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O uso de medicamentos em creches e escolas

O uso de medicamentos em creches e escolas é um assunto sério, sendo fundamental conhecer a legislação vigente antes de fornecer um medicamento a um aluno.

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O uso de medicamentos em creches e escolas é um tema bastante polêmico e delicado. As instituições de ensino contam com uma grande quantidade de alunos, os quais ficam nesse estabelecimento por, pelo menos, quatro horas.

Diante desse cenário, é comum que alguns desses alunos, em algum momento do ano letivo, sintam mal estar e solicitem um medicamento para aliviar os sintomas. Além disso, alguns ficam doentes e necessitam continuar o tratamento no período em que estão na escola. Nesse momento surge uma grande dúvida: é correto a instituição de ensino fornecer medicamentos?

Leia mais: Diferença entre remédio e medicamento – regras de qualidade, eficácia e segurança

Tópicos deste artigo

As escolas podem fornecer medicamentos aos alunos?

Em alguns locais do país, existem legislações específicas a respeito de berçários, creches e escolas poderem administrar medicamentos para crianças e adolescentes. Geralmente essas leis determinam, por exemplo, que o estabelecimento tenha a cópia da receita médica detalhando a dose e o horário da medicação e do relatório médico autorizando-o a administrar o medicamento quando ele for de uso contínuo. É importante, portanto, que a escola tenha consciência das regras estabelecidas para as instituições de ensino de sua região, uma vez que, em alguns locais, há restrições para a administração.

Administração de medicamento pela escola depende de leis específicas.
Administração de medicamento pela escola depende de leis específicas.

As instituições autorizadas a administrar medicamentos aos alunos devem organizar-se de modo que esse fornecimento seja feito de maneira adequada. A escola deve, por exemplo, ter um responsável pelo recebimento desse medicamento, acondicioná-lo em um local adequado, devidamente identificado e com as recomendações médicas, e garantir que sua administração seja feita em horário correto.

Um ponto importante é que os pais organizem-se, no caso de medicamentos que devem ser administrados uma vez por dia ou entre intervalos longos, como de 12 em 12 horas, para que a administração não ocorra no horário de aula. Isso evita transtornos com a instituição de ensino e, caso a escola não administre medicamentos, evita que o aluno tenha que levar seu medicamento para escola e ser responsável por tomá-lo.

Nesse último caso, é importante deixar claro o perigo que esse ato pode causar, pois é muito comum que a criança esqueça o horário de administração e até mesmo erre a dose do medicamento. A Sociedade Brasileira de Pediatria salienta, no entanto, que adolescentes podem responsabilizar-se por sua medicação.

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Recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que as famílias que possuem crianças em idade escolar adotem as seguintes medidas:

  • As famílias devem encaminhar sempre a receita médica para a escola;

  • As famílias devem evitar dar muitas doses do medicamento na escola, a fim de diminuir a possibilidade de enganos, atrasos e esquecimentos;

  • Os medicamentos devem ser enviados sempre em suas embalagens originais e identificados com o nome do aluno;

  • Os responsáveis devem aceitar que muitas escolas podem considerar inviável interromper suas atividades para fornecer os medicamentos em intervalos curtos ou que demandem tempo e complexidade;

  • As famílias devem sempre ter contato com a equipe gestora da instituição de ensino, uma vez que dúvidas podem surgir no momento de administração do medicamento.

Leia também: Riscos da automedicação – o que é e consequências

Reações adversas dos medicamentos

Medicamentos só devem ser utilizados mediante prescrição médica.
Medicamentos só devem ser utilizados mediante prescrição médica.

É importante salientar que qualquer medicamento, por mais conhecido e utilizado pela população que ele seja, pode desencadear efeitos colaterais. Sendo assim, fornecer um medicamento pode ser um problema grave para a instituição de ensino caso o aluno desenvolva alguma reação adversa.

Além disso, é importante deixar claro que nenhum medicamento pode ser fornecido sem que haja recomendação médica. Quando a escola está autorizada a administrar a medicação, é fundamental que a dosagem de cada medicamento e o horário para a sua administração sejam respeitados de maneira rigorosa. Essas recomendações são importantes para evitar casos de intoxicação, por exemplo.

 

Por Vanessa Sardinha dos Santos
Professora de Biologia

Escritor do artigo
Escrito por: Vanessa Sardinha dos Santos Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Goiás (2008) e mestrado em Biodiversidade Vegetal pela Universidade Federal de Goiás (2013). Atua como professora de Ciências e Biologia da Educação Básica desde 2008.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "O uso de medicamentos em creches e escolas"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/saude-na-escola/o-uso-de-medicamentos-em-creches-e-escolas.htm. Acesso em 25 de maio de 2024.

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