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Umidade atmosférica e umidade relativa do ar

Geografia

A umidade relativa do ar é diferente da umidade absoluta, pois se relaciona com o ponto de saturação presente na atmosfera.
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A umidade atmosférica é, por definição, a quantidade de água presente no ar em forma de vapor, ou seja, além dos vários gases que compõem a atmosfera, é possível encontrar também a água em sua forma gasosa no ambiente em que vivemos. Essa substância é fundamental para regular a dinâmica climática e também nos auxiliar em diversos processos biológicos.

Mas qual é a diferença entre umidade do ar e umidade relativa do ar?

A umidade relativa do ar, termo frequentemente utilizado na divulgação de previsões meteorológicas, é um elemento atmosférico referente à saturação da água presente no ar. Para entendê-la, é preciso considerar a seguinte premissa: quando a umidade absoluta do ar for superior a 4% (isto é, quando houver quatro partes de água para cada cem partes de ar), ocorrerá a sua saturação e a água precipitar-se-á. No entanto, a depender da variação das temperaturas, o Ponto de Saturação do ar pode ser maior ou menor.

Nesse sentido, a umidade relativa do ar é a quantidade de água presente no ar em relação ao seu ponto de saturação. Assim, quando dizemos que a umidade relativa do ar é de 60%, significa que o ar está com 60% da sua capacidade máxima de água.

Se considerarmos, portanto, que o ponto de saturação do ar é de 4%, conforme citado acima, então, quando a umidade relativa for de 60%, a umidade absoluta será de 2,4% . Consequentemente, quando está chovendo, significa que a umidade relativa do ar no local está em sua porcentagem máxima.

Além de interferir nas condições meteorológicas, a umidade do ar também altera as condições climáticas. Em ambientes em que a umidade é mais elevada, as temperaturas costumam variar menos, havendo uma oscilação menor ao longo do dia. O processo inverso acontece quanto o ar está mais seco.

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A umidade relativa do ar e a saúde

Ambientes muito úmidos são considerados desconfortáveis pelas pessoas, pois dificultam a transpiração do corpo, além de dar a sensação de um ambiente mais “abafado”. Por outro lado, a redução extrema dos níveis de umidade também provoca efeitos que podem prejudicar a nossa saúde, pois quando o ar está muito seco, sentimos a rápida perda de água em nosso corpo, além da desidratação das vias respiratórias e mucosas.

Os baixos níveis de umidade do ar são assim classificados:

De 20% a 30% – Estado de Atenção: recomenda-se, nesse tipo de situação, a não realização de atividades físicas ou esforços muito grandes durante as horas mais quentes do dia, entre 11h e 15h no horário comum.

De 12% a 20% – Estado de Alerta: o melhor, nesse caso, é não realizar grandes esforços entre 10h e 16h, consumir bastante água, evitar ambientes muito aglomerados e fechados e, se necessário, utilizar soro fisiológico para os olhos e narinas.

Abaixo de 12% – Estado de Emergência: deve-se manter todas as recomendações dos estados acima, além de evitar ao máximo a realização de esforço físico durante todo o dia. É recomendado que se procure umidificar locais fechados com aparelhos específicos ou até com toalhas molhadas.


Por Me. Rodolfo Alves Pena

A saturação do ar acontece quando o ambiente está muito úmido
A saturação do ar acontece quando o ambiente está muito úmido

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

PENA, Rodolfo F. Alves. "Umidade atmosférica e umidade relativa do ar"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/umidade-atmosferica-umidade-relativa-ar.htm. Acesso em 23 de novembro de 2019.

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