroeletrolíticas, por exemplo.

Quais são os tipos de crises epilépticas?

As crises epilépticas costumam ser classificadas em dois grandes grupos:

  • Generalizadas: apresentam como característica o envolvimento dos dois hemisférios cerebrais ao mesmo tempo. Normalmente, essas crises são determinadas geneticamente e são acompanhadas de quadros de alteração consciência. Quando apresentam manifestações motoras, estas sempre são bilaterais.

  • Focais: nesse tipo de epilepsia, as crises apresentam o seu início em uma área específica do cérebro, ficando restritas a um hemisfério cerebral. Sendo assim, sua manifestação está diretamente ligada ao local em que a crise se iniciou. Essas crises podem ainda ser classificadas em simples, quando não há perda de consciência, e em complexas, quando ocorre perda de consciência.

Vale salientar que uma epilepsia focal pode ter o estímulo propagado para todo o córtex cerebral, desencadeando uma crise focal secundariamente generalizada.

Quais são os sintomas da epilepsia?

Durante uma crise epiléptica, os pacientes permanecem, em geral, como se estivessem desligados e, após o episódio, sentem-se confusos e podem ter problemas de memória. Nas chamadas crises tônico-clônicas, o paciente fica com corpo rígido, e suas extremidades tremem e contraem-se. Vale lembrar que existem outras formas de crise. Normalmente, em crises com duração de menos de cinco minutos, uma pessoa epilética não necessita de ajuda médica.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Como é feito o diagnóstico de epilepsia?

O diagnóstico de epilepsia é feito pelo entendimento da vida do paciente, analisando-se, por exemplo, quando ocorrem as crises, quais os intervalos existentes entre elas e realizando exames físicos. Para entender o histórico das crises, é importante que uma outra pessoa que já tenha presenciado o episódio descreva-o ao médico. Exames complementares ainda podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico, e o principal deles é a eletroencefalografia.

Existe tratamento para a epilepsia?

A epilepsia possui tratamento que visa melhorar a qualidade de vida do paciente, controlando a quantidade de crises com medicamentos anticonvulsivantes. Em alguns casos, é necessário o tratamento cirúrgico, que é uma alternativa para tratar as crises que não podem ser controladas.

Veja também: Meningite — doença grave que atinge o sistema nervoso.

O que é possível fazer para ajudar uma pessoa em crise?

Inicialmente, é fundamental manter a calma, pois, de uma maneira geral, a crise dura apenas poucos minutos. Algumas recomendações são feitas, tais como:

  • deixar a pessoa em local seguro;

  • retirar qualquer objeto da mão do paciente, ou próximo, que possa causar ferimentos;

  • manter a pessoa deitada de lado;

  • afrouxar as roupas;

  • se possível, colocar a cabeça do paciente sobre um travesseiro.

Além disso, é fundamental não dar nada para a pessoa beber ou cheirar durante a crise, nem tentar segurar a sua língua.

Atenção: É importante ligar para o serviço de emergência quando as crises durarem mais de cinco minutos ou se o paciente não retornar a seu estado normal de consciência.



 

Escritor do artigo
Escrito por: Vanessa Sardinha dos Santos Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Goiás (2008) e mestrado em Biodiversidade Vegetal pela Universidade Federal de Goiás (2013). Atua como professora de Ciências e Biologia da Educação Básica desde 2008.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Epilepsia"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/saude/epilepsia.htm. Acesso em 19 de junho de 2024.

De estudante para estudante